Capítulo 9 • Aquele dia do desabafo
Tempo estimado de leitura: 20 minutos
23 de Março
Sakura e Naruto entraram no apartamento dela e o loiro explicou tudo que tinha acontecido, estava desesperado e pensando no quão longe o pai de Sasuke teria mandado ele. Cada minuto que passava pareciam ser preciosos, sabe lá se Fugaku não teria sequestrado Uchiha, colocado ele em um avião e, a essa hora, ele estaria longe demais para alguém fazer algo.
— Calma, Naruto! — Sakura respirou fundo e Uzumaki sentou no sofá. — Precisamos pensar racionalmente. Você ligou para todos os nossos amigos?
— Sim, Saky, liguei pra todos, tentando não parecer tão desesperado quanto estou agora, mas ninguém viu o Sas. — Naruto tinha os olhos brilhantes e vermelhos de tanto chorar.
— Fugaku não conseguiria colocar ele em um avião, não por vontade própria, pelo menos. — Seu amigo arregalou os olhos pensando o pior. — Não foi isso que eu quis dizer. — Sentou no sofá junto de Uzumaki e o abraçou. — Acho que até um pai tem escrúpulos! Mesmo que seja um pai como ele… — finalizou com uma careta.
— Vou ligar para o irmão dele. — Buscou o contato rapidamente no seu smartphone.
— O pai do Sas não disse que mandaria o irmão para buscar ele? — Sakura franziu o cenho.
— Ele não faria isso… — Naruto colocou o celular no ouvido e pediu aos céus que o Uchiha mais velho atendesse.
— Eu vou tomar um banho rápido, estou há três dias sem um banho decente. — Naruto balançou a cabeça positivamente e Haruno correu para o banheiro.
Sakura tirou a roupa e entrou no box, tentava pensar com calma, mas a realidade é que estava tão nervosa quanto Uzumaki. Deixou a água morna acalmar seus músculos tensionados pelo nervosismo da situação, lavou os cabelos com calma. Passou uma máscara no cabelo, lavou o rosto com seu sabonete próprio para isso e finalmente entrou embaixo do chuveiro novamente para tirar tudo. Saiu do box, pegando a toalha, assim que terminou de se secar, vestiu um short curtíssimo e uma blusa que ia até o meio de suas coxas. Passou um creme no rosto e outro no corpo, o cheiro de morango aumentava à medida que ela espalhava o produto. Ela então saiu do quarto penteando os cabelos e foi em direção à geladeira, ficando de costas para a sala.
— Naru, você já comeu? — A médica pegou uma jarra de chá gelado, um copo e serviu-se. — Sei que é uma péssima hora pra isso… — Deu um gole e virou-se na intenção de continuar, mas acabou se engasgando com o líquido. — Itachi?!
— Vocês se conhecem? — perguntou Uzumaki, franzindo o cenho.
Itachi riu, enquanto via Sakura secando a boca com um pano de prato e disse:
— Sim, ela salvou a minha vida.
Depois que Sakura explicou apenas a parte de ela ter sido a médica cirurgiã que tinha atendido Itachi, os três discutiram como eles iam descobrir onde Sasuke estava. Não era tão difícil, já que o pai dele disse que faria de tudo para levá-lo para casa e deixar ele longe de Naruto, só podia ter sido o chefe de polícia. Eles sabiam o poder que Fugaku tinha na cidade, então precisariam agir com cautela.
— Eu sempre almoço com meus pais no domingo, vou investigar a casa quando estiver lá — disse Uchiha.
— Vou ter que ficar esperando até domingo? — Naruto estava em pânico.
— Temos que agir com sabedoria, meu pai não é idiota. Se eu for até lá de repente, ele vai saber que eu sei que o Sas sumiu e vai desconfiar de algo — explicou ele. — Fique tranquilo, vamos trazer o Sas de volta. — Itachi piscou para o cunhado e deu dois tapinhas no ombro dele, tentando tranquilizá-lo.
— Não vou conseguir ficar sozinho no apartamento esperando por notícias… Eu… — Naruto abaixou a cabeça pensando no quanto seria difícil aquelas noites sem o seu namorado.
— Tenha calma, Naru, não vou te deixar sozinho. — Sakura segurou a mão do seu melhor amigo e sorriu. — Você dorme aqui comigo. — O loiro abraçou a médica e respirou fundo tentando relaxar.
— Vai dar tudo certo. — Itachi curvou os lábios em um sorriso sincero.
Sakura e Naruto se despediram de Itachi no corredor, Uchiha tinha acompanhado os dois até o apartamento ao lado, onde Uzumaki arrumou uma bolsa com suas coisas para passar a semana na casa da médica. Ficar sozinho no apartamento que era tão seu quanto de Sasuke sem ele doía demais, agradecia mentalmente por ter alguém ao seu lado como Sakura.
Itachi falou que manteria contato e assim que entrou no elevador, sorriu e olhou diretamente para Haruno, piscando um olho de maneira sedutora. Aquilo não passou despercebido por Naruto, que virou quase instantaneamente para a amiga assim que as portas metálicas fecharam e afirmou:
— Naru, por favor… — Revirou os olhos e entrou em seu apartamento seguida do loiro, que largou sua bolsa em qualquer lugar.
— Em minha defesa, eu não sabia que ele era irmão do Sas — defendeu-se sabendo que não conseguiria enganar Naruto com o óbvio estando na cara dele. Seguiu para a cozinha, pegando uma garrafa dos seus muitos vinhos.
— Você olhou pro Ita? — Naruto estava perplexo, os dois eram praticamente gêmeos, caso não fosse a diferença de idade.
— Agora eu sei que eles são parecidos, ok? — Sakura serviu duas taças e logo começou a cortar alguns queijos, salame e azeitonas que tinha em sua geladeira.
— Ah, por que antes você se perdeu na beleza do meu cunhado… — Uzumaki sentou na banqueta do outro lado da bancada.
— Bom, digamos que sim… — Ela fez um bico e logo mordeu o lábio lembrando da noite no carro.
— Nem quero saber os detalhes. — Arrastou uma das taças até sua frente.
— Eu não ia falar! — Deu um gole generoso da taça e assistiu o loiro fazer o mesmo em silêncio, os dois respiraram fundo, sentindo aquela aura de preocupação os abraçar novamente. — Vai dar tudo certo, Naru.
— Eu acredito que sim, Saky. — Sorriu pequeno para amiga, que sempre estava ao seu lado, não importasse a situação.
[...]
Quinta - 26 de Março
Os dias passavam arrastados, Sakura e Naruto gostavam da companhia um do outro e os fazia sentirem-se menos sozinhos e preocupados. Quando um caía em algum pensamento nebuloso, o outro parecia perceber apenas com o olhar e sempre ajudava o tirando de lá, fosse onde fosse. Era impossível não pensar no bem-estar de Sasuke, em como ele estava, onde ele estava, se estava comendo ou dormindo bem. O que até para Fugaku seria um exagero deixar o filho sem o mínimo de conforto, pelo menos era o que pensavam, ou ao que se agarravam para amenizar a situação.
Sakura parecia fazer tudo no automático no hospital, estava aérea, fazia três dias desde que Itachi saiu de seu apartamento dizendo que resolveria aquela situação, ele mandava notícias sempre que podia, avisando que o pai estava agindo estranho, ou que sempre que chegava perto do seu pai para perguntar qualquer coisa que fosse, ele parecia estar escondendo algo. Ela tentava ao máximo confiar no policial que pouco conhecia, afinal, ter tirado sua calcinha não era sinônimo de confiança, contudo, Uzumaki era muito próximo dele e nutria um carinho enorme pelo irmão mais velho que ele nunca teve, como ele mesmo falava. Naruto tinha certeza que Uchiha traria seu namorado de volta são e salvo, então Haruno não teve escolha a não ser confiar e entregar nas mãos de Itachi.
Respirou fundo, guardando as últimas folhas que assinava da turma de residentes. Tinha feito seu resumo sobre cada um dos seus alunos que agora seguiriam para continuar a residência em outro hospital, em outra cidade, tendo em vista que tinham cumprido a residência em seu hospital com excelência. Seu celular vibrou em cima da mesa, mostrando a chegada de uma mensagem da Yamanaka, massageou a testa, lembrando que já tinha evitado sua melhor amiga mais vezes do que podia justificar, mas não podia contar o que estava acontecendo, no último almoço teve que inventar desculpas e desviar de perguntas. Estava sendo exaustivo, não via a hora de Sas voltar para casa em segurança e tudo voltar a ser como antes.
Ouviu batidas na porta a tirando de seus pensamentos e permitiu a entrada, vendo logo em seguida a imagem de Konohamaru à sua frente.
— Com licença, Doutora Haruno.
— Pode me chamar de Sakura, Konohamaru, já falamos sobre isso. — Ela sorriu solícita, apontando a poltrona que ficava do outro lado de sua mesa. — Sente-se, no que posso ajudar?
— Só queria agradecer por tudo, eu aprendi muito com a senhorita. — O garoto estava claramente envergonhado e nervoso. — Foi uma ótima professora.
— Obrigada, você será um ótimo médico, tenho certeza.
— Gostaria de saber também… — pigarreou. — se…
— Doutora Haruno. — Sarutobi foi interrompido por uma voz grossa, o que fez os olhos verdes subirem e focarem na figura masculina na porta de sua sala. — Preciso de você na minha sala, com urgência.
Sakura se levantou de imediato e disse:
— Konohamaru, depois vou descer até o ambulatório para me despedir de todos e terminamos essa conversa. Preciso ir agora, tudo bem?
— Ah, sim. — O garoto sorriu fraco e levantou, seguindo o corredor extenso para o elevador.
Kakashi abriu a porta de sua sala e deu passagem para Haruno, que entrou apreensiva.
— O que houve, Kakashi? — perguntou aflita, já que pela voz do homem parecia algo extremamente sério.
Ele fechou a porta, caminhou até sua cadeira e sentou antes de falar:
— Não era nada, apenas te salvei de uma saia justa. De nada. — Sorriu presunçoso.
— O quê?! — Ela arregalou os olhos e piscou algumas vezes.
— O garoto ia te chamar pra sair, doutora Haruno.
— Como sabe? E o que estava fazendo na porta da minha sala escutando conversas alheias? E por último, mas não menos importante, você tem o quê? 12 anos, Hatake?! — gritou a última pergunta, estava sobrecarregada há dias e o idiota Hatake faz uma coisa daquelas. Queria voar em cima dele e dar bons tapas naquele rosto
bonito. — Você definitivamente me tira do sério!
— Eu só quis fazer algo amigável, seria um péssimo jeito de terminar a residência do coitado do garoto, um fora era a última coisa que ele precisava, não acha?
— Você é um belo de um babaca, Kakashi. — Sakura se aproximou da mesa com rapidez. — Estou cheia de problemas, uma pilha de documentos para revisar, um amigo desaparecido e outro morando na minha casa, sem falar na cirurgia que preciso fazer amanhã com uma probabilidade baixíssima de ser um sucesso — cuspiu as palavras sem nem mesmo pensar. — Ah! — gritou, fechando as duas mãos em punho. — Você é um idiota!
Kakashi estava com os olhos arregalados, nunca viu Haruno perder a compostura, pelo menos não ali no hospital, afinal, não tinha contato com ela que não fosse profissional. Ela era a médica mais respeitada de todo o lugar, uma exímia cirurgiã e chefe de ala. Sakura era admirada por onde passava, não só pelo seu currículo impecável, mas pela pessoa que ela era com todos os pacientes e equipe do hospital. Hatake sabia disso, sabia que trabalharia com Sakura Haruno, e foi aí, antes mesmo de chegar àquela cidade, que ele decidiu mantê-la afastada de si, pois ela era o tipo de mulher por quem cairia de quatro na primeira oportunidade. E lá estava ele, vidrado nela, como esteve nos últimos dias, ou seriam semanas?
— Você está bem, Sakura? — perguntou Kakashi com um tom de voz mais ameno e viu ela desabar na poltrona que havia ali, soltando o ar com força, ela jogou a cabeça no encosto e preferiu ficar calada, sabia que não estava bem e falar em voz alta iria dar abertura para o médico enxerido fazer questionamentos os quais ela não queria responder. Ele levantou e foi até a estante, abriu o armário e tirou uma garrafa de whisky e dois copos baixos.
— Não acredito que tem bebida aí dentro — comentou, surpresa.
— Você não tem no seu? — perguntou, abismado.
— Claro que sim, mas não esperava isso de você.
— Sou certinho demais, doutora Haruno? — Ele a olhou de soslaio sorrindo de maneira galanteadora, que fez ela revirar os olhos. Ele se aproximou dela com os dois copos em mãos e começou: — Seu turno acaba em dez minutos, podemos aguardar… — um dos copos foi retirado de sua mão e em seguida virado garganta abaixo — ou podemos beber agora mesmo.
— Nem preciso dizer o quanto ser uma mulher no mundo já é peso o suficiente, não é? — O homem fechou os olhos e torceu os lábios, concordando. — Deveríamos ter duas férias por ano, Hatake.
— Não poderia concordar mais. — Kakashi caminhou até o armário e serviu mais uma dose para sua colega. — Você precisa respirar, tire um dia de folga.
— Eu precisaria de no mínimo um mês de folga. — O médico entregou o copo baixo e se apoiou em sua mesa. Sakura bebericou o líquido âmbar e olhou para cima, vendo os olhos negros com uma sombra de fascínio por ela, parecia analisar cada expressão e movimento que Sakura fazia. — Ah, não me olhe desse jeito, Kakashi. — Virou o líquido, levantou enquanto colocava o copo em cima da mesa e seguiu seu caminho até a porta.
— Que jeito, posso saber? — perguntou antes que a mão da mulher atingisse a maçaneta.
Sakura respirou fundo e virou para ele, ficou pensativa se diria o que passou pela sua cabeça, mas com ela sempre foi assim, nunca teve papas na língua. Olhou o relógio, eram exatamente 21 horas, seu horário tinha acabado, não era mais Sakura Haruno, cardiologista cirurgiã, era Sakura, a mulher impetuosa e decidida. Riu fraco e tirou o jaleco.
— Se fosse em outro contexto a gente ia foder na mesa em que está sentado, Kakashi — a boca dele foi se abrindo em puro choque —, mas eu não faço isso no meu local de trabalho e também, tenho um amigo que precisa de mim em casa me esperando, e ainda uma coisa muito importante, por incrível que pareça, não estou com cabeça pra isso. — Deu de ombros e virou abrindo a porta. — Boa noite, Kakashi, obrigada pelo drink. — Saiu deixando um homem completamente embasbacado e se perguntando de onde que veio tudo aquilo.
Sábado - 28 de Março
— Saky? — Naruto escutou um murmúrio no escuro daquele quarto, sentiu a mão de Sakura passando pelo seu braço e logo os dedos entrelaçando nos seus. — É amanhã… — Ele respirou fundo e logo ela o puxou para um abraço.
— Vai ficar tudo bem, Itachi disse que ia resolver. — Beijou os fios loiros e acariciou as costas do seu melhor amigo.
— Eu tenho medo do Itachi se prejudicar ou pior, Fugaku sequestrar ele também.
— Naru, o Ita é inteligente, ele sabe o que tá fazendo. — Os olhos verdes encontraram os azuis, assim que ficaram de frente um para o outro, conseguiram se encarar pela luz do sol que entrava pela fresta do
blackout. — Vamos confiar nele, sim?
— Que horas são? — Sakura virou e pegou o seu celular na mesa de cabeceira. — Céus, já são 11:30?
— Você parecia cansada ontem, não quis te acordar antes. — Uzumaki sorriu e recebeu um selinho em seus lábios.
— As coisas estão complicadas, não é? — Ela curvou os lábios em um riso fraco. — Vamos almoçar.
Sakura foi a primeira a levantar da cama sem se importar por estar apenas com uma blusa surrada e uma calcinha minúscula. Entrou no banheiro, tirou a roupa e entrou embaixo do chuveiro, seus músculos agradeciam pela água morna escorrendo pelo seu corpo. Naruto tinha razão, estava cansada, não lembrava a última vez que estava desejando umas boas férias. O pior nem era o cansaço físico e sim a exaustão mental. Passou as mãos pelo rosto e subiu para os cabelos rosas, tirando o excesso de água, para então passar shampoo.
Não conseguia esquecer que desabou em frente ao homem que odiava, porém, naquele dia, descobriu que não o odiava tanto assim. Kakashi podia ser chato, encrenqueiro como um adolescente da oitava série, mas ela tinha noção de que o cara era um gostoso e não podia ser hipócrita que tinha pensado algumas vezes em como seria transar com ele. Revirou os olhos enquanto esfregava o corpo com a esponja, estava realmente considerando Hatake para uma foda casual?
— A que ponto cheguei… — disse para os azulejos do seu box.
— Massa ou comida japonesa? — Naruto apareceu na porta do banheiro olhando o celular.
— Ah, Naruto! — Colocou a mão no peito. — Me assustou…
— Estava tão distraída assim? — Ele riu e ela estreitou os olhos. — O que vai ser?
— Japonês. — O loiro deixou o banheiro e ela gritou: — Quero muito salmão!
— Pode deixar! — gritou de volta.
Sakura terminou seu banho, enxugou-se e vestiu uma calcinha rendada e o seu robe de cetim, secou os cabelos com o secador, escovou os dentes e foi em direção à sala. Naruto estava jogado no sofá, finalizando o pedido no aplicativo do celular, Sakura chegou no ambiente e foi até a geladeira pegar um chá, sentando-se também no sofá com as pernas em cima do loiro, conversaram sobre o quanto estavam ansiosos por notícias de Itachi, além da preocupação com Sasuke. Uma semana desde que ele sumiu, eles sabiam que o irmão dele daria um jeito de encontrá-lo, mesmo que tivesse que desafiar o próprio pai. Contudo, esperar era um tanto quanto desafiador para o autocontrole de ambos.
Horas se passaram desde o almoço, comeram como se aquilo fosse os confortar de certa maneira. Entretanto, a única coisa que podia deixá-los minimamente relaxados não chegaria em menos de 24 horas. Sakura levantou do sofá apressada assim que ouviu a campainha, achando que era Itachi, abriu a porta esperando pelos olhos negros, mas o que viu foram os verdes muito bem conhecidos por si.
— Gaara? — Franziu o cenho.
— Alguém pode me dizer por que o meu editor não aparece na minha casa há uma semana?
Sakura abriu a boca, as palavras tinham sumido da sua mente, respirou fundo e olhou para Naruto, que também mantinha uma expressão de surpresa no rosto.
— Quer um vinho? — Ela deu um sorriso amarelo e deu passagem para o ruivo entrar. — Ou um whisky que é mais forte? — Fechou a porta atrás de si e seguiu em busca de uma bebida, pois iriam precisar.
Nota: Oi meus amores, essa história é um projetinho meu que surgiu de uma forma inesperada. Fiquei com bloqueio durante muito tempo e agora consegui voltar a escrever e se a Deusa da inspiração permitir, vou terminar! Escutei um amém? Hahahaha
Se divirtam e aproveitem com um ventilador e água gelada pois aqui o que não falta é hot de qualidade ✨
Beijos e have fun!
Todos os comentários (25)