Capítulo 6 • Aquele dia da mesa de jantar
Tempo estimado de leitura: 23 minutos
11 de Fevereiro
As pernas enroladas na cintura de Gaara enquanto Sakura estava sentada no balcão da cozinha da mansão dos Sabaku chamava atenção, afinal, Haruno nunca se enrolava em ninguém em festas, mas aquela já tinha começado de forma diferente. Os dois riam e bebiam juntos enquanto conversavam o quanto queriam sair dali para foder em qualquer cômodo da casa. A médica tinha viciado no sexo com o ruivo, era verdade, desde a primeira vez ficou pensando no quanto os dois estavam além de uma boa foda, era quase um encaixe perfeito, e se dependesse de Gaara, eles dois se encaixariam várias vezes.
— Oi, irmãozinho, vejo que está se divertindo… — Gaara virou o rosto e deu de cara com seu irmão.
— Kankuro… — falou com desdém. — Quando chegou?
— Hoje pela manhã, papai me deu uns dias de folga e resolvi visitar meus irmãos. — Ele sorriu daquela forma arrogante que sempre fazia e logo olhou para a médica, que estava sentada no balcão. — E você é nova por aqui.
— Sakura, prazer. — Ela sorriu e recebeu a mão possessiva do ruivo em sua cintura, como se quisesse lhe proteger de algo que ela não podia ver.
— O prazer é todo meu, senhorita. Me chamo Kankuro, sou o irmão do meio. — Ele piscou para ela e virou-se de lado para pegar uma cerveja na geladeira. — A gente se vê por aí, Sakura. — O moreno saiu de perto deles, sumindo entre as pessoas.
— Ele é problema, Sakura — alertou Gaara, mas tudo que passou pela cabeça dela foi:
eu adoro um problema. Em algum momento da festa, Sakura estava no meio das pessoas dançando com Sasuke e Naruto, daquela forma sensual que fazia todo mundo olhar e admirar o quanto eles eram sexys, principalmente juntos. Kankuro ficou admirando a beleza da médica, bebia sua cerveja e a olhava como se fosse o seu mais novo objetivo. Entretanto, Sakura sorriu olhando para alguém bem específico e começou a caminhar em direção a Gaara, mas o moreno surgiu em sua frente.
— Agora estou cansada, quem sabe mais tarde. — Sakura piscou o olho, deu dois passos para continuar seu caminho, mas seu pulso foi segurado. — Não é assim que vai conseguir o que quer, Sabaku.
— Chama meu irmãozinho assim também? — falou, próximo ao ouvido dela com sua voz encorpada e cheia de segundas intenções.
Ela virou, rindo debochada, e disse:
— Não, só quando eu peço pra ele me bater na cama. — Kankuro soltou o braço dela e ficou perplexo com as palavras que ela falou com tanta naturalidade. —
Bye, bye. — Sakura saiu rindo, viu a expressão de irritação de Gaara e os olhos dele pesados, de cenho franzido olhando por cima de seu ombro, diretamente para Kankuro, ao chegar próximo a ele, pegou em sua mão e saiu o arrastando entre as pessoas. Passaram pelo jardim se agarrando como dois adolescentes saindo escondidos, ela encostou no carro dele e o puxou, encaixando suas pernas. — Vamos melhorar esse humor, ruivo?
— Depende do que meu irmão falou para você.
— Esquece isso, Gaa, me leva pro seu apartamento. — Beijou os lábios desenhados e entrou no carro, sendo seguida pelo rapaz, que fez a volta e entrou do lado do motorista.
— Deixei em casa, só vamos, ruivo, quero lamber esse corpo inteiro — disse ela deslizando a mão pelo peitoral e abdômen de Gaara, que ligou o carro a mirando com desejo e tomou o rumo de casa.
Entraram no apartamento aos beijos, as peças de roupa foram deixando um rastro por onde passavam. Sakura o jogou na cama e lambeu o lábio superior, tirou o sutiã e permaneceu de calcinha.
— Vamos deixar a brincadeira justa — falou, se referindo a ele estar apenas de cueca.
Sorriu maliciosa e caminhou até ele, apoiou-se nas mãos para lamber a bochecha dele, desceu para o pescoço, peitoral, fez questão de molhar com sua saliva cada gominho existente naquela barriga, que era um atentado a insanidade de qualquer um, até chegar na linha da cueca, com aquele caminho de músculos que a levaria à perdição. Arrancou a cueca boxer e mordeu o lábio antes de chupar a cabeça rosada de Sabaku.
— Céus, Sakura… — rosnou Gaara, sentiu os lábios carnudos deslizando pela extensão do seu pau de maneira experiente. A saliva molhava cada vez mais a sua pele, a mão de Sakura o masturbava com maestria, fechou os olhos para aproveitar apenas a sensação de ter a língua macia circulando sua ereção. O calor estava subindo cada vez mais rápido e seu corpo começava a dar sinal do orgasmo. Sua mão desceu e pegou os cabelos de Sakura para guiá-la, fodia a boca dela com estocadas lentas, revirou os olhos quando ela sugou com mais força e cravou as unhas nas coxas torneadas de Sabaku.
— Goza na minha boca, Gaa — pediu, manhosa antes de acelerar a velocidade que engolia o homem e o movimento de vai e vem com sua mão.
— Caralho! — Chegou em seu ápice e como se tudo já não estivesse indecente o suficiente, Sakura colocou a língua para fora e deixou o resto do gozo cair em seus lábios e peitos. — Você vai acabar comigo! — Ele a puxou pelos cabelos para o seu colo e a beijou com veemência. As línguas se deliciavam freneticamente, as mãos corriam pelos corpos em busca de mais contato, mais prazer, mais pele com pele. Gaara chupou e mordeu os seios da médica, fazendo-a delirar de tanto tesão.
— Não precisa pedir duas vezes, moranguinho. — O sorriso cafajeste dominava seu rosto, ele a colocou deitada no colchão e sem deixar seus olhos, foi descendo, abocanhou toda a sua boceta ainda por cima do tecido rendado. — Você é uma delícia, já disse isso?
— Pode dizer quantas vezes quiser, não canso de escutar… — falou enquanto esfregava suas coxas na barba rala no rosto de Sabaku e revirava os olhos com as sensações que ele trazia nela. — Agora me lambe como nunca fez antes, ruivo.
Ele agarrou o tecido e o arrebentou, ouvindo o gritinho arrastado que Sakura deu. Sua língua invadiu os lábios molhados, arrastou o músculo quente por toda extensão, viu as costas da médica arquear e ele não hesitou em agarrar o quadril com força, os dedos maltratavam a pele branca sem nenhum pudor.
— Gaa...ra! Eu vou… ah! — gritou, sentindo seu líquido escorrer e logo ser sorvido pela língua ágil de Sabaku. Ela recuperou o fôlego, empurrou Gaara no colchão e subiu em cima dele. — Eu quero algo diferente… Me diz o que está disposto a me dar, ruivo delícia.
— Quer mesmo saber? — Ele ficou sentado e agarrou a cintura de Sakura, beijou os lábios avermelhados e sorriu.
— Agora estou em dúvida. — Ela mordeu o lábio e olhou para cima pensativa. — Deixa que eu falo, me come na mesa de jantar. — Sakura esboçou um sorriso cheio de malícia.
— Você realmente tem as melhores ideias. — Ele levantou com ela engatada em sua cintura, caminhou até a sala e a colocou sentada na grande mesa de quartzo.
— Eu sou a melhor refeição que fará nessa mesa, então aproveite, ruivo. — Sakura chupou o pescoço dele e arranhou o abdômen sarado do homem.
— Você é a melhor pessoa dessa cidade, Saky. — Enterrou-se fundo dentro dela, fazendo os dois gemerem alto. O barulho dos quadris se chocando era cada vez mais frequente, as unhas deixavam marcas nas costas de Gaara, assim como os dígitos dele ficavam marcados no quadril farto de Haruno. Apertou o ombro do homem e tombou a cabeça para trás, estava indo a loucura rápido demais, sentia seu pau indo fundo e tocando lugares que nem ela mesma sabia ser possível. Todo seu corpo parecia vibrar, uma corrente elétrica veio de seu ventre, subiu pela coluna e se instalou na nuca como um arrepio. O ruivo mordeu um de seus seios e ela gritou sentindo suas paredes cada vez mais tensionadas, voltaram a se beijar como se estarem conectados não fosse o suficiente. — Eu… tô perto… — gemeu no ouvido dela.
— Não para, não para… — O gemido alto veio em sequência, assim como o rosnado do ruivo, que se enterrou no pescoço de Sakura tentando controlar a respiração ofegante.
— Quero te foder em todos os cômodos, moranguinho.
— Então temos uma longa noite pela frente…
[...]
23 de Fevereiro
Dias e mais dias de trabalho, Sakura amava sim o que fazia, mas às vezes ficava tão exausta que a única coisa que desejava era a sua cama. Contudo, se ela faltasse no happy hour logo após a festa dos Sabaku, Ino ficaria irritada, pois depois não teria com quem comentar as fofocas no trabalho, já que ela estaria perdida por não ter ido saber em primeira mão. Então, Haruno se concentrava para terminar os relatórios dos pacientes que tinha visto pela manhã para poder ir almoçar, imaginou que teria que ir até o restaurante sozinha, já que Yamanaka não tinha dado sinal de vida a manhã inteira, o que era um tanto esquisito.
Assim que Sakura terminou o que fazia, pegou o elevador para ir até o andar da Psiquiatria atrás de sua amiga, não queria almoçar sozinha; apesar de às vezes querer silêncio e a loira não facilitar, aquele não era um daqueles dias. Entrou no corredor da sala dela e assim que colocou a mão na maçaneta, a porta se abriu, fazendo-a olhar para cima e então entortar a cabeça para o lado e franzir o cenho.
— Oi, Saky — disse de forma surpresa, coçando a nuca.
— O que você tá fazendo aqui? — perguntou ela confusa, e foi aí que Ino apareceu na porta, um tanto quanto esbaforida.
— Amiga, ele veio arrumar meu computador, estava com alguns problemas…
Sakura cruzou os braços e quis rir da cara de pau da amiga.
— Temos uma equipe de TI pra isso, Ino — comentou com a sobrancelha arqueada.
— É, mas… Era meu notebook pessoal, não achei que fosse muito profissional, sabe?
— Hm, sei… — Os olhos verdes desceram pelo corpo de Nara e ela riu, apontando, antes de dizer: — O zíper, Shikamaru. — Os outros dois se entreolharam e ele sorriu sem graça, fechando a braguilha.
— Preciso ir, até de noite. — O homem saiu a passos apressados pelo corredor, e Sakura empurrou a amiga para dentro da sala, fechando a porta em seguida.
— Queria mesmo me enganar, vagabunda?
— Eu ia te contar depois, não queria que ficasse um momento constrangedor…
— Ah, você fez um ótimo trabalho lá fora — falou ironicamente, apontando para a porta se referindo aos minutos anteriores. — Vamos almoçar que estou com fome. — Virou as costas e saiu do consultório, sendo seguida pela amiga.
Chegaram no restaurante e sentaram à mesa de sempre, fizeram seus pedidos ao garçom e começaram a conversar, adoravam fofocar na hora do almoço, longe dos ouvidos atentos do restante da equipe do hospital. Era mesmo um saco estar em uma cidade pequena onde todos se conheciam e pareciam procurar algo para fazer, já que o tédio é presente quase que o tempo inteiro. No entanto, Ino notou dois homens entrando no estabelecimento e ela olhou para Sakura como se pedisse desculpas pelo olhar, fazendo a amiga franzir o cenho.
— Kakashi, Obito — chamou e então a amiga arregalou os olhos —, sentem com a gente.
— Eu vou te matar, Ino… — sussurrou a Haruno.
Os dois se juntaram a elas e Sakura tentou ser a mais simpática que pôde, mas, na verdade, depois de alguns minutos, engatou em uma conversa com Obito e ela estava realmente gostando da companhia. Ino conversava com Kakashi, porém ele parecia um tanto interessado na conversa dos outros dois médicos, e Yamanaka começou a suspeitar de algo.
— Então, Obito, está instalado no hospital e, principalmente, na cidade? — perguntou Ino para Uchiha.
— Ah, sim, foi fácil, já que eu cresci aqui. O hospital é incrível e a chefe Haruno é ótima no nosso setor de cardiologia. — Ele virou para Sakura e sorriu, deixando-a sem graça.
— Obito, você é um profissional incrível, estávamos mesmo precisando de um médico como você. — Ela sorriu, e Ino viu quando Kakashi revirou os olhos, fazendo com que ela risse discretamente.
— Agradeça ao Kakashi, foi ele que me convenceu a voltar pra esse fim de mundo. — Ele apontou para o amigo, fazendo Sakura olhar para ele também.
— Fez uma ótima escolha, doutor Hatake. — Ela curvou os lábios.
Ino já estava prestando atenção na linguagem corporal de Kakashi há um tempo, mas quando ela se referiu a ele pelo sobrenome, aquilo pareceu o atingir e dali em diante foi tudo ladeira a baixo, dava para ver os raios se formando entre os olhos dos dois, era bizarro a raiva que sentiam um pelo outro. Contudo, Yamanaka sabia bem que aquilo não era uma raiva genuína.
— Não tem motivo para me agradecer, doutora Haruno. Eu e Obito fizemos faculdade e residência juntos, eu sei da capacidade do meu melhor amigo — disse Kakashi com um sorriso lateral, como se tentasse provar um ponto.
— Que ótimo que não quis colocar qualquer um apenas pela ligação pessoal, doutor Hatake, é o que se espera de um profissional da saúde — devolveu Sakura ácida, e Kakashi suspirou, irritado. A loira queria rir, ela olhou para Uchiha e ele também parecia engolir o riso. Era tão óbvio.
— Jamais cometeria esse erro. — Estalou a língua no céu da boca e chamou o garçom. — A conta, por favor.
[...]
03 de Março
O happy hour no bar dos Hyuuga já era tradição, toda quarta era parada obrigatória depois dos trabalhos de cada um daquela turma de amigos. A primeira a chegar foi Temari, logo viu Hinata no balcão e foi falar com a amiga, pedindo uma cerveja em seguida e ficou ali conversando com ela.
— A festa foi incrível, Tema. Eu adorei, fiquei chateada por que a Saky foi embora do nada, eu nem vi ela. — Hinata revirou os olhos.
— Sabe-se lá qual foi o macho da vez. — A loira riu.
— Quem que falta do nosso grupo? — falou Hyuuga baixo.
— Vocês são muito curiosas. — Neji apareceu atrás de Hinata e Sabaku sentiu as bochechas esquentarem. — Foi com seu irmão, Tema.
— Ah… — Temari ficou sem graça e a amiga franziu o cenho achando estranho o comportamento dela.
— O que você tem? — A morena arqueou uma das sobrancelhas grossas.
— Nada. — Deu de ombros e soltou o ar de maneira exagerada, dando um gole de sua cerveja em seguida.
— Você ficou estranha… Não me diga que… — ela olhou para o irmão, que também deu de ombros e saiu andando em direção ao escritório — você transou com o meu irmão?
— Seu irmão? — repetiu Temari, para ganhar tempo para inventar uma desculpa. Hinata cruzou os braços e comprimiu os lábios, olhava para a outra com obviedade no olhar. — Ok, eu estava bêbada e aconteceu, ok? Fim.
— Boa noite! — Sakura sentou ao lado de Temari enquanto ainda respondia mensagens no celular. — Hina, um mojito, daquele jeitinho. — Ela finalmente largou o aparelho na bolsa e olhou para as amigas, percebendo o clima de enterro. — Quem morreu?
— Em breve eu, já que a Hina não para de me olhar assim — constatou Temari.
— Ela transou com o Neji e não falou nada — disse Hyuuga, claramente irritada.
— Hina, é a primeira vez que tô falando com você depois da festa — Tamari se defendeu.
— Céus, Hina, não seja dramática, todo mundo já deu pro seu irmão. — As três olharam para trás, vendo Yamanaka, que sentou do outro lado de Sabaku. — Uma dose de tequila que hoje eu tô animada. — As três seguiram caladas, olhando para Ino. — Que é?
— Como assim todo mundo? — perguntou Hinata.
— Sim, eu também transei com ele, qual o problema? — perguntou Ino.
— Nenhum problema, só gostaria que me falassem os segredinhos de vocês. — A morena começou a preparar os drinks para as amigas, de forma irritada.
— Hinata, não é segredo, só não saio falando com quem eu ando fodendo — Sakura disse o óbvio.
— Comigo, é claro. — Gaara selou os lábios no pescoço de Haruno, que empurrou ele pelo peito.
— Eca. — Temari levantou com cara de nojo, puxando Ino junto para ir em direção à mesa que costumavam sentar às quartas-feiras, e os outros três gargalharam da reação dela.
— Espera aí, minha tequila… — Ino voltou e pegou o copo que Hinata deixou em cima do balcão dentro de um pires com sal e um pedaço de limão, e correu para se juntar a outra amiga na mesa.
— Não se ache tanto, ruivinho. — Sakura levantou, pegando seu drink, deu um selinho nele e foi sentar com as amigas.
— Não olha com essa cara… — disse Hinata quando viu Sabaku confuso. — Você sabe que a Saky é livre. — Ela deu de ombros e se virou, indo atender um cliente.
Passou-se alguns minutos e a mesa já estava mais cheia, Shikamaru sentou ao lado de Yamanaka falando algo indecente no ouvido dela, que riu antes de beijá-lo, Naruto e Sasuke estavam na ponta da mesa conversando entre si e Gaara se posicionou do outro lado, ficando em frente a Haruno. O movimento do bar já começava a diminuir com o passar das horas e finalmente os irmãos Hyuuga se juntaram aos amigos. As fofocas da festa rolavam soltas, todo mundo cada vez mais animado com os drinks que não paravam de chegar. Todos trabalhavam no outro dia, mas ninguém ligava muito para isso, afinal, o café daria conta de ajudá-los para que estivessem em seus empregos na hora que deveriam, então não tinha problema estarem de ressaca.
Sakura estava no balcão conversando com Deidara, para ser mais específico, flertando com ele. Ela já bebia sua terceira dose de whisky e não havia quase mesas cheias no bar, além da deles. Toda quarta-feira era a mesma coisa, eles praticamente ajudavam os Hyuuga a fechar o bar.
— Parece que nos encontramos de novo. — Sakura virou o rosto e viu o moreno do sorriso cafajeste a encarando dos pés à cabeça.
Do outro lado do salão, Gaara franziu o cenho, virou diretamente para Temari e perguntou:
— O que diabos ele tá fazendo aqui?
— Ele estava sozinho em casa, convidei ele pra vir. — Sabaku deu de ombros e continuou conversando com Hinata, enquanto o ruivo não tirava os olhos dos dois no balcão.
Sakura sorria, mas Gaara ainda tentava entender se era por educação ou ela realmente estava flertando com seu irmão. Era difícil tentar ler os lábios daquela distância, por mais que ele se esforçasse, no entanto, a preocupação falou mais alto quando viu a médica fazer uma careta de desconforto. Levantou e caminhou a passos largos, mesmo ouvindo sua irmã chamar seu nome, entendeu o tom de repreensão de Temari, mesmo assim não levou em consideração.
— Uma dose de whisky, por favor, Konan — pediu para a
barwoman, tentava se acalmar enquanto esperava, mas a conversa entre Sakura e Kankuro entrou em seus ouvidos como pólvora para a bomba explodir.
— Eu vi o jeito que dançou com aqueles dois, poderia fazer o mesmo comigo, delícia — falou o moreno cheio de malícia na voz, causando uma certa repulsa em Sakura.
— Para sua informação, Naru e Sas são meus melhores amigos, tenho intimidade com eles pra isso.
— Nada impede que criemos essa intimidade… — Kankuro se aproximou de Sakura a olhando como se fosse um pedaço de carne, e ela deu dois passos para trás, esbarrando em Gaara, que a colocou atrás de si e franziu o cenho para o irmão.
— Não ouse avançar mais nem um passo, Kankuro.
— Ah, claro, ela está com você, né? Mas você viu o jeito que ela dançou e beijou aqueles dois — apontou para a mesa, onde estavam Uchiha e Uzumaki — na nossa festa, irmãozinho?
— Primeiro, a festa era da Temari, você não mora aqui, Kankuro, e isso não me diz respeito, o que Sakura faz com a vida dela é problema dela. — Nesse momento os outros já estavam prestando atenção, Naruto e Sasuke levantaram, porém Temari disse para que eles não se metessem.
— Ah, então quer dizer que ela dá pra todos os seus amigos e você não liga? — falou ele mais alto e todos da mesa arregalaram os olhos chocados.
Sakura começou a rir e disse:
— Ele não tem o porquê ligar, a boceta é minha, anjo. — Ela deu um gole no whisky de Gaara que Konan tinha colocado no balcão.
— Já que tá fácil assim… — Gaara deu um soco no rosto do irmão impedindo que ele terminasse aquela frase, fazendo-o cair no chão massageando o maxilar. Todos da mesa levantaram assustados e Haruno apenas piscou várias vezes tentando entender em como chegou naquele ponto.
— Pelo jeito papai te ensinou sobre como respeitar a burocracia da empresa, mas ainda não ensinou a respeitar as mulheres — falou Gaara com desdém. — Vai embora, Kankuro… De preferência, da cidade.
Nota: Oi meus amores, essa história é um projetinho meu que surgiu de uma forma inesperada. Fiquei com bloqueio durante muito tempo e agora consegui voltar a escrever e se a Deusa da inspiração permitir, vou terminar! Escutei um amém? Hahahaha
Se divirtam e aproveitem com um ventilador e água gelada pois aqui o que não falta é hot de qualidade ✨
Beijos e have fun!
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