Capítulo 4 • Aquele dia que ninguém perdeu
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Konoha
22 de Janeiro
Assim que entrou no hospital recebeu informações da enfermeira:
— Doutora Haruno, precisamos de você! — Ela apenas pediu para a enfermeira a acompanhar para que pudesse chegar à sua sala e se trocar. — Homem baleado no peito, próximo ao coração, está com sangramento intenso.
— Arrumem a sala de cirurgia imediatamente, quero tudo pronto em 10 minutos. — Saiu do elevador em direção à sua sala já retirando sua jaqueta.
— Sim, doutora Haruno — respondeu prontamente a enfermeira e foi fazer o que foi pedido.
Sakura trocou de roupa o mais rápido possível e saiu rapidamente para a sala de cirurgia, colocaram a roupa especial, luvas de borracha e todos os apetrechos necessários. Entrou e viu o homem já no oxigênio, muito sangue e todos os enfermeiros esperando o seu sinal.
Depois de 2 hora e 45 minutos, Sakura conseguiu respirar aliviada, conseguiu salvar o paciente, porém, foi chamada novamente para a sala de cirurgia quando outro homem chegou baleado; pelo que disseram a ela, ele também estava no mesmo acontecimento que o primeiro. Quando ela finalmente sentou em sua cadeira já se passavam de 14 horas da tarde; duas cirurgias complicadas no mesmo dia, três pessoas feridas gravemente e uma com escoriações leves. Realmente, cidade de interior quando acontece merda é tudo de uma vez, pensou Sakura.
Jogou a cabeça para trás respirando fundo e ouviu seu estômago reclamar, nem lembrava que precisava comer. Quando estava arrumando suas coisas para ir almoçar, ouviu batidas em sua porta e ela permitiu a entrada.
— Doutora Haruno, desculpa incomodar, mas o paciente que você fez a cirurgia de retirada de projétil quer muito falar com você.
— Sem problemas, Emi, em que quarto ele está?
— Obrigada, eu já estou indo. — Sakura sorriu, colocou o jaleco novamente e o estetoscópio no pescoço. Levantou e deixou sua sala em direção ao quarto do paciente, bateu devagar, mesmo a porta estando aberta. — Olá, como se sente?
— Você é a doutora Haruno? — perguntou ele surpreso.
— Sim, esperava um homem velho e barbudo? — Ela riu se aproximando da cama.
— Não, só achei a senhorita… jovem — disse sem graça.
— Eu que devo agradecer, salvou minha vida.
— É o meu trabalho, não me agradeça. — A médica sorriu solícita. — Minha recompensa é saber que você está bem.
— Obrigado de qualquer forma.
— Caso precise de algo é só chamar... — Ela esperava um complemento, afinal, não teve tempo de olhar a ficha dele.
— Itachi. — Ela sorriu e deixou o quarto.
[...]
Sakura chegou em casa, tomou um longo banho de banheira, vestiu seu pijama favorito de cerejas e agradeceu aos céus por estar em casa, o dia tinha sido cansativo. Chegou na cozinha e pegou um vinho, serviu em uma taça e assim que estava levando à boca para se deliciar com o líquido rosé, ouviu batidas na porta.
— Merda! — Bufou em reclamação, caminhou de forma preguiçosa e girou a maçaneta recebendo um abraço duplo. — Tá virando hábito me abraçarem no arco da porta?
— Saky, você é… nem sei o que dizer. — Naruto deu um selinho demorado na amiga e logo foi a vez de Sasuke.
— O que eu fiz para receber tudo isso? — Ela fechou a porta assim que os dois passaram por ela. — Não estou reclamando, adoraria essa recepção calorosa todos os dias. — Ela riu e Sasuke a encarou com as sobrancelhas unidas.
— Não foi você que falou com o Gaara?
— Ah, céus! — Ela bateu a palma na própria testa. — Sim, falei! Desculpem meninos, hoje o dia foi cheio. — Sakura voltou à bancada para pegar a taça. — Aceitam? — Os dois se entreolharam e assentiram, ela serviu mais duas taças e eles as pegaram. — O que achou da minha ideia, Uchiha?
— Você é brilhante! Até eu tinha esquecido que sou formado. — Ele começou a rir e então brindaram.
— Sério, Saky, obrigado. Eu não saberia viver sem esse cabeça oca. — Uchiha olhou para Uzumaki que ficou surpreso pela declaração. — Não me olhe assim, você sabe disso.
— Saber e ouvir você dizer são coisas diferentes. — O loiro sorriu largo e deu um beijo em Sasuke.
— Vão para o quarto de vocês, por favor.
— Você vem junto? — brincou Naruto e fez cosquinha em Haruno, que começou a rir descontroladamente.
— Para, Naru! — Ele parou e deu um beijo na bochecha dela. — Não vou deixar ninguém privar vocês de serem felizes. Eu gosto de ver esses sorrisos. — Aquela noite com certeza ficaria na lembrança como algo especial. — Vamos brindar!
[...]
30 de Janeiro
Sakura desceu do Uber e viu Gaara na varanda em frente ao bar dos Hyuuga's e já subiu os três degraus com um sorriso no rosto. Ele não a viu já que estava encostado no gradil de costas para a rua, então ela caminhou até ele e pegou o cigarro de seus dedos, depois de ter lhe deixado um selo nos lábios, é claro. O ruivo cruzou os braços e apenas admirou a mulher que estava exuberante em um vestido tubinho vermelho colado em seu corpo.
— Tá gostando da visão, ruivo?
Ela se aproximou dele, encostou seus seios no peitoral do homem, que mesmo por cima da camiseta, ela sabia que ele sentiria que ela estava sem sutiã. Levou os lábios até a orelha de Sabaku e disse:
— É ainda melhor quando estou pelada. — Gaara chegou a engolir em seco pensando na visão.
— Vocês chegaram! — A voz de Ino se fez presente e Sakura se afastou de Gaara. — Achei que seria a primeira a chegar dessa vez. — A loira fez bico e cumprimentou os dois amigos.
— Vamos entrar? — Sakura apagou o cigarro e piscou para o ruivo que ainda sentia seu corpo anestesiado, ele sempre ficava surpreso com a falta de pudor da Haruno.
Os três entraram no bar e pegaram uma mesa que logo ficou cheia com todos ali presentes. Bebidas, conversas, fofocas e promessas de novas festas em breve na mansão dos Sabaku, o que deixou todo mundo animado. Era sempre assim a quarta-feira, era o dia do happy hour deles, era sagrado, nada tiraria aquele momento de amizade, companheirismo e apoio que eles criaram. O bar já estava vazio, Neji e Hinata dispensaram seus empregados e ficaram todos ali curtindo o resto da noite.
— Claro que não quis jogar sinuca hoje, Naruto e Sakura sempre ganham — reclamou Sasuke.
— Quer jogar outra coisa? Temos cartas — perguntou Hinata.
— Poker? — sugeriu Shikamaru e Temari mirou Sakura com uma expressão tão maliciosa que a Haruno quase ficou com medo do que viria a seguir.
— Que tal… streap poker? — A Sabaku sorriu.
— Céus, Temari, não quero ver minha irmã pelada! — Gaara fez careta.
— Podemos ir só até as lingeries, o que acham? — perguntou Yamanaka.
— Isso será um problema pra mim. —Haruno entortou os lábios.
— Não me diga que está em pelo, Saky! — Todo mundo começou a rir com o comentário de Hinata.
— Desculpa, gente, não sabia que a gente ia jogar streap poker, se soubesse teria me preparado.
— E veio sem calcinha por que, vagabunda? Planejando algo? — Temari soltou e a médica apenas deu de ombros, estava de calcinha, mas a falta do sutiã a deixava em desvantagem.
— Ela tá é com medo de perder — falou Nara em tom de desafio e cruzou os braços.
— Isso foi um desafio, Shika? — Sakura curvou os lábios de maneira travessa.
— Vamos fazer uma aposta então, o que acha? — Haruno iria aproveitar para matar dois coelhos com uma cajadada só. Temari parecia apreensiva, será que ela ainda duvidava da capacidade da amiga em ser direta?
— Se eu perder eu não jogo mais sinuca em dupla com o Naruto.
— Ei! Isso não é justo! — gritou loiro em protesto.
— Xiiu… — Sasuke colocou a mão na cara de Uzumaki. — Começou a ficar interessante.
— E se eu perder? — perguntou Nara desconfiado.
— Você vai pra cama comigo. — Parecia que todo mundo tinha prendido a respiração, Shikamaru parecia relutante e esperavam ansiosos pela resposta do moreno.
— Sério, Nara? — Neji encarou o amigo irritado, estava incrédulo que ele ainda estava cogitando possibilidades.
Mais de 1 hora e meia depois, Shikamaru estava apenas de cueca e Sakura sorria satisfeita com o último royal flush que ela exibia em mãos.
— Até pediria pra você tirar, mas prefiro que faça isso na minha casa. — Sakura levantou e pegou o celular para chamar um uber.
— Como? — disse Sasuke indignado. — Como você é boa em todos os jogos?
— Não em todos, apenas sinuca, poker, blackjack, roleta… Acho que só… — Todos olhavam incrédulos para ela. — Meu pai tem um cassino em Vegas.
— Como que não sabíamos disso? — perguntou Temari.
— Eu sabia… — Yamanaka se pronunciou rindo.
— E mesmo assim deixou eu apostar com ela?
— Como assim? — perguntou Shikamaru enquanto vestia suas roupas.
— Ela duvidou que eu levaria você pra cama — disse Haruno simples.
— Não é possível, quantos anos vocês tem? — Neji fez uma pergunta retórica revirando os olhos.
— Falei pra ela que parecia a 5ª série. — Sakura olhou o celular. — O uber chegou, Shika.
Despediram-se de todos e os dois deixaram o bar juntos, o silêncio no carro era quase ensurdecedor. Desceram em frente ao prédio de Sakura e entraram no elevador, antes que ele pudesse chegar no quinto andar, a médica sentiu-se culpada, não queria que seus amigos achassem que ela estava brincando com eles ou algo parecido. Ela realmente não se importava, mas não tinha certeza se eles também sentiam o mesmo, não era porque eles eram homens que não tinham sentimentos e iriam para a cama de qualquer forma só por ela ser bonita.
— Shika, não precisa fazer isso. — Ele não respondeu, apenas respirou fundo. — É sério. — Saíram do elevador e ela colocou a chave na fechadura, quando a porta abriu, ela caminhou até o abajur da sala e acendeu a luz amarela. — Olha, não quero que pense que estou brincando com você.
— Sakura, sempre quis te foder, mas não sou o tipo de cara que fica em cima pra provar algo pra mulher ou para as pessoas ao redor. Caso fosse acontecer, iria acontecer e estamos aqui, não estamos? — Haruno ficou surpresa com o que Nara disse e logo em seguida com o que ele fez.
Sentiu seu pescoço sendo agarrado e no instante seguinte, estava tão próxima de Shikamaru que podia sentir o coração dele batendo forte no peito.
— Agora me mostra o quanto estava com vontade de trepar comigo. — A mão dele foi direto entre as coxas dela e foi subindo devagar, Sakura fechou os olhos e sua respiração ficou difícil. — Já está molhada desse jeito? — Os dedos tiraram o tecido do meio do caminho e passou entre os lábios melados da médica.
— Shika… — Um gemido escapou dela e ele não se segurou, tomou a boca dela com vontade, as línguas se conheciam de maneira apressada. O calor subia cada vez mais pelos corpos, a mão de Nara deixou o pescoço feminino e agarrou a cintura, enquanto seus dedos ainda trabalhavam no clitóris de Sakura. Os beijos desceram para o pescoço e logo viraram mordidas, enquanto dois dedos dele já a estocavam e os gemidos se intensificavam.
— Eu quero rasgar esse vestido, Saky… — sussurrou ele no ouvido dela e Haruno pôde jurar que seu clitóris tinha pulsado.
— Rasga, rasga o que você quiser… — disse completamente entregue à luxúria.
Ele trouxe os dedos que estavam dentro de sua boceta até a boca dela, que os chupou olhando diretamente os olhos castanhos de Nara. Ele puxou o vestido com força, rasgando as alças e tirando o restante do tecido pelas pernas dela. Pegou-a pelas coxas e a colocou em seu colo, fez questão de chupar os seios até deitá-la no tapete da sala, mordeu os mamilos rosados enquanto Sakura agarrava seus cabelos longos e os puxava com fervor. A língua dele desceu pela barriga e antes de se enfiar entre as pernas dela, arrancou a calcinha a jogando em qualquer canto.
A boca de Shikamaru fazia maravilhas, fosse em sua própria boca, nos seus seios ou em sua intimidade, Sakura pensou. Sentiu uns arrepios na coluna, as pernas formigando e seu corpo agindo por conta própria; ela estava bem perto. Sua coluna arqueou e com isso, um grito sonoro deixou sua garganta, um orgasmo intenso tinha atingido seu corpo inteiro, dos pés à cabeça ela sentia seus músculos contraindo de maneira involuntária. Ela tentou inverter as posições, porém, Shikamaru a impediu.
— Quem manda hoje sou eu, doutora. — Ele puxou as duas mãos de Sakura para cima da cabeça dela, arrastou o nariz no pescoço, subindo pela bochecha, até a orelha e então fez o caminho de volta, distribuiu beijos e mordidas pelo pescoço, ombro, colo, seios e barriga. — Fica de quatro pra mim, vai. — Sakura levantou e se apoiou no sofá, Shikamaru passou a língua pelos lábios e acariciou a bunda dela antes de desferir um tapa com precisão. — Que bela bunda, Sakura.
— Gosto ainda mais quando abre a boca para gemer. — Ele desenrolou a camisinha em seu pau, puxou o cabelo comprido de Haruno e enrolou no pulso para puxá-la até encontrar seu corpo. — Agora, geme meu nome, vai amor. — Colocou ela em posição novamente e se enterrou fundo nela.
— Isso, grita mais, Saky. — Sakura estava delirando de tanto prazer, jamais imaginou que Shikamaru fosse tão dominador na cama, e céus, como ela estava gostando daquilo. — Já parou pra pensar que eu queria perder?
— Você… ah… fez de propósito, hmm… Shika, mais forte! — Ele impulsionou seu quadril com mais agressividade e apertou o laço que tinha dado nos cabelos rosas.
— Ah, Sakura, você realmente subestimou minha inteligência.
— Muito pelo contrário, Nara, eu estava... contando… com ela. — Ele largou o cabelo dela, segurou com as duas mãos o quadril farto da mulher e começou a bombar mais rápido, então sentiu ser apertado pelas paredes dela. — 'Hm… eu vou gozar, Saky…
— Eu… ah! — Sakura caiu no sofá tendo espasmos e Nara por cima dela. Os dois respiravam ofegantes, o coração batia rápido com tamanho esforço físico. — De novo, Shika.
— 10 minutos, Sakura, tudo que peço… — falou de maneira arrastada, tentando controlar a respiração.
[...]
31 de Janeiro
Sua sala foi invadida pela loira e ela apenas suspirou massageando as têmporas. Ino era sempre escandalosa, quando queria saber de uma fofoca então, era três vezes mais, e a cabeça de Sakura estava latejando. Resultado de muitos drinks e uma madrugada de sexo selvagem que lhe deixou marcas, que definitivamente iriam ficar roxas. Shikamaru era um dominador nato em cima de uma cama, no chão e ah, sem esquecer da bancada da cozinha também. Haruno riu com as lembranças que passavam por sua cabeça.
— Não podia estar mais feliz, né, vagabunda? Trepou até o clitóris cair.
— Que horas foi dormir? — Sakura ficou em silêncio. — Está virada, Saky?!
— Não grita, dor de cabeça. — Sakura apontou para a própria cabeça e bebeu um gole de água, então ouviu batidas na porta. — Céus, hoje todo mundo resolveu vir me fazer uma visitinha? — falou baixo, mais para si do que para a amiga sentada à sua frente. — Entra.
— Doutora Haruno, está disponível? — Sakura respirou fundo.
— Sim, estou. A Doutora Yamanaka já estava de saída. — Ino levantou, cumprimentou Hatake e saiu.
— Preciso que venha até minha sala, o novo médico chegou.
— Ah, sim, claro. — Haruno pegou seu jaleco e vestiu, acompanhando Hatake até sua sala.
Entraram na sala ao lado e Sakura viu o homem sentado de costas, Kakashi caminhou e sentou em sua cadeira antes de falar:
— Doutora Haruno, esse é o doutor Uchiha. — Sakura arregalou os olhos e ficou estática, na pasta que Kakashi tinha dado para ela não era esse o sobrenome que constava e se ele é um Uchiha, ele é…
— Obito Uchiha, prazer, doutora Haruno.
O homem estava em pé à sua frente lhe estendendo a mão e ela só tinha uma coisa a fazer: curvar os lábios e cumprimentá-lo dando as boas-vindas, ou seria bem-vindo de volta?
Nota: Oi meus amores, essa história é um projetinho meu que surgiu de uma forma inesperada. Fiquei com bloqueio durante muito tempo e agora consegui voltar a escrever e se a Deusa da inspiração permitir, vou terminar! Escutei um amém? Hahahaha
Se divirtam e aproveitem com um ventilador e água gelada pois aqui o que não falta é hot de qualidade ✨
Beijos e have fun!
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