Contos de Cerejeira


Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen


Capítulo 3 • Aquele dia do bar

Tempo estimado de leitura: 25 minutos

Konoha
  18 de Janeiro

Sakura entrou cedo no hospital naquela sexta-feira, estava determinada a conversar com o senhor arrogante. Ela foi direto para o seu consultório, trocou sua jaqueta de couro e seus coturnos pelo jaleco e sapatos de salto branco. Pegou a pasta do médico que Kakashi queria trazer para a equipe do hospital e saiu de sua sala, batendo na porta ao lado. Escutou sua liberação para adentrar ao recinto e assim o fez, abriu a porta com o canto dos lábios levemente levantados.
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  — Bom dia, doutor Hatake.
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  — Bom dia, doutora Haruno. — Ele se encostou na cadeira e sorriu. — Quando vamos nos chamar pelo primeiro nome?
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  — Não somos amigos, somos colegas de trabalho. — Ela conteve a vontade de xingá-lo, então apenas caminhou até a cadeira em frente e perguntou mudo se poderia sentar e ele assentiu.
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  — Tem problema sermos amigos? — perguntou arqueando as sobrancelhas.
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  — Não foi isso que vim debater, Hatake. 
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  — Hm…
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  — Quanto ao seu amigo, gostei bastante do currículo dele e realmente precisamos de um especialista nessa área. — Entregou a pasta a ele e levantou. — Pode trazê-lo. — Sakura virou de costas e foi caminhando até a porta.
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  — Vi que não está de coturnos hoje, uma pena, ficam muito bem em você. — Haruno aproveitou que estava de costas e revirou os olhos fortemente; homenzinho irritante, pensou ela. Abriu a porta e foi saindo dali antes que desse um soco no médico abusado.
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  Sakura saiu a passos largos para o terceiro andar, onde se encontrava a ala psiquiátrica, bateu na porta e foi liberada pela voz da sua melhor amiga. Ela então a abriu, mirando Yamanaka com uma cara emburrada.
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  — O que rolou? — Haruno entrou no escritório e sentou na cadeira em frente à loira.
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  — Quero matar um médico, me ajuda a esconder o corpo? — Ela sorriu de maneira sarcástica.
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  — Céus, Kakashi de novo? — Ela apenas afirmou. — O que vocês têm é tesão acumulado um pelo outro. Dá para ele que tudo se resolve.
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  — 'Tá louca, Ino? — A amiga revirou os olhos. — Ele é muito arrogante e prepotente, ainda fica com gracinhas para cima de mim.
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  — Bar hoje?
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  — Por favor, preciso de uma bebida para relaxar — respondeu Sakura se jogando na cadeira. — Vou mandar mensagem para a Tema.
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[...]

  — Agora falem um homem que vocês não conseguiriam deixar passar por vocês sem ao menos um beijo.
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  — Qualquer um, Tema, fala sério, se fizer meu estilo eu tô pegando… — Sakura gargalhou, já estava alterada com a bebida, todas elas estavam. Depois do expediente do bar dos Hyuuga ter terminado e elas terem expulsado Neji e o restante dos funcionários do local, começaram a noite das garotas e estavam falando mais besteiras por segundo do que qualquer um poderia aguentar.
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  — Quer dizer que você pegaria qualquer um dos nossos amigos? — Sabaku estava sem acreditar.
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  — Vocês são amigas da Sakura mesmo? — Foi a vez da Yamanaka rir. — Ela já pegou três dos nossos amigos.
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  — Três? — perguntou Hinata franzindo o cenho.
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  — Neji, Hina, ela trepou com o Neji — falou a psiquiatra antes de beber de seu martini.
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  — Me poupe dos detalhes — reclamou Hyuuga com uma careta.
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  — Tá aí… duvido você pegar o Shikamaru — provocou Sabaku.
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  — Por que ele? — Ino franziu o cenho.
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  — Ele é o mais fechado, duvido que ela consiga levar ele para a cama.
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  — Nós estamos na 5ª série de novo? — Haruno cruzou as pernas em cima da mesa e bebeu do seu drink.
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  — Tá com medo, Saky? — provocou Tema.
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  — É uma aposta, Tema? — Ela se endireitou na cadeira olhando para a amiga com determinação.
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  — Ah, é sim. — Sabaku se aproximou da mesa sorrindo entusiasmada.
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  — Antes de eu concordar com isso... Me responde uma coisa… — Sakura sorriu convencida.
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  — O quê? — Temari arqueou uma das sobrancelhas.
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  — Você quer que eu transe com ele antes ou depois de foder o seu irmão?
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  — Caralho! — gritou Ino e todas elas gargalharam. — Você não tem jeito, Saky. — Elas brindaram e viraram o resto dos seus drinks.
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  Depois de muito álcool, conversas pervertidas e Temari e Ino pegando carona com Gaara, as duas abraçadas no banco de trás, e o Sabaku de motorista para levar elas em segurança para casa, Sakura e Hinata limpavam a bagunça que haviam feito, Haruno estava lavando os copos e Hyuuga limpava as mesas.
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  — Você realmente transou com meu irmão? — A morena cortou o silêncio.
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  — Sim — respondeu a outra, simplista.
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  — Quando isso aconteceu? — Ela se aproximou do balcão, ficando de frente para Sakura, que terminava de secar as mãos.
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  — Na festa dos Sabaku, mas por que a curiosidade? Está com ciúmes, Hina? — Ela serviu mais uma dose de whisky e contornou o balcão, chegando próximo demais de Hinata. Viu a amiga ficar corada e muito sem graça olhando para o chão. — Não acredito, você sempre me nega, Hina.
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  — Não quer dizer que eu não tenha vontades, Saky! — falou inconformada e se arrependeu do tom que usou assim que viu os olhos verdes se tornarem mais escuros. — Não foi isso… — Foi interrompida por um beijo, a língua de Sakura explorava o gosto cítrico do último drink que a amiga havia bebido, a mão firme na cintura da Hyuuga a deixou amolecer nos braços da médica, era gostoso demais para negar naquela altura.
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  — Hina… se não quiser, fale agora, porque se eu continuar eu não vou parar… — Os olhos verdes encaravam os lilases com desejo.
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  — Não pare, Saky…
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  A língua da Hyuuga foi ao pescoço de Sakura até chegar à orelha, os dentes dela agarraram o lóbulo desprotegido fazendo Haruno soltar um gemido esganiçado. As mãos dela foram diretamente para a blusa da morena, que a ajudou a tirar com pressa, os seios fartos saltaram para fora e Sakura tratou de se deliciar ali, mordiscava e lambia os mamilos enquanto Hinata agarrava a bunda da amiga.
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  — Sobe aqui, Saky. — A morena bateu a palma no balcão do bar três vezes e umedeceu os lábios. — Vou te chupar como nenhum homem nessa vida vai fazer.
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  — Não esperava uma Hinata falando putaria, gostei dela — falou a médica enquanto subia no balcão e mordia o lábio de maneira ansiosa, ela nem acreditava que finalmente transaria com Hinata.
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  Abriu as pernas e a saia facilitava o trabalho, a morena agarrou a amiga pelas coxas colocando-a mais na beirada e apenas puxou a calcinha pelas pernas grossas de Sakura até deixar seu corpo e encontrar o chão.
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  Trilhou beijos na pele macia da parte interna da coxa de Sakura, deslizou os dedos pelas coxas, abrindo ainda mais as pernas dela. Quando chegou ao meio de suas pernas, com um toque suave, ela começou a lamber, usando a língua para traçar linhas delicadas e exploratórias. Os sons de prazer preenchiam o espaço, enquanto a morena se dedicava a explorar cada sensibilidade e cada reação da médica. Os movimentos eram fluidos e rítmicos, deixando Sakura completamente entregue, ela arqueava as costas, deixando-se levar pela onda de sensações que a envolvia. O clímax se aproximava, e a intensidade dos toques aumentava.
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  — Céus, Hina… — gemeu.
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  A língua ágil da mulher circulava o clitóris de Haruno e no momento certo ia até sua entrada invadindo-a, a sensação era de puro êxtase, Sakura gemia descontrolada. Quando os dedos longos de Hinata a invadiram, ela foi à loucura e cada vez mais sentia que iria se desfazer em um orgasmo.
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  — Aguenta mais que dois dedos, Saky? —Hyuuga a olhou, lambendo os lábios.
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  — Uma rola é maior que isso, Hyuuga… — falou em tom de obviedade. — Ah! — gritou desejosa e fechou os olhos aproveitando cada onda de prazer que ondulava em suas extremidades e se concentrava em seu baixo ventre.
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  Seu corpo inteiro esquentou, sentia as bochechas arderem, sua respiração se tornando tão escassa que mal tinha voz para gritar com tamanho prazer. Nunca tinha sido chupada daquela forma, Hinata iria acostumá-la mal. Gritou alto ao gozar forte, seus músculos se contraíram e suas pernas tremeram em espasmos. Hinata saiu dali satisfeita e pegou o copo de whisky que era da amiga, bebendo dele, saiu para trás do balcão e continuou a arrumar as coisas.
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  — Volta aqui, Hinata. — Sakura irritou-se com o distanciamento da amiga.
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  — Isso é tudo que terá de mim, Saky.
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  — Droga, Hyuuga! Por que tão relutante? — perguntou, já completamente deitada no balcão deixando seu corpo se recuperar, enquanto olhava nos olhos da amiga.
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  — Fique satisfeita, Saky, eu fiquei — disse a morena com um sorriso no rosto.
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  — Não fiz você gozar, então não estou satisfeita.
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  — Teremos oportunidades. — Aquilo tinha deixado Sakura desconfiada, mas animada de certa forma, antes era sempre “não”, agora era “teremos oportunidades”.
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  — Você não vai me escapar, Hinata. — A outra riu e jogou um pano de prato na médica, que bufou, mas logo riu também achando um tanto inusitado o que tinha acontecido ali.
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[...]

21 de Janeiro

  — Você e a Hina?
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  — Ela me fez gozar e me abandonou, acredita? — Sakura e Ino estavam pegando café na cafeteria que tinha próximo ao hospital, então Haruno falava sussurrando, mas não o suficiente.
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  — Você não deveria falar essas coisas em público, moranguinho. — Haruno se arrepiou dos pés à cabeça ao ouvir a voz grossa e aquele apelido que só uma pessoa a chamava.
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  — Gaara… — disse ela ainda de costas, virou-se e viu os olhos verdes subindo devagar até o seu rosto, que já continha um sorriso malicioso; poderia imaginar onde seus olhos estavam. — Boa tarde.
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  — Agora com certeza é uma boa tarde. — O curvar de lábios do ruivo era com certeza uma das poucas coisas que faziam as pernas de Sakura bambearem.
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  A loira pigarreou e falou:
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  — Eu vou pegar nossos cafés, Saky.
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  — O que está fazendo tão longe de casa?
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  — Vim pegar meu café preferido.
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  — E por uma grande coincidência ele fica perto do meu trabalho. — A médica sorriu arqueando a sobrancelha.
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  — Claro, foi um acaso do destino. — Sakura quase não se segurou para não rir com tamanho cinismo. — Preciso me concentrar no meu novo livro e sem esse café… — ele a mediu de cima a baixo — eu não consigo.
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  — Quer uma ajudinha? Posso passar na sua casa. — Ela sorriu e se aproximou dele acariciando o peitoral de Sabaku.
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  — Você adora me deixar sem graça em público, não é? — Suas bocas estavam perto o suficiente para sentir o hálito quente um do outro, aquele hálito dele de hortelã que sempre deixava ela querendo beijá-lo.
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  — Adoro. — Sakura passou a língua pelos lábios sem desfazer o contato visual, os olhos transpareciam de longe o desejo mútuo, era impossível não ver o quanto os dois emanavam uma atmosfera sexual.
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  — Vamos, Saky? — Yamanaka chegou ao lado dos dois.
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  — Preciso ir. — Beijou os lábios do ruivo, demorando um tanto quanto demais para os já tão conhecidos selinhos de Haruno. 
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  — Vou cobrar sua visita. — Ela já caminhava para fora do estabelecimento, mas ainda deu tempo de virar e piscar para ele, que apenas balançou a cabeça em negativo, pensando no quanto ela o tirava do eixo.
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  — Dá logo para ele, Saky, meu deus, vocês me irritam. — Ino entregou o café da amiga enquanto já caminhavam em direção ao hospital, que ficava na outra quadra.
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  — Me diz, é gostoso?
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  — Claro que é, até demais, se eu não visse o quanto ele te deseja eu já teria investido no Sabaku.
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  — Tá querendo se amarrar? — Sakura uniu as sobrancelhas rindo.
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  — Longe de mim, mas nada como ter uma foda fixa, né? — A loira deu de ombros dando um gole em seu café.
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  Chegaram no elevador do hospital e cada uma desceu em seu andar, Sakura caminhava em direção à sua sala quando viu Hatake delegando algo para um enfermeiro, mas nem se importou com sua presença, passou pelos dois a fim de entrar em sua sala e poder revisar os relatórios do dia. Contudo, estava tudo bom demais para ser verdade, então ouviu seu nome sendo proferido pelo médico arrogante quando ela tinha colocado a mão na maçaneta de sua porta. Ela apenas respirou fundo e fechou os olhos tentando buscar calma para lidar com o colega de trabalho insuportável. Por que ele tinha que ficar ao lado de sua sala mesmo?
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  — Podemos conversar? — Sakura virou para olhar Kakashi e não segurou a cara de desagrado. — Não vai demorar, doutora Haruno.
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  — Tudo bem.
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  — Na sua sala ou na minha? — A médica bufou com a conotação de duplo sentido que ele usou.
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  — Na sua. — Sakura passou por ele e entrou no escritório e sentou na cadeira enquanto bebia seu café. Hatake entrou, fechou a porta e caminhou até sua cadeira para se sentar. — Então, algum problema?
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  — Sim. Não gostaria de ficar nesse clima com a senhorita.
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  — Que clima? — Ele apenas torceu os lábios como se ele tivesse dito algo óbvio. — Tudo bem, olha, vamos nos tratar bem e sem gracinhas, assim espero. Começamos de novo?
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  — Doutor Kakashi Hatake, muito prazer.
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  — Doutora Sakura Haruno.
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  Eles curvaram os lábios e Sakura levantou, virou as costas e saiu da sala do médico respirando fundo. Tentaria tratá-lo bem, caso ele não ficasse de graça com a sua cara, revirou os olhos com seus pensamentos antes de entrar em seu escritório para terminar o trabalho. Sentou em sua mesa, largou o café em seu descanso de copo e começou a bater nas teclas para finalizar o que tinha para ser feito. Sentiu seu celular vibrar em cima da mesa e viu uma notificação de uma mensagem de Naruto, sorriu com aquele fato, era incrível como ele e Sasuke tinham esse poder em sua vida; fazê-la sorrir.
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  Naruto: Saky, a gente precisa de você.

O que aconteceu, Naru?

  Naruto: só vem aqui para casa quando sair do hospital, ok?

Eu já ‘tô terminando por aqui, chego daqui a pouco.

  Sakura sentiu um aperto no peito, não sabia o que esperar, mas pela urgência que Naruto usou, ela não conseguiu fazer mais nada, apenas aceitou que só conseguiria terminar aqueles relatórios no dia seguinte.
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  Trocou de roupa, colocou seu coturno e pegou o capacete, saiu às pressas do hospital, subiu na moto e quando estava colocando o capacete, viu o doutor Hatake de boca aberta olhando para ela. Sakura riu, era tão engraçado ver as pessoas a admirando apenas por pilotar uma moto maior que ela, não deixou de curvar o canto dos lábios, pois se tinha uma coisa que ela adorava era o olhar de desejo sobre si. Ligou o motor e saiu dali, fazendo questão de passar na frente de Kakashi, acenando, deixar homens desconcertados era o seu passatempo preferido.
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  Chegou no prédio em menos de 15 minutos, era um novo recorde, estacionou na sua vaga, desceu da moto e foi caminhando tirando o capacete e bateu no botão do elevador, ele parecia estar demorando mais do que o normal, sua perna balançava ansiosa e assim que chegou, deu dois passos para dentro da caixa metálica. Desceu no seu andar e nem foi em casa, apenas caminhou até a porta ao lado do seu apartamento e bateu, viu Naruto abrir a porta com os olhos inchados e molhados de lágrimas, ela arregalou os olhos e antes que pudesse falar qualquer coisa foi envolta nos braços fortes de Uzumaki. Ela estava sem entender nada, olhou para dentro do apartamento e viu Sasuke sentado no sofá, com a cabeça apoiada em suas mãos e um copo de whisky pela metade na mesinha de centro a sua frente.
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  — O que aconteceu?
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  — Nossos pais… — o loiro tentou falar, mas um soluço o impediu — eles sabem sobre mim e Sasuke. — Sakura estava estática, ela não sabia o que dizer, o que pensar, como isso tinha acontecido?
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  — Ok, vamos entrar no apartamento, Naru. — A médica se desvinculou do amigo, fechou a porta e pegou em sua mão, levando-o para o sofá também. Deixou o capacete em cima da mesa de centro e se sentou entre os dois. — Sas, você está bem? — O moreno apenas balançou a cabeça em negativo. — Vamos todos respirar fundo, o que exatamente aconteceu?
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  — Meu pai falou comigo mais cedo, disse para eu deixar o apartamento e voltar para casa — falou Uchiha e Sakura ficou perplexa.
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  — Ele não pode fazer isso! Você é adulto, quem ele pensa que é?
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  — É ele que me sustenta, Sakura — falou Sasuke seco antes de virar a dose de whisky.
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  — Vamos pensar, eu não vou deixar vocês se separarem. — Sakura respirou fundo e se encostou no sofá, tentou buscar uma solução em sua mente, até que… — Naruto, o que seus pais falaram?
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  — Ah, minha mãe disse que já sabia e que eu podia ter contado para ela antes, que eu não precisava ter medo, que meu pai também estava ao meu lado.
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  — Então por que está chorando tanto? — Ele olhou diretamente para Sasuke, que levantou e foi servir mais bebida, fazendo com que ela entendesse tudo; era por ele.
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  Uchiha deveria estar quebrado por dentro, apesar de não demonstrar muito os sentimentos, ela nunca tinha visto ele tão feliz quanto quando eles finalmente pararam de se importar. Eles se beijavam nas festas ignorando o julgamento, mas não achavam que chegaria aos ouvidos de seus pais.
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  Haruno abaixou a cabeça e respirou fundo, o loiro deitou em seu colo e ela jogou a cabeça no encosto do sofá enquanto deslizava os dedos pelos fios loiros, ficou encarando o teto, até receber um toque em seu ombro. Viu o copo na mão de Sasuke estendido em sua direção, ela pegou e deu um bom gole, fazendo uma careta em seguida, Uchiha sentou no outro lado e encostou a cabeça no ombro de Sakura e ali ficaram por mais de duas horas. Sem dizer absolutamente nada, ela estava ali apenas confortando seus melhores amigos e tentaria a todo custo achar uma solução em sua mente.
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[...]

22 de Janeiro

  Sasuke acordou e tentou sair da cama sem acordar Naruto ou Sakura, foi até o seu quarto e, como se um peso se formasse em seu peito, desabou em um choro angustiante. Quantos anos faziam desde que derramou a última lágrima? Não sabia ao certo, mas depois de sentir que todo aquele peso tinha sido derramado pelos seus olhos, começou a arrumar sua mala. A cada roupa que tirava do cabide sentia que tudo estava errado, Naruto era seu… seu o que? Namorado? Amizade colorida? Amava tanto ele que não sabia em que momento começou a vê-lo daquela forma, porém era muito covarde para assumir.
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  — Sas… Não faz isso. — Sakura apareceu na porta e ele suspirou. — Nós vamos dar um jeito. Por favor, não vá embora, o Naruto não vai conseguir sem você.
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  — Você acha que eu não sei? Mas eu não tenho escolha… Saky, eu… — Pela primeira vez, Haruno viu lágrimas deixando os olhos negros e tudo que ela podia fazer era abraça-lo. — Eu amo tanto ele, Sakura, não sei viver sem ele.
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  — Você não vai. — Foi aí que ela teve uma ideia. — Eu já sei! — Ela se desvinculou dele e foi saindo do quarto.
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  — Pensou em que, Saky?
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  — Fique aqui até amanhã, por favor, eu vou resolver isso. — O moreno apenas concordou e a viu pegando suas coisas e deixando o apartamento.
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  Sakura entrou em casa, tomou banho e se arrumou para o trabalho, mas antes, ela faria algo. Foi até a cafeteria próxima do hospital e comprou dois cafés e em seguida rumou para a casa de Gaara. Quando chegou em frente ao prédio, respirou fundo e apertou o interfone ouvindo em seguida a voz rouca e sonolenta do ruivo.
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  — Sou eu, Sakura. — Ela riu quando ouviu ele se atrapalhar com as palavras.
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  — Pode subir.
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  Entrou no elevador e logo chegou ao apartamento de Sabaku, um tanto quanto charmoso, não imaginava nada melhor, o lugar era a cara dele. Falando nele, o ruivo apareceu apenas de calça de moletom, exibia uma tatuagem que dominava seu peito direito, ombro e quase chegava ao abdômen perfeitamente esculpido e uma cara de sono muito fofa, aos olhos de Haruno, óbvio.
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  — Não achei que sua visita seria às… — ele olhou no relógio — 8:34 da manhã.
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  — Bom dia para você também, mal-humorado. — Ela entregou um dos cafés a ele. — Seu preferido, lembra? — Ele riu anasalado com a brincadeira, e ela sentou no sofá.
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  — A que devo a honra de sua presença, moranguinho? — perguntou Gaara a olhando de maneira indecente.
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  — Vou adiantar que não, infelizmente, não vamos foder, por mais que nesse momento você esteja uma tentação difícil de resistir, porém, eu preciso ir para o trabalho. — Ele riu com a sinceridade dela, mas ela não estava mentindo, o abdômen de fora tirava o foco de qualquer um. — Inclusive, coloque uma camisa, por favor. Está me distraindo… — Gaara riu ainda mais e foi atrás de vestir uma camiseta, ele amava o jeito espontâneo dela, de falar o que vinha a mente sem se importar com o que os outros vão pensar. — Você falou sério quando disse que precisava de ajuda para escrever seu novo livro?
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  — Sim, estou tendo problemas com meu revisor, ele parece mais idiota que eu. — Ele revirou os olhos sentando-se na poltrona ao lado do sofá e deu um gole no café. — Preciso de alguém que me ajude e não que atrapalhe.
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  — Você trocaria?
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  — Eu adoraria, mas nunca achei outro melhor, você precisa ter uma conexão com seu revisor, sabe? Não é qualquer pessoa... — ele parou de falar — mas por que você está me perguntando isso? Resolveu mudar de profissão, Saky?
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  — Não mesmo, ser médica é minha vida, você sabe. — Sakura sorriu e ele assentiu.
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  — Então não estou entendendo o que está acontecendo — comentou confuso.
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  — Eu acho que com essa pessoa você já tem uma conexão. — Gaara franziu o cenho. — Sasuke, Gaara, ele precisa de um emprego. Ele é formado em letras, lembra?
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  — Nossa! Não lembrava disso, ele nunca quis trabalhar como professor, mas realmente… Acho que daria certo. — Ele coçou o queixo olhando para cima. — Mas por que você veio falar por ele?
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  Sakura suspirou e contou o que aconteceu, por alto, não queria expor a privacidade dos meninos, apesar do ruivo ser amigo deles há muito tempo. Gaara ficou chocado com a atitude do pai de Sasuke e disse que com certeza faria um teste com ele, se desse certo, o emprego era dele.
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  — Obrigada, Gaa! — Eles se despediram na porta do elevador. — E eu virei outra vez aqui, e dessa vez eu quero você nu. — Sakura deu um beijo lascivo no ruivo e se xingou mentalmente por ter feito isso, já que a sua vontade foi de ficar e transar com ele em todos os cômodos do apartamento. No entanto, entrou no elevador e em seguida subiu em sua moto para ir para o trabalho, chegando lá, viu duas ambulâncias na entrada de emergência e isso só podia significar uma coisa: seu dia estava começando bem turbulento.
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Capítulo 3

Nota: Oi meus amores, essa história é um projetinho meu que surgiu de uma forma inesperada. Fiquei com bloqueio durante muito tempo e agora consegui voltar a escrever e se a Deusa da inspiração permitir, vou terminar! Escutei um amém? Hahahaha
Se divirtam e aproveitem com um ventilador e água gelada pois aqui o que não falta é hot de qualidade ✨
Beijos e have fun!


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Lelen

Eu sei que em teoria o foco deveria ser a parte hot e tal, mas na real, tô curiosa pra saber das histórias dos personagens tudo.
Quero que Sasuke dê um belo de um tapão na cara do pai por esse preconceito todo e quero guardar os pais do Naruto em um potinho <3
Gaara, meu favoritcho, coisa linda, aparecendo mais vezes 😍
Agora eu preciso admitir que às vezes o meu cérebro buga porque ao mesmo tempo que imagino os personagens como desenhos, eu também acabo transformando eles em pessoas de verdade? Enfim, cérebro de Lelen 🤓

hatakesaturn

Você me deixa com vontade de aumentar os background dos personagens SEMPRE hahahaha
amg, tb faço isso, eu imagino mto eles como são no anime só que pessoas reais, uma loucura rs

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