Capítulo 2 • Aquele dia do presente
Tempo estimado de leitura: 27 minutos
Konoha
04 de Janeiro
Depois de férias tão revigorantes, Sakura se preparava para voltar ao trabalho, pegou seu crachá, sua bolsa e subiu em sua moto rumando o caminho do hospital. Quando Haruno parou em frente à sua vaga e olhou um carro preto no seu lugar no estacionamento, ela bufou, estacionou a moto atrás do carro e caminhou pisando duro até a recepção do hospital. Retirou o capacete, liberando os longos cabelos rosas e mirou a recepcionista.
— Bom dia, Yumi, poderia me informar quem parou na minha vaga? — Irritada? Sim, muito. Mal-educada? Jamais.
— Bom dia, doutora Sakura, foi o novo chefe da ala de pediatria.
— Novo… O quê? — Ela arqueou a sobrancelha.
— Posso chamá-lo para tirar o carro. — A recepcionista fez menção que iria se levantar, mas foi impedida pela fala de Haruno.
— Não, eu mesma vou falar com ele. — Entrou pelo corredor largo e extenso, foi para a sua sala no sexto andar e ao entrar, respirou fundo três vezes.
Mal tinha chegado de suas férias e já tinha um idiota lhe tirando do sério. Tirou a jaqueta de couro e a pendurou no cabide de chão, colocando o jaleco por cima de sua camiseta do Super Mario, talvez ela tivesse esquecido de lavar roupa e foi obrigada a vestir suas camisetas ridículas da adolescência, mas que por algum motivo ainda as guardava. Ora, sabia bem o motivo, ela amava, em seu interior continuava sendo uma nerd de carteirinha. Trocou os coturnos pelos sapatos de saltos branco, que sempre ficava em sua sala, afinal, só os usava no hospital, levava para casa apenas para lavá-los, caso precisasse. Colocou o estetoscópio em volta do pescoço e foi até a porta para então sair em busca do ladrão de vagas.
Ao abrir a porta, deu de cara com um homem que até aquele momento nunca tinha visto no hospital, porém, pelo jaleco branco, trabalhava ali. Os olhos negros e intensos lhe chamaram a atenção, mas não tanto quanto os ombros largos, as mãos grandes, com dedos compridos e bonitos. Pôde ver os poucos músculos nos braços, ele era esguio, no entanto, dava para ver que malhava. Desceu mais um pouco os olhos e viu as coxas torneadas pelo jeans branco que usava. Mordeu a pele interna no seu lábio inferior discretamente, mania que ela tinha quando via um homem gostoso e aquele era um belo representante da espécie. O homem pigarreou e estendeu a mão até ela.
— Bom dia, doutora Haruno. É um prazer conhecê-la.
— O prazer é todo meu… — Apertou a mão do homem que deveria ter um 1,85 pelas suas contas.
— Kakashi, Kakashi Hatake — completou o grisalho. — Sou o novo chefe do setor de pediatria.
Sakura fechou a cara no mesmo instante e cruzou os braços.
— Então foi você que parou na minha vaga — disse ela quebrando o quadril para o lado e arqueando uma das sobrancelhas.
— Não tinha seu nome na vaga.
— Sim, tinha. Tem uma placa com o meu nome na vaga, bem grande por sinal.
— Sério? — Kakashi colocou a mão em seu queixo olhando para cima, mas logo voltou os orbes para Sakura. — Perdão, talvez não tenha visto.
— A ala de oftalmologia fica no primeiro andar, doutor Hatake — falou forçando um tom doce.
— Bom, qualquer coisa estou em minha sala. — Hatake virou-se e entrou na sala ao lado.
Sakura esticou o pescoço para fora de sua sala e não acreditava que aquele gostoso era um idiota e que ele estaria bem ao seu lado. Deu dois passos para dentro de sua sala e fechou a porta fechando as mãos em punho. A vontade era de gritar, mas controlou seus ânimos, estava dentro do hospital e lá ela não podia deixar sair o seu pior lado, ou o melhor, dependia do ponto de vista. Sentou-se à sua mesa e se pôs a trabalhar, era o que ela podia fazer naquele momento.
[...]
Konoha
11 de Janeiro
Uma semana havia se passado e depois que Sakura falou com o chefe do hospital a respeito do mal-entendido com a sua vaga no estacionamento, ela não teve mais problemas com o novo pediatra. Apesar de que conseguiria conviver apenas olhando o belo corpo que ele exibia, ele era gostoso, ela não era cega, mas preferiu ignorar seus pensamentos pervertidos quando olhou o relógio de parede acima de sua porta. Com o fim do expediente, ela queria chegar logo em casa, arrumar-se e ir para a casa de Temari, onde tinham marcado uma pequena reunião. Ela queria beber, curtir suas amigas, beijar umas bocas e quem sabe parar na cama de alguém.
Tomou um banho rápido, colocou uma saia jeans e uma blusa regata, que deixava seu umbigo de fora. A jaqueta de couro foi colocada por cima da regata vermelha e o coturno preto completou o look despojado. Passou na casa da amiga Yamanaka para dar carona e as duas foram para a casa de Sabaku. Sakura estacionou a moto em frente à casa, tirou o capacete e Ino fez o mesmo, descendo da moto.
— Achei que era só uma reunião entre amigos — falou a médica.
— Bom, hoje é sexta, né? — Ino deu de ombros e entrou na casa, que estava lotada.
Sakura entrou olhando para os lados como se procurasse algo ou alguém. Pegou uma bebida na cozinha, caminhou mais alguns metros e viu o ruivo encostado nas costas do sofá conversando com algumas pessoas. Ela sorriu do seu jeito único e os olhos verdes mediram Haruno dos pés à cabeça, fazendo-a morder o lábio inferior, não tinha nada que a fizesse se sentir bem como um olhar de desejo. Viu o Sabaku vindo em sua direção e encostou na parede, despretensiosamente, dando um gole em sua cerveja. Ele chegou bem próximo e, como sempre, colou seus lábios nos dela, recebendo as esmeraldinas o olhando de forma provocativa.
— Ótima, Sabaku, como sempre. — Os lábios fizeram uma curva indecente, e o ruivo apenas a pegou pela cintura e a beijou.
A química que eles tinham era palpável, porém, não era ainda o momento dela ir para a cama com ele, afinal, gostava de uma boa provocação e conquista, e Gaara sempre deixava seu corpo em estado de frenesi. Não queria acabar com aquilo. Ainda.
— Preciso procurar a Temari. — Afastou-se segurando o homem pelo peito, desfilou os dedos pelo peitoral e acariciou o maxilar do ruivo, sorriu e passou a língua pelo lábio superior, tentava manter seu autocontrole, o que era bem difícil com ele.
— Ela está com a Hina perto da piscina. — Ele deu um último selinho nela, que piscou o olho direito e saiu rebolando a bunda de maneira sensual, o que manteve os olhos do escritor em suas curvas.
Sakura respirou fundo indo até o jardim e viu as três amigas conversando na beira da piscina, e então foi até elas, deu um selinho em Hinata e um na Sabaku e sentou-se ao lado da Hyuuga.
— Já chegou causando, né, vagabunda? — Temari riu.
— Já falei que só quem pode me julgar é Deus — apontou para cima —, além de que, sou uma mulher livre.
— Então transa logo com o ruivo senão eu vou, Saky — falou Yamanaka mordendo o lábio olhando para Gaara, que conversava com os amigos do outro lado da piscina.
— Pode ir, faça bom proveito e depois me conta se o pau é gostoso para eu não perder tempo. — Ela deu de ombros.
— Céus, é meu irmão! Parem de falar sobre o pau dele. Obrigada! — A Sabaku bufou antes de beber de sua cerveja.
— E eu gostaria que vocês parassem de falar sobre pau, ponto. — Hinata revirou os olhos e sentiu a rosada se aproximando de seu ouvido.
— Nem ouse. — A Hyuuga colocou o indicador na boca de Haruno, que fez um bico. — Já falei que não vou transar com você, estragaria a amizade. — A morena deu um beijo carinhoso na bochecha da amiga.
— Só se for por você, veja como eu estou com o Sas e o Naru. — Sakura fechou os olhos e empinou o nariz. — Nos damos bem.
— Claro, e transam uma vez por mês… — Yamanaka riu alto, levando as amigas a gargalharem com ela. — Quando você transa a primeira, não consegue mais largar, Saky.
— Isso não é verdade! — Haruno ralhou com a melhor amiga e virou o restante do líquido da long neck. — O problema é que eles realmente se tornaram um vício. — Temari estreitou os olhos. — Não me olhe assim, qual é… Eles moram no apartamento ao lado!
— E daí? — perguntou Hinata recebendo um murmúrio em resposta.
— Vou pegar mais bebida. — Sakura se levantou e foi até a cozinha, encontrando os dois "vícios" preparando doses de tequila.
Ela até pensou em negar o convite deles para beber, mas que se lascasse, ela iria se divertir sem pensar nas consequências, como sempre, então virou doses com Sasuke e Naruto. Nunca deixou de curtir a vida por comentários de quem quer que fosse, além de saber que suas amigas estavam tirando uma com a sua cara, pois se tinha alguém que a aceitava, eram elas. Haruno tinha plena certeza que tudo estava sob controle.
Foi para o meio das pessoas quando ouviu uma de suas músicas favoritas tocando e começou a dançar de forma sexy. Suas mãos deslizavam pelo próprio corpo, os dedos entravam entre os fios rosas e os olhos se fechavam à medida que o sorriso tomava conta dos lábios.
Uzumaki e Uchiha ficaram olhando aquela cena completamente perdidos nos movimentos dela, quando se deram conta, estavam junto a ela. As mãos deles se perderam completamente no ritmo da música, eles estavam em sintonia, dançando, rindo e aos beijos, chamando a atenção de boa parte das pessoas presentes ali e uma delas, foi Neji Hyuuga. Ele não tirou os olhos daquela dança, um tanto erótica para ser feita em público, no entanto, ele sabia bem que quando se tratava de Sakura Haruno poderia esperar qualquer coisa e isso o instigava.
— Tem alguém de olho em você, Saky — sussurrou Naruto no ouvido dela.
A médica encostou a bunda na pélvis do loiro, levou uma das mãos até a nuca dele o puxando para si. Assim fez também com Sasuke à sua frente, cada vez mais colados, cada vez mais obscenos. Sakura desviou o olhar e viu aquele par de olhos pérolas a olhando de maneira desejosa.
— Será que ele quer a atenção que estou dando a vocês? — Ela riu, divertida.
— Não sei, quer ir descobrir? — perguntou Uchiha beijando o pescoço dela.
— Acho que sim. — Ela deu um beijo em cada um e caminhou até o bar, onde Neji estava. — Neji…
— Sakura — cumprimentou ele curvando o canto dos lábios. — Está bem?
— Sim — ela pegou uma garrafa de um drink pronto e abriu, dando um gole em seguida. Ela virou para o moreno, aproximando-se mais —, mas poderia estar melhor. —Haruno sorriu sem deixar o contato visual.
Hyuuga inclinou-se até sua boca estar próximo da orelha dela e disse sussurrado:
— O que posso fazer para tornar sua noite melhor? — Um arrepio percorreu o corpo suado de Sakura, ela pegou a long neck e deu um gole generoso antes de passar a língua pelos lábios avermelhados.
Entraram no banheiro do segundo andar aos amassos, mal trancaram a porta e Hyuuga a pegou pelas coxas e a colocou sentada na bancada da pia, derrubando alguns frascos de produtos, o que fez com que eles rissem entre os beijos. A mão grande agarrou a nuca de Sakura e os lábios de Neji traçaram um caminho do pescoço até o colo. Ela tirou a camisa que ele estava e ao ver o físico escultural do homem, suspirou e mordeu o lábio antes de puxá-lo pela nuca e seguir com um beijo intenso. A jaqueta de couro foi parar no chão, junto com sua regata e a camisa do moreno.
Os seios empinados e com os mamilos durinhos de tesão já estavam à mostra, já que quase nunca usava sutiã. A boca de Neji não tardou a encontrar sua auréola, beijou, lambeu, chupou enquanto massageava o outro com sua mão. Os gemidos começaram a preencher o banheiro, e quando Sakura menos pôde perceber, os dedos ágeis de Neji invadiram sua calcinha por baixo da saia que usava. As línguas voltaram a se encontrar, ela mordeu o lábio dele quando sentiu dois dedos a penetrarem.
— Molhada… — sussurrou ele antes de lamber e morder o lóbulo da orelha dela. — Já está pronta desse jeito?
— Para você ver o quanto é bom… — Ela sorriu indecente e ele retribuiu com um sorriso mais safado ainda.
Sakura se dedicou a abrir o botão e o zíper da calça de Hyuuga, que tirou um preservativo da carteira e encapou seu pênis, o qual Sakura ficou bem surpresa pelo tamanho, mas se Deus fez… Ele afastou a calcinha e a preencheu devagar e com precisão, fazendo-a pender a cabeça para trás. Sakura apoiou sua mão na parede e a outra foi no ombro do homem, seus dedos buscaram a nuca e logo invadiram o cabelo comprido, que estava preso em um rabo de cavalo baixo, puxando devagar. O quadril dele ia e voltava com ritmo, estocando fundo, e as mãos dele apertavam a cintura fina tentando aplacar seu tesão.
Sakura sentia o calor tomando conta de seu corpo cada vez mais, a respiração acelerada, os gemidos mais encorpados e sem controle, uma das mãos dele desceu pro seu quadril, apertando a carne e ele se retirou dela apenas pra tirar a calcinha que já estava atrapalhando. Neji metia com vontade, levou as palmas até a bunda dela e a tirou da bancada para encostá-la na parede do outro lado. Beijou o pescoço, o ombro e voltou para a boca, onde o lábio inferior já estava maltratado pelas mordidas.
— Ne-neji! — exclamou ela sentindo todo o seu corpo se contrair, preparando-se para um orgasmo, o calor se concentrando diretamente em seu baixo ventre a deixava ciente disso. Tanto quanto Hyuuga, que já se sentia no limite, e buscando dar o que ela queria, acelerou os movimentos para que melhorasse a noite da médica safada. As unhas dela arranharam suas costas e o gemido que escapou alto demais da garganta dela era o aviso que tinha gozado. Neji sorriu tão sem vergonha que ela poderia transar com ele novamente só por sua expressão. Ela passou os braços ao redor do pescoço dele e riu, levando o outro a rir também.
— Não esperava te foder hoje — disse, sorrindo e beijou a curva do maxilar de Sakura.
— E valeu a pena? — Ela desceu do colo de Neji ofegante e sentou no chão do banheiro.
Após algum tempo sentados no chão do banheiro para se recompor, levantaram e se vestiram. Sakura destrancou a porta e buscou a maçaneta, mas antes que pudesse abrir, Neji a chamou.
— Não está esquecendo nada? — Ela olhou para trás e viu ele segurando a calcinha rosa bebê entre os dedos, nem sabia em que momento tinha tirado ela. Sakura sorriu e deu dois passos, ficando rente a ele, dando-lhe um selinho.
— Presente. — Piscou o olho direito e saiu.
[...]
Konoha
14 de Janeiro
A segunda-feira mal tinha começado e Sakura ouviu duas batidas em sua porta enquanto ainda retirava sua jaqueta de couro. Apressou seus movimentos e vestiu o jaleco.
— Entra — disse ela sentando-se em sua cadeira.
— Bom dia, doutora Haruno. — Ela se segurou para não revirar os olhos e esboçou um pequeno sorriso.
— Bom dia, doutor Hatake, a que devo a honra de você
tão cedo em meu consultório? — frisou o cedo e então ele fechou a porta antes de ir em direção a ela.
— Preciso conversar a respeito de um novo integrante da equipe médica. — Ela assentiu para que ele continuasse. — Ele fez faculdade comigo, é um ótimo profissional. Também é pediatra, mas especialista em cardiologia. — Ele entregou a pasta para Sakura que a pegou e abriu, folheando alguns papéis. — Creio que você também precisa aprová-lo já que fará parte da sua ala também. — Ela levantou a cabeça e arqueou a sobrancelha. — Caso o queira, claro.
— Vou olhar com calma. — A médica fechou a pasta e se levantou, dando a volta na mesa. — Agora preciso atender um paciente.
— Claro, desculpe se atrapalhei. — Ele levantou e foi andando até a porta, onde colocou a mão na maçaneta, mas antes de sair virou para trás e disse: — Belos coturnos. — Sakura olhou para baixo e quando olhou de volta para a porta, ela já se fechava.
Ela sentou-se na cadeira novamente, claro que tinha mentido que teria que ver um paciente, Sakura só não queria ter que ficar olhando para a cara de convencido do doutor Hatake. Trocou os sapatos e foi olhar a pasta que Kakashi tinha lhe dado, o currículo do homem era realmente bom e o Hospital precisava de um pediatra especialista em cardiologia. A ala infantil carecia de alguém assim, além de ser ótimo para a emergência. Decidiu que iria aceitá-lo de bom grado, mas só daria a notícia para o chefe da pediatria ao fim da semana.
Levantou e foi ver seus pacientes internados, teria apenas uma cirurgia pela manhã e duas pela tarde, então teria tempo para almoçar tranquilamente. Enviou uma mensagem para Ino marcando de almoçar juntas no restaurante que tinha próximo do hospital. Recebendo uma mensagem da amiga concordando pouco tempo depois, sorriu e pegou sua prancheta para começar mais um dia árduo.
Passavam das 12:30 quando Sakura cruzou a porta do restaurante e avistou Ino sentada à uma mesa próxima a janela. Após fazerem seus pedidos, Yamanaka começou o interrogatório a respeito do novo médico no hospital. Aquele que Haruno tinha asco, e ela contou o porquê. O que ela não esperava era a amiga rir de toda a história.
— Do que está rindo? — Sakura franziu o cenho.
— É incrível como você tem esse sexy appeal que conquista todo mundo. — Ino deu de ombros enquanto comia sua salada.
— Você ouviu alguma palavra do que eu disse? — Ela torceu os lábios.
— Ouvi e acho que isso é tesão enrustido. Você é linda, Saky e ele é um gostoso. Vai, confessa que você olhou para ele.
— Não tem como não olhar, Ino. — Ela torceu os lábios, enquanto falava com uma entonação de que aquilo era óbvio demais.
— Chega, vamos falar sobre o happy hour de quarta-feira — Sakura cortou o assunto revirando os olhos.
— O happy hour que fazemos quase toda semana? O que tem para falarmos dele? — Haruno bufou por sua desculpa de mudar de assunto ter falhado.
[...]
Konoha
16 de Janeiro
Sakura entrou no bar como se fosse dona do lugar, correu os olhos e achou a real dona do estabelecimento. Hinata estava atrás do balcão do bar dando ordens, ainda era cedo, ela tinha chegado antes, pois estava precisando de uma bebida. O dia no hospital tinha sido cansativo, um paciente quase morreu em suas mãos e por mais que amasse sua profissão sabendo dos riscos que a envolviam, isso sempre a abalava. Sentou em uma das banquetas e assim que a Hyuuga a viu se aproximou.
— Saky! — Os lábios foram pressionados contra os seus. — Chegou cedo. 'Tá tudo bem?
— Estou cansada, hoje o dia foi pesado. — A médica respirou fundo.
— Já sei o que quer. — A morena saiu e voltou com um copo com whisky.
— Precisarei da garrafa, Hyuuga. — Ela virou metade da dose e riu, levando a amiga a rir com ela.
— Devagar, Haruno. — A rosada olhou para trás vendo a loira furacão. — Me espera pelo menos, né? — Ino sentou ao lado dela e pediu um
dry martini.
As duas conversavam animadas, aquela expressão de cansaço e preocupação que Sakura carregava quando chegou parecia ter sumido. Elas estavam viradas uma para a outra e quando Yamanaka levou os olhos por cima do ombro de Haruno de maneira maliciosa, ela ficou no mínimo curiosa. Quando a médica olhou para trás, viu Neji com uma regata, gotas de suor escorriam pelo pescoço e peitoral, enquanto ele carregava uma caixa com garrafas de bebida, deixando as duas sem reação.
— Depois de um banho deve ficar uma delícia… — sussurrou Yamanaka.
— Fica mesmo… — A loira estapeou o braço da amiga a fazendo virar para si novamente. — Ai! Que isso, tá louca?
— Você deu para ele! — exclamou ela em um tom baixo, e Sakura apenas riu. — Me conta! — Haruno revirou os olhos e levantou segurando o copo de whisky.
— Olha, eles chegaram! — Ela andou até próximo a porta de entrada e se agarrou com o ruivo. — Lindo, como sempre, Gaa. — Sakura sorriu e beijou os lábios desenhados de Sabaku.
— O preferido da Saky é o Gaara, tá bem claro!
— Tá com ciúmes, Sas? — Ela fez bico e riu da cara de emburrado que Uchiha fez.
Caminhou até Sasuke e selou os lábios nos dele, assim como fez com Naruto, Temari e Shikamaru. Caminharam todos juntos até a mesa de sempre e tomaram seus lugares de costume, logo colocando o papo em dia. Neji e Hinata se juntaram a eles e o garçom logo trouxe mais bebidas. As risadas não demoraram para se tornar cada vez mais altas, a cada rodada as vozes se alteravam e as besteiras que saíam boca a fora aumentavam. Aquele lugar era o local preferido deles, quase toda semana se reuniam ali, depois dos seus trabalhos, para distrair a cabeça e poder continuar a semana.
Gaara levantou, avisando que sairia para fumar e Sakura não poderia perder a oportunidade. Deixou passar alguns minutos e levantou discretamente, indo para fora do bar e ao chegar atrás do ruivo, roubou o cigarro de seus dedos, encostando no guarda corpo da varanda que tinha ali. Sabaku sorriu cruzando os braços e arqueou uma das sobrancelhas assistindo a médica tragar seu cigarro.
— Eu adoro esse cigarro. — Ela sorriu indecente, o que fez o outro se aproximar e apoiar os braços no metal, prendendo Haruno entre eles. Ela se aproximou ainda mais e passou a língua no lábio inferior do ruivo. — Mas ainda prefiro o gosto dele nos seus lábios.
— Eu gosto do gosto de morango que tem os seus. — Foi a vez de Gaara chupar o lábio inferior de Sakura e isso fez com que um beijo lascivo se iniciasse.
A mão dele foi para a cintura da mulher, agarrando-a com força. As línguas brigavam e se saboreavam com brutalidade, como se pudessem fugir a qualquer momento. Separaram-se para tomar fôlego, Sabaku se aproximou do ouvido dela e disse de maneira rouca:
— Quero saber se seus outros lábios têm o mesmo gosto.
— Quer experimentar? — Ela curvou os lábios da maneira mais indecente que podia, e ele adorava as facetas dela.
— Sakura! — Naruto apareceu na porta. — Vamos, preciso de você para ser minha dupla na sinuca.
— Claro! Somos invencíveis juntos. — Ela sorriu largo e voltou a olhar para o ruivo à sua frente, que continuava perto demais. — Quem sabe outro dia. — Sakura deu um selinho nele, devolveu o cigarro e entrou para o bar.
Eles entraram e todos estavam esperando os dois para começar o jogo, Sasuke e Shikamaru passavam o giz nos tacos e ameaçavam ganhar já que eram melhores, era sempre o mesmo papo que terminava de um único jeito. O jogo começou devagar, muitos erros devido ao alto teor alcoólico no sangue de todos, porém quando o sentimento de competitividade tomou conta, as bolas começaram a ser encaçapadas. Uchiha trincou os dentes ao ver que só restavam duas bolas e eles estavam perdendo e, como todos já esperavam, Sakura e Naruto ganharam, eles se abraçaram rindo, comemorando, e Sasuke ficou extremamente irritado.
— Calma, Sas, se quiser posso te dar o presente de consolação. — Sakura acariciou o peito dele e riu, dando um beijo na bochecha dele.
— Relaxa, cara, toda semana é isso. Não sei por que ainda quer desafiar eles. — Shikamaru se jogou na cadeira mais próxima, dando um gole em sua cerveja.
— Não seja preguiçoso, Nara — Sasuke brigou.
— Agora a culpa é minha? — O outro revirou os olhos. — Não seja tão competitivo, é só um jogo.
— Ok, chega vocês dois. Parecem dois velhos ranzinza — Temari cuspiu as palavras. — Próximos a jogar, vamos, Hina. — Temari puxou a Hyuuga.
— Eu vou pegar mais bebida, já volto. — Sakura caminhou até o balcão do bar e foi surpreendida pelo que parecia ser o novo barman.
— Primeiro, um whisky, estou tomando
Jack Daniels, sem gelo. — O homem foi até a prateleira, ficando de costas para Haruno, e pegou a garrafa. — Duplo, ok?
— Você que manda. — Ele serviu o líquido âmbar e ela o mirou de cima a baixo apreciando o "material". Ele colocou o copo à frente dela e disse: — Aqui está, e a segunda coisa?
— Como? — Ela uniu as sobrancelhas.
— Você disse “primeiro” quando pediu o whisky. — Ele sorriu de maneira charmosa fazendo aspas com as mãos, atraindo a atenção completa da médica.
— Ah, sim. Desculpe. — Ela riu. — Segundo, gostaria de saber seu nome.
— Sakura, e o prazer é todo
meu.
Nota: Oi meus amores, essa história é um projetinho meu que surgiu de uma forma inesperada. Fiquei com bloqueio durante muito tempo e agora consegui voltar a escrever e se a Deusa da inspiração permitir, vou terminar! Escutei um amém? Hahahaha
Se divirtam e aproveitem com um ventilador e água gelada pois aqui o que não falta é hot de qualidade ✨
Beijos e have fun!
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