Contos de Cerejeira


Escrita porHatakesaturn
Revisada por Lelen


Capítulo 14 • Aquele dia do acidente

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

18 de Maio

A luz do sol entrava por uma fresta da cortina que insistia em voar com a brisa que entrava pela janela do quarto. Sakura abriu os olhos devagar, respirando fundo, sentindo o cheiro do homem que dormia profundamente ao seu lado. Ela virou o rosto e deu um pequeno sorriso, era inevitável negar o que agora ambos já sabiam; era mais que sexo. Pela primeira vez em sua vida dormiu ao lado de um homem sem transar com ele, era surreal, e aquele incômodo em seu estômago ao constatar aquilo já não existia mais. Levantou devagar e foi até o banheiro, fechou a porta com cuidado e encarou-se no espelho.
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  — Tem certeza que quer isso? Não terá volta, Sakura. Você não pode machucar o Gaara… — falava para si mesma, tentando buscar algum resquício de uma parte dela que não quisesse estar com aquele ruivo gostoso e tatuado deitado no cômodo ao lado. — Quem não arrisca vive parado, não é? Sempre foi isso que te moveu.
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  — Sakura?
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  — Oi! — falou mais alto com o susto da voz rouca do outro lado da porta. — Já vou sair. — Escovou os dentes com o dedo e fez um gargarejo com enxaguante bucal. — Bom dia, ruivinho. — Deu um selinho no homem assim que abriu a porta.
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  — Bom dia, linda. — Apertou a cintura dela ao sentir o beijo em seus lábios.
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  Gaara entrou no banheiro e fechou a porta, Sakura pegou uma camiseta qualquer jogada pelo quarto e vestiu. Foi até a cozinha, colocou o café para fazer na cafeteira, fritou uns ovos e colocou os pães na torradeira. Colocou tudo na mesa e viu o homem caminhar pelo corredor em direção a ela, usando nada mais que uma calça de moletom. Sentiu sua boca salivar, fazia tempo demais que não fodia, e Sabaku conseguia abalar todas as suas estruturas mesmo vestido, quer dizer, semivestido.
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  — Perdeu alguma coisa aqui? — falou de forma divertida balançando a mão em frente ao seu abdômen.
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  — Perdi. A vontade de comer, Gaara.
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  — Podemos resolver isso… — Ele a puxou pela cintura e beijou os lábios rosados.
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  Entregue, era isso que ela estava. Completamente de quatro, porra, o homem era tudo que ela não queria, sim, porque ela nunca quis nada além de sexo. Mesmo assim, entregou-se a ele de boa vontade. Sentia-se derreter nos braços fortes do ruivo à medida que ele beijava seu corpo e apertava sua carne com mais força. Gaara desceu a mão pelas costas e apertou a bunda farta da médica, seu corpo pedia por ele, movia-se em perfeita sincronia com ele.
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  — Gaara… — gemeu, ainda de olhos fechados.
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  — O que, moranguinho? — sussurrou em sua orelha. — Quer que eu pare? — Lambeu o lóbulo e desceu para o pescoço, mordendo ali.
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  — Eu preciso ir trabalhar… — A voz saiu pesada, encorpada de tesão.
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  — Olhe como estou… — Pegou a mão dela e colocou em seu pau; duro, pulsante. — E mais importante, olha como você está. — Pressionou os dedos na calcinha e a sentiu molhada. Adentrou o tecido com dois dedos e pegou seu fluido, levando até a boca e chupando os dedos de forma erótica, aproveitando o sabor doce na ponta da língua e mostrando que tudo que ele queria comer naquela manhã era ela. — Não posso deixar você sair daqui sem gozar no meu pau.
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  — Banho. — Espalmou o peitoral dele, fazendo-o andar de costas e sorrir em divertimento com o desespero que soou em sua voz. — Agora. — Saiu empurrando-o pelo corredor até chegar ao banheiro da suíte.
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  O gelado da parede do box atingiu as costas nuas de Sakura, Gaara mamava seus seios com vontade e nada poderia evitar os gemidos descontrolados que deixavam sua garganta. Sentia seu clitóris implorando por atenção, avolumado entre suas pernas, que foram abertas pela mão grande do ruivo, que movimentou os dedos em seu ponto de prazer, como se lesse sua mente. Ele terminou de se ajoelhar no chão e apoiou a coxa da Haruno em seu ombro, para poder enfiar o rosto em sua boceta de forma libertina. Passeou a língua entre suas dobras, sentindo o gosto adocicado predominar na sua boca; adorava aquela boceta.
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  — Oh, Gaara…
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  — Tão melada, Saky… e é tudo pra mim.
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  — Ninguém mandou ser um gostoso… — Cravou as unhas no ombro de Sabaku quando ele chupou seu ponto de prazer mais forte e apertou a carne de seu quadril. — Puta que… — Não conseguiu terminar a frase, esbaldou-se na sensação gostosa que dominava seu corpo, seus braços e pernas formigando, adormecendo a cada chupada que recebia. Sentindo suas pernas perderem as forças a cada enterrada dos dedos libidinosos em sua fenda molhada. — Céus, eu vou gozar!
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  — Não vai não… — Gaara levantou, sorrindo devasso, seu pau completamente ereto, apontando para Sakura, que reclamou em um murmúrio por ter sido interrompida do seu prazer. Abriu os olhos e viu toda a imponência e devassidão que o ruivo exalava e sentiu seu corpo mais quente do que já estava. Queria ele ali, queria ele todos os dias, queria ele no chuveiro, na cama, na cozinha, na sala, em qualquer lugar daquele maldito apartamento. — Tá tudo bem?
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  — Logo vai estar… — Haruno pulou sendo segurada pelas pernas, encaixando de forma certeira no quadril de Sabaku — com você dentro de mim.
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  Foi levada até a outra extremidade do box, as costas ainda apoiadas na parede e dessa vez Gaara forçava seu pau contra sua entrada. Os gemidos preencheram o vazio, dos agudos aos roucos, que se misturavam junto ao barulho do sexo indecente que faziam. As línguas se procuraram, acharam-se e se lambuzaram em um beijo molhado e cheio de luxúria. Os quadris se chocavam com intensidade, pedindo mais contato, mais daquele calor sobre-humano que os tomava a cada investida bruta que o ruivo fazia.
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  — Ah! Gaara, eu vou gozar… eu vou gozar!
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  — Goza, delícia, mas goza olhando pra mim. — Segurou o maxilar da médica para que olhasse em seus olhos. — Olha pra mim pra ver quem tá te dando o melhor orgasmo matinal.
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  — Ah, meu Deus!! — gritou em desespero ao sentir todo o seu corpo se desmanchar em gozo e prazer. Fechou os olhos e quase pôde ver estrelas. Gaara a colocou no chão, porém ainda a segurava pela cintura, já que parecia ter perdido as forças de suas pernas. O ruivo se masturbava devagar, então Sakura foi descendo e se ajoelhou no chão, olhou para cima com um sorriso safado e disse: — Agora você goza aqui...
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  Abriu bem a boca colocando sua língua para fora e o engoliu com fome, levou sua mão até o comprimento cheio de veias, puxou sua saliva por todo o pênis e o masturbou. Manteve o ritmo calmo, mas a quentura da boca de Sakura estava enlouquecendo Sabaku. Ele apoiou a mão em punho na parede e rosnou com tamanha satisfação e prazer que o apoderava a cada lambida, cada sugada e movimentar da mão experiente da médica. Vendo tamanha perdição que Gaara se encontrava, acelerou os movimentos da sua mão e sua língua. Ele sentiu seu baixo ventre se remexer inteiro antes de soltar um jato forte da sua porra.
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  — Caralho, Sakura! — Espalmou a parede e deixou sua cabeça pender para frente, olhando para a dona dos seus pensamentos, do seu corpo, da sua cama e do seu coração. — Você ainda me mata…
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  — Impossível… fiz um juramento quando me tornei médica, Gaa. — Ela sorriu de maneira travessa e levantou o braço, abrindo a torneira do chuveiro, fazendo assim cair água sobre os dois corpos quentes. — Era disso que eu precisava…
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  Gaara a puxou pela cintura, trouxe o corpo dela junto ao seu e beijou os lábios avermelhados pelo sexo gostoso que tinham acabado de fazer. Sakura fechou os olhos e inclinou a cabeça para trás, aproveitando a água morna que os molhava, que escorria pelo seu pescoço, seios e barriga vidrando o ruivo naquela cena extasiante.
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  — E tudo que eu preciso está bem aqui. — Sabaku sorriu, e ela o olhou, admirando a beleza do homem que agora tinha certeza que era dela.
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[...]

  — Obrigada, Yuna. — Pegou seu crachá e prancheta com os pacientes que precisava averiguar após cirurgias feitas naquela semana. Foi apressada pelo corredor em direção ao elevador, estava atrasada, culpa do ruivo delícia e seu maldito abdômen a mostra. Seria uma tentação ter aquele homem todo dia de manhã à sua disposição, deveria ser pecado.
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  — Bom dia, doutora Haruno. — Sakura tirou apenas os olhos da prancheta e os levantou, vendo Kakashi à sua frente.
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  — Bom dia. — Sorriu amarelo.
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  — Tem um oficial de justiça na sua sala esperando você.
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  — Um o quê?! — Correu para a sua sala a fim de saber do que se tratava.
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  Após assinar o documento afirmando de que tinha recebido a intimação, agradeceu ao oficial de justiça e se despediu. Voltou até sua mesa e abriu o envelope, constatando uma intimação para depor no processo de Fugaku Uchiha. Desabou em sua cadeira, incrédula que teria que estar em um tribunal na capital no próximo mês. Enviou mensagem para Naruto, mas ele não recebeu, tentou Sasuke, ele parecia ter visto, mas não respondeu suas mensagens. Ficou preocupada, porém, teria um dia de trabalho pela frente e naquele momento a única coisa que poderia fazer era esperar.
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  Em algum momento após o almoço se lembrou de Itachi, enviou mensagem para o policial e ele apenas respondeu: melhor conversar com eles pessoalmente. Aquilo era pior do que ficar sem resposta! Terminou seu dia de trabalho contando os minutos para sair do hospital, pegou o capacete, subiu na moto e acelerou o máximo que a via permitia. Já conseguia ver o topo do seu prédio quando, no cruzamento, um carro a atingiu. Ouviu o barulho de vidro e metal se chocando, o impacto dos dois veículos e seu corpo voou alguns metros, fazendo-a rolar pelo asfalto.
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  — Caralho! — Sakura soprou sentindo alguns pontos específicos em seus braços e pernas arderem.
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  — Você está bem?! — Ouviu a voz de um homem. — Eu vou chamar uma ambulância, não se mexa.
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  Sakura respirou lentamente, focou na sua respiração e tentou se acalmar. Estava ansiosa, nervosa, podia ter morrido por seu descuido. Mentalmente tentou analisar seu próprio corpo, sabia que não tinha quebrado nada, senão estaria sentindo uma dor bem pior. Olhou para o lado e conseguia ver seu prédio dali, apesar de tudo parecer meio confuso e embaralhado em sua cabeça no momento. Uma ambulância chegou em minutos, já que ela não morava tão longe assim do hospital. Foi internada e examinada pelo médico que estava na emergência, Kakashi Hatake.
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  — Como se sente? — perguntou Hatake enquanto preenchia o prontuário.
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  — Irritada.
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  — Fisicamente, Sakura. — Crispou os lábios e a mirou de soslaio.
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  — Bem, eu acho…
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  — Não quebrou nada, por um milagre. — Anotou algo no prontuário e olhou para ela novamente. — Vai precisar tirar uns dias de descanso e…
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  — Não precisa disso… — interrompeu o médico.
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  — Ordens médicas. — Ele a cortou, ríspido.
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  — Sakura! — Ino entrou no quarto, assustada. — Meu deus, eu passei pelo acidente… você está bem?!
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  — Não quebrei nada, de acordo com o doutor Hatake. — Olhou para o homem e sorriu forçado.
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  — Terá alta amanhã, por hoje, descanse.
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  — Saky!
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  — Gaara? — Ela arregalou os olhos ao ver o homem parado na porta do quarto, e Kakashi, ao se virar, encontrou o ruivo, e tudo em sua cabeça pareceu fazer sentido. O médico olhou novamente para Sakura e se despediu mudo, cumprimentou Sabaku e deixou o quarto em seguida, balançando a cabeça em negativo.
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  — Parece que os dois problemas foram resolvidos — sussurrou Yamanaka e Haruno a fulminou com os olhos.
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  — Como está? — Sabaku se aproximou e acariciou o rosto da médica, dando um selinho em seus lábios.
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  — Estou bem, não quebrei nada, só algumas escoriações. Amanhã terei alta.
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  — Vou ficar com você hoje. — Beijou a testa da mulher e entrelaçou seus dedos nos dela.
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  — A Ino vai ficar comigo, não se preocupe. — Sakura sorriu e acariciou a mão do ruivo.
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  — Vou? — Franziu a sobrancelha e sua mão foi apertada pela da amiga. — Vou… Foi por isso que eu vim. — Forçou um sorriso.
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  — Além de tudo você precisa trabalhar em seu livro, não é? — Haruno lembrou.
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  — Sim, mas… — Pareceu querer dizer algo, mas desistiu. — Bom, se a Ino vai ficar, estou despreocupado.
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  Gaara se despediu dizendo que iria buscá-la quando estivesse pronta no dia seguinte. Assistiu o homem ir embora e nem ela mesma sabia por que tinha recusado o ruivo para ficar com ela. Talvez pelo fato de Kakashi ser o médico de plantão, estava tudo esquisito entre eles, por essas e outras que não se envolvia com ninguém do trabalho. Ultrapassou os seus próprios limites e viu o quanto podia dar errado. Tinha que seguir suas regras, não misturar trabalho com prazer e foi essa a decisão que já tinha tomado, principalmente quando Ino a fez ver que estava apaixonada e sua cabecinha maravilhosa pensou imediatamente em Gaara. No mesmo instante em que ela falou, no instante em que ela afirmou, todos os momentos que viveu com o ruivo passaram pela sua mente.
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  Sakura se apaixonou pelos mínimos detalhes, pelo cuidado, pelo zelo e atenção, pela conexão surreal que tinham. Pelas conversas até de madrugada, pela forma como ele a fazia rir e esquecer do trabalho de forma tão rápida e eficiente. Gaara era mais do que um homem gostoso, ele tinha conteúdo, tinha um coração gigante. Tinha tudo para ser um playboy mimado, no entanto, sempre correu atrás dos próprios sonhos e desejos, e nunca desistiu do amor, por mais que o amor tivesse tantas vezes desistido dele. Ela gostava da liberdade que Gaara tinha porque parecia muito com a sua, e isso deixava ela à vontade. Gostava de como se sentia livre de julgamentos, de olhares que a condenassem por algo, gostava de não precisar pisar em ovos, estar com ele era tão fácil. Sem dúvida, estava decidida, resolveria os mal-entendidos com Kakashi, caso restasse algum, e seguiria sua vida com aquele que seu coração tinha escolhido.
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Capítulo 14

Nota: Oi meus amores, essa história é um projetinho meu que surgiu de uma forma inesperada. Fiquei com bloqueio durante muito tempo e agora consegui voltar a escrever e se a Deusa da inspiração permitir, vou terminar! Escutei um amém? Hahahaha
Se divirtam e aproveitem com um ventilador e água gelada pois aqui o que não falta é hot de qualidade ✨
Beijos e have fun!


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