Capítulo 11 • Aquele dia do post it
Tempo estimado de leitura: 24 minutos
— Obito! — gritou Sasuke e saiu de seu lugar na mesa para ir até seu primo.
— Descobrimos quem convidou. — Ino riu alto, mas logo se calou ao ver a expressão de descontentamento da amiga. — Amiga, supera, Kakashi não é tão ruim assim.
— Eu sei que não, eu só… — Parou de falar assim que viu o olhar de Yamanaka sobre si, estranhando o fato de ela ter concordado tão rápido. — Quer dizer…
— Desembucha, você transou com ele? — interrompeu a Haruno.
— Não! — Sua voz saiu mais esganiçada que o normal, ela pigarreou e repetiu: — Não. Só… — Ino arqueou uma das sobrancelhas. — Eu talvez possa ter desabafado com ele.
— O quê?! — exclamou Ino. — Isso é ainda pior!
— Como isso pode ser pior, Yamanaka? — Torceu os lábios encarando a loira.
— Você traiu suas amigas. — A de olhos azuis montou a pose de vítima irritada.
— Boa noite. — A voz masculina soou, desmontando a pose da loira e chamando atenção das demais.
— Obito… Doutor Hatake — cumprimentou Sakura, dando um pequeno sorriso, e os olhos verdes não deixavam os negros de Kakashi.
— Boa noite, doutores. Essas são nossas amigas, Temari e Hinata — Ino apresentou as outras mulheres devido ao silêncio constrangedor que tomou o ambiente.
— Prazer em conhecê-las. — Obito sorriu e logo o outro médico fez o mesmo.
— Venham, sentem-se aqui! — chamou Sasuke e os dois foram até o outro lado da mesa.
— Vai me contar exatamente o que aconteceu — sussurrou Ino próximo a Sakura.
Yamanaka voltou a interrogar a amiga, que mordia o lábio pensando em como explicar aquele momento, como dizer que estava tão estressada que cuspiu palavras para o primeiro que pareceu minimamente amigável? Como dizer que Sasuke tinha sido sequestrado pelo pai e que ela e Naruto ficaram duas semanas no limite de suas faculdades mentais? Ia ser complicado, além de terem prometido que não contariam para ninguém sobre o pai maluco de Uchiha.
— Saky, podemos… — chamou Gaara e balançou a cabeça para o lado da varanda do bar.
— Já volto, meninas. — Agradeceu mentalmente por ter sido salva pelo ruivo e os dois saíram do bar, ele acendeu um cigarro e deu para ela, acendendo outro para si em seguida. — Obrigada.
— Parecia estar precisando de uma mãozinha.
— Obrigada por isso também. — Curvou os lábios. — Vai ser difícil não dizer nada sobre o Sas. — Respirou fundo antes de tragar o cigarro e soltar a fumaça no alto. — São minhas melhores amigas, Gaa.
— Eu sei, Saky, mas prometemos ao Sasuke. — O ruivo a abraçou e logo se afastou para acariciar o rosto da mulher.
Os olhos de Sabaku pareciam conhecê-la de maneira que nenhum outro nunca foi capaz. Camadas foram perfuradas com muita vontade de desvendar cada uma delas, todo maldito defeito que Sakura odiava ou tentava esconder não pareciam tão ruins assim quando estava com ele. Suas fraquezas, que não gostava de deixar aparentes, inseguranças e medos, mas para ele, para ele era como se fosse naturalmente fácil mostrar tudo que ela era, tudo que tinha dentro dela. Ele ouvia, compreendia e a olhava com carinho, sem julgamentos, até para as piores partes. Era confortável.
Gaara passou o nariz pelo pescoço, subindo pela bochecha e encostando suas testas, os olhos verdes se abriram, vendo os dele tão perto, brilhantes e…
— Doutora Haruno. — Sakura virou de supetão, vendo Kakashi na porta do bar. — O hospital entrou em contato com Obito já que não conseguiram falar com você, parece que é um caso grave na emergência.
Ela puxou a fumaça e jogou o cigarro, caminhando em direção ao médico, mas então parou no meio do caminho e voltou. Olhou para Gaara e falou baixo, apenas para ele ouvir:
— Eu ligo pra você mais tarde. Obrigada, Gaa, por tudo. — Sorriu e deixou um selinho nos lábios dele, e entrou para o bar. — O que houve, Obito? — perguntou assim que viu o homem impaciente.
— Pediram por você, Sakura.
Os três partiram para o hospital no carro de Uchiha, Kakashi explicou que um policial tinha sido ferido, ela automaticamente pensou em Itachi, e imaginou que era por isso o pedido por ela. Sakura ficou inquieta e preocupada, começou a explicar que não poderia fazer nada pois tinha bebido, Obito era o único sóbrio, não bebeu nada no bar pois estava de motorista da rodada. Chegaram no hospital em poucos minutos, logo uma enfermeira veio em direção a Haruno e começou a informar o que tinha acontecido.
Dois policiais chegaram há pouco menos de 15 minutos, um deles em estado grave, a bala tinha conseguido perfurar o colete e se alojou próximo ao coração, ele já tinha perdido muito sangue e estava sendo preparado para a cirurgia. O segundo policial estava em estado eufórico já que eram primos. Estava com escoriações leves e um corte relativamente profundo no supercílio que ia até o começo do couro cabeludo, mas já estava medicado e com curativos. Chegaram até o corredor e quando Sakura viu Itachi, não se conteve em ir até ele o abraçando.
— Achei que tinha sido você. — Afastou-se e viu os olhos marejados do amigo.
— É meu primo, Saky, ele… — Itachi olhou por cima do ombro de Haruno, ficando surpreso ao ver Obito, que ficou estático. — Obito…
— Eu não posso fazer a cirurgia.
— Como assim, Obito? — Sakura virou para ele assustada.
— Eu pedi pela Sakura — disse o policial. — Pedi por você. — Ele a segurou pelos ombros e ela voltou seus olhos a ele, respirou fundo apertando os olhos e explicou:
— Eu bebi, Itachi. Não posso entrar em cirurgia. — Haruno virou para os dois médicos. — Obito, não há mais ninguém no hospital que seja cardiologista cirurgião.
— Shisui é meu irmão, doutora Haruno.
Sakura abriu a boca minimamente, surpresa com a notícia inesperada, viu ele sentar em uma das cadeiras, cabisbaixo por saber naquele momento a situação de seu irmão. Ela encostou na parede e respirou fundo, fechando os olhos, e começou a pensar. Os olhares seguiam atentos na médica, esperando qualquer sinal de que ela teria alguma ideia. Sentia-se responsável por qualquer decisão que tomasse ali, afinal, era a chefe do setor de cardiologia.
— Quanto tempo temos para a cirurgia? — Sakura mirou a enfermeira que estava munida com todas as informações.
— O quanto antes, ele está perdendo sangue.
— Merda! — Sakura ficou de cócoras com as mãos na cabeça, não tinha saída. — Obito — chamou o médico, que já a olhou com os olhos marejados, porém ele sabia o que tinha que fazer —, você precisa fazer essa cirurgia.
Com o médico Uchiha se recompondo e Sakura ajudando ele a ter a confiança necessária que ele precisava para operar o irmão, ele entrou para se preparar para a cirurgia. Nunca foi proibido operar familiares, mas não é recomendado por questões psicológicas. Caso a cirurgia desse errado, Obito se culparia pela morte do irmão, o que seria mais do que traumático para ele. Sakura pediu para cobrirem o rosto de Shisui na cirurgia, para que isso facilitasse as coisas para seu companheiro de trabalho.
Kakashi acabou saindo para buscar café, enquanto Sakura tentava acalmar Itachi, que parecia bem agitado e preocupado. Além de Shisui ser seu primo, ele era seu parceiro desde que entrou na polícia. Treinaram juntos, passaram nos exames juntos e acabaram sendo parceiros. Itachi e Shisui eram melhores amigos, além da ligação sanguínea.
— Saky, eu preciso falar uma coisa com você… — começou e ela balançou a cabeça, apenas prestando atenção no que o policial dizia. — Estou preocupado com o Sas, meu pai não fala mais comigo e minha mãe brigou com o meu pai, ela nem sequer sabia que o Sasuke estava debaixo do teto dela. — Ele respirou fundo, pegou a mão de Sakura e continuou: — Tenho medo do que ele pode fazer, não só com ele, mas comigo.
— Você acha que ele seria capaz de fazer algo… ruim? — Sakura engoliu em seco.
— Meu pai sempre foi muito duro, mais com o Sas do que comigo, mas… Não, talvez eu esteja sendo neurótico.
— Fale, Ita… Tá tudo bem, isso vai ficar entre nós… — Sakura acariciou a mão de Uchiha e manteve o contato visual.
— Essa operação pra qual fomos chamados hoje foi muito estranha, Saky. Eu acho que…
— Seu pai armou isso? — completou ela, chocada com a possibilidade, e obteve um manear de cabeça confirmando. — A gente precisa fazer alguma coisa. — Ela o abraçou forte. — Vai ficar tudo bem, Ita. A gente vai dar um jeito…
Escutaram um pigarro e se viraram, dando de cara com Kakashi segurando três cafés. Entregou os copos aos outros dois e manteve um para si, sentando-se na fileira de cadeira do outro lado do corredor. Sakura estava pensativa e ainda segurava a mão de Uchiha sem perceber, quando viu o olhar de Kakashi sobre si e logo o olhar descer até seus dedos entrelaçados foi que desfizeram a aproximação assim que percebeu. Pegou seu celular na bolsa e começou a mexer no aparelho para acabar com aquele clima estranho que tinha se instaurado no corredor.
Todos esperavam ansiosos por alguma notícia, mas Sakura tinha acabado de passar por um evento traumático, fora a informação que Itachi tinha lhe dito há poucos minutos. Estava à beira de um colapso, estresse pelo trabalho, pela segurança dos seus melhores amigos, por não poder ter entrado para fazer a cirurgia e ter feito Obito passar por isso. Respirou fundo e encostou a cabeça na parede, olhando o teto, tentava pensar o melhor e emanar a melhor das energias, e duas longas horas depois, uma enfermeira veio até eles confirmando que a cirurgia tinha sido um sucesso e o paciente estava fora de perigo. Obito apareceu logo depois e foi de imediato dar um braço em Itachi com força, os dois não se viam há anos, desde que ele tinha ido embora para a cidade grande.
— Eu salvei ele, Ita, eu consegui… — falou com a voz embargada.
— Eu sabia que conseguiria. — Os dois aproveitaram o carinho em silêncio. — Eu não sabia que estava de volta e o Shi também não sabe, Obito. — Afastaram-se para poderem se olhar.
— Sasuke não te falou? — questionou Obito franzindo as sobrancelhas.
— Acho que ele pensou que fosse segredo. — O policial sorriu de forma terna.
— Desculpe não ter falado nada, eu soube de tudo do tio Fugaku com o Sas, eu não queria outro drama na família. — Soltou o ar e abaixou a cabeça, Itachi apertou seu ombro e sorriu.
— Senti sua falta, primo. — Os dois se encararam novamente.
— Eu também, Ita, eu também…
Todos mantinham um sorriso de alívio no rosto, a madrugada tinha sido intensa e complicada. Passavam das 3 da manhã quando Sakura tentava pedir um Uber e nenhum deles aceitava a corrida. Ela esbravejava qualquer xingamento no corredor do hospital quando Kakashi apareceu ao seu lado.
— Péssimo, Hatake, estou tentando ir pra casa e não consigo. — Baixou os ombros. — Estou exausta…
— Posso… te dar uma carona.
— Achei que estava com Obito. — Sakura virou o corpo para o médico e cruzou os braços. — Bebeu e dirigiu, doutor Hatake?
Ele riu anasalado e explicou:
— Eu moro no outro quarteirão, doutora Haruno. Podemos ir a pé até meu apartamento e eu pego o carro, já estou sóbrio, afinal, só deu tempo de beber duas doses de whisky. — Sakura parecia ponderar a oferta, mordeu o lábio enquanto decidia mentalmente o que faria. — Podemos?
— Agradeço a gentileza, é algo raro vindo de você. — Passou por ele indo em direção a saída do hospital, tirando uma risada incrédula do outro.
Os dois caminharam juntos por alguns metros, o silêncio não era incômodo, mas Sakura odiava pisar em ovos e era assim que se sentia naquele momento. Assim que chegaram na frente de um prédio de três andares, com arquitetura antiga por ser no centro histórico da cidade, Kakashi parou. Digitou uma senha no pequeno interfone e o portão destravou, ele empurrou e abriu passagem para Haruno passar, porém, ela ficou plantada olhando para ele.
— Dá pra ser menos intransigente? — Sakura apenas arqueou uma das sobrancelhas, fazendo Kakashi suspirar e apertar os olhos. — Olha, eu preciso pegar a chave do carro, não gostaria de te deixar sozinha na rua.
— Ok, você tem um bom ponto apesar de nada acontecer nessa cidade. — Sakura entrou e logo ele fechou o portão tomando a frente dela, subiram dois lances de escada e estavam em frente a porta do apartamento de Hatake. Ele abriu e o cachorro dele saiu eufórico pulando nele.
— Calma, Akino… — Kakashi ficou de cócoras no chão e fez carinho em seu pet. — Eu sei, eu demorei. — Sakura assistia toda a cena achando fofo aquele momento, parecia que o homem tinha um coração afinal. Assim que o cachorro teve a atenção que queria, foi cheirar a médica. — Essa é a Sakura, seja legal com ela. — Ele levantou e sorriu, abrindo mais a porta para a mulher entrar. — Fique à vontade, quer algo? — Ele falava enquanto mexia em uma espécie de vasilha de cerâmica onde guardava as chaves. — Onde eu deixei… — resmungava sozinho e foi em direção ao quarto — eu já volto.
Sakura fez carinho em Akino enquanto caminhava pela sala extremamente arrumada, se Ino visse o lugar, diria que uma pessoa com TOC morava ali. Viu uma mesa cheia de papéis espalhados perto da janela, a única coisa que não estava meticulosamente arrumado ali, e foi até lá, viu algumas revistas sobre medicina, com artigos científicos, todos sobre pediatria. Contudo, uma em específico lhe chamou a atenção, estava aberta na página onde falava sobre ela, Sakura Haruno, a cardiologista mais jovem a ser considerada como a melhor do mundo da medicina. Tinha um post it ao lado da foto dela dizendo:
não seja idiota. Ela olhou aquilo e uniu as sobrancelhas, o que diabos aquilo queria dizer?
— Achei! — Kakashi chegou na sala balançando as chaves. — Às vezes eu posso esquecer de colocar as coisas no lugar. Quase nunca acontece, mas… — Parou de falar quando Sakura pegou a revista e levantou até a altura de seu rosto, deixando a foto de si, a sua expressão de indagação e o
post it onde ele pudesse enxergar. — Eu posso explicar…
— Não é isso! Merda! — Largou a chave e foi até ela pegando a revista e fechando ela e as outras que estavam em cima de sua mesa. — Não você, eu. — Respirou fundo. — Não achei que você algum dia viria à minha casa, ok?
— Essa é a explicação, doutor Hatake? — Ela apoiou a mão na cintura e o mirou indignada.
— Esse recado foi de mim pra mim, Sakura, você não entenderia.
— Tente. — Cruzou os braços e se encostou na mesa, aquilo estava lhe trazendo lembranças, a voz de Sakura ecoando pela sua mente, engoliu em seco.
— Naquele dia do… — pigarreou — que tomamos whisky na minha sala e você disse… sabe… aquilo sobre a mesa. — Engoliu em seco vendo os olhos verdes cravados em si.
— Tem problemas em dizer a palavra foder, Kakashi? — desafiou, aquilo estava tremendamente divertido.
— O que isso tem a ver com…
— Era pra eu não ser um idiota e acabar na cama com você, ok? — disse de uma vez interrompendo-a e soltou o ar com força. Caminhou de um lado para o outro passando a mão pelo cabelo, claramente nervoso com aquela situação.
Sakura soltou um riso e disse:
— Fofo, Kakashi, mas é mais fácil eu ser a idiota depois de ir pra cama com alguém.
— Como? — Ele a mirou confuso.
Sakura molhou os lábios e sorriu de maneira libidinosa subindo na mesa e cruzando as pernas antes de perguntar:
— Quer descobrir como é foder comigo em cima da sua mesa? — Kakashi ficou estático, piscou os olhos algumas vezes e não acreditou naquilo, era real? — Céus, Kakashi.
Ela o puxou pela camisa, prendeu-o entre suas pernas lambendo seu sorriso, subiu a palma da mão até a nuca e arranhou as unhas de leve ali. Sua língua foi até os lábios do homem, deixando um rastro de saliva quente, instigando o membro de Kakashi a forçar o tecido de sua calça. Os lábios finalmente se encontraram, a disputa pelo controle daquele beijo já tinha sido perdida, ele estava aos pés de Sakura muito antes daquele momento. Suas mãos viajaram pelas curvas sinuosas de Haruno, queria arrancar completamente aquele pano do seu corpo, um vestido de seda lilás que mal cobria qualquer coisa. Era nítido que estava sem sutiã, agora, ainda mais pelos mamilos rijos.
Kakashi levou os dedos até as alças finas, enfiou os indicadores por baixo delas e empurrou pelos ombros de Sakura, que assistia tudo aquilo sentindo a sensualidade do homem reverberar em sua boceta. Os olhos negros brilharam ao ver os mamilos demonstrando excitação naqueles seios durinhos, tamanho perfeito para caber na palma de sua mão. Desceu os beijos pelo pescoço, colo e lambeu os mamilos rosados, Sakura jogou a cabeça para trás aproveitando a sensação molhada em sua pele e logo o arrepio pelo vento que entrava pela janela.
As duas mãos grandes de Hatake apertaram as coxas grossas de Sakura, que apenas ergueu o quadril para ele poder tirar o resto do vestido, restando nada mais que sua calcinha fio dental, que foi empurrada para o lado, assim como seu corpo foi forçado sobre os papéis e, consequentemente, contra a mesa. Kakashi se apossou de sua intimidade com tamanha dedicação, chupava com sabedoria de homem mais velho, usava a ponta da língua com maestria e os dedos tocavam lugares exatos para fazê-la gritar.
Puxou os cabelos brancos com uma mão e se segurou na mesa com a outra. Todo o seu corpo estava inquieto, sentia como se não conseguisse controlar os espasmos que percorriam por cada músculo do seu corpo. Estava tão fora de si que seu interior estava confuso, à medida que queria expulsar os dedos que a preenchiam, queria na mesma proporção tê-los cada vez mais fundo. Gritava cada vez mais alto, a mão de Kakashi apertando sua cintura, puxando-a em direção à sua boca, enterrando a língua em sua cavidade quente e molhada.
Abriu os olhos sentindo aquele calor gostoso tomar conta, sua boca se entreabriu tentando gemer, contudo, nada saiu, passou a língua pelos lábios e arqueou a coluna, berrando ao sentir o primeiro orgasmo a tomar por completo. Suas pernas tremiam e a boca de Kakashi chegou a sua, capturando cada murmúrio baixo sem sentido após se sentir afundando em um prazer orgástico.
— Você é uma delícia, Sakura. — Os lábios curvados no canto de maneira tão sexy que ela sentiu seu útero pulsar novamente, queria-o dentro de si.
— E você é irritantemente sexy, Hatake.
Inverteu as posições e o jogou em cima da mesa sentando em seu colo, derrubando papéis e canetas, beijou o pescoço, arrancou os botões da camisa no processo de deixá-lo nu e mordeu o peitoral que era ridiculamente torneado por músculos. Aquela urgência de sentir mais tinha lhe atingido, os beijos voltaram a ser molhados e intensos, deixou uma mordida no queixo dele e sentiu seus cabelos serem puxados quando ele se ergueu para ficar sentado, fazendo-a gemer de prazer.
Seu seio foi agarrado pelos dentes do homem, um grito esganiçado deixou sua garganta, aquela mistura de dor e prazer era atordoante. Ouviu o rosnado próximo à sua orelha, a mão grande agarrava sua cintura com força, forçando-a contra seu peito. Pendeu a cabeça para trás e sentiu sua garganta ser lambida, até ele chegar em sua boca novamente. Circulou o pescoço dele com o braço e o beijou com necessidade, sentiu os dedos dele preenchê-la novamente e gemeu entre seus lábios. Os dedos brincaram com seu clitóris inchado de tanto tesão, queria tudo que ele tivesse a oferecer.
Empurrou ele contra a mesa novamente com certa violência. Lambeu o tanquinho e por mais que gostaria de chupá-lo por bons minutos e fazer vê-lo que ela também tem seus truques, precisava sentir aquele pau que roçava em sua pélvis.
— Onde tem preservativo? — perguntou ofegante.
— Bem aqui. — Ele esticou o braço para cima e abriu a primeira gaveta de sua mesa, puxando três pacotes de camisinha presos um no outro.
— Transa muito na sala, doutor Hatake? — Sakura tomou um pacote e riu.
— Só se medicas safadas vêm me visitar, doutora Haruno. — Riu de maneira indecente e Sakura lambeu os lábios.
Ela abriu o pacote laminado no dente e puxou a calça e logo em seguida a cueca, deixando aparente a visão daquele pau gostoso, duro, brilhando com o pré-gozo. Vestiu a camisinha e foi sentando devagar, escorregando pelo pênis de Hatake, sentia seus músculos interiores agradecerem por estar sendo preenchida novamente.
— Ah… 'hm… Um belo pau, devo dizer.
— Que bom que gostou. — Agarrou o quadril da médica e forçou ela a rebolar em cima de si. — Sa…kura… — rosnou sentindo-se ser engolido e mastigado pelas paredes desejosas de Haruno.
Sakura começou a cavalgar de maneira erótica em cima dele, estava completamente perdida no êxtase daquele sexo, apertava seu próprio seio com uma mão enquanto se apoiava no peito de Hatake com a outra. O suor escorrendo pelo pescoço, passeava pelo vale dos seios, descia pela barriga e desaguava no suor do homem abaixo de si. Kakashi estava hipnotizado, no entanto manter seus olhos abertos já não era mais uma tarefa fácil com tamanho prazer que estava sentindo. Podia jurar que não sairia dali vivo, seu coração batia tão forte, seus dedos apertavam a carne branca, porém, não era o suficiente para aplacar o tesão.
Sakura aumentou a velocidade em que descia e subia, os dois estavam ofegantes, sentindo seus corpos chegarem no limite; estava tão gostoso. O fogo os atingiu como uma explosão de estrela cadente, deixando Kakashi completamente desorientado. Sentia que tinha corrido uma maratona, olhou mais uma vez para a médica ainda encaixada em si antes de ela cair em cima de seu corpo. Ela respirava com dificuldade, seu coração acelerado e a boca seca pelo esforço.
Nota: Oi meus amores, essa história é um projetinho meu que surgiu de uma forma inesperada. Fiquei com bloqueio durante muito tempo e agora consegui voltar a escrever e se a Deusa da inspiração permitir, vou terminar! Escutei um amém? Hahahaha
Se divirtam e aproveitem com um ventilador e água gelada pois aqui o que não falta é hot de qualidade ✨
Beijos e have fun!
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