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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Condessa de Sangue

Escrita porLelen
Revisada por Lelen

Quatro

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

  Aos seus trinta e nove anos a hostilidade e a ira faziam parte da vida da condessa. Sua beleza já não era tão evidente, os anos de abuso fizeram-lhe o favor de deixar rastros. Seu rosto, ainda jovem, já possuía as marcas do tempo. Não gostava de olhar-se no espelho e encontrar um reflexo enrugado a encarando de volta, detestava o que havia se tornado em aparência.
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  Aos seus trinta e nove anos, teve sua pior noite. O conde Nádasdy voltara de uma longa viagem, sedento por prazer. Foi direto ao encontro da Condessa em seus aposentos, a atacando com beijos forçados e cheio de desejo da parte do homem. Elizabeth tentou se esquivar, tentou argumentar e se soltar dos braços do marido, mas tudo em vão. Ferenc Nádasdy queria uma noite de prazer com sua esposa? Ferenc Nádasdy teria essa noite.
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  Elizabeth tentou uma última vez se soltar do homem, deu-lhe um tapa no rosto pensando que assim chamaria sua atenção e ele por uma única vez lhe daria ouvidos, mas o tapa apenas ajudou a piorar a situação. Nádasdy ficou irado com a atitude, mas não desistiu de seus planos. Deu uma bofetada na esposa e com violência a jogou na cama, completamente indefesa. Com brutalidade lhe rasgou o vestido deixando-a nua a sua frente; com um sorriso maldoso nos lábios o conde despiu-se e então avançou ferozmente em direção à mulher. A Condessa tentava a cada investida feroz se livrar do homem, mas a cada grito, a cada frase que ela proferia implorando para que aquilo parasse, era um incentivo para o Conde continuar com o ato, toda vez que Elizabeth choramingava pedindo por clemência, o homem investia com mais força e brutalidade contra a mulher fazendo-a gritar e assim um ciclo se formava.
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  Quando Nádasdy finalmente chegou a seu ápice, simplesmente se levantou da cama e rumou para seu banho, deixando a esposa encolhida na cama, completamente nua e traumatizada por mais uma noite de abusos. Assim que saiu do banho, o Conde saiu do aposento sem ligar para Elizabeth que continuava na mesma posição em que havia sido deixada.
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  Aquele ato ninguém percebeu, mas foi apenas um motivo a mais para a Condessa libertar a grande fera irada de seu interior. Ninguém sabia, mas uma criada descobriria o fato da pior maneira…
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  A condessa havia acabado de sair do banho e uma de suas criadas, a mais jovem delas, penteava seus longos cabelos negros e ondulados. Era um gesto habitual, como em qualquer outra noite normal, mas aquela não era uma noite normal, não quando Elizabeth acabara de ser violada mais uma vez por seu marido. Ela estava irritada, ela estava disposta a dar um fim naquela sua vida e maquinava planos para isso quando, por um pequeno descuido da jovem criada, a escova de cabelo enroscou-se nas madeixas da condessa e a criada acabou por puxar sem querer a mecha de cabelo com um pouco de força.
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  O que se seguiu depois aconteceu em fração de segundos.
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  Elizabeth berrou de raiva pelo ocorrido e então puxou a escova das mãos da jovem com violência, proferindo palavras nada agradáveis. A condessa ainda irada agarrou a criada pelo braço obrigando-a a ficar parada onde estava, e então, com o ódio lhe controlando os atos, Elizabeth passou a espancar a jovem. A mulher descontava toda sua ira suprimida por anos no corpo magro daquela moça que nada tinha a ver com suas dores. A Condessa Báthory batia com força na garota, bateu tanto que logo o sangue quente começou a escorrer pelas feridas que o punho que segurava a escova de madeira deixava. Quando finalmente sua ira se esvaiu, a criada já estava completamente ensanguentada e quase inconsciente.
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  — SAIA DAQUI, SUA CRIADINHA ESTÚPIDA! — berrou dando um chute nas costelas da moça que tentava se levantar.
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  Aquele foi um de seus primeiros atos violentos contra alguém, um dos primeiros, mas definitivamente não o último.
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