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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

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Coletâneas de Amor – vol 01

Escrita porRay Dias
Revisada por Mariana

Faixa Quatro • Refém

Tempo estimado de leitura: 5 minutos

  Acordei cedo e observei a mulher angelical ao meu lado, adormecida. O espaço ao meu lado na cama há muito tempo era quente, pela presença de outro corpo. Mas, a gente nunca sabe o quão fraco podemos ser até ter que confrontar nossas tentações. Desde que a outra nunca mais me procurou, eu segui minha vida como se aquele amor proibido nunca antes tivesse acontecido. Conheci %Amanda% um tempo depois, namoramos por três anos, e estávamos casados há um ano.
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  E aí aconteceu de novo. Eu estava fazendo compras no shopping quando a vi de longe, sozinha. Aproximei-me. Idiota eu fui de me aproximar. Só para saber como estava a sua vida... Sei lá... Talvez um teste de que eu resistiria. Mas não resisti. Ingenuamente não vi maldade de pegarmos um cinema, como amigos. Sendo burro o suficiente para notar que a maldade já era ela, que ainda dentro da sala, durante o filme, me acariciava e sussurrava brincadeirinhas no meu ouvido.
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  Eu estava tão certo de que era apaixonado loucamente por %Amanda%, que não imaginei que seria capaz de trincar sua confiança. Era a segunda vez que aquela maldição me pegava.
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  Fui caminhando pelo corredor do motel beijando sua boca com desejo e ódio. Ódio por ter feito aquilo, e ainda continuar. Ódio por ser fraco demais para resistir à primeira mulher que amei em minha vida. Eu não tinha mais certeza de nada quando ela me jogou na cama e sentou-se nua sobre meu abdômen. Daquela vez, quem não poderia esperar as doze horas era eu. Eu não poderia. Fui imediatamente tomar banho depois do meu maior pecado cometido, e quando saí, o espelho do quarto enfumaçado estava escrito em batom rosa claro:
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“Foi ótimo te rever!”
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  Sacudi a cabeça, contrariado. Ela sempre ganhava aquela droga de jogo. Era sempre eu o deixado para trás. Peguei minhas coisas e ao entrar no meu carro, as várias mensagens e ligações de %Amanda% me faziam sentir que eu deveria chegar a casa e falar a verdade.
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  Quando abri a porta, minha esposa silenciosa nem me encarou. Caminhei cabisbaixo até ela e beijei seu rosto. Fui direto ao quarto, tomaria outro banho para retirar aquele cheiro de motel barato do corpo, joguei as roupas no cesto pensando que %Amanda% não notaria nada. Pura inocência.
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  Ela entrou no banheiro e a primeira coisa que me perguntou foi:
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  — Que marca é essa nas suas costas?
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  — Ah... Foram os caras no futebol mais cedo.
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  — Jura? E por que não voltou direto pra casa depois do jogo?
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  — Fui ao shopping.
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  — Sozinho?
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  — Sim.
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  — Eu devo mesmo ter cara de idiota não é, %Pedro%?
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  Ela saiu batendo a porta do banheiro e eu fechei o registro do chuveiro me apressando para enrolar a toalha na cintura e ir até ela. Era a segunda vez que eu caía naquela maldição. Era a primeira vez que ela pegava um deslize daquele.
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  Mas, quando eu saí pela sala, %Amanda% não estava lá. E o meu telefone tocava sobre o aparador da sala. Um número desconhecido que eu atendi sem pensar em me precaver.
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  — Alô?
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  — Então você ainda usa este número? – a voz dela ecoou e eu engoli a saliva espessa com culpa e ódio.
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  — Para com isso. Não me procura mais, foi um erro absurdo.
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  — Eu segui você... A mulher que saiu atordoada era a sua esposa?
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  — O quê? Deixa de ser maluca! Nem pensa em se aproximar da %Amanda%, está me ouvindo?
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  — Isso é uma decisão minha, não sua.
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  — Deixa de jogo, você sabe muito bem que não tenho mais sentimentos por você.
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  — Mas tem desejo... – ela fazia uma voz cínica.
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  — Eu não vou largar a %Amanda% por sua causa, nem pense em me chantagear, ou eu destruo o seu casamento com o magnata também. Aliás, você é mais refém de mim do que eu de você.
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  Desliguei a chamada e bloqueei o número dela.
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  Fiquei acordado até tarde, esperando %Amanda% atender minhas ligações ou chegar em casa. Mas, ela não chegou até a hora que eu precisei ir trabalhar.
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