Cold Night


Escrita porPams
Revisada por Natashia Kitamura


12 • Herdeiro Baker

Tempo estimado de leitura: 29 minutos

Atualmente…

  - %Dimitri%:

  Contavam cinco dias com %Annia% naquela situação, induzida ao coma e entubada no quarto vip do Laboratório Interno. Além da dra. Irina Baker e sua dedicada equipe Darko, o próprio Gregori Sollary, um dos melhores médicos da Continuum e chefe de sua família, se ofereceu para cuidar de nossa milady. Sentado no banco do meu carro, me preparava para fazer tudo que eu poderia para salvá-la. Quebraria minha promessa de me manter longe da história entre %Annia% e %Cedric%, contudo, uma parte desta história iria salvá-la, de acordo com os estudos da cientista Baker. Suspirei de leve saindo do carro e seguindo para o edifício de apartamentos tradicionais do Brooklyn. A edificação era velha, porém forte em sua estrutura. Os corredores com as paredes descascadas e cheirando a mofo. Parei em frente à porta daquele velho apartamento que pensei nunca voltar, bati três vezes e logo uma senhora abriu.
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  — Mary Fletcher. — disse já reconhecendo seu rosto.
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  — %Dimitri% Lancaster, pensei que nunca mais veria seu rosto novamente. — disse ela abrindo a porta um pouco mais para que eu entrasse.
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  Seus cabelos grisalhos me trouxeram a memória no dia em que a conheci.
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  — Digo o mesmo e continua sendo a única que pronuncia meu sobrenome. — disse ao entrar.
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  — Não entendo o motivo de não gostar dele, seus antepassados foram importantes na história. — ela me olhou com atenção — Mas diga o que o trouxe.
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  — Preciso de um favor seu. — direto e preciso.
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  — Imaginei que fosse algo parecido com isso. — ela respirou fundo indo em direção à cozinha, já deveria imaginar o que eu queria — Eu te ofereceria um chá, mas sei que não aceitaria, seu olhar parece preocupado e esperançoso.
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  Ela sorriu de leve.
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  — Não gosto muito de chá. — eu sorri junto, olhar para aqueles cabelos brancos e presos me fazia lembrar mais ainda daquele passado que deveria se manter em sigilo.
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  — Então, em que posso te ajudar? — ela me olhou com sua xícara de chá nas mãos, sua respiração estava um pouco mais fraca do que me lembrava.
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  — Preciso do sangue do seu neto. — a olhei tranquilamente para que pudesse confiar em mim.
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  — O que aconteceu com a milady Baker? — perguntou ela sentando em sua cadeira de balanço que ficava ao lado da janela — Se precisa, é por causa dela.
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  — Ela está a um passo da morte, em coma induzido para amenizar a dor, com um veneno raro em seu organismo. — desviei meu olhar tentando não me emocionar demais — Sabe que ele é o único que pode salvá-la, precisamos do sangue de um familiar para fazer o antídoto.
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  — Quando te conheci, achei mesmo que seria um bom marido para minha filha, ela era louca por você e desistiu de sua vida quando se foi. — Mary tomou um gole e respirou um pouco mais fundo, reprimiu suas emoções — Mas então, você retornou anos depois e me pediu o maior de todos os favores, que criasse aquela criança longe dos olhos da Continuum e da Allison Baker.
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  — Sim. — sussurrei concordando.
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  — Tudo isso porque você precisava manter escondido e seguro, o filho de %Annia% Baker e dar continuidade ao seu sangue. — ela me olhou com um pouco de suavidade — Tenho que te agradecer por isso, a criança que chegou aqui tão indefesa foi a maior alegria que esta casa teve em anos de tristeza, meu filho e sua esposa concordaram em adotar a criança, e com sua ajuda estamos bem financeiramente e seguros.
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  — Então, sabe que esta felicidade você deve a ela, não a mim. — desviei o olhar para alguns móveis da sala, vendo os porta-retratos espalhados pelo lugar, e voltando novamente para ela — Ele tem o sangue da %Annia%, tenha a certeza que não farei nenhum mal a ele.
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  — Eu sei, pedirei ao meu filho que leve a criança para doar seu sangue. — garantiu ela — Mesmo com o passado conturbado que teve com minha filha, não lhe guardo ressentimentos, Clair sempre soube que não poderia tê-lo, por causa de Allison Baker.
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  — Agradeço por entender, e peço que seja o mais rápido possível. — me virei em direção a porta.
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  — Diga a Cassie que amanhã de manhã ele estará no laboratório do Hospital de Manhattan.
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  Assenti com a cabeça e saí de seu apartamento. Então aquele era o segredo que eu e Allison guardávamos. O filho de %Annia% e %Cedric% não tinha morrido no parto como fiz parecer. Não tinha outra escolha a não ser mentir, para que suas habilidades e suas funções como milady não fossem atrapalhadas no futuro, por estar procurando seu filho. Convenci Allison a não matá-lo de verdade depois de nascer e permitir que eu dissesse que havia morrido. Contudo, levei a criança para longe, com isso %Annia% poderia ter seu filho, mas no fim não poderia ficar com ele.
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  — Jack. — disse ao descer do meu carro no estacionamento do edifício de Jack, indo até ele.
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  — Chegou rápido. — ele sorriu de canto — Pensei que iria demorar mais.
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  — Estava resolvendo outro assunto, porém, gosto de manter a pontualidade. — expliquei rapidamente — Onde está?
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  — Muito bem algemado.
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  Eu o segui indo para dentro do elevador de sua empresa. Entramos em alguns corredores até chegar no subsolo, em uma sala um pouco escura e úmida que cheirava mofo. Lá estava o traidor acorrentado com seus braços pendurados e ensanguentado, havia muitas marcas e hematomas em seu corpo.
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  — Onde o encontrou? — perguntei.
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  — Nosso amiguinho estava tentando pegar um jatinho particular com destino para Moscou. — explicou ele v Parece que um Tenebrae o ajudava.
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  — Que Tenebrae? — perguntei intrigado.
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  Se não bastasse um Sollary envolvido, agora tínhamos um Tenebrae na jogada de corrupção.
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  — Andrei Tenebrae. — revelou Jack.
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  — Então, Davis. — parei em frente ao inimigo, me segurando para não matá-lo eu mesmo — Finalmente está aqui.
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  — Veio me matar? Fazer o que ela não conseguirá. — ele riu de leve com deboche.
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  — Está enganado, %Annia% virá aqui pessoalmente arrancar sua cabeça. — eu sorri de leve e me virei de costas para ele — E vou me divertir vendo ela fazer isso.
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  — Ela não vai conseguir sair dessa. — gritou Davis.
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  — Veremos.
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  Me afastei e voltei para a entrada do prédio. Jack me acompanhou, ele parecia muito preocupado com o futuro. Então estava na hora de fazer o que Allison havia me ordenado, eliminar todos os membros da diretoria de uma só vez. Para isso, convidei Jack para me acompanhar como futuro diretor. Quando chegamos na mansão deles ao final da tarde, todos estavam reunidos na piscina com algumas mulheres presentes. Jack olhou impressionado com a cena.
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  — Então é assim que vive um diretor? — perguntou Jack num breve sussurro — Com sua milady entre a vida e a morte, e eles seguem desfrutando dos prazeres do cargo.
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  — Não eles, não mais. — senti uma aspereza em minha voz, mas estava mesmo unindo toda a minha raiva.
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  — Ah, %Dimitri%. — Marcellus me olhou — Espero que tenha trago boas notícias.
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  — Para mim, sim. — fiz as pupilas dos meus olhos dilatarem e ergui minha katana com todo prazer — A partir de hoje a velha diretoria das Indústrias Baker de Manhattan está extinta.
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  Antes mesmo que eles pudessem reagir ou questionar minhas palavras, eu e Jack precisamente cortamos seus corações da forma mais brutal que conseguimos. No meio de todos aquele banho de sangue, as mulheres que estavam acompanhando eles começaram a correr aos gritos. Deixei Marcellus e Klaus por último, para que vissem que meu olhar representava %Annia%. Ela iria se divertir mais que eu naquele momento. Entretanto, não faltaria diversão para seu retorno, já que Davis estava a sua espera, na prisão de Jack Lins.
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  - %Cedric%:

  Não queria, mas estava contando os dias com ela naquela situação. Me movia por todo o Laboratório Interno tentando conter minha ansiedade e sempre acabava na porta do quarto a olhando. Observava cada pessoa que se aproximava para cuidar dela. E fiquei surpreso ao ver a presença do chefe da família Sollary ali também.
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  — %Cedric%. — disse %Dimitri% ao aparecer na área de espera onde eu estava, ele carregava uma caixa de isopor em suas mãos. — O que é isso? — olhei fixamente para a caixa, não entendia nada.
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  — A cura. — ele passou por mim indo em direção a Irina Baker, que já apontava no corredor.
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  — Aqui doutora. — disse ele entregando-lhe a caixa.
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  — Vamos rápido, Olga, não há tempo a perder.
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  Eu já não entendia mais nada, porém sabia que %Dimitri% não estaria brincando com a vida dela. Cassie chegou dois minutos depois e se aproximou dele. Demorou algumas horas até que a dra. Irina Baker conseguiu fazer a fórmula e iniciar a transfusão para o organismo de %Annia%. Eu acompanhei de longe todo o procedimento com meu coração apertado. Segurando as lágrimas que se formavam. Só queria poder dizer a ela o quanto a amava apenas mais uma vez.
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  — Espero que funcione. — sussurrei olhando Olga, a assistente da dra, trocar pela quinta vez o soro de %Annia%.
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  — Vai funcionar. — %Dimitri% ficou da porta olhando para a direção dela também — Nossa, %Annia% é forte.
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  — Nossa? — eu sorri de leve — É estranho te ouvir falar assim.
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  — Mesmo que não goste de algumas partes do relacionamento de vocês, ainda assim admiro o sentimento de um pelo outro. — admitiu ele.
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  — Esse sentimento a fez ficar assim. — desviei meu olhar para o chão.
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  — Se fosse para acontecer seria com ou sem você ao lado dela. — %Dimitri% se aproximou da cama — Então, dra. Baker?
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  — As próximas horas serão decisivas, para sabermos se esse antídoto é ou não eficaz. — ela olhou para a paciente e depois se afastou — Olga voltará para aplicar a última dose ao amanhecer.
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  — Tenho que resolver alguns problemas. — %Dimitri% saiu do quarto juntamente com a dra. Baker e sua assistente.
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  Eu me aproximei da cama e me sentei ao seu lado. Pegando sua mão a olhei com suavidade, sua face estava tranquila, mesmo com os olhos fechados parecia tão conectada com tudo que estava acontecendo. Me perguntava se ela realmente estava ouvindo tudo. Seu corpo não se movia, não reagia a nada, olhei para a bolsa de sangue e depois para o soro. Me senti esperançoso.
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  — %Ann%. — a chamei pelo apelido, vazia um longo tempo que não a chamava assim e senti falta disso — Não sei se pode me ouvir, mas vendo você deitada nestas condições, me fazem lembrar do nosso passado e me arrepender por todos os anos que fiquei longe de você. — suspirei fraco contendo minhas emoções — Só quando pensei que te perderia para sempre, percebi que não posso lutar contra essa parte da sua vida que me distancia de você, acho que a garota meiga e inocente que conheci em 2013 não vai voltar, ou talvez ela continue aí e eu que não consiga ver, mas sei que você ainda é ela, mesmo tendo mudado tanto, não vou mais lutar contra isso, não vou mais lutar contra essa parte da sua existência, mesmo que isso me custe ver aquele olhar frio que possui em alguns momentos. — e sussurrando em seu ouvido — Eu te amo, %Annia% Baker.
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  - %Annia%:

  Ainda me sentia meio zonza e fraca, mas estava plenamente consciente. Foi minha jogada final, arriscando minha vida e tomei aquele vinho. Admito, eu sabia que era de Davis, sabia que minhas chances de não voltar eram altas, mas ainda assim o fiz e consegui o que queria. Finalmente %Cedric% admitiu que não viveria sem mim. E agora se declarou que me ama. Aquela batalha eu havia ganhado, mas tinha algumas questões que deveria esclarecer, questões que envolviam como %Dimitri% me trouxe de volta. Se eu sou adotada, como ele conseguiu o sangue de um familiar meu para fazer o antídoto?
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  — Está mesmo se sentindo melhor? — perguntou %Dimitri% se aproximando da minha cama.
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  Já se contavam três dias acordados em recuperação, sendo observada de perto pelo dr. Sollary com a supervisão de Irina Baker. Eu havia perdido a festa da Continuum, oferecida por Sebastian Dominos, porém, meu irmãozinho mega preocupado comigo havia aparecido em meu lugar representando a nossa família, juntamente com nossa ilustre mãe, Allison Baker. Queria ter visto a cara de Mia ao conhecer sua sogrinha.
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  — Sim. — o olhei de forma séria porém deixando minha face tranquila, erguendo um pouco meu corpo — O que aconteceu enquanto estive ausente?
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  — Fala tão tranquila como se tivesse saído de férias. — ele desviou seu olhar para a bolsa de soro — Poderia mesmo ter morrido.
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  — Eu sabia que você não deixaria. — eu sorri de canto — Veja pelo lado positivo, meu ponto fraco está de volta.
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  — Conhecendo você como conheço, guardarei meus pensamentos sobre o que acabou de fazer.
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  — Você realmente me conhece? — mantive meu olhar nele — Não me respondeu.
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  — O conselho foi extinto como sempre sonhou. — respondeu ele mantendo o olhar sereno para mim.
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  — Não acredito que perdi a festa. — respirei fundo, frustrada.
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  — Não se preocupe, o melhor foi reservado para o final. — ele sorriu de canto — Davis está à sua espera para as últimas palavras.
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  — Será sublime este momento. — sorri com empolgação — E quanto ao CN desviado?
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  — Todos devidamente onde devem estar.
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  — Que bom, aproveite e mande Cassie enviar uma lembrancinha de agradecimento aos Dominos por sua ajuda. — pedir.
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  — Não se preocupe, já enviamos.
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  — Muito bem, parece que tudo funcionou muito bem enquanto estive fora. — eu fixei ainda mais meu olhar nele — Mas existem alguns pontos soltos.
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  — Quais?
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  — Sabe por que o meu sangue é O negativo? — perguntei propositalmente.
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  — Porque este é tipo sanguíneo muito raro. — respondeu rapidamente, sabia que ele seria cauteloso, pois assim como ele me conhecia, eu o conhecia também.
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  — Sim, este não é um sangue muito fácil de se encontrar, mas a questão é outra, e você já deve saber onde quero chegar.
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  — Prefiro ouvir suas teorias. — retrucou ele.
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  — %Cedric% me contou como conseguiu me salvar, com uma leve ajuda de uma Fletcher, Mary Fletcher. — estava tentando analisar suas expressões, mas assim como eu ele era ótimo em olhares enigmáticos — Para funcionar o antídoto, Irina Baker assegurou que tinha que ser um sangue puro, sangue da minha família.
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  — Sim.
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  — Mas a questão é, a minha família não existe, sou adotada e você não os conhece. — olhei para a bolsa de soro, já estava na metade, então olhei para o meu braço com a agulha inserida — Se funcionou, devo presumir que…
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  — Sabe que não posso afirmar nada, mas também não posso desmentir suas suspeitas. — ele manteve o olhar em mim — Você nunca contou sobre isso a ele, não é?
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  — Não. — eu me mantive atenta aos movimentos dele se afastando mais — Quero que me mostre a pessoa dona desse sangue.
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  — Tudo que fizer quanto a isso, deverá ser longe dos olhos de Allison. — ele abriu a porta, %Cedric% estava do lado de fora.
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  — Me desculpe, não queria atrapalhar a conversa de vocês. — %Cedric% entrou tranquilamente.
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  — Não atrapalha. — disse enquanto %Dimitri% saía do quarto fechando a porta.
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  Logo Olga entrou no quarto e com precisão, retirou o soro da minha veia. Ela me passou algumas instruções sobre como me alimentaria. Então se retirou logo depois. Ficamos nos olhando por um tempo.
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  — Eu ouvi a conversa de vocês. — ele foi direto e preciso — Evitarei pensar que beber aquele vinho foi alguma forma de me manipular.
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  — Bem, como eu poderia colocar minha própria existência em risco?! — o olhei cinicamente com um sorriso nos lábios.
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  — E ainda pergunta por que te odeio. — ele desviou seu olhar para a porta.
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  — Mas também me ama, eu adoro quando fica assim, estressado. — eu ri de leve estendendo a mão para ele — Acostume-se, vou levar suas palavras quando eu estava imóvel como uma declaração de amor.
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  — Você conseguiu ouvir? — ele se virou para mim me olhando surpreso.
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  — Estava agonizando, mas não estava morta. — mantive o olhar sereno nele — Vai me dizer que não está aliviado por eu estar de volta?
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  — Se quer mesmo saber, gostaria de te matar agora. — ele se aproximou da cama e sentou na beirada.
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  — Ressentimentos à parte, você sempre vai me amar. — antes que ele pudesse retrucar, ele se inclinou para mim e me beijou com intensidade.
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  E mesmo que estivesse ressentido comigo, a intensidade com que retribuía meus beijos afirmava o contrário, ele era meu e de mais ninguém. O sol e a lua foram testemunhas daquela noite trancados no quarto. Nem mesmo %Dimitri% se atreveu a interromper nossa consumação do amor, um tanto selvagem, por sinal. Mesmo me convalescendo, não me importava em me entregar totalmente a %Cedric%.
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--

  Uma semana de espera para me restabelecer. Porém, foram precisos dez minutos e eu estava pronta para rever meu inimigo mais estimado, Davis. %Cedric% como previsto foi também, %Dimitri% nos levou para a empresa de Jack. Entramos por alguns corredores até chegar em uma espécie de porão de casa mal assombrada. A ansiedade ardia em meu coração.
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  — Davis. — disse ao me aproximar dele, os três ficaram parados perto da saída me olhando.
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  — Olha. — ele me olhou, estava com uma péssima aparência e meio desnutrido — Então ela realmente sobreviveu.
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  — Devo afirmar que você está péssimo. — comentei com um sorriso sarcástico, olhando para as correntes que mantinha seus braços estendidos — Mas gosto dessa tua imagem de derrotado, não imagina o quanto esperei por isso.
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  — No final, o que escrevi é uma realidade, sempre consegue o que quer. — admitiu ele.
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  — Eu sou a milady Baker. — eu olhei fixamente para ele e sem que pudesse dizer mais alguma coisa, passei minha katana por seu corpo sem piedade, em um movimento rápido e forte, me virando de costas para ele — O que eu quero, eu tenho.
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  — Deixamos com você o trabalho de limpar essa bagunça. — disse %Dimitri% para Jack.
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  — Foi rápido, mas consegui sentir o sabor da vitória. — olhei para %Dimitri%, porém meus olhos se voltaram para %Cedric%, eu consegui ver nos seus olhos o reflexo dos braços de Davis dependurados.
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  — Vamos, temos outro assunto para resolver. — disse %Dimitri% — E vocês dois devem vir também.
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  — Ela está aqui? — perguntei.
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  — Sim.
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  - %Cedric%:

  Antes de irmos para a mansão dos diretores onde Allison já estava nos esperando, peguei %Annia% pelo braço e a puxei para o canto longe de Jack e %Dimitri%. Eu tinha que confirmar minhas suspeitas e não podia deixar para depois.
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  — Fale rápido, Allison não gosta de atrasos. — disse ela.
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  — Passei todo esse tempo pensando na pergunta que te fiz há dias, então me lembrei da noite que tive um sonho com você, havia anos que não sabia nenhuma notícia sua. — a olhei de forma confusa, mas um tanto decidida — Não foi mesmo um sonho.
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  — Admirável sua conclusão, continue. — seu olhar me dizia que ela queria que eu desvendasse tudo até o fim.
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  — A sua afirmação de não saber sobre sua família biológica, fica a pergunta de como está viva agora. — eu segurei sua mão cruzando nossos dedos — Então uma família não se faz somente com pais, ou irmãos, isso me leva a acreditar que existe um membro que simboliza nós dois.
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  — Chegou a sua resposta? — perguntou ela.
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  — Por que não me disse que tínhamos um filho? — respondi com outra pergunta.
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  — Porque até o momento não sabia que estava vivo, então para quê iria te fazer sofrer à toa? — seu olhar tranquilo como sempre, tinha razão — Posso contar isso como outro ponto positivo em ter tomado aquele vinho. — sibilou ela com um sorriso.
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  — Como pode dizer isso com tanta tranquilidade?
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  — Você precisa aprender a conviver com este meu lado. — ela suspirou fraco desviando seu olhar para frente — Pelo menos nosso filho teve uma vida normal e feliz.
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  Não consegui dizer mais nada, fazia sentido suas palavras. %Dimitri% se aproximou de nós para nos apressar. Enfim voltamos para a mansão onde Allison estava nos esperando, era a primeira vez que eu a veria após anos. Não tinha medo, mas raiva por ela ter transformado %Annia% e afastado nosso filho.
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  — Estão atrasados. — disse a mulher de azul sentada na poltrona central que era dos diretores, ela se levantou mantendo seu olhar fixo em %Annia% — Estou admirada pela forma em que solucionou seus problemas, %Annia%, sei que foi com algumas ajudas, mas manteve seu olhar erguido.
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  — Foi assim que me treinou. — %Annia% estava fria e mantinha sua face enigmática, não havia nenhuma fração de medo em seu olhar.
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  — Devo presumir que estes homens serão os próximos diretores? — sugeriu ela.
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  — Sim. — afirmou %Dimitri% — Assim como eu, %Cedric% e Jack serão leais aos Bakers.
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  — Não duvido. — ela se aproximou de nós — Então você é o famoso %Cedric%.
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  — Sim. — eu mantive meu olhar destemido para ela.
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  — Você me trouxe algumas preocupações ao longo do tempo, mas minha filha conseguiu o que queria. — ela se aproximou de %Dimitri% — Venha, temos muito o que conversar sobre a nova diretoria.
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  — Como deseja. — ele assentiu a seguindo para fora da grande sala.
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  — Havia me esquecido do quanto ela transpassa opressão e medo. — comentou Jack — Não consigo imaginar como foi para você conviver com ela.
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  — Já estou acostumada com o jeito da Allison. — %Annia% me olhou de leve — Está tudo bem?
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  — Agora entendo por que é assim. — disse a olhando, eu conseguia sim imaginar ela convivendo com Allison.
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  — %Annia%. — disse %Dimitri% ao aparecer na porta — Venha por favor.
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  — Claro.
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  Ela passou por mim indo em direção a porta. Jack ficou me olhando por um tempo, acho que estava decidindo se iria comentar sobre meu relacionamento com %Annia% ou não, e como eu esperava.
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  — Ainda fico me perguntando como você conseguiu conquistar ela. — disse ele indo se sentar em uma das cadeiras dos diretores.
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  — O que tenho com ela vem muito antes de você tê-la conhecido. — sorri de canto olhando-o.
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  — Ah, amor juvenil. — ele riu — Não consigo imaginar ela como uma garotinha inocente, apesar de nunca ter conhecido seu lado malicioso.
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  — E nem irá conhecer. — eu sorri de canto — %Annia% é minha.
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  Me virei indo em direção a porta. Ouvi alguns risos de Jack, mas ele sabia que %Annia% não seria de mais ninguém além de mim. Comecei a caminhar pelos ambientes da mansão até que cheguei na porta para o jardim. Vi de longe %Annia% conversando com %Dimitri%, foquei minha visão na direção dos dois para saber sobre o que estavam falando. Eu tinha um básico conhecimento de leitura labial.
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  — Ela sabe que eu descobri? — %Annia% perguntou.
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  — Se sabe, Allison disfarça muito bem. — %Dimitri% riu — Mas convenhamos que com a sua recuperação, seria questão de tempo para nosso segredo ser desvendado.
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  — E o que vai acontecer? — ela parecia preocupada.
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  — Todos iremos continuar a viver normalmente, sua descendência continuará longe de todo esse mundo sombrio da Continuum.
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  — Posso pelo menos vê-lo?
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  — No Central Park, às quatro da tarde, estarão recolhendo os vestígios de um piquenique em família. — respondeu ele.
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  — Você pensa em tudo, e como vou reconhecê-lo?
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  — Ele possui o mesmo sinal de nascença que você, uma pinta no pescoço.
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  — Obrigada. — disse ela.
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  — Teoricamente, eu não disse nada a vocês dois. — %Dimitri% olhou em minha direção fazendo %Annia% olhar para mim também — Apenas observem sabiamente.
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  %Annia% se afastando dele, se aproximou de mim. Pegando em minha mão, me guiou até o carro, eram raros os momentos que ela dirigia, mas era perfeita no volante. Ela estacionou em frente ao prédio do seu apartamento, seguimos para a entrada do Central Park que ficava em frente. Caminhamos um pouco tranquilamente como se não tivéssemos procurando ninguém. %Annia% me contou um pouco de como foi sua gravidez, e de como se fechou para os sentimentos quando pensou ter perdido nosso bebê. %Dimitri% havia contado a ela sobre a vida que o nosso filho tem tido.
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  Avistamos uma senhora de cabelos brancos e xale de crochê nas costas, certamente era Mary Fletcher. Michael, era o nome do nosso filho. Uma linda criança que corria próximo a eles e brincava com uma mulher. Ficamos em choque assim que vemos o rosto dela, que elevando seu olhar, nos reconheceu. Rose aparentemente era bastante próxima da pequena criança. O que me causou um súbito sentimento de inveja dela. Queria poder abraçá-lo também.
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  — Não acredito que aquela… — %Annia% segurou forte em minha mão, parecia com raiva.
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  — Me parece que de alguma forma Rose continuou ligada a nós. — brinquei rindo.
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  — Não gostei. — ela me olhou de forma séria.
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  — Talvez seja o destino. — olhei para %Annia%.
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  — Vou relevar então. — ela me beijou doce e maliciosamente, me tirando o foco e o fôlego.
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  Não importava se Rose ou outras pessoas eram próximas do nosso filho, sua vida não poderia ter nossa intervenção. Uma regra de Allison para que a segurança dele continuasse. Tudo o que a soberana Baker queria era que a sua filha adotiva continuasse sendo o que foi treinada para ser, indestrutível. Uma coisa tinha que concordar com Davis, %Annia% realmente conseguia tudo o que queria. E de uma forma perigosa, conseguiu me jogar de vez em seu mundo sem direito a volta.
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  Eu já não me importava com essa parte, desde que a tivesse em meus braços para sempre, eu me inclinaria e seria um Baker ao seu lado.
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  %Cedric% Baker, o homem cujo o coração de %Annia% Baker pertencia.
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Te segui,
E você reescreveu o meu futuro,
É aqui,
Meu único lugar seguro.
Acredito em você e neste amor,
Que me tornou indestrutível,
Que impediu minha queda livre.

- Creo En Ti / Reik

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