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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chaos

Escrita porLelen
Editada por Lelen

🛈

ATENÇÃO! Essa história pode conter gatilhos. Se você está em um momento sensível, talvez essa não seja a leitura ideal.


Capítulo 23

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

  14 de Outubro

  Min Yoongi abriu os olhos com dificuldade, a claridade do dia entrando livremente pelas janelas abertas. Demorou um pouco até seu olhar pousar sobre o outro lado de sua cama, onde encontrou uma %Kate% adormecida. Ele sorriu e soltou um riso meio sem humor. A bebedeira havia sido tanta que nem mesmo uma noite de sono havia feito o efeito passar? Mas quem era ele para reclamar de uma alucinação de %Kate%? Suga virou um pouco mais o corpo para poder encarar melhor o rosto de expressão tranquila da… namorada? Ex? Ele não sabia de mais nada.
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  Talvez ele finalmente tivesse ficado louco, porque aquela mulher ao seu lado parecia muito real, a respiração, o peso sobre a cama, o calor do corpo… Yoongi esticou o braço com cuidado, com medo de que qualquer movimento brusco pudesse desfazer aquela linda ilusão, então, com certo receio, se permitiu tocá-la…
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  A surpresa foi grande quando seus dedos encostaram em algo sólido e com textura, bem real. O rapaz se colocou sentado sobre a cama num sobressalto, se dando tapinhas leves, tentando "despertar". Um resmungo vindo da mulher ao seu lado o fez parar de se mover.
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  — Yoongi, que diabos? — aquela ilusão de sua mente retrucou numa voz rouca matinal.
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  A mente dele podia ser assim tão poderosa para criar uma ilusão tão perfeita e palpável? O rapaz ficou alguns segundos encarando a miragem, não podia ser real, podia?
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  — Yoongi? — %Kate% chamou estalando os dedos finos e perfeitos na frente do rosto dele. — Pode dizer por que diabos você está me encarando como se tivesse visto um fantasma?
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  Porque estou vendo, era o que o rapaz queria responder, mas as palavras ficaram presas em sua garganta enquanto sua mente tentava entender o que estava acontecendo.
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  — Você não é real... — resmungou consigo mesmo enquanto esfregava os olhos a fim de tentar “despertar” de vez.
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  Suga estava pronto para continuar a retrucar quando recebeu um tapa ardido no braço e quando olhou para %Kate%, ela tinha uma expressão ressentida no rosto e um olhar sério sobre ele.
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  — Min Yoongi, primeiro você me ignora por semanas, não responde minhas mensagens ou atende minhas ligações; me deixa extremamente preocupada com você, com notícias esporádicas vindas de JK; me faz viajar de volta para cá em emergência, imaginando todos os piores cenários possíveis; me recepciona caindo de bêbado e agora tem a ousadia de me dizer que não sou real? — A %Kate% na frente do rapaz falava rápido enquanto gesticulava furiosamente. — Eu sou bem real e se precisar de mais tapas para provar isso, é só dizer!
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  O rapaz precisou de alguns segundos para conseguir absorver tudo aquilo. %Kate% estava ali? De verdade? E estava brigando com ele como devia fazer se estivesse mesmo ali?
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  Que se dane, foi tudo o que pensou quando puxou a moça para si num abraço forte e, quando sentiu que ela não ia se desfazer em névoa, finalmente a beijou. Sentir os lábios quentes e macios de %Kate% junto aos seus de novo era quase como um sonho. Ele tinha morrido? Entrado em coma alcoólico? Que fosse, %Kate% estava ali com ele e ele não a deixaria partir novamente, não se pudesse evitar.
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  — Eu também senti a sua falta. — Suga ouviu a namorada murmurar entre uma pausa.
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  — Você está mesmo aqui?
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  A resposta veio em forma de um novo tapa – menos ardido daquela vez – em seu outro braço, o que fez o rapaz gargalhar enquanto abraçava ainda mais forte e junto de si o corpo miúdo de sua %Kate%, que, por sua vez, não reclamou, também havia sentido falta daquilo, dos braços dele em volta de si, do cheiro familiar que pertencia apenas a ele, da voz rouca pela manhã, do jeito sutil dele demonstrar carinho... sentiu falta dele.
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  — Você não vai se livrar de mim assim tão fácil, Min Suga — %Kate% murmurou e os dois riram baixinho. Como se algum deles quisesse se livrar do outro.
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  %Nicole% encarou o celular pela milésima vez naquele dia sem saber exatamente o que esperava ou devia fazer, ela apenas sentia que deveria estar fazendo algo naquele instante, mas não fazia ideia do que. Já havia olhado sua agenda dezenas de vezes para ter certeza de que não tinha esquecido nenhum compromisso importante, mas não havia nada.
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  Suspirou. Passava da uma da tarde e ela estava de folga naquele dia, Nell devia estar para chegar da escola...
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  Poucos minutos se passaram e a porta da frente se abriu com uma Nellie despreocupada adentrando seu lar. Quando percebeu a irmã mais velha sentada no sofá com olhar parado sobre ela, se questionou se havia feito alguma coisa de errado.
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  — O que foi...? — arriscou a perguntar.
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  %Nikki% ficou em silêncio por alguns segundos que pareceram eternos para a mais nova que estava preocupada demais para segurar a ansiedade.
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  — Você quer sair?
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  Foi a vez de Nell ficar em silêncio encarando a irmã mais velha com cara de interrogação.
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  — Quê?
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  — Sair. Vamos dar uma volta, sei lá. Talvez ir naquela pâtisserie que você tanto comenta — %Nicole% murmurou já se levantando, como se estivesse pronta para partir.
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  A Callan mais nova ficou encarando a irmã com desconfiança, até ela pegar sua bolsa e rumar para a porta.
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  — Vamos?
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  — Eu só vou trocar de roupa... — Nellie murmurou, ainda um pouco confusa com a situação.
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  Depois daquele dia, há quase um mês, parecia que as duas irmãs estavam finalmente se entendendo novamente, ainda era estranho, depois de tanto tempo agindo como estranhas, alguns tipos de interações, mas ao mesmo tempo também era familiar, já que as duas costumavam fazer aquilo antes de tudo. Ainda estavam no começo daquela nova fase, então %Nikki% ainda ficava desconfiada quando Nellie demorava mais do que o normal para chegar em casa e – nos dias de trabalho – lhe mandar uma mensagem, bem como Nellie achava esquisito quando a irmã surgia com alguma ideia para passarem um tempo juntas. Mas aquilo era uma sensação boa de que as coisas estavam mudando, então nenhuma das duas se atrevia a reclamar.
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  Em poucos minutos Nell estava de volta com as roupas trocadas e o cabelo preso. As duas saíram de casa e foram o caminho todo conversando animadamente sobre qualquer coisa, como costumavam fazer.
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  Quando chegaram ao local, %Nicole% sentiu que estava no lugar certo, mas ao mesmo tempo algo parecia meio fora do lugar. Eu devo estar ficando louca, preciso de férias... murmurou consigo mesma, tentando ignorar a sensação estranha que a acompanhou desde o momento em que abrira os olhos.
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  — Eu sempre quis entrar aqui! — Nellie exclamou animada enquanto se sentava em um canto perto da janela.
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  — Bem, aqui estamos. — %Nikki% sorriu se sentindo bem ao ver sua irmã mais nova tão feliz, era como se o tempo tivesse voltado e as duas ainda fossem quem eram anos atrás, quando o pai ainda estava vivo e a maior preocupação na vida de ambas estava em manter as notas boas e pensar no futuro próximo que construiriam.
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  — Olá, o que vão pedir hoje? — Uma das atendentes do local surgiu sorrindo.
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  — Um choux cream tradicional e uma porção de macarons sortidos — %Nicole% murmurou antes mesmo que Nellie pudesse erguer os olhos do menu. A mais nova encarou a irmã de sobrancelha erguida. — Você vive falando sobre choux cream ser o melhor doce do mundo. — A mais velha deu de ombros.
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  Nell não iria admitir – pelo menos não naquele instante –, mas havia ficado bastante feliz em saber que a irmã prestava atenção nela o suficiente para lembrar daquele pequeno detalhe sobre ela.
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  15 de outubro

  Taehyung tinha acabado de voltar da loja de conveniência quando abriu a porta do apartamento e percebeu a penumbra que estava ali dentro. Merda, foi tudo o que pensou antes de bater a porta e correr na direção do quarto de %Nayeon%. As cortinas estavam fechadas e foi um pouco difícil conseguir distinguir a silhueta encolhida de sua irmã mais velha na cama. Taehyung não precisava perguntar o que havia acontecido. A paz até que havia durado por algum tempo daquela vez.
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  — Noona... — o rapaz murmurou se agachando ao lado da cama e tocando com cuidado o bolo de lençol e roupas que era %Nayeon%. — Noona, por favor...
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  — Vai embora, Tae, você não tem que passar por isso. — A voz da moça saiu num sussurro abafado.
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  — Noona, por favor, vamos até a del-
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  — Não, Taehyung! — %Nayeon% exclamou erguendo o tronco de repente, a expressão quase desesperada.
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  — Noona, nós temos que fazer alguma coisa! — Mas tudo o que ele dizia parecia ser em vão.
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  Com medo e pesar, Tae se afastou da irmã e foi até a sala fazer uma ligação. Ele não sabia por que estava ligando para Hoseok, mas pareceu ser a opção mais óbvia, principalmente dado os acontecimentos do mês anterior.
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  Alguns longos minutos se passaram até Hobi surgir batendo à porta.
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  — Tae? O que houve? Você está bem? — Jung perguntou atônito, ao mesmo tempo que tentava recuperar o fôlego.
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  — Eu estou bem, mas... Hyung, temos que fazer alguma coisa, a noona...
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  Hoseok puxou o amigo para um abraço de conforto e então olhou na direção da porta no final do corredor do local onde, tempos antes, ele havia impedido que uma desgraça acontecesse com seu amigo e a irmã.
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  Hobi, sem pensar muito, caminhou até o quarto, sendo acompanhado por Taehyung de perto e, sem saber muito bem como agir, chamou pela mais velha.
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  — %Nayeon% noona...
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  Ele não recebeu resposta, mas o pequeno movimento na cama indicou que ela estava ouvindo.
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  — Por quanto tempo mais você vai aguentar passar por isso? — O silêncio, como esperado, foi toda a resposta que o rapaz teve. — Noona, vamos até a delegacia, estaremos junto com você... — O resmungo estrangulado de resposta não foi muito encorajador.
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  — Eu não posso! Eu não posso! — a mulher exclamou de repente, a voz embargada. — Ele pode fazer coisas muito piores se eu...
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  Taehyung e Hobi se entreolharam, eles não faziam ideia do que poderia ser pior do que aquilo que estavam presenciando, mas não estavam em posição de questionar. Hoseok respirou fundo tentando raciocinar, pensar em uma forma de ajudar o amigo e sua irmã, então ele se agachou ao lado da cama.
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  — Noona, vamos para a minha casa. Vocês dois. — Não era uma pergunta. Talvez uma proposta, quase uma imposição.
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  %Nayeon% soluçou e fungou uma última vez enquanto tentava processar o que o amigo de seu irmão mais novo havia dito.
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  — Nós não precisamos ir até uma delegacia, mas nenhum de vocês dois vai continuar aqui — Hobi disse, de alguma forma seus olhos encontraram com os da moça na penumbra.
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  — Eu não...
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  — %Nayeon% noona! — Hobi se levantou de repente e se sentiu um pouco culpado quando percebeu que a mais velha se encolheu com o movimento. — Se não vai fazer isso por você mesma, então faça por Taehyung. Eu não sei por quanto tempo mais ele vai conseguir aguentar encontrar a mesma cena mais uma vez. Ele se preocupa com você, noona, e eu me preocupo com ele. Se não vai prestar uma queixa contra Andy, então ao menos se coloque em segurança para que Taehyung não tenha que se preocupar o tempo todo.
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  Hobi se calou, a respiração um tanto alterada. Ele não estava bem no direito de dizer qualquer coisa para %Nayeon%, mas Jung não aguentava mais ver um de seus melhores amigos sofrendo tanto sem poder fazer nada. Agora ele se questionava se havia passado dos limites.
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  — ... Sem polícia? — A voz de %Nayeon% soou baixa, quase um sussurro.
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  — Sem polícia, noona. — Foi Taehyung quem respondeu daquela vez. — Por favor, só... Só faça alguma coisa... — O rapaz tinha a voz embargada, era a primeira vez que se deixava ver de forma vulnerável pela irmã.
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  — E o seu pai...? — %Nayeon% questionou, pousando o olhar sobre Hoseok que, apesar do quase rompante de minutos antes, sorriu.
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  — Meu pai trabalha no turno da noite, mas não vai se incomodar de acomodar meus amigos em casa — o rapaz garantiu com firmeza.
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  — Mas e...
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  — %Nayeon% noona, se você não começar a arrumar as suas coisas para irmos embora em alguns minutos, nós a carregaremos, porque aqui você não fica.
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  %Nayeon% não sabia se aquele era um lado “normal” de Jung Hoseok, mas achava, pelo que o irmão dizia, que Hobi não era do tipo tão sério como estava sendo naquele instante.
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  Ela suspirou. Não tinha muito mais o que perder. Talvez se ela desaparecesse da vida de Andy as coisas melhorassem e ela finalmente pudesse ser livre. Riu fraco. Era um sonho bobo aquele, mas com aqueles dois garotos a sua frente, %Nayeon% quase podia sentir que o sonho podia ser alcançado, então apenas limpou o rosto molhado de lágrimas e se levantou. Kim %Nayeon% não ficaria mais naquele antro.
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  Já era noite quando Jin decidiu dar uma volta. Claro que, considerando a data e o horário, ele havia ido parar ali de todos os lugares. O rapaz encarava a fachada do conhecido café enquanto procurava, discretamente, pelo rosto conhecido. Diferentemente dos dias em que os dois haviam se encontrado em um passado – futuro? – distante, %Julie% estava sentada em uma mesa mais ao centro do lugar, acompanhada de seus amigos do trabalho.
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  Jin suspirou, ela estava bem. Estava viva e conversando com os amigos... Mesmo que um daqueles amigos, o único homem do grupo, estivesse próximo demais da moça, ver aquilo ainda era mais reconfortante do que a cena alternativa que Jin tentava, desesperadamente, apagar de sua memória.
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  Com um suspiro, o rapaz se afastou do café deles, dando uma última olhada na miúda figura que ria abertamente de alguma coisa que um dos amigos havia dito. Ele não conseguiu segurar o sorriso no fim. Ela estava viva. Ela estava bem. Ela estava feliz. Aquilo bastava para aquele solitário Senhor do Universo.
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  Seokjin voltou para seu carro que estava estacionado exatamente no mesmo lugar daquela noite quando um carro em alta velocidade passou por ali. O rapaz não conseguiu deixar de pensar que talvez fosse o mesmo veículo que... Ele tentou espantar o pensamento, aquilo havia ficado no passado... ou melhor, não aconteceria. Respirando fundo, Jin tentou se acalmar e deu a partida no carro. Estava tudo bem.
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  Jungkook caminhava sem rumo pelas ruas. Ele havia ido até a casa de Yoongi e foi surpreendido em ver que %Kate% havia voltado para casa. O rapaz ficou feliz pelo amigo que, por alguma razão ainda parecia duvidar dos próprios olhos, já que quando o mais novo chegou no apartamento, a primeira coisa que fez foi perguntar se ele também estava enxergando a mulher ali.
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  — Hm... A não ser que estejamos compartilhando de uma ilusão, hyung, sim, eu posso ver a %Kate%... — JK murmurou erguendo a sobrancelha para o melhor amigo, que soltou um suspiro e levou um tapa ardido no braço dado pela namorada.
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  — Esse bobo está desde ontem duvidando da minha existência! — a moça exclamou, fazendo uma leve careta para o namorado que sorria um tanto abobalhado para ela. — Senti saudades, Kookie! — disse por fim, indo dar um abraço no mais novo, que retribuiu com alegria e alívio.
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  Depois de ficar por alguns minutos conversando com os amigos, JK decidiu que seria bom sair do apartamento para deixar o casal aproveitar o tempo um com o outro, ele sabia o quanto Min Yoongi estava precisando daquele tempo com %Kate% Graham.
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  Agora, lá estava ele, caminhando para fosse onde fosse que seus pés o levavam.
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  Não prestava muita atenção quando colocou os pés na faixa de pedestre e levou um susto quando um carro passou voando logo a sua frente e outro freou bruscamente ao seu lado. Só então Jungkook olhou para o farol de pedestres, constatando que o mesmo estava fechado para ele. O rapaz olhou na direção do motorista, por um segundo, sua mente foi transportada para um lugar diferente enquanto encarava as luzes do farol do veículo, um lugar onde ele era cegado por aquelas luzes e despertava em um hospital. Quando voltou a si, JK percebeu que o motorista do carro a sua frente era seu amigo Jin, que acenava para ele.
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  — Hyung! — o mais novo exclamou, se aproximando da janela do carona que havia sido abaixada. — Desculpe, eu estava distraído...
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  — Yah, Jungkook-ah! Você poderia ter sido atropelado — o mais velho repreendeu fazendo uma expressão séria que quase nunca surgia.
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  — Desculpe... — Sorriu sem graça.
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  — Para onde está indo, maknae? — Jin perguntou olhando pelo retrovisor.
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  JK ficou quieto por um instante. Não estava indo para lugar algum, na realidade, apenas caminhava para qualquer lugar.
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  — Eu fui até Yoongi hyung e %Kate% voltou — o mais novo anunciou.
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  — Oh, isso é ótimo! — Seokjin exclamou deixando um sorriso surgir em seus lábios. — Isso quer dizer que está indo pra casa?
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  Jungkook fez uma leve careta. Ir para casa era a última coisa que queria naquele instante.
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  — Ok, entendi — Jin murmurou. — Quer vir comigo? Não que a minha casa seja muito interessante, mas...
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  — Vou — JK interrompeu seu hyung, já abrindo a porta do carona e se acomodando. Jin não disse mais nada e seguiu seu caminho.
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  Os dois amigos foram conversando durante o percurso até a casa do mais velho. Era a primeira vez que Jungkook ia até lá, embora todos os sete soubessem o endereço uns dos outros, ninguém havia ido até a casa de Seokjin até aquele momento.
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  — Bem, sinta-se em casa, maknae — Jin disse sorrindo enquanto deixava suas chaves no aparador perto da porta de entrada e tirava os sapatos.
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  — Prometo não tomar muito do seu tempo, hyung — JK murmurou encolhendo os ombros timidamente. Não queria atrapalhar a rotina do mais velho que não estava acostumado com suas aparições repentinas.
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  Jin havia dito que ia preparar o jantar e Jungkook poderia andar por aí para conhecer a casa, o que o mais novo de fato fez. Não se demorou muito nos cômodos, mas ele era bastante curioso, então foi de porta em porta para finalmente conhecer a casa do mais velho dos amigos. Embora o lugar fosse mobiliado, não parecia que havia sido decorado de forma personalizada, tudo parecia muito simples e genérico.
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  Jungkook encarou a última porta do corredor da casa, aparentemente era o quarto de Jin. Tudo parecia da mesma forma, a única coisa que fazia o quarto parecer de Seokjin era o mural com várias fotos polaroide em uma das paredes. JK adentrou o cômodo se aproximando para ver melhor as imagens penduradas ali, sorriu quando percebeu que todas eram de momentos que o grupo de sete amigos estavam reunidos.
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  O rapaz estava para sair do quarto quando um objeto grande e coberto por um lençol lhe chamou a atenção. Jungkook não sabia explicar a curiosidade que o impulsionava naquele instante, mas, quando percebeu, já erguia o lençol para ver o que havia embaixo dele.
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  Um espelho. Por que Jin hyung tinha um espelho coberto em seu quarto?, era o que passava na mente do mais novo que encarava o próprio reflexo no objeto.
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  — Hei, maknae, o jantar logo vai estar pronto! — o rapaz ouviu o mais velho exclamar da cozinha.
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  No susto, e sentindo que estava invadindo a privacidade de seu hyung, Jungkook tentou cobrir o espelho de volta, mas algo no objeto o fez parar no meio do caminho. Seu reflexo estava sorrindo. Não seria problema algum, se não fosse o fato de ele, o Jungkook parado em frente ao espelho, não estava sorrindo, daquilo ele tinha certeza.
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  Um arrepio percorreu a espinha do rapaz, que piscou algumas vezes, talvez ele tivesse passado tempo demais acordado. Quando voltou a se encarar no espelho, tudo parecia normal novamente. Suspirou, ele precisava dormir, já estava alucinando... Mas algo naquele objeto parecia estranho para JK. O garoto não conseguiu segurar o impulso e tocou na superfície espelhada e uma sensação esquisita tomou conta de seu ser.
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  Seokjin, a primeiro instante, não estranhou o silêncio na casa, mas ao se lembrar da presença de Jungkook, pensou que algo poderia estar errado, já que uma casa com Jeon Jungkook quase nunca era silenciosa. Jin sentiu a preocupação o atingir. Era como quando uma criança ficava quieta demais, havia algo de errado.
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  O rapaz deixou a cozinha e caminhou pela casa, chamando pelo mais novo, sem obter respostas. A preocupação só crescia enquanto, de cômodo em cômodo, Jin procurava pelo amigo. A sensação apenas se concretizou quando ele chegou ao próprio quarto e percebeu o lençol, que antes cobra seu espelho, largado no chão.
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  — Merda.
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  Nota: Estamos chegando - finalmente - ao final dessa primeira parte de Chaos, oremos! O próximo capítulo vai ser o último dessa parte yay!
  Três anos depois de ter começado a história, eis que ela vai finalizar. A segunda parte de Chaos já tá montadinh, mas ainda precisa ser escrita, então continuem torcendo por mim HHAHAHAHHA
  Até a próxima e última att, pessoal <3

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