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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chaos

Escrita porLelen
Editada por Lelen

🛈

ATENÇÃO! Essa história pode conter gatilhos. Se você está em um momento sensível, talvez essa não seja a leitura ideal.


Capítulo 19

Tempo estimado de leitura: 24 minutos

  13 de Setembro

  Eram seis e dez da manhã do dia 13 de setembro e %Julie% despertou confusa. Não se lembrava bem do que havia acabado de sonhar, mas sabia que tinha sido algo angustiante, ela até mesmo tinha lágrimas nos olhos e aquele aperto no peito não deixava dúvidas sobre o teor do possível pesadelo. Ela se colocou sentada na cama e resmungou quando sentiu que seu corpo inteiro doía.
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  — Será que estou ficando doente? — resmungou para si mesma enquanto tentava massagear rapidamente braços e pernas.
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  Pegou o celular para verificar as horas e se levantou o mais rápido que conseguiu com toda a dor sem sentido que estava se fazendo presente. Ela poderia tomar um banho antes de sair para o trabalho, mas sabia que se entrasse debaixo do chuveiro naquele instante, se atrasaria, então se contentou em apenas se trocar e correr para tomar café, depois, tomando um analgésico para ajudar com as dores.
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  Antes de sair de casa, ela olhou mais uma vez para o relógio e rolou os olhos. Voltou a adentrar o corredor de quartos e sem muita cerimônia escancarou a porta de um deles, acendendo a luz.
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  — Paul, você tá atrasado para levar o Jamie à escola! — exclamou sem muita paciência e depois de ter certeza de que o homem na cama havia despertado, partiu para o quarto em frente.
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  Abriu a porta com muito mais delicadeza e sem acender as luzes, foi até a cama — não sem antes tropeçar em alguns brinquedos pelo caminho — e cutucou levemente a criança adormecida sob as cobertas.
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  — Jamie, tá na hora de levantar. — Murmurou, logo ouvindo um resmungar leve do menino que aos poucos voltava à consciência. — Anda, hoje é dia de levar brinquedos, não deixa seu pai esquecer! — disse %Julie% antes de dar dois tapinhas carinhosos no rosto de Jamie, que assim que ouviu “brinquedos” se colocou de pé em um pulo, completamente animado.
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  — Oba! Eu vou poder levar o senhor Rex!
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  — Claro, se não se atrasar muito. — %Julie% disse acompanhando a criança de cerca de cinco anos pelo corredor, fazendo uma careta de desgosto para Paul, que ainda tinha cara de sono. — Estou indo pro trabalho, até mais tarde! 
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  — Tchau, %Jules%! — Jamie voltou correndo pelo corredor para abraçar as pernas da moça que logo se abaixou — resmungando um pouco por causa das dores — para poder abraçá-lo de volta.
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  — Se divirta na escola, mas se comporte também. — Ela disse bagunçando os cabelos do menino que sorriu.
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  — Eu sempre me comporto! — protestou.
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  — Mas nunca é demais relembrar, né? — %Julie% riu acompanhada da criança que lhe deu mais um abraço. — Agora eu tenho que ir, já estou ficando atrasada.
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  %Julie% não se incomodou em dar tchau a Paul, ela não estava muito feliz com ele naquele instante, então preferia sequer lhe dirigir a palavra.
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  Enquanto caminhava para o prédio de seu trabalho, passou por um aconchegante café na Sexta Avenida. Ela nunca havia entrado nele antes, mas por alguma razão, ao passar pelo lugar naquela manhã ligeiramente corrida, sentiu que talvez devesse dar uma parada por ali quando tivesse tempo. Era apenas uma intuição, mas não se devia ignorar os pequenos sinais que a vida tentava dar, certo?
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  Quando chegou ao andar em que trabalhava, apenas Arthur estava lá, preparando um café no canto da saleta que era onde as melhores campanhas de marketing tomavam forma.
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  — %Jules%! — cumprimentou quando percebeu a presença da moça que deixava seus pertences sobre sua mesa. — Você tá horrível — murmurou simples, como se comentasse o tempo e sem dar muita atenção ao fato.
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  — Eu me sinto horrível, muito obrigada — disse tentando manter um certo ar de bom humor, mas as dores, embora um pouco mais leves, ainda eram sentidas, o que resultou em uma careta leve da moça.
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  — O que houve? — O rapaz deixou de lado um pouco o café para se voltar melhor em direção à amiga. — Briga com o Paul de novo?
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  — Não isso. — Suspirou. — Acordei sentindo como se tivesse sido atropelada — resmungou. — Meu corpo todo dói… — Fez bico.
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  — Está ficando doente?
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  — Talvez… — Choramingou.
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  — Devia ter tirado o dia de folga. Você realmente não parece bem — Arthur disse erguendo a sobrancelha um pouco preocupado.
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  — Como se eu pudesse me dar a esse luxo, não é? — %Julie% riu, depois fazendo careta. — Os trabalhos pendentes não vão ficar prontos sozinhos. 
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  — Você é meio workaholic, né? — Arthur murmurou revirando os olhos. — Eu sei que você é a nossa maga das imagens, mas eu e as meninas podemos dar conta das coisas se for preciso.
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  — Bom, sorte nossa que não é preciso por enquanto. — %Julie% piscou marota e o rapaz revirou os olhos mais uma vez.
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  — Não se esforce muito, %Jules%. — Ele se aproximou apoiando os braços sobre a cabeça de %Julie% que era um bom tanto mais baixa que Arthur. — Sabe que pode contar com a gente quando precisar.
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  — Eu sei, Artie. E agradeço. Mas se me der licença, eu tenho trabalho a fazer. — A moça resmungou se livrando dos braços do rapaz que gargalhou antes de voltar à sua tarefa anterior do café.
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  %Julie% sorriu. Mesmo que a maior parte da sua vida se desse dentro de um escritório e fosse quase totalmente voltada para o trabalho, ela tinha sorte de ter Arthur, Stacey e Jenna como amigos naquele lugar. Muita sorte.
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  Mais um dia começava, e apesar de naquele instante o sol estar encoberto pelas nuvens, havia uma promessa de um dia lindo. Ao menos era o que %Aggie% esperava.
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  — Vamos lá, garota. Hoje pode ser o dia em que tudo vai mudar. — Ela murmurou para si mesma enquanto amarrava o cabelo em um rabo de cavalo alto e se olhava no espelho. 
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  %Agatha% West tinha pouco mais de vinte anos e estava feliz por ter a casa só para si naquele instante. Seus pais haviam viajado para o Brasil, visitando os pais de sua mãe que estavam festejando as bodas de ouro do casal. %Aggie% não quis ir, embora amasse visitar os avós, ela tinha acabado de arrumar um bico como entregadora de panfletos e seu empregador não era lá muito amigável. E ela precisava do dinheiro se quisesse dar início ao seu sonho de mochileira.
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  Aquele núcleo da família West não passava necessidades, mas também não podiam bancar qualquer luxo que viesse à tona. Tinham o suficiente para manter o conforto e, de vez em quando, bancar alguma estripulia, mas %Aggie% jamais pediria aos pais para pagar uma viagem pelos quatro cantos do mundo, mesmo se eles pudessem fazer aquilo. Era um sonho dela, então ela batalharia para alcançá-lo.
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  A moça deu uma última olhada no espelho e tentou sorrir para si mesma, apesar de só de pensar na trabalheira que tinha pela frente no dia, tendo que lidar com pessoas mal humoradas e muitas vezes mal educadas, o desânimo bateu com força; ela precisava lembrar que aquilo era temporário e dentro de algum tempo ela poderia começar seu sonho de conhecer o mundo, a começar pelo próprio país, em uma road trip.
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  A moça respirou fundo antes de ir em direção à porta da casa, passando pela cozinha para pegar uma barra de cereais como café da manhã. O dia estava apenas começando...
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  Fazia um dia bonito e ensolarado, era pouco depois das nove da manhã quando seis rapazes se encontraram na piscina do velho clube desativado da cidade. Era uma sensação esquisita, embora todos parecessem estar bem e felizes, era inegável que algo parecia fora do lugar. Mesmo quando sorriram uns para os outros ao se encontrarem, parecia algo vazio.
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  Taehyung estava de volta a sua posição de antes de os amigos chegarem, deitado no velho colchão no centro da piscina. O sol batia diretamente no lugar onde estava, mas não o incomodava. Na verdade estava se sentindo um tanto entorpecido desde que havia acordado naquela manhã.
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  — O que há com você hoje? — Namjoon perguntou indo se sentar na beirada do colchão ao lado do amigo deitado.
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  Não houve resposta de imediato e a verdade era que Tae não sabia muito bem o que responder.
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  — Foi o Andy de novo? — Joon arriscou perguntar, embora soubesse que aquele era um assunto delicado.
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  — A porta tava fechada hoje de manhã… — Tae afirmou baixinho, mais um recado para si mesmo do que uma resposta à pergunta do amigo.
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  O mais velho suspirou. Ele sabia pelo histórico que o melhor amigo trazia que aquele não era um bom indicativo, geralmente %Nayeon% e Andy haviam brigado de forma extrema quando "a porta estava fechada". E as brigas da madrugada eram as piores porque nunca faziam barulho, mas %Nayeon% sempre estava machucada. Fosse física ou psicologicamente.
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  — Eu sinto muito, Tae… 
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  — Eu não quero falar sobre isso, hyung. — Foi a última resposta que o rapaz deu antes de se levantar no colchão e começar a remexer em sua mochila que estava ao seu lado. Taehyung pegou suas latas de tinta spray e foi adiante, para as paredes da piscina.
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  Namjoon suspirou, mas não insistiu. Taehyung nunca queria falar muito quando o assunto era sua irmã e seu relacionamento, mas o mais velho sabia que aquela era uma questão em que os pensamentos do melhor amigo viviam presos. No entanto, Joon não podia forçá-lo a falar, mesmo que talvez aquilo pudesse ajudar de alguma forma. Ele só podia estar ali pra quando fosse preciso.
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  Jungkook estava sentado encostado na parede da piscina, o caderno de desenhos apoiado em suas pernas. Ele havia acordado naquela manhã com a impressão de um rosto específico em sua mente. Sabia que era um rosto de alguém que não conhecia, mas cada traço era tão nítido que parecia exatamente o contrário. Além disso, o rapaz sentiu o estranho desejo de desenhar, coisa que fazia anos que não praticava, tanto que mal sabia se ainda era capaz de fazer o mínimo rabisco sequer. 
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  O mais novo do grupo estava concentrado em tentar passar para o papel o rosto daquela jovem que havia ficado em sua cabeça, o lápis deslizava sobre o papel com mais facilidade do que JK esperava. No entanto, essa concentração vez ou outra era quebrada quando ele levantava o olhar por alguns instantes, olhando na direção da borda da piscina contrária à que estava encostado. Era como se esperasse que a qualquer momento alguém fosse chegar. Talvez esperasse que Seokjin surgisse mesmo que o mais velho sequer tivesse visualizado a mensagem de Namjoon que avisava sobre o encontro do grupo no clube.
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  — O que está desenhando? — Yoongi surgiu sentando-se ao seu lado de repente. 
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  Dando uma última olhada na direção da borda oposta, Jungkook suspirou e voltou o olhar para o caderno à sua frente.
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  — Acordei pensando nesse rosto — murmurou fazendo mais alguns traçados no desenho.
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  Suga observou o quase retrato de uma jovem no qual o caçula do grupo estava trabalhando, ela parecia ser tão jovem quanto o próprio JK.
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  — E quem é ela?
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  O maknae deu de ombros.
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  — Não sei, eu apenas fiquei com esse rosto na cabeça e decidi aproveitar a vontade de desenhar.
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  Yoongi encarou o amigo de sobrancelha erguida, mas decidiu não comentar, artistas tinham todos seus momentos de loucura e pouco nexo, ele sabia por experiência.
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  — Fazia tempo que eu não te via desenhar — o mais velho murmurou observando o lápis fazer traços e mais traços sobre o papel de uma forma que parecia simples, mas que ele sabia que era necessário ter conhecimento para transformar rabiscos em arte.
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  — Fazia tempo que eu não me sentia… Inspirado pra fazer isso. — Jungkook murmurou deixando um sorriso mínimo surgir em seus lábios ao encarar seu hyung e melhor amigo. — Hoje, pelo menos, eles não estavam discutindo quando saí de casa. — JK soltou antes de voltar a trabalhar em seu desenho.
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  Yoongi balançou a cabeça em entendimento e passou o braço por sobre o ombro do mais novo, dando tapinhas amigáveis e acolhedores naquele meio abraço desajeitado. O mais velho sabia muito bem o quanto aquele fato podia ser de grande alívio para o amigo, embora não soubesse o quanto duraria. Mas talvez devessem comemorar as pequenas conquistas do dia.
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  — E a %Kate%, hyung? — Jungkook perguntou sem olhar para Yoongi, mas nem precisava fazê-lo para saber que o amigo fazia alguma careta insatisfeita.
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  — Não vamos falar sobre isso. 
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  — Hyung… — O rapaz deixou de lado o desenho mais uma vez para encarar o melhor amigo de forma séria. — Você precisa resolver isso. E pra isso precisa falar com ela. — JK murmurou, já não sabia quantas vezes tinha dito aquelas mesmas palavras antes, mas Min Yoongi poderia ser mais teimoso do que mula empacada quando queria. — Ela está preocupada e eu também.
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  Suga ergueu a sobrancelha com a última frase e estava até um pouco surpreso quando voltou novamente o olhar para Jeon.
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  — Vocês têm se falado? — foi a única coisa que perguntou, sem saber muito bem o que aquela constatação o fazia sentir ou pensar.
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  — Você não responde as mensagens nem retorna as ligações da noona, alguém precisa acalmá-la. — Jungkook respondeu simples, dando de ombros. 
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  O mais novo estava certo de que Yoongi ficaria possesso ao descobrir que o melhor amigo estava “contrabandeando” informações suas para a namorada com quem ele não queria falar, mas na verdade, o mais velho apenas torceu os lábios ligeiramente e assentiu, se recolhendo para dentro de seu próprio mundo depois disso. Jungkook não atrapalharia as reflexões que talvez o amigo estivesse precisando fazer, então apenas deu de ombros e voltou a focar no desenho da desconhecida que tomava cada vez mais forma de um retrato extremamente detalhado.
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  Hoseok fazia alguns movimentos improvisados num canto da piscina, o speaker tocando algumas músicas aleatórias e animadas. O rapaz havia acordado cedo para ensaiar, já que uma pontada extrema de ansiedade o havia despertado quase de madrugada, pontada essa que se acentuava quando ele pensava nos ensaios. Hobi se sentia estranhamente ansioso quando pensava no concurso, nos ensaios e mais ainda quando se lembrava de que devia ir falar com %Holly% sobre sua proposta de fazer um dueto na dança.
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  Aquela era uma sensação quase estranha para Jung. A dança era uma das coisas que ele mais tinha certeza em sua vida e mesmo que estivesse esperando muito por aquele concurso, não havia real razão para o quase ataque de ansiedade que estava sentindo desde que havia aberto os olhos. Embora não visse sentido no sentimento, decidiu que faria o que fosse possível para diminuir a angústia que a ansiedade trazia. Então foi ensaiar ainda mais arduamente e estava mantendo o corpo em movimento, o que ajudava. Ele também precisava falar logo com %Holly%, talvez se desfazendo de todos os afazeres daquela sua lista, a ansiedade passasse enfim.
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  — Hyung, vamos ter ensaio amanhã? — Jimin perguntou finalmente quando Hoseok deu uma pausa e se encostou na parede da piscina para descansar.
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  — Claro! — respondeu sorrindo, a ansiedade se transformando em empolgação. — Espero conseguir falar logo com %Holly% e que ela aceite participar do concurso. 
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  Jimin assentiu.
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  — Mesmo que ela não possa participar, a sua coreografia é muito boa, hyung.
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  Hobi sorriu largamente para o amigo e fez uma dancinha boba em comemoração.
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  — O que será que houve com o Jin hyung? — Jimin perguntou olhando ao redor, como se esperasse que o mais velho surgisse magicamente entre eles. — Ele não é de ignorar as nossas mensagens.
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  Hobi apenas deu de ombros, embora também estranhasse a atitude do mais velho dos amigos, ele não tinha ideia do que poderia ter acontecido. Haviam se falado no chat em grupo no dia anterior e nada parecia fora do lugar.
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  — Talvez ele não esteja tendo um bom dia, só isso… 
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  Jimin concordou com o melhor amigo, mas permaneceu com a expressão e o sentimento de preocupação.
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  Jin se sentia despedaçado, as imagens do acidente de %Julie% ainda estavam em sua mente, frescas e atormentadoras. Ele queria poder vê-la mais uma vez, ter certeza de que estava tudo bem, mas se quisesse evitar que aquelas imagens em sua mente se tornassem algo real, ele não podia se dar ao luxo de entrar na vida de %Julie% novamente. 
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  Pensar aquilo fez seu peito apertar e uma angústia enorme se fez presente. Jin não se lembrava de em algum momento de sua longa existência já ter se sentido daquela forma. Mesmo quando seus irmãos, Senhores do Universo, começaram a desaparecer um a um, a dor e sofrimento não se comparavam ao que estava sentindo agora. %Julie% havia feito parte de sua vida como Kim Seokjin por um breve momento, e talvez tenha sido aquela brevidade que tivesse tornado tudo tão mais profundo. Ele teve tempo de começar a gostar da companhia da moça, mas não de poder aproveitar aquilo. Agora, ele só podia se agarrar ao pensamento de que sem ele, ao menos %Julie% estaria viva.
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  Jin ficou deitado em sua cama questionando sua existência e sentindo pena de si mesmo durante todo o dia, queria poder fechar os olhos e dormir pelo resto da eternidade, mas sua mente não conseguia parar de chamar mais pensamentos e lembranças o puxando para uma espiral da qual ele não conseguia sair. Era quase fim de tarde quando ele finalmente se levantou e pegou as chaves de seu carro, as roupas, ainda as mesmas que havia usado para o “encontro de verdade” com %Julie%. Seokjin não se deu ao trabalho de se trocar. Ele só queria dar uma volta e desligar a mente por alguns instantes.
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  Dirigiu e deu voltas e mais voltas pela cidade, tentando não pensar muito, se focando no caminho que fazia e prestando atenção a cada mínimo movimento que precisava fazer para dirigir. Pensou que tudo estava correndo bem, até perceber onde havia ido parar… A linha de trem onde havia encontrado o caderno de %Julie%. Jin se xingou mentalmente ao perceber, e estava pronto para sair dali quando a tentação e curiosidade acabaram por ser mais fortes. O rapaz desceu do carro e foi até o local perto dos trilhos, não demorou muito até avistar o caderno roxo ali. O Senhor do Universo se abaixou e pegou o objeto com cuidado, o folheando lentamente. Nada havia mudado. As mesmas histórias das quais ele se lembrava, e a sua favorita, sobre o Senhor do Tempo, estavam ali.
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  Pensando por vários segundos, Jin decidiu que ficaria com aquele caderno. E que %Julie% talvez nunca mais o visse naquela vida. Mas ao menos ele teria uma parte dela ali. Para todo o resto de sua existência.
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  Hobi conversava com Jimin, os dois haviam ficado um pouco para trás no clube desativado apenas para ficarem um pouco mais jogando conversa fora. Aquele dia havia começado de uma forma um tanto estranha… Não pelos acontecimentos em si, mas pela sensação que parecia estar acompanhando todos os componentes daquele grupo de amigos. Para Hoseok não chegava a ser realmente angustiante, mas havia a sensação de que algo não estava em seu devido lugar, embora ele não tivesse a menor ideia do que poderia ser aquele algo. Ele riu de alguma coisa que Jimin havia dito quando percebeu um pedaço de papel esquecido no chão. Por reflexo, Hobi pegou o pequeno retângulo e se espantou quando percebeu o que era.
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  — Ah, Taehyung perdeu a foto dele — murmurou balançando a cabeça, mas um tanto preocupado. Aquela imagem era quase como um amuleto para o amigo que precisaria estar muito transtornado para não perceber que o havia deixado para trás.
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  Jimin se aproximou para olhar melhor, já que nunca tinha tido a chance de ver em mais detalhes a famosa foto que Kim Taehyung guardava sempre consigo.
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  — Ele era só um bebê aqui, mas parecia tão feliz… — Murmurou o mais novo deixando um sorriso triste surgir em seus lábios.
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  — Eu vou atrás dele para devolver, não faz muito tempo que ele saiu do clube… — Hoseok disse pensativo, mas já pegando suas coisas e rumando em direção à saída.
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  — Gostaria de ir junto, mas minha avó está me esperando hoje, prometi ajudá-la com algumas coisas em casa. — Jimin explicou um pouco chateado em deixar o melhor amigo sozinho naquela missão.
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  — Não se preocupe, Jimin-ah, vá ajudar a halmeoni, cuido do Taehyung. — Hobi sorriu e os dois caminharam para fora do clube, se separando na rua, cada um seguindo seu caminho.
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  Não fazia mais de cinco minutos que Tae havia deixado o local de encontro do grupo, talvez Hoseok conseguisse encontrá-lo antes do amigo chegar em casa. Hobi acabou caminhando boa parte do caminho a passos apressados com o incômodo sentimento de que algo muito importante dependia disso; embora estivesse tentando racionalizar, ele não via o que poderia lhe causar ansiedade naquele instante, então simplesmente decidiu se guiar pela intuição e apenas encontrar o amigo o mais rápido possível, a foto devidamente guardada em uma das partições de sua carteira no bolso da calça.
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  Quando chegou ao complexo de prédios em que Taehyung morava, ele simplesmente adentrou o local e foi com pressa subindo os lances de escada de três em três degraus até chegar ao andar em que o amigo morava com a irmã e o cunhado. Ao chegar à porta do pequeno apartamento, estava pronto para tocar a campainha quando ouviu gritos vindos de lá de dentro. Mal raciocinou, quando percebeu, já estava dentro do lugar a tempo de ver Andy desferindo um soco contra o queixo de Taehyung que cambaleou para perto da irmã, que estava encolhida em um canto.
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  Hoseok pensava o que deveria fazer naquela situação quando viu a mão do amigo pegar uma das garrafas espalhadas pelo chão do quarto em que estava. A atenção de Andy estava completamente voltada para %Nayeon% para perceber o que estava acontecendo, mas Hobi, por um instante, pensou ter tido um vislumbre do futuro se não fizesse alguma coisa naquele momento… E era tanto sangue.
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  Mais agindo por impulso do que qualquer outra coisa, Hoseok irrompeu pela porta do quarto escancarada a tempo de segurar o braço de Kim Taehyung que segurava uma garrafa quebrada e afiada, pronta para causar um grande estrago.
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  Nota: Esse primeiro semestre de 2022 foi um CAOS para essa autora que vos escreve HAHAHHA
  Eu espero conseguir terminar de escrever essa primeira parte de Chaos antes de as aulas da faculdade voltarem, a esperança é a última que morre, então, quem sabe, não é mesmo?

  Estou pretendendo dividir Chaos em duas partes para eu conseguir manter o gás e a animação de escrever e continuar uma história. Também tô planejando escrever um "depois do final" pra podermos explorar um pouco melhor o romance de cada casal da história E também quero tentar escrever uma prequel - não sei se daria para se colocar como prequel porque a linha do tempo nessa história é bagunçada kkkk - explicando quem são os Senhores do Universo e tal.

  ME DESEJEM SORTE.

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