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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chaos

Escrita porLelen
Editada por Lelen

🛈

ATENÇÃO! Essa história pode conter gatilhos. Se você está em um momento sensível, talvez essa não seja a leitura ideal.


Capítulo 18

Tempo estimado de leitura: 20 minutos

  15 de Outubro

  Jin encarava o celular em dúvida. Estava fora de casa para terminar alguns trabalhos como fotógrafo, mas agora que estava em frente ao café da Sexta Avenida — que havia virado praticamente uma segunda casa —, seus pensamentos voaram para cerca de duas semanas atrás quando os amigos do trabalho de %Julie% haviam surgido para investigar o “encontro” da moça. “Você devia levá-la a um encontro de verdade” foi o que uma das amigas de %Julie% havia dito, e desde aquele dia aquilo ficou martelando em sua mente. Será que ele devia?
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  Ficou por vários segundos encarando a foto do perfil de %Julie% tentando pensar se devia mandar uma mensagem a ela. Ou talvez fosse mais polido se ligasse, afinal, era um convite para um encontro… Seokjin parou de súbito quando percebeu a forma como estava pensando, ele inconscientemente havia decidido que devia chamá-la para um encontro. Com um suspiro um tanto nervoso, abriu a janela de sua conversa com %Julie% e começou a digitar, e depois de vários minutos escrevendo e apagando o que deveria enviar, levou um pequeno susto com uma mensagem da própria %Julie% pipocando no chat, o que o fez se confundir e apertar o botão de envio.
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  “Você tem planos para hoje?” era a mensagem dela.
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  “Eu sei que isso é meio repentino, mas eu queria saber se você gostaria de s…” foi a frase que ele acabou por enviar sem querer.
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  “Se eu gostaria de quê?” %Julie% perguntou mandando um emoji de dúvida logo em seguida.
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  Jin encarou aquela conversa que havia se iniciado de forma desastrosa e pensava seriamente em simplesmente dizer que havia enviado a mensagem por engano, mas a verdade era que ele mesmo estava ansioso por aquele “encontro de verdade”.
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  “Jin?” a moça enviou depois dos longos segundos sem resposta.
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  Ele estava pronto para começar a digitar novamente quando a tela de chamada de vídeo tomou lugar em seu celular, o que definitivamente o deixou confuso, já que %Julie% não costumava usar aquele tipo de ligação. Deslizou o botão para atender de qualquer forma.
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  De algum modo, Seokjin não se surpreendeu quando percebeu uma algazarra do outro lado da ligação. A câmera do celular de %Julie% não estava focada em ninguém em especial, mas a gritaria era bastante audível.
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  — Parem com isso! Desliga! — Ele reconheceu a voz de %Julie% num tom quase desesperado. 
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  — Ele definitivamente vai te chamar para sair! — Uma outra voz feminina exclamou.
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  — Para, devolve meu celular! — resmungou novamente e depois de a imagem ficar fora de foco, o rosto da moça finalmente apareceu. Ela tinha a expressão sem graça, os olhos levemente arregalados e a boca entreaberta. — Oi, Jin… — Sorriu amarelo, lançando discretamente um olhar torto para alguém atrás do celular.
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  Seokjin sorriu e ficou alguns segundos observando aquela moça peculiar.
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  — Então… — Ele saiu do transe ao ouvi-la falar novamente. — Será que você tem planos para…
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  — Espera, espera. — Jin pediu rindo um pouco nervoso. — Deixa eu fazer isso direito. — Murmurou, vendo os olhos de %Julie% se arregalar um pouco mais. — Eu estava pronto para desistir disso quando você me ligou.
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  — Meus amigos te ligaram…  — Ela murmurou baixinho, ficando ainda mais sem graça.
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  — Eu imaginei. — Seokjin disse soltando um risinho divertido. — Mas já que estamos nos falando, então… — De repente, o rapaz se sentiu inseguro. E se ela não quisesse sair com ele? E se talvez ele estivesse entendendo tudo errado? Respirou fundo, não seria educado voltar atrás por um motivo bobo. — Você gostaria de ir a um encontro comigo? Um encontro de verdade? — soltou de uma vez, falando a frase tão rápido que não tinha certeza se %Julie% havia entendido. A imagem da garota parecia ter congelado e o silêncio reinou por alguns longos segundos. — %Julie%? — chamou, a ansiedade por uma resposta o atacando.
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  — Eu… — A moça conseguiu dizer antes de gargalhar, deixando Seokjin completamente confuso. Aquilo era um não? Ou talvez fosse um sim? 
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  Depois de alguns segundos de gargalhadas sem motivo e mais alguns segundos com %Julie% se recompondo, ela finalmente conseguiu dizer:
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  — Eu estava tentando te chamar para sair também quando te mandei a mensagem. — Explicou, o vestígio de riso ainda em seu rosto. — Mas você e meus amigos foram mais rápidos… — Ela pressionou os lábios um contra o outro, parecendo segurar o riso novamente.
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  Seokjin deu risada, daquela vez, de alívio.
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  — Então eu posso considerar isso como um sim? — perguntou, o sorriso se alargando.
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  — Obviamente, senhor Kim! — %Julie% concordou rindo, e logo uma explosão de vozes pôde ser ouvida comemorando onde ela estava.
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  — Ótimo, posso ir te buscar?
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  — Por que não nos encontramos no nosso café? — ouvi-la chamando aquele lugar de “nosso” fez alguma coisa se aquecer no peito de Jin. — E então podemos continuar com nossos planos a partir daí.
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  — Perfeito. — Ele respondeu. — Te espero às sete, podemos jantar.
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  — Jantar vai ser ótimo. — %Julie% sorriu corando levemente de repente. — Eu preciso desligar, meu chefe tá vindo! — exclamou e encerrou a ligação antes mesmo que ele pudesse responder qualquer coisa.
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  Seokjin riu sozinho. Ele pensava se para os humanos era algo normal se sentir daquela forma por alguém em tão pouco tempo como estava acontecendo consigo. Jin tinha uma certeza enorme de que aquela moça miúda e radiante, com ideias mirabolantes para os personagens que criava para suas histórias, já era parte importante de sua vida.
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  Ele estava pronto para seguir seu caminho quando viu a notícia destaque em um jornal: o repentino eclipse solar que havia ocorrido na tarde anterior. Os especialistas pareciam confusos segundo a notícia, já que não havia previsão alguma do fenômeno para qualquer dia daquele ano no país. Seokjin não havia ficado sabendo do ocorrido até aquele momento porque nos últimos dias ele estava se sentindo muito mais cansado do que o habitual, tendo que dormir por muito mais tempo do que qualquer humano acharia saudável ou possível. Um eclipse solar não previsto. Talvez ele devesse ficar alerta. E talvez ele devesse ter levado aquilo como um sinal, assim como a leve dor de cabeça que começava a surgir.
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  Hoseok encarava os frascos que continham suas mais novas companhias: remédios para o sono, ansiedade e depressão. Se encarando no espelho quase não se reconhecia mais. Antes, os olhos que o encaravam de volta pelo reflexo eram brilhantes e animados, agora, estavam opacos e sem vida. Sua expressão também não se assemelhava em nada com o Hoseok de pouco mais de um mês antes, aquela pessoa que o encarava naquele instante parecia extremamente cansada e sem a menor alegria. Hobi tentou forçar um sorriso para si mesmo, tentando melhorar a aparência, tentando ficar um pouco mais parecido com o seu “antes”, mas tudo que conseguiu foi uma careta estranha.
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  Ele suspirou pegando os três frascos da prateleira do banheiro e caminhou quase se arrastando de volta para o seu quarto. Jung Hoseok estava se sentindo vazio e apesar de o tratamento com o psiquiatra já estar acontecendo há quase um mês, ele não via qualquer efeito se fazendo presente, pelo contrário… A cada dia o aperto no peito que se intercalava com o vazio de sentimentos parecia mais forte. Às vezes parecia que até dificultava a respiração… Mas os sentimentos e sensações nem eram a pior parte, o pior do pior mesmo estava na sua cabeça. Nos pensamentos que ele não conseguia controlar, aqueles que diziam que ele era um lixo. Que não servia nem para ajudar o pai a ganhar dinheiro e nem para correr atrás dos próprios sonhos, como o que tinha de se tornar um dançarino profissional, ou quem sabe trabalhar em algum ramo da música. Naquele exato instante, Hoseok não tinha uma perspectiva de futuro algum. Tudo parecia escuro demais quando ele tentava olhar pra frente.
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  Os pensamentos em sua cabeça eram definitivamente a pior parte de tudo. E ele só queria que aquelas coisas parassem. Não pensou duas vezes antes de pegar o frasco de calmante que o ajudava a dormir nas últimas semanas e encher a mão com uma quantidade considerável de comprimidos. Ficou encarando os remédios em sua mão com uma estranha sensação de que logo alguém chegaria e o repreenderia pelo que estava prestes a fazer, mas àquela hora, quase fim de tarde, ninguém estava em casa. Enfiou todos os comprimidos na boca e engoliu rapidamente com a ajuda da água que tinha em uma garrafa plástica que encontrou no quarto. Dormir, muitas vezes, era a única forma que havia para Hobi de calar seus pensamentos. E ele queria muito fazer com que seu cérebro se calasse. E então, ele esperou.
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  Jimin encarava a banheira se enchendo de água quente. Ele esperava que aquilo o ajudasse a se sentir um pouco melhor, mas já fazia quase um mês que ele estava à espera da melhora. A tristeza profunda agora era sua companhia rotineira, mas apesar disso, não era algo com o qual ele pudesse se acostumar. Jimin sentia que não tinha mais um motivo para ser feliz. Não havia nada que o alegrasse durante os dias e também nada que o fizesse querer dormir durante as noites, já que seu sono normalmente estava repleto de pesadelos terríveis e quando acordava, ele se sentia ainda mais cansado do que quando havia ido tentar dormir.
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  Assim que a banheira se encheu, ele fechou a torneira e se preparou para o banho. Na verdade, ele só queria sentir que fisicamente estava relaxado e a água quente costumava ajudar. Depois de se despir, Jimin se afundou com cuidado na banheira. Ficou encarando a água lutando para que a mente não começasse a viajar por caminhos complicados demais. Park Jimin estava extremamente cansado mentalmente e aquilo se refletia no físico. 
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  Enquanto deixava seu corpo deslizar, afundando cada vez mais na água, Jimin teve a leve impressão de ter ouvido o barulho de um bater baixo e leve em vidro, mas ignorou completamente, já que fazia algum tempo que parecia que não podia mais confiar na própria mente. Ela vivia lhe pregando peças, fazendo-o ter a impressão de ter visto algo que não estava lá ou ouvindo barulhos que não tinham acontecido. Talvez ele estivesse ficando louco de vez. Riu sem o menor humor.
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  Ergueu os braços e os encarou. As linhas finas e ainda um pouco avermelhadas dos cortes eram bem visíveis. Ele não queria morrer, só queria se livrar daquele sofrimento profundo e poderoso que sentia constantemente. A dor física o distraía da dor emocional, e lidar com o físico era muito mais fácil do que tentar entender por que ele estava se sentindo daquela forma.
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  Jimin queria poder afogar suas dores e mágoas naquelas águas quentes, queria poder se livrar de toda aquela negatividade como se livrava da sujeira. Com esse pensamento, ele afundou completamente seu corpo na banheira, forçando-se a ficar imerso sob as águas. É claro que o barulho de batidas no vidro - inexistente - aumentou consideravelmente antes dele afundar a cabeça completamente. Talvez fosse alguma parte sã de sua mente tentando evitar que algum desastre acontecesse...
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  Mais de uma hora havia passado desde que Hobi ingeriu os remédios e esperou por um sono que não veio. Na verdade, ele se sentia elétrico, como se tivesse tomado dezenas de litros de energéticos ao invés de calmantes. Então decidiu sair de casa. Talvez uma caminhada o ajudasse a se livrar daquela sensação incômoda e inquietante. 
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  A agonia interior tomou conta de Hoseok. Ele sentia que não conseguia lidar mais com aqueles sentimentos. Mal percebeu quando começou a correr pelas ruas mais vazias da cidade, correu com toda a força que lhe restava, correu até sentir o fôlego se esvair e os pulmões queimarem. E quando parou finalmente, se deixou cair de joelhos sobre o concreto da calçada, um grito de aflição e desespero sendo proferido com o pouco do fôlego que tinha conseguido recuperar naquela pausa. Gritou até a falta de ar se fazer presente e as forças acabarem. Sentiu o corpo ficar entorpecido e pesado e a mente voou para longe antes mesmo que conseguisse sentir o rosto atingindo o chão.
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  Jin se encarava no espelho enquanto decidia qual roupa usar. Ele estava se sentindo um típico adolescente de filmes de comédia romântica em dúvida do que vestir para agradar seu par. Deveria usar uma roupa mais formal? Talvez algo mais casual para não destoar tanto do dia-a-dia e as coisas ficarem um pouco estranhas? No final, acabou optando por uma camisa, um blazer e calças sociais quando decidiu que levaria %Julie% ao seu restaurante favorito com o melhor cardápio de frutos do mar - obviamente haviam outras opções no menu, mas o lugar era o seu favorito por aquele detalhe em particular - quando finalmente terminou de se arrumar, deu mais uma olhada rápida no espelho e sorriu satisfeito. Estava pronto.
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  O rapaz pegou a carteira, o celular, as chaves do carro e o discreto ramalhete de flores que havia comprado naquela tarde, antes de sair da casa e fechar a porta atrás de si. Ele tinha um sorriso enorme no rosto, mesmo que não percebesse. A alegria e a sensação de “estar dando um passo” naquele relacionamento o deixava empolgado e o sentimento era bom. Seokjin cantarolou junto do rádio por quase todo o caminho até o ponto de encontro dos dois, vez ou outra parando quando a pontada de dor de cabeça se fazia presente novamente, agora, acompanhada da sensação de que algo poderia estar errado. Mas aquele Kim Seokjin decidiu ignorar a sensação agourenta. Aquele era um dia feliz e especial, afinal. Nada podia estragar o grande momento.
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  Jin encontrou um lugar para parar na rua perto do café da Sexta Avenida. Saiu do carro para esperar a chegada de %Julie% em frente ao lugar, já que há poucos minutos ela havia avisado que estava perto do ponto de encontro. Ele havia ficado em dúvida se deveria entregar as flores assim que a encontrasse ou mais tarde, dentro do carro. Acabou optando por levar o buquê junto, como se fazia nos filmes humanos. 
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  A avenida estava calma e com pouco movimento apesar do horário, por isso foi fácil ver %Julie% chegando do outro lado da rua, acenando com empolgação em sua direção quando seus olhos o encontraram. A moça usava um vestido simples acinturado combinado com um cardigã e uma sandália baixa nos pés. Seokjin sorriu largamente quando a viu saltitar e parar no meio-fio enquanto olhava para os lados, se certificando de que nenhum carro vinha. O coração do rapaz acelerou, faltava pouco para aquele “encontro de verdade” finalmente iniciar e pensar naquilo o deixava ansioso. %Julie% estava quase no meio do caminho atravessando a avenida quando uma luz forte e uma buzina furiosa e apressada se fizeram presentes. Jin teve tempo de olhar na direção do carro que havia surgido de repente em alta velocidade e não parecia ter a menor intenção de diminuir, o veículo ia diretamente na direção de %Julie%… O sorriso nos lábios de Kim Seokjin se apagou no mesmo instante em que o carro colidiu com o corpo da garota. Ela foi jogada a metros de distância enquanto o carro continuava seu trajeto, como que numa fuga alucinada.
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  Jin largou as flores que segurava e correu até o corpo inerte de %Julie%. Não havia sangue e, apenas olhando, não parecia que as coisas eram tão sérias. Mas qualquer um que tivesse assistido à cena saberia que aquela garota não estava nada bem. O Senhor do Universo refreou o impulso de tocá-la quando um estranho se aproximou com o celular a postos, conversando com alguém.
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  — Não toque nela! — ele alertou, a expressão preocupada. — Temos que esperar os paramédicos chegarem. Podemos agravar a situação. — Explicou.
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  Jin apenas balançou a cabeça, um tanto em choque, e mesmo com o alerta do estranho, ele tocou de leve numa das mãos de %Julie%. Estava fria e aquilo o apavorou internamente. Quase que de forma automática ele tirou o blazer que vestia e cobriu o corpo pequeno estirado no chão. Embora ele não fizesse a menor ideia dos procedimentos com vítimas de atropelamento, esperava que pudesse deixar %Julie% o mais confortável possível.
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  Mais alguns minutos e a ambulância chegou, um pouco depois da polícia que começou a pegar os depoimentos das pessoas que acabaram por se aglomerar ao redor da cena do acidente. Jin não pôde acompanhar %Julie% na ambulância, mas seguiu o veículo para o hospital mais próximo na mesma alta velocidade, sem se importar com polícia ou multas. No hospital, dizer que ele era o namorado da garota acidentada havia sido a mentira mais fácil que um dia já havia contado, a palavra simplesmente deslizou de sua boca de forma natural. O tempo se arrastou na sala de espera e logo os três amigos do trabalho de %Julie% apareceram lá para lhe fazer companhia, Jenna era um dos números de emergência gravados no celular da moça.
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  Quando finalmente Jin se sentou, um tanto afastado do grupo de amigos, ele sentiu toda a verdade do ocorrido lhe dando um murro bem dado na boca do estômago. Ainda estava desacreditado. Em um momento os dois estavam felizes e sorrindo um para o outro, no segundo seguinte, %Julie% estava imóvel, lutando pela vida. Lutando pela vida. E se ela não conseguisse? E se a vida dela chegasse ao fim naquela noite? O desespero bateu e antes mesmo de qualquer notícia que o médico cirurgião tivesse para dar sobre %Julie%, Jin havia decidido. Aquilo não podia acontecer.
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  — Merda… — Resmungou para si mesmo quando a decisão foi tomada.
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  — Senhor Kim… — Stacey murmurou se aproximando de onde ele estava sentado.
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  “Eu sinto muito” foi a frase dita por ambos.
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  — Foi um acidente. — A mulher deu de ombros se recostando na cadeira dura e fria de plástico da sala de espera onde estavam. — Ela estava muito animada com essa noite. — Disse com um sorriso tristonho nos lábios. — Você se tornou alguém muito especial e querido para a minha %Jules%…
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  Ouvir aquelas palavras fez o coração de Jin doer.
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  — Ela vai sair dessa e vocês vão poder ter esse encontro. — Stacey soltou dando um tapinha reconfortante no ombro de Seokjin e tentando sorrir.
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  Mais alguns minutos se passaram até que um enfermeiro veio dar notícias sobre %Julie%. O impacto em alta velocidade havia causado hemorragias internas na moça, além de ossos quebrados e da grande bagunça interna que o corpo dela havia virado. A equipe médica havia conseguido parar os sangramentos, mas o estado de %Julie% era delicado…
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  Jin queria poder vê-la uma última vez antes de seguir com sua decisão, mas ao mesmo tempo tinha medo de que olhar para ela pudesse fazê-lo querer desistir, ao menos por algum tempo, até saber o futuro de sua vida de forma mais definitiva. Não, ele não podia correr o risco de esperar. Aquele acidente havia sido culpa dele. Se ao menos nunca tivessem se conhecido, %Julie% nunca estaria naquela avenida, naquele exato horário para ser atropelada de forma tão fria e horrível. Por mais que doesse, quase de forma irracional, ele tinha que fazer aquilo. Tinha que mudar o que havia acontecido e ele nunca mais deveria chegar perto de %Julie%.
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  Quando estava no carro, voltando para sua casa, a ligação de Namjoon sequer o pegou de surpresa.
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  — Hobi está no hospital… — Anunciou sem muitos rodeios. — Foi encontrado desacordado na rua. Parece que ele tomou uma superdosagem dos remédios do psiquiatra. — A voz de Joon era quase cansada. —  E Jimin… — O rapaz suspirou pesadamente. — Talvez ele também estivesse tentando alguma coisa hoje… A avó dele entrou no banheiro no momento em que ele estava completamente submerso na banheira. — Informou. — Ah, cara… — Soltou, cansado demais para dizer qualquer outra coisa. — O que está acontecendo com a gente? — perguntou num tom aflito.
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  — Não se preocupe, Namjoon. — Jin murmurou. — Vai ficar tudo bem. — Disse encerrando a ligação e pisando ainda mais fundo no acelerador.
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