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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chaos

Escrita porLelen
Editada por Lelen

🛈

ATENÇÃO! Essa história pode conter gatilhos. Se você está em um momento sensível, talvez essa não seja a leitura ideal.


Capítulo 14

Tempo estimado de leitura: 24 minutos

  Jungkook saiu do apartamento de Yoongi chateado, ele detestava brigar, ainda mais com seu melhor amigo, mas aquela sensação de que o mais velho estava tomando todas as decisões erradas possíveis não saía da sua cabeça. Sabia que não era exatamente problema seu, mas ver Yoongi afogar as mágoas em bebida ou ficando obcecado por alguma coisa como compor sem dormir por vários dias seguidos só para tentar não pensar nas coisas que o incomodavam estava deixando Jungkook inquieto. Se ele podia fazer qualquer coisa para melhorar aquilo, ele faria. E se conversar não funcionasse, bem… Medidas drásticas haviam sido tomadas. 
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  Quando falar de sua preocupação não surtiu efeito maior do que uma frase debochada, JK se viu obrigado a se livrar das coisas que poderiam ser nocivas ao melhor amigo, sendo assim, ele pegou todas as garrafas de bebida alcóolica estocadas no armário da cozinha e as enfiou numa sacola de lixo. Claro que aquilo fez com que o mais velho ficasse possesso, o que acarretou na discussão que fez Jungkook praticamente ser expulso do apartamento.
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  Agora ele caminhava um tanto sem rumo pelas ruas já escuras da cidade. JK se sentia péssimo por ter discutido com Suga, mas ele precisava fazer o mais velho enxergar o que estava fazendo de sua vida!
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  — É a minha vida, Jeon. Você não tem nada a ver com isso! — lembrou de Yoongi berrando com raiva antes de expulsá-lo do apartamento.
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  Seria errado querer mostrar a alguém que existiam outras formas de lidar com problemas? Querer guiar alguém com quem se importava?
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  Os pensamentos de Jungkook estavam longe quando foi atravessar a rua, ele apenas ouviu o som da buzina e a luz do farol o cegando... Quando abriu os olhos, a luz que o cegava vinha do teto de um lugar que parecia branco até de mais, o que fazia seus olhos doerem. Ouviu a voz da mãe exclamar alguma coisa que ele não conseguiu entender muito bem, estava se sentindo zonzo e todo doído.
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  — Filho! — A voz da mãe exclamou novamente e JK sentiu a mão morna segurar na sua firmemente. — Você está me ouvindo? — Perguntou, se debruçando um pouco para encarar melhor o filho que parecia confuso.
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  — O que foi que… — Jungkook tentou dizer, mas estava se sentindo cansado demais para qualquer coisa.
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  Quando a mãe do rapaz ia começar a falar, um médico entrou no quarto falando algo e checando sinais vitais e reflexos de JK que apenas resmungou sentindo como se tivesse sido…
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  — Eu fui atropelado? — Ele perguntou de repente, fazendo menção de se sentar, mas a fraqueza que sentia era muita e ele decidiu se manter deitado.
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  — Filho, o que deu em você para atravessar a rua desatento? — O pai perguntou chegando mais perto do leito também, a expressão não era brava, mas muito preocupada.
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  — Eu… Eu só tava com muita coisa na cabeça… — Murmurou tentando fazer a voz soar mais firme.
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  — Bem, vai poder pensar nessas coisas agora com calma e sem se arriscar, rapaz. — O médico que estava anotando alguma coisa na ficha ao pé da cama murmurou. — Vai ter que ficar por aqui por alguns dias. — Anunciou e o senhor e senhora Jeon se entreolharam.
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  — É muito grave, doutor? — A mãe de JK perguntou aflita.
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  — Não se preocupe, o garoto é jovem, vai se recuperar cem por cento. — O médico disse em tom calmante. — Mas ele sofreu algumas lesões que queremos ter certeza de que são superficiais, fora a perna quebrada. — Explicou. — Ele vai ter dificuldade em andar, por isso talvez seja melhor usar cadeira de rodas para se locomover por enquanto. — A senhora Jeon, ao ouvir “cadeira de rodas” deixou uma expressão de espanto e preocupação sair pelos lábios.
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  — Cadeira de rodas?
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  — É apenas para facilitar, depois podemos ver como ele lida com muletas. Como eu disse, ele é jovem, com certeza vai se recuperar rápido.
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  Após a explicação, o médico saiu do quarto de Jungkook que tentou se ajeitar melhor em seu leito sentindo o corpo todo reclamar com o mínimo de esforço que estava fazendo. Depois de se arrumar com a ajuda da mãe, JK olhou a sua volta e parou seu olhar sobre os pais. Fazia anos que eles não ficavam no mesmo cômodo sem discutir ou se atacar verbalmente. O rapaz suspirou pesadamente e apesar de ter acabado de acordar, sentiu os olhos pesarem novamente.
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  — Descanse, filho. — Seu pai murmurou dando um tapinha leve em seu braço e logo se afastando.
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  Jungkook queria dizer alguma coisa, mas o cansaço o venceu em questão de segundos. Ele só esperava que tivesse a chance de se lembrar do que queria dizer e de poder dizer aquilo finalmente.
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  “Eu acho que te conheço de algum lugar…”

  Foi a mensagem que Jin recebeu de %Julie% à noite. O rapaz soltou um riso e ficou se perguntando se aquele seria algum tipo de cantada, mas logo ignorou o que estava pensando para poder responder.
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“Tenho certeza de que nunca nos vimos antes.”

  Respondeu e acabou recebendo um emoji pensativo.
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  Na verdade ele havia ficado surpreso em ser contatado tão rapidamente. Claro que ele havia dito todas aquelas coisas sobre manterem contato, mas não imaginava que a moça realmente fosse querer continuar a conversar. Um sorriso involuntário surgiu em seus lábios, e quando percebeu o que estava fazendo e por que, se deu tapinhas leves no rosto.
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  — Yah, Seokjin! — Exclamou balançando a cabeça como que para espantar pensamentos indesejados. — Pare de bobeira. — Murmurou suspirando.
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  Será que a falta de sono após voltar a existir estava interferindo em suas ações e emoções? Ia continuar divagando se não fosse pelo celular começar a vibrar em suas mãos indicando uma ligação.
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  — Alô? 
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  — Hyung? — Ouviu a voz de Namjoon e aquelas ligações estavam se tornando tão rotineiras de uma maneira tão sombria que Jin estava começando a ficar com medo.
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  — O que houve, Joon? — Perguntou tentando se manter calmo. 
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  — Eu só queria avisar que Jungkook está no hospital. — Namjoon murmurou fazendo Seokjin parar estático onde estava. — Parece que ele foi atropelado, mas está bem. Ele quebrou a perna e teve alguns arranhões, mas está fora de risco. — Ele continuou, percebendo a falta de reação do amigo e ficando preocupado.
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  — Que horas isso aconteceu? — Jin finalmente conseguiu dizer após o breve choque.
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  — Agora de noite. Ele estava voltando da casa do Yoongi hyung e tava desatento, mas não sei bem.
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  Jin suspirou pesadamente e massageou a base do nariz tentando manter o estresse sob controle.
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  — Nós podemos visitar?
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  — Ele ainda não está acordado. Talvez seja melhor irmos amanhã. — Joon murmurou e Jin concordou.
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  Depois de desligar, Seokjin se jogou em seu sofá e ficou encarando o nada. Será que alguma vez teria a chance de alguém ligar para ele sem ser para dar notícias ruins?
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  17 de Setembro

  Quando Jungkook abriu os olhos novamente conseguiu ouvir murmúrios exaltados ao seu redor. Ele ficou confuso por alguns segundos, mas identificou as vozes de seus pais. Brigando novamente, pensou sentindo o coração apertar de mágoa. Fechou os olhos para não ter que encarar os dois ali e, quem sabe, pegar no sono novamente, mas naquele instante ele sentia que o corpo estava completamente carregado de energia e a última coisa de que precisava era dormir. Sentiu um grande alívio quando ouviu a porta se abrir calando a pequena discussão no quarto.
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  — Senhor Jeon, hora de acordar… — Uma enfermeira murmurou tocando em seu braço suavemente para que "despertasse". JK abriu os olhos de uma forma que torceu parecer legítima e olhou para a mulher que o acordou e sorria em sua direção. — Vamos fazer alguns exames agora e logo você receberá seu café da manhã. — Informou enquanto ia em direção à porta, em seguida voltou puxando uma cadeira de rodas.
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  Jungkook sentou-se em sua cama, afastou as cobertas e com certa dificuldade moveu as pernas, sentia que estava sem forças.
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  — Ainda não está em condições de andar, senhor Jeon. — A enfermeira informou sorrindo ternamente. — Vou chamar um enfermeiro para ajudar a…
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  — Eu ajudo. — O pai de JK murmurou prontamente se postando ao lado do filho que com certo esforço conseguiu colocar as pernas para fora da cama.
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  Com o pai ajudando de um lado e a enfermeira do outro, Jungkook foi colocado na cadeira de rodas e logo estava sendo levado pelos corredores do hospital movimentado, e subindo alguns andares até a sala de exames. Coletaram sangue e fizeram tomografias, não levou mais do que meia hora até estar de volta ao seu quarto.
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  Não foi surpresa alguma ouvir novamente a exaltação dos pais antes de sua chegada. A enfermeira — Martha, como se apresentou antes — propôs colocá-lo de volta à cama, mas ele pediu para que o deixassem ficar na cadeira, estava cansado demais de ficar deitado.
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  Alguns minutos após Martha sair, levaram o café da manhã e JK estava feliz em poder se concentrar em fazer alguma coisa quando sentiu o clima no quarto de hospital ficar irritantemente estranho. O silêncio de seus pais era pesado e não durou por muito tempo.
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  Sua mãe retrucou alguma coisa de forma acusadora a seu pai, que irritado rebateu grosseiro e então a discussão reiniciou. Já fazia tanto tempo que os dois viviam aquela vida que Jungkook havia aprendido a não processar as palavras que um dizia para o outro, eram nocivas demais e se prestasse atenção ficaria mais magoado. Mas ele não conseguia ignorar completamente as brigas. Seus ouvidos captavam os tons irritados e alterados e a cacofonia ainda era capaz de perturbá-lo. Irritado e cansado, JK soltou o garfo de forma estrondosa sobre o prato que fez um barulho audível.
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  — Parem! — Exclamou girando a cadeira de roda de forma um pouco atrapalhada, já que não tinha familiaridade com ela. — Só parem! Eu tô cansado de ouvir vocês dois brigando o dia inteiro, se acusando e gritando um com o outro! — Gritou sentindo a raiva e frustração transbordando em seu peito. Com dificuldade, tanto por não estar acostumado quanto pela fraqueza do acidente, JK virou-se para a porta que estava entreaberta e começou a sair do quarto.
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  — Filho…
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  — Me deixem em paz! — Retrucou sentindo os olhos ardendo. Com o máximo de força que dispunha, saiu em velocidade pelo corredor de quartos, conseguindo ouvir um "Jungkook" sendo exclamado ao longe. Ele se encaminhou para o elevador que estava aberto com pressa e as portas já estavam fechando quando uma mão se colocou entre elas atrasando o fechamento.
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  Uma garota magra e um tanto pálida adentrou o cubículo junto de JK, que um pouco desconfortável e frustrado ajeitou a cadeira de rodas mais para o canto. O silêncio reinou por alguns instantes, o rapaz tentando acalmar suas emoções, a respiração alterada, quando a garota pigarreou de leve e mesmo contra a vontade ele olhou em sua direção. Ela o encarava com o olhar cheio de curiosidade e parecia querer falar alguma coisa, mas hesitava. A porta do elevador se abriu alguns andares abaixo do que tinham entrado e JK decidiu sair por ali mesmo, ignorando a moça e sem muita paciência.
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  — ChronosAce? — Ele ouviu uma voz perguntar hesitante, o que o fez parar e virar a cabeça para olhar a garota que caminhou para fora do elevador empurrando o suporte de remédios e soro intravenoso consigo. — Você é o ChronosAce, não é? — Perguntou de forma mais direta quando finalmente alcançou o rapaz.
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  Jungkook encarou a moça que estava vestida com camiseta e calças largas e que eram o uniforme de pacientes do lugar, ele tinha certeza de que não conhecia ela.
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  — Quem é você? — JK perguntou desconfiado, mas viu um sorriso surgir nos lábios da estranha.
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  — Olá, ChronosAce, sou MissEVE. — Ela estendeu a mão num cumprimento e Jungkook ficou encarando aquele rosto de forma descrente. MissEVE? Como podia ser possível? — Sabe, é educado apertar a mão de alguém em circunstâncias assim. — A garota murmurou sem mudar de posição. Jungkook aceitou o cumprimento, mas sua expressão permanecia num misto de abobado e confuso.
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  — Como é que…
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  — Eu ouvi a mulher no corredor chamar você de Jungkook. — A garota por trás de MissEVE explicou. — E eu tenho quase certeza de que não existem muitos Jungkooks nos Estados Unidos. — Ela sorriu. — Então pensei que talvez você de fato fosse o meu amigo ChronosAce.
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  Jungkook ficou ali encarando a garota por alguns instantes sem reação. Quais eram as chances? Ele viu o sorriso da garota se alargar e então ela se direcionou até um banco disposto perto do elevador do qual haviam acabado de sair. Ela tinha a aparência cansada e JK se perguntava o que teria acontecido. Ele a acompanhou, parando a cadeira de rodas ao seu lado.
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  — Então você é mesmo a MissEVE… — Murmurou ele mais para si mesmo do que para a garota. 
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  — Sou %Chloe%. — Se apresentou revelando pela primeira vez sua verdadeira identidade. — Nem de longe um nome tão diferente quanto o seu. — Completou, o sorriso permanecendo em seus lábios por todo aquele tempo. — E então, Chronos, quais são as novidades do mundo online? — Perguntou se acomodando melhor no banco enquanto se virava para JK.
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  O rapaz coçou a nuca ainda um pouco desconcertado com o encontro tão inusitado com sua amiga de games, mas logo se viu sorrindo de leve quando a analisou um pouco melhor. Ela não era nada parecida com a pessoa que ele havia desenhado em sua cabeça, mas todo o seu jeito e a personalidade eram exatamente iguais ao que ela se mostrava com seu avatar.
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  — Você continua sendo a primeira do ranking geral. — Informou e %Chloe% gargalhou.
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  — Eu me esforcei muito para chegar lá, então fico feliz de receber essa notícia. 
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  Depois disso, os dois ficaram imersos em um silêncio que para Jungkook era um tanto incômodo, mas não parecia tão ruim assim para a garota ao seu lado. Ele estava curioso para saber o que havia acontecido com ela, mas não achava que era muito educado de sua parte ficar questionando, por mais que tivessem se falado milhares de vezes online, era a primeira vez que conversavam cara a cara, e por mais que %Chloe% fosse exatamente como MissEVE, para JK parecia que eram pessoas distintas agora que podia associar um rosto de verdade à amiga.
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  — Eu estou com um quadro horrível de gastrite há mais de uma semana. — %Chloe% explicou e Jungkook se pegou pensando se a garota podia ler pensamentos. Ela gargalhou novamente. — Você ficou me olhando com essa cara de quem quer saber, mas não perguntar, então imaginei que fosse isso. — Sorriu. 
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  — Ah… — JK sorriu sem graça e coçou a nuca.
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  — E você, o que houve? 
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  — Desatenção ao atravessar a rua. — Murmurou dando de ombros, não muito orgulhoso com a constatação.
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  %Chloe% assentiu com a cabeça e voltou a observar as coisas ao seu redor. Ela parecia uma pessoa com “alma leve”, feliz e aquilo fez o rapaz sorrir um pouco. Finalmente tinha conhecido MissEVE, a sensação era quase de idolatria. Esperava que pudessem ter a oportunidade de conversarem mais vezes pessoalmente.
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  — Acho que é melhor voltarmos para nossos quartos. — %Chloe% murmurou se levantando. — Bem, pelo menos é melhor eu voltar para o meu quarto. Está quase na hora da troca de medicamentos. — Soltou desanimada. — Mas espero que vá me visitar, estou no quarto 712 do corredor. — Informou sorrindo novamente. 
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  — Claro. — JK murmurou um pouco desconcertado. — E você também pode me visitar. — Disse se sentindo um pouco bobo por dizer aquilo. — Quarto 716. 
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  %Chloe% sorriu mais largamente e entrou no elevador que indicava que estava subindo, acenando animadamente enquanto as portas se fechavam.
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  Jungkook ficou ali, parado, ainda processando o fato de ter encontrado sua melhor amiga de RPG online numa circunstância tão inusitada. Quais eram as chances daquele encontro acontecer da forma que havia acontecido?
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  Quando Jungkook voltou a seu quarto era perto da hora do almoço. Seus pais tinham colocado pelo menos metade dos enfermeiros de seu andar para procurá-lo, o que o fez se sentir um pouco culpado pelos profissionais que tiveram de parar seus afazeres para obedecer a ordem de uma família rica e caprichosa. 
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  — Eu quero que vocês dois me deixem sozinho. — O rapaz murmurou quando abriu a porta e percebeu seus pais caminhando de um lado para o outro em seu quarto e vez ou outra resmungando alguma coisa ao outro.
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  — Jungkook. — O senhor Jeon murmurou se aproximando, mas JK desviou o olhar.
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  — Eu tô cansado. E tenho certeza de que esse ambiente não deveria ser tão estressante. — O rapaz murmurou sem voltar o olhar para seus progenitores.
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  — Filho, podemos revezar e…
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  — Não. Vocês dois podem ir embora. — Retrucou. Sentiu que o pai estava prestes a trovejar uma bronca quando Martha abriu a porta avisando que era hora de JK ser medicado. — Por favor. — Ele finalmente olhou para seus pais com o olhar sério, ressentido, porém decidido.
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  Jungkook viu a mãe acenar com a cabeça e sem mais delongas, puxou o marido consigo que resmungava e lançou um olhar severo em direção ao rapaz. A enfermeira observou toda a movimentação, mas pareceu preferir ficar calada sobre o assunto, o que deixou JK feliz, não queria ter que ficar explicando toda a situação para desconhecidos.
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  — Trarão o seu almoço daqui alguns minutos. — Martha sorriu e deixou o quarto.
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  Jungkook soltou um suspiro alto e depois ficou indo e voltando com a cadeira de rodas, queria poder correr e chutar alguma coisa para poder se desfazer de toda aquela energia acumulada e das sensações negativas. Um enfermeiro o ajudou a voltar à cama e JK se viu agradecido, já que depois de alguns minutos, todo o estresse baixou e ele sentiu o corpo ficar cansado.
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  Em poucos minutos seu almoço chegou e ele ficou um pouco desanimado com o menu. Apesar de comer verduras e vegetais e todas aquelas coisas que dizem ser saudáveis, ele não fazia tanta questão assim, e também, a comida parecia um pouco insossa ao seu paladar. Estava terminando de comer, com muito custo, a última garfada da refeição quando ouviu uma batida leve na porta e logo ela se escancarou.
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  — Jungkook! — Hoseok entrou no quarto exclamando, logo levando um leve tapa no braço e vários “shhhh” puderam ser ouvidos, o que fez o rapaz se encolher. — Desculpe. — Murmurou arregalando os olhos.
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  — Pessoal! — JK sorriu deixando a bandeja do almoço de lado e ao mesmo tempo parecendo surpreso ao ver os seis amigos se enfiando furtivamente no quarto. Claro que tão furtivamente quanto um grupo de seis jovens rapazes poderia ser em um hospital. — O que estão fazendo aqui? E como conseguiram entrar todos juntos? 
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  — Namjoon ligou para a sua mãe para saber o número do seu quarto. — Jimin respondeu sorrindo animado.
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  — E Jin hyung ficou de conversa com a enfermeira que estava querendo nos proibir de entrar. — Hobi completou apontando para Seokjin que fazia pose fingindo se vangloriar.
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  — Yah, Jeon Jungkook, o que foi que aconteceu com você? — O mais velho do grupo parou de brincadeiras e perguntou num tom sério, a expressão se modificando também.
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  JK desviou o olhar e então começou a vasculhar a sala ligeiramente. Yoongi estava ali, parecendo um pouco desconfortável no meio de todos. E então o mais novo do grupo se lembrou da briga que haviam tido na noite anterior. Ao menos Suga estava ali.
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  — Eu só estava com coisas demais na cabeça… — Murmurou por fim.
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  — Vocês querem matar o seu hyung aqui… — Seokjin soltou colocando a mão no coração de forma teatral.
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  — Todos ficamos preocupados. — Namjoon concordou. — E Yoongi hyung ficou se culpando o tempo inteiro depois de receber a notícia… 
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  — Yah! — Suga exclamou fazendo cara feia para Joon, que riu. — Só… Me desculpe. — Disse enfim. 
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  O quarto ficou em silêncio, vários olhares encarando Yoongi um tanto espantados. Ele não era do tipo que saía por aí admitindo seus erros e pedindo desculpas, era muito raro ouvirem “me desculpe” sair da boca de Min. Claro que ele se desculpava quando estava errado, mas geralmente ele o fazia com ações, não com palavras.
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  — Eu também deveria me desculpar, hyung. — Jungkook foi o que quebrou o silêncio. — Eu não devia ter invadido o seu apartamento e simplesmente feito aquilo como se fossem minhas coisas. — Ele baixou o olhar.
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  E o cômodo caiu em silêncio novamente.
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  — Tá bom, alguém aqui quer explicar o que foi que aconteceu? — Jin perguntou, os olhos indo de Suga para JK.
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  O silêncio reinou por longos segundos, até o mais velho suspirar se dando por vencido.
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  — Certo, entendi. — Murmurou erguendo os braços, sabendo que não teria uma resposta dos amigos tão cedo.
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  Depois de mais alguns segundos de silêncio um tanto desconfortável, todos voltaram a conversar mais uma vez. Vários minutos se passaram até que, após uma explosão de gargalhadas, a enfermeira Martha adentrou o quarto ralhando com os sete e pedindo para que o grupo visitante fosse embora.
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  Yoongi ficou um pouco para trás e encarou Jungkook de forma séria enquanto se aproximava do amigo.
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  — Nunca mais faça isso. — O mais velho murmurou dando um soquinho leve e brincalhão no braço de JK.
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  Um instante se passou com os dois em silêncio evitando se olhar, até Suga soltar um suspiro e puxar Jungkook de forma desajeitada para um abraço.
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  — Eu sinto muito, hyung…
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  — Só não faça mais isso. — Yoongi se afastou bagunçando os cabelos de seu amigo que era quase como um irmão mais novo para ele.
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  JK não precisou perguntar se Suga falava sobre seu rompante de desespero ou sobre andar na rua desatento. É claro que seu hyung se referia às duas coisas. E eles sabiam. Era o que importava.
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  — Descansa, Jeon. — O mais velho disse indo em direção à porta onde Martha esperava observando os dois amigos.
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  Quando Yoongi saiu do quarto, a enfermeira entrou para colocar uma medicação junto ao soro e então olhou com ar terno para JK.
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  — Eles realmente se importam com você, garoto. — Ela sorriu parecendo satisfeita. — Você tem muita sorte de ter amigos assim. — Então saiu deixando o rapaz descansar.
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  Jungkook, mesmo tardiamente, concordou com a afirmação de Martha. Ele realmente tinha muita sorte em ter aqueles seis como amigos.
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