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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chaos

Escrita porLelen
Editada por Lelen

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ATENÇÃO! Essa história pode conter gatilhos. Se você está em um momento sensível, talvez essa não seja a leitura ideal.


Capítulo 11 • Interlúdio

Tempo estimado de leitura: 21 minutos

  Um mês havia se passado desde a noite em que várias coisas horríveis haviam acontecido com o grupo de sete amigos. Em teoria. Jin segurava sua filmadora do alto da plataforma à beira do píer no mesmo 13 de setembro ao qual havia voltado outras vezes. Viu seus amigos brincando entre si e logo voltando seus olhares para onde ele se encontrava. Todos acenaram e Seokjin acenou de volta com um leve sorriso nos lábios. Ele amava a companhia de cada um daqueles seis rapazes. 
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  Jin se aproximou da beirada da plataforma relativamente alta que dava direto ao mar. Quando fez isso, percebeu que Taehyung continuava o encarando com ar de confusão. Suspirou. Ele não queria ter que fazer aquilo, mas também não podia deixar que as coisas simplesmente ficassem da forma que estavam…
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  Com a morte de %Holly%, Hoseok e Jimin haviam sido muito afetados. Jimin teve uma terrível depressão e precisou de remédios para conseguir dormir e continuar a viver, já Hobi… Bem, Hobi se culpava pela morte da melhor amiga a todo instante e chegou a tentar o suicídio levado pela culpa.
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  Não, Jin não podia deixar que a vida de seus amigos se perdesse daquela forma. Então ele voltara até aquela data, 13 de setembro, e estava disposto a fazer o que fosse para mudar o destino do grupo. 
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  Olhou mais uma vez para o horizonte adiante e respirou fundo. Ainda com sua filmadora em mãos, deu um passo à frente em direção à beirada da plataforma, fechou os olhos e deixou seu corpo pesar para a frente e cair. Foram poucos os segundos até seu corpo entrar em contato com a água gelada do mar, mas foi o suficiente para Seokjin ter um vislumbre de todas as suas intervenções retrocedendo. Se um dia seu corpo pudesse ser encontrado, eles veriam um sorriso em seu rosto.
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  Seokjin abriu os olhos e se viu num labirinto de grades de arame e chão de concreto. O sol brilhava no céu azul e livre de nuvens. Ele tinha conseguido.
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  Em todo um conjunto de universos há o Universo dos Universos, aquele que tem o domínio absoluto do tempo-espaço. No Universo dos Universos existem os Senhores do Universo, pessoas que cuidam para que o equilíbrio de todas as existências continue sem problemas. O papel de um Senhor do Universo é não intervir em curso histórico-temporal a não ser que seja estritamente necessário, o que significa a extinção e aniquilação de uma raça. Jin havia sido um Senhor do Universo há incontáveis anos, no entanto, enquanto cuidavam para que a vida em outros mundos não se extinguisse, não haviam prestado atenção o bastante nos próprios destinos. O Universo dos Universos começou a ruir e em questão de um piscar de olhos, Jin se viu sendo o último de sua espécie. Foi então que decidiu viver em um dos universos que costumava cuidar, como um ser humano normal, obviamente apenas pela aparência.
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  Cada ser que existe em um universo possui um igual em todos os outros universos e tempos, o que os humanos hoje em dia chamam de “multiversos”. No entanto, o Universo dos Universos ficava em uma área atemporal e seus habitantes, os Senhores do Universo não possuíam iguais em qualquer outro mundo, tempo ou espaço. 
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  Jin havia entrado no grupo de amigos por acaso quando entrou para um dos universos humanos e foi parar no meio do clube desativado no qual os seis se encontravam para se divertir. Como um Senhor do Universo, ele tinha a capacidade de mudar pequenos detalhes aqui e ali sobre sua existência na mente de quem fosse necessário, e após certo tempo observando aquele grupo de garotos adolescentes, ele se viu desejando poder fazer parte daquilo. Então se colocou na mente de cada um dos garotos como sendo um deles também, um amigo de infância. Não havia manipulado nenhuma opinião sobre si, apenas colocado a lembrança de um Kim Seokjin na primeira memória que o grupo tinha juntos e a partir dali, deixou que sua suposta existência e história fossem trabalhados de acordo com a mente de cada um. Acabou que Kim Seokjin havia sido o hyung que todos adoravam e podiam contar, sua real recepção entre os agora adolescentes havia sido calorosa e ele não se lembrava de se sentir tão feliz antes.
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  Jin havia construído uma vida que possibilitasse que ele aproveitasse o seu melhor, apesar de saber que implantar memórias fosse uma trapaça, achou que era algo necessário nos momentos iniciais de sua vida humana. Arrumou um emprego na área digital trabalhando com fotos e vídeos, o que encobriria o que poderia parecer uma estranha mania de carregar uma câmera ou uma filmadora para todos os cantos.
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  Para que as coisas fiquem um pouco mais claras, os Senhores do Universo viajavam no tempo-espaço através de espelhos que possibilitava o acesso à Lugarnenhum, onde todas as linhas do tempo e universos se encontram. Se uma pessoa normal pudesse encontrar Lugarnenhum, se depararia com uma confusão de imagens aleatórias num mundo completamente tomado pelo breu, nada acima, nada abaixo ou dos lados, apenas as imagens e o completo nada. Era assim que Lugarnenhum se pareceria aos olhos de um simples humano. 
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  Mas para um Senhor do Universo, Lugarnenhum era como um grande arquivo de momentos e universos. Quando havia algo para ser corrigido em algum tempo-espaço, o Senhor do Universo responsável pegaria um holograma com um momento específico que deu origem ao problema e adentraria Lugarnenhum diretamente para aquele momento, poupando trabalho de procurar por todo Lugarnenhum.
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  Era por aquele motivo que Jin sempre registrava seus momentos com uma câmera ou filmadora. Eram as formas mais aproximadas dos hologramas dos Senhores do Universo que os humanos possuíam, e por mais que ele tivesse prometido a si mesmo que nunca mais utilizaria seu poder de Senhor do Universo, ele gostaria de estar precavido para qualquer eventualidade que pudesse ocorrer. E era por isso que sempre estava tirando fotos dos amigos e dos momentos com eles. Eram seus checkpoints da vida real.
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  E Jin nunca mais havia usado seu espelho de Senhor do Universo desde que havia chegado e se estabelecido no mundo humano. Foram anos sendo apenas Kim Seokjin, o hyung dos seis amigos que ele havia escolhido para serem como sua família. Até aquele 13 de setembro em que Taehyung havia cometido um crime. Jin não conseguia pensar numa forma de ajeitar as coisas sendo apenas humano. Ele não podia deixar que um dos seus amigos acabasse com a vida indo parar na cadeia. Por isso ele tinha voltado no tempo e quebrado a promessa que havia feito a si mesmo de não usar seu poder de Senhor do Universo. Talvez ele pudesse ter feito mais por Taehyung, mas mexer muito com o tempo-espaço poderia ser perigoso e Jin não queria arriscar demais.
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  Depois da interferência as coisas haviam corrido um pouco melhor para Taehyung e Jin estava aliviado pelo amigo ter conseguido dar um jeito de mudar seu destino… Mas então a tragédia com %Holly% aconteceu e tudo a partir dali havia degringolado. Aquele grupo de amigos eram sete, em um futuro poderiam ser mais, claro. Mas nunca menos.
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  Jin caminhou pelo labirinto em que se encontrava. Um Senhor do Universo não podia morrer. Uma bênção ou uma maldição, dependendo do ponto de vista. Todas as vezes que um Senhor do Universo deixava de existir por algum motivo, ele ia parar em Lugarnenhum e uma hora ou outra era obrigado a escolher um momento no Universo dos Universos para retornar. E era aquilo que estava acontecendo com Jin naquele instante. Seu eu humano havia morrido naquele 13 de setembro e seu eu Senhor do Universo estava agora ali em Lugarnenhum pronto para fazer uma escolha.
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  Os corredores pelos quais passava estavam cheios de fotos de momentos pelos quais Kim Seokjin havia vivido, desde os mais mundanos até os mais importantes, todos estavam retratados ali em forma de polaroides. 
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  Há uma teoria entre os humanos de que quando se morre um filme de sua vida inteira passa bem em frente aos seus olhos. Aquela era a forma de retratar esse momento da morte para um Senhor do Universo. Nem sempre Lugarnenhum se mostrava daquele jeito para todos, dependia da vida que o Senhor do Universo tivesse levado. E Seokjin já tinha visitado um telhado como aquele antes, talvez fosse o motivo para que seu Lugarnenhum tivesse se manifestado daquela forma.
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  Jin caminhou por vários instantes pelas centenas de corredores do labirinto observando cada pequena memória que estava ali, às vezes sorrindo com a lembrança que as fotos retratavam. Ficou naquele processo por um bom tempo até se deparar com um corredor sem saída onde estavam expostas as polaroides dos últimos meses. Jin olhou para cada uma das fotos e separou apenas uma. Enquanto segurava a imagem de um céu ensolarado e alegre que era a vista de sua janela no primeiro 13 de setembro que havia vivido naquele ano, ele passou os dedos sobre as outras polaroides que começaram a se incendiar ao seu toque. 
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  Nenhuma das alterações que ele havia feito poderia ser mantida. Jin tinha que deixar a vida dos amigos tomar o rumo que deveria sem intervir. Ele só poderia, como um simples humano, rezar para que eles fizessem as escolhas certas para terem uma vida longa e feliz.
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  13 de setembro

  Jin abriu os olhos dando de cara com a grande janela de seu quarto que dava para uma bela visão da rua arborizada e de várias pessoas caminhando e vivendo do lado de fora. O rapaz suspirou e voltou seu olhar para o mural de fotos que tinha na parede. Muitas imagens haviam sumido, o que significava que a primeira linha do tempo havia sido restaurada. Seokjin se sentia mentalmente exausto, poderia dormir por três dias seguidos e talvez ainda sentisse o cansaço. 
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  Ouviu o celular vibrar em cima da cama como sabia que aconteceria, mas daquela vez ele não se apressou em ir verificar do que se tratava, já sabia, mas não estava no ânimo de sair de casa naquele instante. Precisava ficar sozinho, descansar e pensar um pouco. Quando finalmente foi ler a mensagem de Namjoon, respondeu que ia ficar devendo aquele encontro, não estava se sentindo bem. 
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  Passou grande parte da manhã tentando pegar no sono, o corpo implorava por descanso, mas sua mente não parava de maquinar por um segundo sequer, o que o impediu de ter a paz que tanto precisava. Seokjin só conseguiu torcer do fundo de seu coração que os amigos fizessem as escolhas certas para suas vidas.
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  Taehyung abriu os olhos com o sol batendo em seu rosto. Estava se sentindo cansado e uma angústia tomava conta de seu ser. O rapaz pegou a foto que sempre carregava consigo de sua mãe e a encarou. Deu um pequeno sorriso tentando se animar e se sentou em seu colchão. Por alguns instantes ficou encarando o vazio, mas logo o silêncio da manhã havia sido quebrado com a voz alterada de Andy. Tae olhou para o relógio no celular, era pouco mais de oito da manhã…
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  Com um suspiro se levantou do colchão e foi pegar uma roupa qualquer para se trocar. Não queria ficar muito tempo ali ouvindo a discussão de %Nayeon% e Andy. Não que %Nayeon% fosse retrucar qualquer acusação do marido, ela nunca retrucava… Quando se pegou pensando daquela maneira o rapaz parou no meio da ação de vestir uma camiseta. Por um segundo ele sentiu uma mágoa extrema da irmã mais velha. Por que você age assim comigo? foram as palavras que ecoaram em sua mente por milésimos de segundos, mas o bastante para fazê-lo se sentir completamente confuso. O que estava havendo afinal?
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  Tentando não pensar mais na estranheza que estava tomando conta de si, terminou de se trocar e rumou para o corredor do apartamento em que vivia. Olhou rapidamente em direção à porta no final do corredor, o quarto de %Nayeon%. Ela estava entreaberta, mas Taehyung decidiu ignorar os gritos irritados de Andy e saiu do apartamento.
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  Ele não queria ter nada a ver com as discussões dos dois naquele dia.
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  Hoseok estava parado no meio da sala de ensaios se encarando no espelho, a música com a qual ensaiava continuava a tocar, mas fazia um bom tempo que ele não prestava mais atenção. O rapaz estava se sentindo estranho naquela manhã, uma sensação ruim que não queria deixá-lo desde o momento em que havia aberto os olhos. Não tinha motivo algum para se sentir daquela forma, pelo menos não de forma consciente, mas a angústia não queria ir embora.
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  Não sentia vontade de manter o ensaio naquele dia.
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  Quando Jimin chegou pouco depois do horário que costumava, Hobi decidiu fazer uma pausa no ensaio, estava errando mais do que julgava normal, o que não era bom.
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  Jimin não estava muito diferente no ânimo. Algo em seu interior parecia estar despedaçado, apesar de nenhum evento realmente importante ter ocorrido no dia anterior ou mesmo nos dias ou semanas passadas. Nenhum dos dois sabia dizer o porquê daquele sentimento tão obscuro estar se fazendo presente.
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  Ambos conversavam sobre qualquer coisa boba que pudessem distraí-los da angústia que sentiam quando seus celulares apitaram informando a chegada de uma mensagem. Era Namjoon os chamando para um encontro no velho clube desativado.
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  Jungkook carregava uma sacola com algumas bobagens de café da manhã em uma das mãos e uma bandeja com dois cafés quentes na outra. Já estava em frente ao prédio em que Yoongi morava, por algum motivo o mais novo estava se sentindo ansioso para ver o melhor amigo. Desde que saíra do cyber café naquela manhã tinha a impressão de que precisava ver Yoongi logo.
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  Subiu as escadas com pressa e abriu a porta do apartamento no quarto andar de forma quase desesperada.
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  — Jungkook? — Suga perguntou se virando de seu lugar no piano para encarar o recém-chegado.
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  — Hyung, você tá bem? — JK perguntou entrando no apartamento e fechando a porta, deixando o que trazia na mesinha de centro na sala.
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  — Ah… — Yoongi murmurou erguendo a sobrancelha confuso com o melhor amigo. Era completamente normal tê-lo entrando e saindo a qualquer horário de sua casa, mas normalmente ele não parecia tão preocupado. — Aconteceu alguma coisa? — Perguntou finalmente se levantando do banco do piano para encarar melhor o mais novo.
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  — Ah… Não… Eu só… — Jungkook não sabia como explicar o que estava sentindo, só sabia que estava por algum motivo muito preocupado com Yoongi. — Acho que eu fiquei muito tempo acordado… — Deu de ombros se sentindo um pouco bobo pela preocupação toda. Suga parecia estar bem… Ao menos de acordo com o novo padrão de bem dele.
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  Yoongi fez uma careta de mais confusão ainda, mas decidiu ignorar a estranheza de Jungkook e foi até a bandeja de café que o mesmo havia trazido se servindo de um dos copos, deu uma boa golada e se sentou no sofá. 
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  JK ainda se encontrava inquieto por algum motivo, mas tentou deixar para lá a sensação de que havia algo errado, caminhou de volta até onde o mais velho estava e se serviu do outro copo de café depois abriu o pacote de donuts que havia comprado para acompanhar a bebida.
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  — Você ficou acordado a madrugada toda de novo, não ficou? — Perguntou por fim depois de um longo minuto de silêncio.
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  — Diz o garoto que virou a noite num cyber café. — Suga devolveu fazendo JK baixar o olhar em rendição. Naquele momento não tinha moral alguma para dizer qualquer coisa sobre dormir direito para seu hyung.
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  — %Kate% vai ficar bem chateada quando souber que você voltou a ter esses hábitos.
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  Yoongi lançou um olhar não muito amigável ao mais novo à menção do nome da garota.
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  — Não tenho intenção nenhuma em deixar ela saber de qualquer coisa. — O mais velho resmungou se levantando e rumando em direção ao seu piano.
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  — Hyung…
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  — Não, Jeon. 
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  E ali se finalizou o assunto “%Kate%”.
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  Era pouco mais de dez da manhã quando seis pessoas daquele grupo de amigos se encontraram na piscina do clube desativado. A alegria que costumava encher os encontros daquele grupo parecia estar em falta. Estavam todos largados em algum ponto da piscina sem muito ânimo a tirar Namjoon que parecia ligeiramente confuso com o estado de todos.
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  — O que está havendo, pessoal? — Perguntou encarando os amigos que o encararam por alguns segundos.
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  — Hyung… — Taehyung começou a dizer, mas voltou a se calar assim que disse a primeira palavra. — Não, nada. — Deu de ombros.
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  — Eu tô me sentindo horrível… — Hoseok soltou num tom completamente desanimado que não combinava com seu espírito alegre e sorridente de sempre.
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  — Eu também… — Jimin se pronunciou no mesmo tom do amigo, sem alegria e sem energia.
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  — Aconteceu alguma coisa? — Joon perguntou preocupado, mas recebeu uma negativa dos dois que haviam falado. — E então?
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  — Não sei… Sabe quando você simplesmente acorda um dia e… — Hobi começou, mas não soube como se expressar direito.
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  — E as coisas parecem simplesmente péssimas. — Jimin completou e o amigo concordou.
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  — Sim, eu sinto como se tivesse um vazio dentro de mim.
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  — Como se não houvesse motivos para ser feliz? — Jimin olhou o melhor amigo que concordou com veemência.
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  — O que está acontecendo com vocês dois? — Namjoon perguntou erguendo a sobrancelha. 
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  Jimin e Hobi ergueram os ombros sem saber como responder. Eles mesmos não faziam ideia do que se passava. Logo Taehyung se juntou à conversa um tanto timidamente.
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  — Eu também acordei me sentindo um pouco estranho hoje… — Murmurou baixando o olhar quando se lembrou dos pensamentos que tivera em relação à %Nayeon%. 
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  — Como se tivesse alguma coisa errada mas você não soubesse o que? — Jungkook de repente surgiu para participar da conversa e Tae concordou. — Eu venho sentindo isso desde hoje cedo.
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  — Sim, eu também. 
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  Namjoon encarou os quatro amigos que pareciam mais estranhos que o normal e não soube o que dizer ou pensar. Olhou na direção de Yoongi que ao perceber o olhar, apenas deu de ombros, tampouco ele sabia o que se passava.
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  A verdade era que todos ali haviam acordado naquela manhã com um sentimento que normalmente não teriam, mas Suga sabia muito bem a que se devia essa sensação e todos os pensamentos que as acompanhavam, não precisava ser um gênio para fazer a ligação com %Kate%. Já Namjoon de vez em quando sentia aquele grande vazio e despropósito na vida quando estava cansado demais, e cansado ele estava fazia um bom tempo, então não havia com o que se preocupar, logo passaria. Namjoon pensava em como Seokjin estaria. Será que estava tão estranho quanto aqueles quatro à sua frente? Ou acharia a situação tão inesperada quanto ele?
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  Naquele mesmo instante, do outro lado da cidade, Jin se encontrava inquieto deitado em sua cama, sua mente não havia conseguido desligar desde o momento em que havia voltada a aquele 13 de setembro e aquilo o estava deixando louco.
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  Com um suspiro de derrota ele se levantou da cama e sentiu seu corpo todo protestar. Geralmente quando um Senhor do Universo “refazia” sua existência passava até uma semana dormindo para conseguir recuperar completamente a energia, mas naquele instante parecia ser algo impossível de se fazer para Jin.
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  Ele se levantou da cama e encarou seu reflexo no espelho pelo qual fazia suas viagens e um tanto sem ânimo tornou a cobrir o objeto com o lençol. Rumou até a cômoda, pegou o primeiro conjunto de roupas que viu e se trocou. Só havia uma coisa que poderia ajudar a sua mente inquieta e seria dar uma volta por aí.
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  Jin caminhou pelas ruas da cidade sem rumo tentando prestar atenção às coisas ao seu redor e não nos pensamentos que não paravam de jorrar em sua mente. Ele estava preocupado com os caminhos da vida de cada um de seus amigos e o medo de não ter feito a escolha certa ao optar pela redefinição das linhas temporais originais de suas vidas o estava corroendo por dentro. Estava com a cabeça querendo explodir de tantos pensamentos que vinham de uma vez quando parou ao lado de uma linha de trem de carga para esperar o transporte passar e poder atravessar o lugar.
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  Mal conseguia prestar atenção nas coisas que aconteciam ao seu redor quando percebeu um caderno de capa roxa caído perto da ferrovia, Jin se abaixou e o recolheu, em seguida olhando ao redor para ver se encontrava alguém, mas ele estava só ali. Estava prestes a deixar aquele caderno para lá quando resolveu folheá-lo encontrando nas primeiras páginas um telefone para contato caso o objeto fosse perdido.
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  Com um suspiro o rapaz guardou o caderno no bolso interno de seu casaco e atravessou a linha férrea.
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