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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Changing

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 16

Tempo estimado de leitura: 10 minutos

  Ela não sabia o que fazer. Estava parada à frente da casa de seu pai e seu irmão com suas malas ao lado e Emma em seu colo. Seu estômago embrulhava e dizia para ela ficar. Seu coração dizia para ela ficar. Algo dentro de si explicava que eles iriam entendê-la, afinal, seus pais sempre foram esquisitos e acreditara em coisas um tanto absurdas. Tocou sua campainha e esperou ser atendida por alguém. Ouviu os latidos de Jack. Sorri. Sentia falta do seu melhor amigo.
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  Ouve passos e então a fechadura ser destrancada. Vê o pai - num aspecto um tanto mais velho - aparecer à porta. Não conseguira não deixar as lágrimas caírem.
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  - Quem é? - o homem diz da porta a olhando curioso. - Em que posso ajudá-la?
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  - Eu... O senhor não irá acreditar se eu falar, mas... Sou eu, %Julia%.
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  Ela pode ver o pai abrir mais a porta para encará-la melhor.
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  - Não, não é minha %Julia%. Ela se foi.
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  - Eu sei, é só que... Não é assim. Se o senhor me permitir explicar... - ela dizia suplicante e o homem nada disse. Como ela pensara, ele iria ouvi-la. Começou a lhe explicar todo o problema das trocas de almas e o que ela passara. Ao terminar, o homem estava com seus olhos cheios de lágrimas e então descer lentamente os degraus frente de casa tentando caminhar o mais rápido possível em direção à garota, a abraçando forte e deixando suas emoções aflorarem e exairem.
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  %Julia% chorava nos braços do pai e Emma não entendia nada, apenas se mantinha calada e dava tapinhas na mãe e no avô, que enfim a olha sorridente:
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  - Posso? - ele aponta para a neta. %Julia% sorri e entrega para ele, que pega a garotinha no colo, que ao ver a mãe sorrir ao vê-la sendo pega pelo avô, olha curioso para o velho. - É uma beleza de menina.
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  - Sim.
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  - Uma pena não se parecer com ninguém da nossa família.
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  - Realmente.
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  - Entre, entre! - o homem pega uma das malas de mão de Emma e %Julia% pega o resto, seguindo para dentro da casa. Parte de si estava aliviada e feliz de que finalmente estava de volta. Deveria ter voltado antes.
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  - Papai... - ela o chama e o vê a encarar. - O que o senhor fez... Bom... Meu corpo...
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  O homem diminui o sorriso.
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  - Te cremamos. Você sabe, linhagem da família. Te deixamos ao lado da sua mãe... - ele parecia voltar com as lágrimas aos olhos, provavelmente estava se recordando os momentos difíceis que passara a algum tempo.
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  %Julia% concorda. Talvez seja por isso que não voltara ao seu corpo. Estava presa no corpo de Natalie, por isso ela ficara no outro corpo.
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  - Seu quarto ainda está da maneira que deixou quando saiu. Seu irmão e eu não conseguimos desmontá-lo. Parece até que sentíamos que você não tinha ido. - ele dá uma risada alegre e %Julia% o acompanha, o abraçando. - Temos que achar um berço para você.
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  - Podemos ver isso mais tarde. Onde está Liam?
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  - No mercado. Desde que você se foi, ele tem se dedicado mais ao negócio da família. - o pai diz satisfeito. - Você pode voltar para lá também, se quiser.
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  - Claro, papai. - ela sorri. - Assim que resolvermos tudo, volto a trabalhar lá.
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  - Imagino que esteja cansada. - ele diz. - Vou deixar você aqui e vou rapidinho até o mercado contar a novidade para o seu irmão e vermos o que faremos para o jantar.
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  - Não precisam se preocupar tanto. - ela sorri e ele sorri carinhoso.
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  - Você voltou para nós, %Julia%. É uma segunda chance de nós sermos uma família feliz. - ele apenas responde sorridente, saindo do quarto.
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  A garota estava tão feliz com a felicidade do pai, que sequer se lembrara da tristeza que %Zack% deveria estar sentindo agora. Sem ela, sem Emma. Olha para a filha, que mexia na bolsa da mãe e chamava pelo pai, como se ele estivesse preso lá dentro. Diminui o sorriso ao pensar que ela dificilmente iria vê-lo novamente. Suspira e deita com a filha em sua cama grudada à parede. A menina não se mexe ao ver o cansaço da mãe. Fecha seus olhinhos e adormece junto com a mesma.
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  - Ela não parece %Julia%.
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  - É porque não é o corpo dela, quando acordar, irá perceber pelo modo que ela fala.
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  - Não consigo imaginá-la como %Ju%.
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  - Ela é %Julia%, Liam.
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  - Certo. Será que ela irá demorar para acordar? E essa neném?
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  - É a filha dela?
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  - E cadê o pai?
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  - Não, Liam. A menina já estava grávida quando ela entrou no corpo.
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  - Então ela não é a mãe verdadeira?
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  - Não faça perguntas difíceis de serem respondidas. Ela se considera a mãe da menina, então é a mãe dela.
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  - Tudo bem, tudo bem.
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  %Julia% podia sentir o olhar dos dois sobre ela. Não sabia por quê, mas se sentia receosa em acordar agora que ouvira tantas indagações do irmão. Porém, Emma não pensava da mesma maneira, acordara assim que ouvira a voz dos homens e começara a balançar as mãos e pernas.
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  - Será que temos de pegá-la?
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  - Ela não está chorando. - o pai responde.
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  - Mas parece que ela quer vir para nós.
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  - Deixe-a aí.
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  - Ela está muito agitada.
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  - Filho, pare de olhar para ela então. - o pai diz impaciente e novamente se calam.
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  - Aonde iremos arranjar o berço?
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  - Podemos rodar a cidade a procura de um desses bazares de fim de ano, que vendem o berço por um preço pequeno.
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  - O senhor tem certeza de que é %Julia%?
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  - Mas que diabos, claro que tenho! Acha que eu não reconheceria a essência da minha menina?
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  - Pai, o senhor viu %Julia% em 5 garotas desde que ela se foi.
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  - É ela mesmo. - ele finaliza a conversa.
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  A garota suspira e lentamente abre os olhos, ouvindo um dos dois se mexer ansioso, provavelmente o irmão Liam. Vira o rosto, fingindo surpresa em vê-los ali. O pai com um sorriso sereno no rosto e o irmão desconfiado:
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  - Nerd? - ela murmura em sua voz rouca e rapidamente vê a expressão de Liam amolecer.
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  - Jesus, é você mesma. - ele agacha ao lado da cama. - %Ju%... - ele coloca a mão no rosto da irmã. - Te estragaram.
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  A garota finalmente abre os olhos por inteiro e rapidamente se senta:
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  - Bela maneira de me receber, Liam.
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  - Não foi pra ofender! - ele levanta os braços. - Mas olha só você! Toda arrumada e com tudo no lugar...
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  - Obrigada. - ela responde em desgosto.
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  - Tem certeza que você engravidou?
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  - Cale a boca, tá bem? - ela murmura paciente.
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  Emma engatinha até o tio, agora que finalmente a mãe havia acordado e levanta os bracinhos para que ele a pegasse. Liam olha a irmã assustado e ela sorri. Lentamente se aproxima da garotinha, a pegando no colo, fazendo-a rir e tirar seus óculos do lugar. %Julia% e Marc assistiam tudo sorridentes, o pai feliz de ter sua menina de volta.
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  %Julia% se sentia um tanto melhor agora que estava de volta, aquele peso no fundo de si, que a atrapalhava todo santo dia se fora. A saudade se esvaiu e a curiosidade já não existia mais. Voltaria à vida que planejara ter.
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  - Acho melhor ninguém saber sobre isso. Podem nos achar loucos. - o pai dizia. - Sabe como são as pessoas, nunca acreditam nos médicos, quando se mexe com essas coisas de almas...
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  - Por mim tudo bem, Liam já é considerado um louco mesmo. - %Julia% molhava a fatia de pão italiano no molho a bolonhesa da lasanha que o pai havia feito.
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  - Sabe, - Liam a olha. - A cada coisa que você fala me faz ter ainda mais certeza de que é mesmo você.
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  %Julia% e Marc riem e Liam se junta ao ver Emma dar risadas e batucar na mesa, balançando suas perninhas, animada com a alegria da nova família.
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  - Papai! - ela grita, fazendo todos diminuírem seus sorrisos. %Julia% voltara seu olhar para o prato e come calada, enquanto o pai e o irmão trocavam olhares cúmplices.
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  - Filha... O pai da criança...
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  - Ele está bem, pai. Não é uma pessoa ruim, isso é o que deve saber. - ela diz levantando o rosto para os dois, que assentem. - Ele só tem alguns problemas com algumas pessoas...
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