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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 9

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  A semana seguinte para ela fora um inferno. Todas as garotas se mantinham muito perto de si, como se já fossem melhores amigas de anos. Outras lhe enviavam cartas maldosas e até bonequinhas de vodoo com agulhas espetadas nelas e o nome de %Beatrice% na mesma. O fato era que não havia uma pessoa que não estivesse por perto por causa de %Zachary%. Até mesmo os homens da faculdade agora sabiam seu nome e jogavam charme barato para tentar conquistá-la. Alguns conseguiam chamar sua atenção devido ao estilo; poderiam ser bons modelos para suas roupas masculinas; entretanto, toda vez que se dopava com a situação de estar sendo paquerada, se lembrava de %Zack% dizendo que a queria apenas para ele. Fazia parte do trato e ela iria cumpri-lo. Apesar de tudo, o pouco de dignidade que lhe sobrara, valorizava.
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  Era sexta-feira quando todas as garotas que deveriam estar fora arrumando uma programação para a noite ou o final de semana inteiro, estavam no corredor do dormitório feminino da universidade. %Beatrice% se aproximava de seu quarto se esquivando de todas, algumas a reconhecendo e lhes mandando olhares desagradáveis, outras cochichando entre si falando mal da garota que todos diziam ser "a francesa que conquistou %Lieberman%". Durante a semana que se passara, todos sabiam que %Beatrice% e %Zack% eram mais do que um casal benefício. Era assim que as pessoas adotavam os casais que estavam juntos para transar. A novidade de %Zack% tê-la chamado para ir viver em sua casa logo fora assunto não só na universidade, como na cidade toda. Quarta-feira, a mãe dele visitara %Beatrice% durante uma aula de confecção e criação para que as duas pudessem se conhecer; aquilo fez com que o fogo da notícia se espalhasse ainda mais, já que a surpresa de verem que %Lieberman% estava levando tudo aquilo muito sério não era uma brincadeira ou apenas fogo. Obviamente, %Beatrice% não gostara nada da situação, pois vira diversas garotas chorando e outras a acusando de acabar com suas vidas, o próprio exagero.
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  Assim que chegou à porta de seu quarto, verificou novamente o número, pois se encontrava escancarada e com colega de quarto de %Beatrice% sentada à porta, chorando nos braços das amigas. Ao olhar para dentro do quarto, %Beatrice% pode ver todas suas coisas reviradas, suas roupas e desenhos rasgados em minúsculos pedaços e uma pichação em vermelho escrito: "Não se meta com %Zachary% %Lieberman%".
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  - ISSO FOI TUDO CULPA SUA! - a colega de quarto disse aos berros para a garota que estava parada assustada olhando para seus desenhos que passou fazendo durante todo o mês, jogados ao chão em pedacinhos, como se fosse lixo em época eleitoral. Ouvia a garota berrar em seu ouvido e apontar para ela, mas não lhe deu atenção. Todas as suas roupas e sapatos destruídos. Todas as suas coisas. Sentou-se na cadeira, única coisa inteira no quarto e olhou para os papéis em pedaços espalhados por todos os lados. Seus desenhos. Sua vida.
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  Responsáveis da universidade chegavam e tentavam acalmar a garota, dizendo que reembolsariam as duas, mas ao contrário da colega de quarto, %Beatrice% não prestava atenção em nada. Ninguém traria de volta suas ideias maravilhosas que tivera para uma coleção perfeita de inverno. O número de pessoas aumentou ainda mais quando %Zack% chegou com uma expressão preocupada e adentrou ao quarto, vendo a situação e a pichação. Ele provavelmente havia sido chamado por algum responsável, já que toda aquela bagunça fora por causa dele. De quebra, a mãe e um dos irmãos mais velhos do caso adentraram junto, causando ainda mais tumulto, também por parte dos funcionários.
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   %Beatrice% ficou fora de órbita até sentir a mão de %Zack% depositar em seu joelho. Ao levantar o olhar para ele, pôde ver a surpresa no rosto do homem, que se inclinou para trás ao ver a expressão triste de %Beatrice%. Aquilo não era esperado. Nunca pensaria em ver aquela expressão estampada em seu rosto.
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  - O que foi? - ela diz, não rancorosa, mas exausta.
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  - Vim te ajudar. - respondeu, calmo.
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  - Isso é uma surpresa. - ela pega uma das folhas picadas, tentando descobrir qual desenho era aquele e se um dia conseguiria fazer algo assim novamente. - Destruiram tudo.
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  - Eu sei. - ele a responde. - Vão te reembolsar. - ela assente. - Posso te dar tudo de volta.
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  - Desculpe, mas acho que você não conseguiria imaginar metade dos meus desenhos. - sua voz sai abafada pela mão que tampava a boca, pelo fato dela ter apoiado o queixo na mão e o cotovelo no joelho. Viu o filho do prefeito considerar sua resposta; sabia que vinha outra pela frente, já que ele sempre insistia em dar a última palavra em um diálogo com ela.
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  - Posso te dar inspiração. - ele vê os olhos de %Beatrice% se virar para si, séria. Sabia exatamente o que ela estava pensando: - Eu não penso apenas em sexo, sabia? - sussurra de modo que apenas ela ouviria. Achou que ela soltaria uma risada por ele estar brincando; não se surpreendeu quando a viu se mexer, exausta, demonstrando não ter achado nada engraçado a brincadeira em um momento tão tenso.
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  - Eu acho melhor você me deixar em paz. - ela finalmente se endireita e então se levanta. %Zack% então se levantou junto para acompanhá-la.
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  - Isso não foi minha culpa. - apontou para a pichação na parede.
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  - Indiretamente, sim, foi sua culpa. Olha, você pode ter qualquer garota que você quer. Eu só não estou mais afim, ok? - e lhe dá as costas, mas ele a segura em seu braço e a vira para ele:
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  - Você está me dando um fora?
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  - Eu te dou foras desde o início, se você não percebeu. - sua voz era fria. %Zack% solta uma risada em deboche e faz um sinal para a mãe, que pediu por privacidade, fechando a porta do quarto e deixando os dois sozinhos lá dentro.
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  - Não sei se você sabe, mas da mesma maneira que eu posso te ajudar, eu posso acabar com esse seu sonho ridículo.
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  - Pouco me importo. - ela o encara sério, o fazendo ficar sério. - Estou cansada de lidar com pessoas como você que acham que podem você, %Zachary% %Lieberman%, eu não me importaria de ceder. Mas você é visado demais, e não sei se percebeu, mas eu não gosto de estar 'na boca do povo'. Isso é o que acontece quando estou na boca do povo. - aponta para o seu redor. - Você, garoto mimado, está sempre seguro pelos seus seguranças, seus advogados. Devo lhe lembrar, %Lieberman%, que eu sou uma estrangeira, e caso você não saiba, é difícil um estrangeiro ficar muito tempo nos Estados Unidos, quanto mais pagar por um advogado.
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   %Zack% se manteve calado. Não estava acreditando que ela estava dando um fora apenas porque ele era o que todas as garotas queriam de seus namorados. O pior de tudo não era o fora que ele estava recebendo... Era o fato de que ele não queria parar de vê-la. Talvez estivesse acostumado com a ideia de tê-la só para ele. Ou talvez ele quisesse finalmente alguém fixa com ele. Não sabia o que estava acontecendo e não sabia se era bom ou ruim.
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  Colocou as mãos nos bolsos, pensativo. Não sabia o que era melhor fazer. Olhou para %Beatrice%, que ainda o encarava, séria. A viu suspirar e se virar, na esperança de achar alguma coisa intacta.
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  - Você está exausta, não está raciocinando direito. - ele insiste.
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  Ela volta a se virar para ele:
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  - Sim, eu estou exausta, mas isso não é uma desculpa para me distanciar de você. Eu não quero...
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  - Eu sei o que você quer, mas deixe eu dizer uma coisa: Você não vai conseguir. - ele diz rudemente. - Aqui no mundo real as coisas são assim, %Beatrice%. Você não pode simplesmente achar que está fazendo o melhor para você. Você precisa de contatos. Muito esforço nunca é o suficiente se você não é influente na sociedade. As pessoas apenas fazem pelas outras quando sabem que irão receber algo em troca. Eu estou te oferecendo isso por praticamente nada.
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  - Desculpe se eu tenho dignidade, %Zachary%. - ela responde friamente. Ele estava certo, ela sabia disso, mas estava cansada dele a tratando como se ela fosse seu brinquedo. Estava cansada dela achar que ele realmente poderia fazer algo por si, mas demorar séculos e ela ter de sofrer duras consequências como a desta noite. As coisas poderiam ser da maneira que ele quisesse, desde que ele a respeitasse, o que não acontecia exatamente.
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  Voltaram a se calar. %Beatrice% pegou sua bolsa de couro gasta e colocou-a no ombro. Aproximou-se de %Zack%, que levantou a cabeça para encará-la ao vê-la chegar mais perto e a ouviu dizer:
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  - Eu sei o que eu quero, %Zachary%. E eu vou conseguir. Com ou sem você e sua influência estupenda.
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  E sem dizer nem uma palavra a mais, se retirou do quarto sem menção em olhar para trás.
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