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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 4

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  Abriu seus olhos e logo os fechou devido à intensa claridade instantânea que bateu em cima neles. Cobriu-se até a cabeça e respirou fundo, juntando coragem para, aos poucos, abrir os olhos. Demorou cerca de dez minutos para que estivesse acostumada com a luminosidade. Retirou a coberta de cima de sua cabeça e olhou para os dois lados; parou o olhar no dia limpo que pairava no lado externo da casa: céu azul, típico do verão californiano, o som das ondas quebrando, alguns gritos de crianças longe. Levantou-se e seguiu para o banheiro, onde retirou a roupa do dia anterior e tomou um rápido banho. Não demorou muito a sair e colocar um leve vestido de algodão rosa claro e uma rasteirinha. Ousou dar mais uma espiada pela janela e mordeu o lábio, controlando sua ansiedade de por os pés na areia. Pegou seu caderno e seus lápis de desenho e seguiu para o primeiro andar, onde não encontrou %Zack% em nenhum lugar. Provavelmente estava dormindo ainda e isso era ótimo. Não queria tê-lo ao seu lado enquanto tentava pensar em um novo modelito.
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  Assim que colocou os pés no lado de fora da casa, pode ver uma mediana mesa com um enorme pano branco o cobrindo, recheado de frutas e pratos prontos de café da manhã. Comeu as frutas e tomou o suco, observando melhor a paisagem agora que o sol brilhava no alto; a praia, que tinha conexão com a casa, por ser privada, possuía uma areia branca e fina. As crianças, provavelmente filhas dos donos das casas vizinhas, brincavam animadas, enquanto era possível visualizar babás e seguranças ao longe com cachorros e suas focinheiras, sentados obedientes na grama por não poderem pisar na praia. Por entre uma mansão e outra, havia um imenso jardim com grama verde e coqueiros. Se não fosse um condomínio, %Beatrice% estranharia as casas não possuírem muros para escondê-las dos bandidos. Duvidava que algum dia ali entrou algum fora da lei. Para um prefeito de uma grande cidade possuir casa ali e a praia não haver nada mais senão moradores com suas babás e/ou seguranças, era bastante claro que o nível econômico do lugar não era pequeno.
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  Assim que finalizou o café da manhã, fez o mesmo caminho que fizera na madrugada anterior com o dono da casa. Havia pessoas aquela hora se divertindo e aproveitando que o sol não estava forte para se esparramarem na areia e pegar um bronzeado. Madames com os corpos muito morenos e os biquínis com detalhes em dourado, trajando chapéus enormes e óculos de sol maiores que seus rostos. O corpo brilhava com o protetor solar; %Beatrice% não pôde evitar sentir inveja da cor do bronzeado. Em Paris, ou as mulheres eram brancas ou negras. Nunca tonificadas, principalmente porque o sol francês não era nada mais que um enfeite, já que sequer esquentava direito. Desceu as dezenas de degraus que levava da área da piscina até a praia, passando por uma pequena guarita eletrônica que era controlada pela equipe de segurança da casa. Para passar ali, era necessário ser conhecido de %Zack% e, principalmente, possuir permissão de andar pela propriedade. Era claro que depois da noite anterior, os seguranças não ousariam deixa-la sair ou entrar a hora que quisessem; se havia alguém que poderia ter visualizado a cena de sexo na praia, eram o turno noturno da segurança. Procurou não se importar com a ideia, afinal, ela concordara em dar seu corpo em troca do lugar. Olhando para a praia a poucos passos de seus pés, não sentiu nenhum arrependimento.
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  Uma leve brisa passou por seu corpo, levando seus cabelos. Assim que viu a areia branca, completamente diferente das areias pedrosas que visitou na França, não pode evitar retirar seu calçado e continuar a caminhada na areia descalça. Seguiu para um canto da praia onde estava mais vazio e se sentou em um tronco de árvore que tinha propositalmente por ali. Mais uma vez sentiu a brisa, agora trazendo com ela o cheiro de maresia, bem salgada. Encarou a vista e viu no mar, jovens de sua idade se divertirem em seus jet-skis ou praticando algum esporte aquático. Ao longe, podia ver o farol ativo que protegia a praia onde estava e pequenos barcos policiais fazendo a ronda.
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  Na beira do mar, bem no raso, visualizou duas crianças cavando com suas pás de plástico um buraco que já os fazia desaparecer pela metade. %Beatrice% sorriu ao vê-los brincarem juntos, desejando ter tido uma infância assim quando era pequena. Observando os dois, logo teve um breve insight de conjunto de saia de seda acetinada amarela com uma blusinha discreta branca colada ao corpo e seu colete de renda verde musgo claro. O conjunto, podendo ser utilizado tanto com salto baixo, alto ou até tênis; sabia que não poderia deixar de agradar diversas mulheres no mundo. A saia não era comprida demais, mas não passava dos joelhos. O corte triangular era inovador e a renda fazia com que o romancismo chegasse ao look, tornando-o absurdamente feminino. Com um sorriso nos lábios, fez o primeiro risco em seu caderno. Como adorava a praia, sempre a inspirava.
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  Não sabia quanto tempo ficara ali. Sentiu o sol esquentar e então finalmente esfriar. A brisa de refrescância agora começava a lhe fazer estremecer ao frio e o dia já não estava tão claro quanto antes. Ouviu a barriga roncar, mas não lhe deu muita atenção. Apenas para quando se afastou do caderno e viu o modelito pronto. Sorriu. Precisava de uma cor. Mas isso ela poderia fazer dentro de casa. Olhou ao redor e já não havia muita gente no local. Algumas crianças jogando bola num canto, um casal se divertindo com um cachorro e uma família se aproximando com seu iate. Se levantou e caminhou de volta para casa, onde viu as luzes acesas.
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  — Onde estava? — Ouviu a voz de %Zack% assim que adentrou à sala.
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  — Na praia — se limitou a dizer e subiu para seu quarto. Olhou para a porta do banheiro e pensou em tomar um banho para tirar a areia do corpo. Desistiu ao ver seu estojo de cores. Queria terminar aquele desenho enquanto o modelo estava fresco em sua cabeça.
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  Sentou-se na cadeira do quarto e ligou a luz para enxergar melhor. Pegou a cor aquarela e o branco cintilante para a saia. Passou-se alguns minutos e ela sentiu duas mãos em sua barriga e os lábios de %Zack% no dorso de seu pescoço. Fechou os olhos: Não poderia ser mais tarde?
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  — Estou finalizando as cores — ela murmurou enquanto o sentia colocar a mão por debaixo de seu vestido.
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  — Pois então pare — ele disse com os lábios ainda tocando sua pele.
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  — Não posso, irá fugir de minha mente e irei perder o trabalho que tive o dia inteiro.
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   %Zack% parou de beijá-la e olhou para o desenho, entediado.
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  — Eu não gostei. — Voltou a beijá-la.
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  — Não faz mal, ele não foi feito para você. — Ela o afastou. — Se importa?
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  — Claro que me importo. Deixei-lhe em paz o dia inteiro, agora é a vez de me dar atenção.
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  — Te dei atenção demais noite passada. — A voz de %Beatrice% saiu mais irritada.
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  — Não fez mais o que deveria. Ande, pare com isso. — Ele retirou os lápis de suas mãos e virou sua cadeira para ele, encostando seus lábios nos dela e a afogando em sua saliva.
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  — Eu não quero agora, %Zack%. — Ela o afastou e ele a puxou para si, afundando sua mão em baixo da roupa da garota.
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  — Não me importo se você quer ou não, eu quero.
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  — Ótimo, arranje alguém que também queira.
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  — Por quê? Tenho você bem aqui. — Ousou abrir um sorriso malicioso enquanto a viu tentar se desvencilhar, em vão, de seus braços.
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  — Olha, se for para você me atrapalhar toda hora que eu quiser trabalhar, é melhor eu voltar para a faculdade! — %Beatrice% o empurrou bruscamente e se levantou nervosa. %Zack% a olhou surpreso.
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  — Nós fizemos um acordo...
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  — Sim — ela o cortou. — Eu viria aqui satisfazer a sua necessidade e você me deixaria em paz para fazer o meu trabalho. Eu estou cumprindo minha parte, você não.
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  — Você nunca quis transar comigo, não é?
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  — Claro que não, por que eu iria querer transar com um cara que transa com todo mundo?
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   %Zack% deu uma risada.
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  — Você é mesmo única. — Ele se levantou e caminhou até ela. — Peça rara, gosto disso.
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  — É mesmo? Então cuide com carinho, senão irá perder. — Ela abriu a porta de seu quarto.
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