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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 30

Tempo estimado de leitura: 20 minutos

  No dia seguinte, %Zachary% acordou antes do que esperava. Olhou para o relógio e viu que eram onze e meia da manhã. Virou o rosto à procura de %Beatrice%, mas não a encontrou ao seu lado. Sentou-se, ainda um pouco sonolento e se obrigando a abrir seus olhos por inteiro. O sol estava forte no lado de fora. Ouviu o barulho do chuveiro ligado e supôs que fosse ela. Encostou-se no encosto da cama e lá ficou pensativo até ver %Beatrice% sair do banheiro enrolada em uma toalha branca.
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  - Vai sair? - perguntou.
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  Ela o encarou antes de entrar em seu closet, incerta sobre falar ou não. Decidiu ser sincera:
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  - Aurelian vai embora hoje. – seu tom de voz soou como se nada do que tivesse acontecido no dia anterior, tivesse de fato acontecido. %Zachary% levantou uma de suas sobrancelhas e então se levantou, saindo do quarto.
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  Tomou um rápido banho e colocou uma jeans, seguido de uma camisa, que ficara com os botões de cima sem serem abotoados. Assim que desceu, pode ver o olhar surpreso de %Beatrice% enquanto comia seu pão amanteigado preparado pelas empregadas que estavam surpresas em vê-la fora de seu quarto.
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  - Vou com você. – ele disse, depois de agradecer a cozinheira pelas suas frutas. Ela o encarou, séria. – Quero garantir que você volte.
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  - Eu não...
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  - Nada do que você falar irá mudar minha opinião, portanto, não perca seu tempo. - ele disse, abrindo o jornal, como fazia todas as manhãs e lendo o conteúdo que lhe interessava, como a sessão de política.
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  O resto do café da manhã passou no mudo. Apenas o som dos talheres e a virada de página do jornal. As cozinheiras desligavam a rádio quando %Zachary% entrava na cozinha. Depois de meia hora, ele enfim se levantou, sendo seguido por %Beatrice%. Caminharam até o carro, enquanto ela mascava um chiclete de menta. Olhou para a garota, que estava vestida com uma saia de cós alta florida e uma leve blusa regata branca, acompanhada de um blaser em tom rosê. Abriu um leve sorriso e entrou no lado do motorista, enquanto ela entrava no passageiro.
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  Seguiram calados até o hotel, mas Aurelian já havia feito seu check out havia uma hora. %Zachary% pode ver no rosto de %Beatrice%, a decepção. Ouviu o celular vibrar e, antes de atender, olhou para os dois lados para saber se havia algum policial por perto. Assim que se certificou de que não infringiria nenhuma lei perto de um oficial, atendeu a chamada de Joe Bull.
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  - %Lieberman%.
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  - Está feito.
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  - Com sucesso?
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  - Cem por cento.
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  - Cornelius irá acertar com você. - e desligou sem dizer mais nada. Pôs um sorriso nos lábios e caminhou até dentro do carro, onde %Beatrice% já o esperava, observando a paisagem do lado de fora do carro sem interesse. - Está na hora de você seguir em frente. – quebrou o silêncio depois de dar partida no carro e sair da entrada do hotel.
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  Ela virou o rosto para saber se ele estava falando com ela. Ao ver que sim, suspirou e voltou a encarar a vista:
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  - É o que estou fazendo desde que pisei neste país.
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  - Parece ainda apegada ao passado.
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  - Isso já é um problema meu.
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   %Zachary% não conseguia deixar de sorrir. Mesmo com a personalidade de %Beatrice% voltando a ser o que era antes, ele gostava mais desta %Beatrice% do que a sensível que encontrou na noite passada. Gostava da %Beatrice% de atitude, não a que se escondia em seu quarto. Admitia gostar de sofrer em suas mãos e, principalmente, de provoca-la e ser provocado.
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  - O que quer fazer? – ele perguntou, dirigindo pelas avenidas da cidade.
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  Ela levantou os ombros, mostrando que para ela tanto fazia.
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  - O que quiser. – respondeu. %Zachary% soltou uma alta risada e disse:
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  - Você não gosta de transar de dia. – olhou de relance para a estilista a ponto de vê-la revirar os olhos.
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  - Ótimo, me leve para fazer compras então. - ela diz nervosa, o fazendo rir com mais vontade e virar à primeira esquerda.
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  Ao entrar na rua, encontrou-a interditada por policiais, paramédicos e pessoas em expressões curiosas e preocupadas. Os policiais pararam o carro de %Zachary%; um deles se aproximou com seus óculos de sol e sorriu ao ver o filho do prefeito:
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  - Desculpe, senhor %Lieberman%, terá de dar a volta pela Summerset. – o oficial apontou para o lado, onde o trânsito parecia estar intenso.
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  - Muito grave? - %Zachary% apontou com a cabeça para o acidente.
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  - Feio. Um carro perdeu o controle e colidiu com um caminhão de consolers que ia para o porto. - o oficial olhou para o acidente com uma careta.
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  - Os passageiros passam bem? - %Zachary% demonstrou preocupação, como sempre fazia com todas as pessoas que via em sua frente. Era parte do papel dele, parte da fama que ele tinha. O policial suspirou e balança a cabeça em negação.
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  - Não conseguiu sobreviver, foi bem feio, senhor %Lieberman%. E o pior é que parece que ele não é daqui dos Estados Unidos, havia o passaporte e passagens de embarque hoje para Paris em sua mala de mão.
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   %Zachary% desfez a expressão falsa para uma real. Olhou para %Beatrice%, que tinha seus olhos arregalados e a boca aberta, a atenção inteira direcionada para o policial. Observou-a voltar a olhar para o local do acidente e, antes que pudesse impedi-la de fazer algo, ela mesma destravou a tranca do carro e saiu rapidamente, correndo em direção à ambulância, que ainda não havia posto o corpo coberto pelo tecido escuro dentro do carro. Os oficiais e bombeiros estavam tão ocupados que sequer perceberam a garota indo em direção ao corpo da vítima.
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  Olhou para os lados e viu que a mala de mão estava posta ao lado da maca; em cima da mesma, o passaporte da pessoa. Com agilidade, pegou o documento antes de ser impedida por algum oficial e o abriu. Suas pernas falharam e se não fosse por %Zachary% estar atrás dela, estaria no chão. A foto de Aurelian estava estampada na página número dois de seu passaporte, seu nome e identificação na página três. Os olhos arregalados se recusavam a piscar, tamanha surpresa. Quando o fez, lágrimas desceram do rosto de %Beatrice% sem ela perceber.
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  - Senhor %Lieberman%...
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  - Ela conhece a vítima. - %Zachary% levantou a mão, a expressão séria para o oficial, que se intimidou e, com respeito, se afastou dos dois.
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   %Beatrice% abriu o zíper do saco que estava envolto em Aurelian e viu o rosto coberto com cortes e hematomas do homem que ela amou. Suas mãos e lábios tremiam. Não esperava nunca por isso. Em sua mente, Aurelian era imortal, já que sempre aparentou ser tão forte. A segurança em suas atitudes fazia pensar que ele sabia exatamente o que fazia, e melhor, sabia como cuidar de sua própria vida. Achava que depois de hoje estaria livre de Aurelian, suas chantagens e pedidos de retorno, mas ela não imaginava que estaria livre dele para sempre. O fato era desesperador.
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  Mais uma perda. Mais um companheiro para sua mãe. Como a vida é injusta. Seria um carma? Seria errado %Beatrice% amar alguém? Seria uma fatalidade ser amada por ela?
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  Depositou um beijo na testa de Aurelian e murmurou palavras em francês que %Zachary% não pode ouvir e não gostaria também. Em seus murmúrios, agradeceu por tudo, pediu que encontrasse com suas irmãs e sua mãe e que cuidassem delas como fez consigo. Mesmo fazendo-a sofrer de amor, as três compreenderiam que Aurelien foi um bom anjo em sua vida, mesmo sendo um anjo caído. Fechou o zíper e olhou para %Lieberman%, que olhava sério para o corpo do francês.
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  - Vamos embora. - ela disse, se afastando do corpo. %Zachary% a acompanhou calado e informou o oficial, antes de entrar no carro, que enviaria as informações sobre quem entrar em contato em Paris.
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  Assim como no caminho de ida, o silêncio da volta fora ainda pior. %Beatrice% nada dizia e %Zachary%, menos ainda. Chegando em casa, %Zack% pensou se foi certo voltarem para casa, ao invés de levá-la às compras. A viu sair de casa sem os sapatos, provavelmente indo caminhar na praia. Suspirou e ligou para Joe Bull e Cornelius.
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  Assim que o agente e o ex-contratado chegaram, %Zachary% se trancou em seu escritório na companhia dos dois.
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  - Eu disse para fazer na estrada! - ele dizia nervoso, andando de um lado para o outro. – Estávamos no centro da cidade! No centro! Rodeado de pessoas! – mexia no cabelo, enervado. - Não era para ela ter visto. – murmurou mais para si do que para os outros dois que ouviam calados.
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  - Senhor %Lieberman%, quando alteramos a engenharia de um carro, não é possível sabermos quando ou onde o carro irá bater. - Joe diz calmo. %Zachary% olhou para o homem com raiva nos olhos, mas nada retrucou. O homem estava certo, ele não tinha como prever lugar e hora que o carro ia sair desgovernado.
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  - Fui até a polícia entregar as informações que o senhor pediu sobre os contatos, eles disseram que %Beatrice% terá de dar um depoimento por ser uma conhecida dele aqui na América.
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   %Zachary% o encara bruscamente, a expressão ainda pior que a anterior.
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  - Ela está sendo acusada?
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  - Não exatamente. Pelo menos não foi o indício. - Cornelius era facilmente comparado a um robô; com os cabelos castanhos cortados perfeitamente e o terno que parecia ter nascido grudado ao corpo, não demonstrava expressão nenhuma e sempre fez tudo o que %Lieberman% mandou, fosse legal ou ilegal.
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  - Há alguma suspeita de homicídio? - %Zachary% o encarou.
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  - Por enquanto não. Eles vão verificar no histórico do carro, quando foi a última vez que ele fora posto em revisão. A empresa que alugou o carro para Blanc irá cuidar disso. A família dele provavelmente irá querer processar a empresa. Estarei acompanhando o caso e qualquer risco, darei um jeito.
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   %Zachary% concordou com a cabeça. As coisas saíram um pouco de seu controle, mas tudo parecia estar andando de acordo com seu plano. Olhou para o lado externo da casa, onde estava localizada a praia. %Beatrice% provavelmente ainda estava caminhando, pensando em sua história com o falecido.
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  - Seja o que for, não quero ela na polícia. Nem muito menos que eles tentem entrar em contato com ela ou qualquer pessoa da família. - aponta para Cornelius, que concorda com a cabeça. Olha para Bull: - É melhor você ir embora.
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  - Sim senhor. - ele se levanta. - Ah, estarei indo para Porto Rico passar uma temporada por lá, muitos trabalhos ultimamente, minha família acha que estou por lá, no caso da polícia desconfiar que fui eu. Qualquer coisa...
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  - Sim, sim, vá logo. - %Zack% balança a mão.
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  Enquanto ele ficara andando de um lado para o outro, Cornelius fazia as ligações necessárias para completar os pedidos de seu patrão. Joe Bull caminhou até a porta, e ao abrir, deu de cara com %Beatrice% o encarando séria.
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  - Ahn... Senhor %Lieberman%? - ele chamou pelo homem, que o olhou impaciente. Ao ver %Beatrice%, seu coração parou.
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  - Você o matou? - %Beatrice% perguntou, sua voz rouca, mas séria. Cornelius parou de falar ao telefone e olhou para %Zachary%.
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  O que ele poderia dizer? Olhou os olhos da garota e não gostou da posição que estava. Como poderia se explicar? Deu um passo para frente e a viu dar um para trás.
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  - %Bea%, vamos conversar...
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  - A resposta é simples. - ela o cortou com o tom de voz mais alto. - Sim ou não?
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   %Zachary% respirou fundo e colocou as mãos na cintura. Olhou para o chão e depois de um tempo, voltou a encarar a garota.
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  - Não exatamente.
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  - Você mandou matá-lo. - ela diz, raivosa.
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  - Era eu ou ele, %Beatrice%! - ele faz um movimento com a mão, fazendo com que Cornelius e Bull saíssem do escritório rapidamente.
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  - Ele não tinha a intenção de te matar! - ela quase gritou, se aproximando mais de %Lieberman%. Da última vez que havia a visto assim, foi quando ele a anunciou como sua namorada. Não gostou de vê-la tão brava consigo. Não gosto de vê-la tão longe de si. - Você o matou!
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  - Bom, não era para ele ter morrido. - %Zack% diz, tentando amenizar sua situação, mas era óbvio que não conseguiria. - Ele veio me ameaçar ontem, eu só tive que tomar uma atitude para que nem eu, nem você nos machucássemos. Eu estava nos protegendo. - ele ainda mantinha sua voz calma.
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  - Mentira. - %Beatrice% diz com a voz trêmula. - Aurelian nunca mataria ninguém, a não ser que a pessoa fizesse mal à pessoa que ele ama.
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  - Eu te tirei dele...
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  - Isso não justifica! Ele estava indo embora!
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  - Qual a garantia de que ele não voltaria?
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   %Beatrice% se calou, pega de surpresa. Balançou a cabeça em descrença. Colocou as mãos na cintura e então se retirou da sala rapidamente, subindo as escadas e batendo a porta. %Zachary% sabia muito bem qual era seu próximo passo. As ameaças feitas anteriormente estavam prestes a se realizar. Chamou pelos seguranças e ordenou que não a deixasse sair da propriedade. Seguiu até o quarto de %Beatrice% e bateu na porta. Como todas as vezes, não obteve uma resposta. Entrou sem bater mais uma vez. Viu as malas jogadas em cima da cama e caminhou até o closet, onde a viu retirando com rapidez suas roupas e as dobrando de uma maneira que não ocupasse tanto espaço na mala.
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  - Aonde pensa que vai?
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  - Embora. - ela diz séria e passa por ele, colocando a primeira leva de roupas na mala.
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  - Você não vai a lugar algum. - ele a segura quando ela voltava para o closet.
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  - Você não entende, não é? - ela o olha em seus olhos. %Zachary% se arrependeu no momento que a encarou; os olhos marejados e inundados de lágrimas que estavam lutando contra a vontade de %Beatrice% para caírem. - Eu não posso e não vou ficar na mesma casa que a pessoa que o matou. - o empurrou, se soltando de seus braços.
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  - Você disse que não o amava. - %Zachary% a encarou, sério. Ela o olhou enquanto dobrava um de seus blasers.
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  - Isso não significa que eu vá esquecer tudo o que ele fez para mim no passado. - ela responde friamente. – Ele salvou a minha vida.
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  Aquilo para %Zack% ainda era resquício de amor. Como podia uma pessoa ser tão dependente e presa ao passado? Como ela poderia se esforçar tanto em mantê-lo em sua mente, quando há outra pessoa disposta para amá-la? Soltou uma risada nasalada.
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  - E quando você vai entender que o que fiz foi por nós dois? Ele pode matar, mas eu não?
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   %Beatrice% parou de mexer com as roupas e o encarou mais uma vez. Apertou os lábios, %Zachary% tinha razão. Deixa os braços caírem ao lado do corpo. De repente, toda sua força sumira. Não tinha como retrucar o que ele havia dito. Caminhou até o fundo de seu closet e se sentou na poltrona que ali tinha. Fechou seus olhos em dor, uma dor não física, mas sim psicológica. Por que estava odiando tanto %Zack%? Não deveria. %Zachary% fez com o Aurelian o que o próprio Aurelian fez com o homem que a adotou. Deu um jeito. Seu próprio jeito de salvá-la e protege-la. Por que não conseguia enxergar %Zack% com os mesmos olhos que enxergou Aurelian? Será que seu amor pelo francês estava tão doente que passava para o amor que sentia por %Zachary%?
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  Sentiu a mão do político pousar em seu joelho e levantou o olhar para seus olhos. Várias coisas passavam por sua cabeça e não teve tempo de reagir à proximidade de seus lábios nos dela. As mãos, nunca se encontrando, deslizavam peloo corpo do outro; %Beatrice% respirava forte enquanto sentia os lábios de %Zack% descer por seu colo até seus seios já à mostra. Sem trabalho com a boca, tudo o que eles fizeram foi apenas transar.
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  Assim que ela abriu os olhos, não pode se lembrar imediatamente aonde estava. O chão encapetado que antes parecia até macio, agora estava duro e a deixando com frio. Respirou fundo e espreguiçou, finalmente se sentando e olhando para os dois lados, onde pode ver suas roupas todas espalhadas ao seu redor. Fez uma careta, seguida de um resmungo ao se lembrar da noite passada. Procurou por algum sinal de %Zachary%, mas ele não estava ali. Levantou-se e pegou um robe que ainda não havia sido jogado dentro de uma de suas malas e seguiu para fora do closet, verificando se ele poderia estar no banheiro ou até mesmo em seu quarto. Sem sinal algum do dono da casa, aquilo começou aborrecê-la. Desceu as escadas e encontrou com as cozinheiras conversando, parando subitamente assim que veem %Beatrice% adentrar, esta balança o braço:
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  - Não se preocupem comigo. - sua voz sai rouca e sonolenta.
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  - Você precisa de uma dose dupla de gorduras e calorias neste seu rosto anêmico. - a cozinheira principal diz indo até a geladeira.
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  - Sim, obrigada. - fora tudo o que %Beatrice% conseguira responder. - %Zachary% não está em casa, está?
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  - Não senhorita, saiu de manhã bem cedo e disse que não irá almoçar em casa.
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  - Ele deixou algum recado para mim? - bebeu um gole do suco deixado à sua frente, tentando demonstrar o maior desinteresse do mundo pela agenda do homem.
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  - Não senhorita. - a cozinheira tornou a repetir.
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  Foi a chave final para deixar %Beatrice% de mau humor. Fingiu não se importar e comeu todo o café da manhã que haviam lhe dado. Levantou e seguiu de volta para seu quarto, onde se pôs em sua sacada e, com a vista para o mar, pensou em tudo o que estava passando.
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  Como era de praxe, pensar nunca era bom para %Beatrice% %Fortier%.
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