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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 28

Tempo estimado de leitura: 11 minutos

  Demorou cerca de três horas para chegar em casa. %Zachary% desceu de seu carro calmamente e caminhou até dentro da mansão, onde as luzes estavam apagadas. Durante o caminho de volta, recebeu a ligação de seu agente, informando que ninguém entrou ou saiu da casa. Com o pensamento mais tranquilo, passou a se importar menos com o trânsito atrasava sua chegada na rodovia principal para Santa Mônica.
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  Seguiu para o quarto com o blazer em mãos, pois não gostava de dirigir com ele, achava que limitava o movimento de seus braços. Enquanto subia as escadas com as luzes ainda apagadas, sentiu um par de olhos lhe observando. Imediatamente parou seus movimentos e soltou uma breve risada, baixando sua cabeça com o que estava para presenciar e, em seguida, olhando para cima com impaciência.
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  - Sua segurrança é mesmo uma 'merde'. - a voz com sotaque francês soou na sala por onde ele havia acabado de passar. %Zachary% virou seu corpo com um sorriso malicioso estampado nos lábios para enfim enxergar o semblante de um homem alto sentado em seu sofá.
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  - Ele funciona com americanos. – respondeu.
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  A risada francesa foi ouvida no meio das paredes vazias e brancas. O dono da casa não pode deixar de perceber que não havia som algum na mansão, significando que a casa estava vazia de empregados.
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  - Você é mesmo interressante, %Zachary% %Lieberman%. - Aurelian cruzou as longas pernas típicas francesas enquanto via o político voltar a descer as escadas, jogando o blazer no sofá. - E admito, inteligente. Enviar seus guarda-costas parra vigiá-la forra bem prrudente.
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  - Sei agir na hora certa.
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  - Oui, oui. - Aurelian balança a mão não demonstrando tanto interesse nos créditos do rival. - Vamos dirreto ao ponto, você sabe por que ela está com você?
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   %Zachary% abriu um sorriso esperto no rosto e caminha até o bar localizado no canto da imensa sala iluminada pela luz da lua que adentrava pelas portas de vidro cujas janelas estavam abertas. O pé direito alto da sala fazia com que o ambiente vazio se tornasse ainda maior; no momento, um campo de batalha propício entre os dois amantes de %Fortier%.
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  - Obviamente. – foi a resposta segura que %Zachary% deu ao francês, que concordou com a cabeça, para enfim dizer:
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  - Bom, então deixe-me reforçarr sua opinião, seja ela qual forr. %Beatrice% está com você porque você é semelhante a mim.
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  Aquilo chamou a atenção do dono da mansão. Desviou o olhar do whisky que se servia e passou a encarar os olhos claros do francês. Este, cuja diversão estava estampada somente em sua expressão, podia claramente dizer através de seus olhos que não estava gostando do momento tanto quanto %Lieberman%.
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  - Semelhantes? - %Zachary% riu em deboche. Aurelian abriu um sorriso com os lábios ainda grudados e suspirou:
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  - Fomos atrraídos pela beleza naturral dela. A murralha que uma garrotinha colocou entrre nós foi le suficient parra nos prrender. – %Zachary% observou-o jogar a cabeça para trás, encarando o teto bem longe de si em torno dos seis metros de altura. - Quem não olharria mais uma vez parra aquelas perrnas?
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   %Lieberman% fechou a expressão, bebendo um gole de seu whisky afim de não querer deixar que Blanc visse seu aborrecimento. Lembrou-se claramente da visão que teve pela primeira vez de %Beatrice%. As pernas em contraste com o vestido amarelo e os passos largos com os ombros retos como os de uma modelo. Ela parecia estar em uma própria passarela bem no meio da universidade.
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  - Depois de conhecido %Beatrice%, fomos atrraídos pelo mistérrio dos olhos dela e o comportamento que nos expulsava. E quanto mais afastados érramos, mais dentro querríamos estar. - soltou uma breve risada, como se regozijasse com as lembranças de quando a viu e conheceu. - Garrota dificíle, mas boa de cama. E no meio de todo este jogo, veio o amorr. – finalizou, encarando %Zachary%, que levantou uma das sobrancelhas.
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  - De fato, isso aconteceu. - rapidamente disse para não demonstrar que Aurelian estava certo e que ele ficara constrangido com as coincidências. - Mas acho que você se esqueceu da possessão pela sua atenção.
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  - Ah, oui, oui, houve isso também. - Aurelian balançou a mão mais uma vez.
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  Os dois trocaram um longo olhar, talvez de análise, talvez de aviso. Ambos procuravam alguma fraqueza, mas nenhum dos dois encontrou nada que pudesse usar contra o outro. Assim como %Beatrice%, ambos sabiam muito bem como se fechar contra estranhos; principalmente o estranho que lhe quer roubar sua mulher.
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  - Vim buscá-la. - Aurelian finalmente disse.
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  - Sinto lhe dizer, mas deixará minha casa sozinho. - bebeu outro gole do whisky, sorrindo. Aurelian o retribuiu.
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  - Você acha mesmo que ela quer ficar com você?
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  - Bom, ela disse que me amava. Ela disse isso para você?
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  - Diversas vezes. E ainda ama. Caso contrrário, não hesitarria em me deixar ir emborra quando eu dei a intenção.
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   %Zachary% levantou as sobrancelhas demonstrando uma falsa surpresa e terminou um grande gole do whisky com uma careta. Pousou o copo suado fora da base de apoio, molhando o bar agora menos utilizado pelo dono.
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  - Você não tinha a intenção de ir embora.
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  - 'No'. - Aurelian sorria um sorriso irritante, provocativo para o homem, afim de lhe tirar do sério. %Zachary% não podia negar, ele conseguia. Queria mandar seus seguranças sacarem suas armas e fuzilarem o francês, mas %Beatrice% estava no andar de cima. E se o que ele dizia era verdade, a garota não o perdoaria.
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  - Você a ama? - %Zachary% perguntou, agora sério. Fora a vez de Aurelian levantar as sobrancelhas, abertamente surpreso pela pergunta inesperada e bastante pessoal. Encarou %Lieberman% e deixou um sorriso escapar.
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  - Pode-se dizerr que o que sinto é amorr, oui.
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  - Pode-se dizer... - %Lieberman% repete para si mesmo e solta outra risada em deboche. - Quando estiver à altura de receber o amor dela, volte. - e se levantou, deixando o copo na mesa e pegou seu blaser, colocando-a em um ombro enquanto a segurava pela gola.
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  - Ela mencionou a dívida que tem comigo? - %Zachary% ouviu a voz dele e novamente parou os passos, revirando os olhos e virando o rosto para ver o semblante de Aurelian ainda sentado no sofá. Suspirou:
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  - De quanto falamos?
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  - De uma vida. A dela, mais prrecisament.
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  - O que quer dizer com isso?
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  Aurelian abriu um sorriso, o choque dera certo, %Lieberman% estava curioso e nervoso. Com sua missão cumprida, levantou-se finalmente e alisou a camiseta de manga ¾ e gola redonda que usava. Respirou fundo e, com a voz calma, disse:
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  - Perrgunte à ela você mesmo. E diga que vou emborra amanhã. Aurre voi, %Lieberman%. - caminhou calmamente até a porta da frente, abrindo-a e se retirando de dentro da mansão.
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   %Zachary% ficou parado por um tempo pensando no que ele queria dizer e concluiu que não tinha escolha, tinha de ir falar com %Beatrice%. Terminou de subir o lance de escadas e foi direto para o quarto da garota, onde entrou sem nem ao menos bater. Ela assistia a qualquer filme antigo que passava na TCM vestida em uma camisola de seda azul marinho que comprou logo depois que se mudou para a mansão. Desviou o olhar rapidamente para o político e os arregalou, surpresa. Não ousou dizer nada, ansiava por este momento, ao mesmo tempo em que o evitava. Olhou nos olhos do socialite e não gostou muito do que viu. Lentamente, desligou a TV com o controle remoto e esperou-o tomar a iniciativa.
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  - Que dívida é essa que você tem com Aurelian Blanc?
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   %Beatrice% arregalou os olhos.
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  A noite estava mais fria dentro da mansão, do que fora dela. O silêncio era ainda mais tortuoso do que a maioria dos dias em que ela o prezava. %Beatrice% conseguia sentir seu coração acelerado cada vez que via o peitoral de %Zachary% subir e descer rapidamente, como acontece quando as pessoas estão ofegantes de tão nervosas. Olhou uma vez para a expressão estampada no rosto do político e o medo de encará-lo novamente depois de se deparar com a raiva a impediu de lhe dirigir o olhar mais uma vez. Assim, focou na gola desfeita que mostrava parte de seu peitoral definido:
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  - Como...
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  - Apenas responda. - ele a cortou, sério.
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   %Beatrice% virou o rosto para o outro lado, tentando quebrar o contato com %Lieberman% e evitar que ele lesse seus olhos. Desde quando assumiu seu amor por ele, tem tido medo de estar transparente demais. Sabia que deveria confiar sua vida mais à %Zachary%, mas não conseguia deixar de se lembrar que nenhum homem era cem por cento confiável. Confiou-lhe seu amor, que deve ser o suficiente para o momento.
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  Aparentemente, não é.
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  - Não é nada importante.
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  - Para ter sua vida como pagamento? - ele diz, irônico. – Desculpe, %Beatrice%, mas não acredito que não seja importante.
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  A informação foi o suficiente para fazê-la tomar coragem e virar seu rosto com os olhos arregalados com a surpresa dele saber mais do que deveria. Mais precisamente, saber algo que ela sabia que não havia contado, porque prometeu a si mesma que nunca o faria.
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  - Você o encontrou?
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  - Responda minha pergunta.
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   %Beatrice% se perguntava quando Aurelian esteve ali e por que não fora vê-la. Apertou os olhos ao perceber o que pensava. %Zachary% estava à sua frente exigindo uma explicação e ele não parecia nenhum pouco paciente.
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  - É passado.
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  - Bom, o seu passado está atrapalhando o nosso futuro! - ele diz ainda mais nervoso. A razão era tão horrível assim? Achava que havia provado que era digno de sua confiança.
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  Ela arregalou levemente os olhos ao vê-lo tratar o futuro dos dois como um só. Foi o suficiente para ela começar a pensar por onde devia começar. O começo não era feliz, assim como o meio. Olhando para %Zachary% e pensando nele no último dia, teve um pingo de esperança que a segunda parte do meio e o final fossem finalmente felizes.
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