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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 22

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  Durante o banho que %Beatrice% tomava, ela tentava lavar seus pensamentos com a forte água quente que caía em sua cabeça. Esfregava o couro cabeludo com toda a força que possuía até sentir seus braços doerem por não aguentarem mais ficar levantados. Olha para o espelho fora do box e sua atenção segue para o estado de seu rosto. Seus olhos, mais especificamente. Eles estavam confusos e tristes. Mas ela não se sentia triste. Confusa, sim. Com %Zachary%. Não Aurelien. Ela sabia que não queria mais saber de Aurelien, ele era como a Gauloise escondida em sua gaveta, tentadora e perigosa. E viciante e destruidora. Tudo o que ela tentara fazer durante esse tempo que ele retornara para sua vida, fora não deixá-lo tocá-la. Sabia que uma vez em seus braços, ela não conseguiria mais sair deles. Tinha de ser esperta.
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  Ao terminar o banho, passou um bom tempo penteando seu cabelo em frente ao espelho. A toalha envolta em seu tronco, parando pouco antes do meio de suas coxas de modo de que se abaixasse, sua traseira estaria exposta ao frio do banheiro coberto por azulejos. Agora não era mais Aurelien em seus pensamentos, mas sim %Zachary%. Desde quando esse jogo de sentimentos começara entre os dois? Ela sabia que ele sentia algo por ela. Ok, talvez ela não sentisse, mas algo dentro dela berrava dizendo que ele estava, de fato, interessado por ela. Não sexualmente falando, como fora no início do "relacionamento" dos dois, mas sim... Psicologicamente falando. O que antes era um jogo de sensualidade e orgulho, agora eram atitudes desesperadas sobre quem cederia primeiro ao outro.
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  Faz um tempo que isso tem perturbado o sono de %Beatrice%. Não que ela se importasse... Mas agora ela parecia estar bem mais interessada no que ele poderia estar sentindo por ela do que antes. Estaria ela também interessada nele?
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  - Pare de pensar essas besteiras. Você fez uma promessa. - apontou a escova para si através do espelho. - E promessa é dívida.
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  "Não quando falamos de amor." Algo lhe retruca, a fazendo arregalar os olhos e jogar a escova na pia, se virando e indo para o quarto. Anda em círculos, nervosa, mexendo e bagunçando os cabelos que havia acabado de escovar. Quem falou sobre amor? Amor foi o que sentiu por Aurelien há algum tempo que ela mentia para si mesmo dizendo ser muito distante do agora. Foi o que acabou com ela. Foi o que a trouxe para os Estados Unidos.
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  Foi o que a fez estar onde estava. E ela não estava tão mal. Não, na verdade, estava perfeitamente bem. Perfeitamente. Uma palavra que define o máximo da satisfação.
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  Seus pés param de se mexer, assim como as mãos. Os olhos estavam fixos em um ponto qualquer no chão encapetado do quarto. Se desviam para o espelho do banheiro ao fundo. Ela não podia estar apaixonada. Não por um cara que gostava de usar seu corpo para satisfazer às suas luxúrias.
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  " %Zachary% não corre atrás de você ou te obriga a transar com ele faz dias. Quase uma semana." A voz dentro de si diz. %Beatrice% aperta os olhos e morde os lábios. "E parece que ele ficará por bem mais tempo assim."
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  Não era o que ela queria ouvir. Seu estômago embrulha, mostrando que ela estava certa. Ela não queria ouvir aquilo.
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  - Mas o que diabos você 'tá pensando, sua louca? - ela chacoalha a cabeça fortemente com os olhos apertados em uma expressão de dor. - Isso foi a coisa mais absurda e sem razão que você pensou desde que chegou aqui.
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  Os braços continuaram jogados ao lado do corpo ainda envolto pela toalha branca. As pernas já quase secas, assim como alguns fios de seu cabelo. Olha mais uma vez para o espelho e pode vê-lo bagunçado. Não era aquilo o que ela queria enxergar. Ela queria ver dentro de si. Se aproximou do espelho dentro do banheiro e apoiou ambas as mãos na bancada da pia, olhando fixamente para seus olhos. Queria achar a verdade. Queria saber se aquilo tudo que estava a confundindo fazia sentido.
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  Depois de alguns minutos olhando todos os pontos de seus próprios olhos, descobriu que não adiantava o quanto analisasse. Seus olhos não diriam a verdade para si, porque seu coração não queria acreditar e seu cérebro ainda estava confuso. Ela teria que descobrir de outra maneira. Andou mais algumas voltas agora dentro do banheiro, até ter uma ideia. Se ela não conseguia lhe dar a resposta, talvez ele conseguisse.
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  Depois de vinte minutos de ter berrado para que deixasse sua salada na mesa de seu quarto, %Beatrice% abriu a porta e olhou para os dois lados do corredor, verificando se não havia nenhum sinal de qualquer empregado por perto. Olhou para o relógio cinco vezes para se certificar de que já havia passado das dez e todos estavam de volta à casa dos empregados, na propriedade dos %Lieberman%. Mas tinha que se precaver. Ao não ouvir nenhum barulho senão o da televisão ligada do quarto de %Zachary%, %Beatrice% abriu a porta de seu quarto por inteiro e deu alguns quatro ou cinco passos até chegar em frente à porta do quarto do político, finalmente hesitando em seu plano.
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  O que ela estava fazendo, afinal? Por que estava dando tanta importância para o que sentia por ele ou o que ele sentia por ela? Ela não estava preocupada com o que sentia por Aurelien até alguns dias atrás? Ou talvez algumas horas atrás? Onde estava toda a hesitação com seus sentimentos com ele? Aurelien era o que ela achava ser o homem de sua vida, não %Zachary%. %Zachary% era a oportunidade que alguém colocou em sua frente para chegar aonde queria chegar. E assim como planejaram, ela conseguiu.
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  Por que então ela ainda não havia deixado a mansão? Tinha dinheiro para comprar um apartamento em um bairro mais perto do centro, onde estava cheio de gente para lhe inspirar. Mesmo assim, não houve nem um dia desde quando assinou seu contrato, que pensasse em sair debaixo do mesmo teto que %Zachary%. Talvez fosse isso o que ela estivesse querendo descobrir; ela queria descobrir o que ele estava sentindo, não ter certeza sobre os sentimentos dela. Porque aquilo era um jogo. Os dois sabiam. Era um jogo com benefícios e ela devia brincar com ele uma última vez antes de decidir sair dali.
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  Com a certeza do que queria, %Beatrice% levantou a mão para bater na porta de %Zack%, mas não conseguiu. Antes de seus dedos chegarem a cinco centímetros da porta, ela parou e deixou a mão cair ao lado do corpo novamente, agora com uma expressão de confusão estampada no rosto. Olhou para o lado para saber se alguém estava por perto, mas as luzes no primeiro andar estavam apagadas e não havia nenhum barulho de gente dentro da casa. Durante o período que ela hesitara - novamente -, a imagem do rosto de %Zachary% lhe veio à mente. Quando ele perguntou por que ela não admitia, ele parecia sentindo dor. %Beatrice% sentiu mais do que ele demonstrou. Por que ele não admitia? E se ele o fizesse? Como ela reagiria?
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  Sentiu o coração palpitar forte e arregalou os olhos assustada. Não era possível. Seu coração não estava batendo forte com a possibilidade de ter %Zachary% apaixonado por ela, estava? Respirou fundo e apertou as mãos, agora mais nervosa do que nunca. Talvez não estivesse pronta para saber a verdade. Se ela soubesse a verdade de %Zack%, teria de dar a sua verdade para ele em troca. E o que ela diria? O que ele gostaria de ouvir? Por que ela se preocupava e se importava tanto com isso? A resposta não é para ser óbvia?
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  Por que ela ainda estava parada à frente da porta de %Zack%?
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  Não tivera tempo de pensar em mais nada. Ouvira a porta se abrindo bruscamente em sua frente e %Zack% parar a olhando sério. Os olhos brilhantes pela luz do corredor, uma vez que dentro de seu quarto a iluminação era devido às imagens que se passavam na TV.
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  Nada disseram. Ela não sentiu suas bochechas queimarem. Ele não a questionou. Olhou para o corpo da garota, que por estar tão ocupada com seus pensamentos, se esqueceu de colocar uma roupa, ainda trajando a toalha branca como única peça. Sem dizer nada, ela se virou para voltar ao seu quarto, mas ele a impediu, segurando em seu pulso. Ela não se virou para ele. Fechou os olhos, pois não queria encontrar os olhos dele. Na verdade, ela não queria que seus olhos encontrassem qualquer parte do corpo dele. Se apenas de pensar em sentir sua presença, o nervosismo causara um impacto daquele, não sabia o que aconteceria se ela trocasse um simples olhar.
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  Sem a pressionar, ele a aguardou tomar uma iniciativa. Apenas não largou de seu pulso, deixando claro de que ela não sairia dali até dizer algo ou se soltar dele, ação esta que não passou pela cabeça da garota. Para ela, apenas haviam duas opções: Ceda ou encare-o. E era entre essas duas que ela estava tentando se decidir.
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