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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 21

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  Durante o caminho de volta para casa, %Beatrice% sentia suas emoções misturadas e confusas. Seus olhos vibravam querendo que lágrimas saíssem de si para expressar sua tristeza em ter de se fazer tão dura, contudo, seu coração machucado a fazia se lembrar de que ele merecia sofrer muito mais do que estava aparentando sofrer agora.
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  Achava que deveria se sentir bem por estar superando Aurelien. Por mais que ele fosse o primeiro amor da vida dela e este uma mulher nunca esquece, sabia que estava na hora de deixar o que é passado para trás e viver o seu presente. Aquele que ela conseguiu sem a ajuda de quem achava que lhe daria o mundo, daquele que fez promessas.
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  Respirou fundo ao ver as árvores começarem a aparecer. O ônibus andava mais rápido do que quando estava no centro por estar bem mais vazio. Era raro ver moradores da área pegarem transportes públicos quando tinham seus próprios carros com motoristas para levá-los aonde quisessem. %Beatrice% provavelmente era a única que se dava ao trabalho. O ponto onde descia ainda era a quinze minutos de casa. Durante a caminhada, não conseguia evitar pensar em Aurelien, em Fleur, em %Zachary%. Fecha os olhos caminhando alguns segundos passos sem a menor noção se a direção que seguia era em linha reta ou torta. Abriu-os quando abaixou a cabeça, acompanhando o asfalto. Ao erguê-la novamente, viu que faltava pouco para estar em casa. Teria que encarar %Zachary%.
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  %Zachary%. Que estava muito mais amável e precavido do que era quando se conheceram. Se pedissem sua opinião, ela diria que haviam trocado-o por algum clone. Ele a estava respeitando, o que antes não fazia. Nunca cogitou a ideia de tê-lo tão decente como se apresenta agora. Tão pouco imaginaria vê-lo trocar as festas da universidade por noites solitárias dentro de seu quarto somente porque ela disse que não queria deixar seus aposentos. Daria seu primeiro salário para saber o que se passava com ele. Desde que aceitara a proposta de Karl, ele tem estado estranho.
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  - Boa noite, senhorita. - ouve a voz do empregado e abre um pequeno sorriso. - Gostaria de comer algo?
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  - Uma salada, talvez. Com uma limonada? - não estava com fome, mas dificilmente os empregados lhe perguntavam se gostaria de comer algo. Da primeira vez que recusara, eles a ignoraram por cinco dias, algo que para ela não foi tão ruim, tampouco bom; principalmente quando ela queria saber como chegar em determinada loja e eles não lhe respondiam.
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  - Sim senhorita, gostaria que lhe chamasse em seu quarto?
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  - Sim, por favor. - tentou sorrir, mas seu humor não a estava permitindo. Deu as costas ao empregado e subiu as escadas.
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  Ao entrar no corredor, seus olhos foram diretamente para a porta do quarto de %Zachary%, que estava entreaberta. Levada pela curiosidade, se arrastou nas pontas dos pés até a porta, bisbilhotando da maneira que conseguia dentro do aposento. A cama estava desarrumada, mas não havia nem sinal do dono da casa. Tenta olhar os outros espaços e pode ver a luz de dentro de uma das portas acesa. Deveria ser o banheiro. Aperta os lábios e semicerrou os olhos de modo a pensar se ele estaria mesmo o dia inteiro trancado ali, algo que ela quem fazia quando havia acabado de se mudar para a casa.
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  - Você sabe que pode entrar quando quiser, não é? - as palavras são jogadas em seu ouvido, fazendo-a pular com o susto e acabar entrando no quarto por acidente. Olha para trás e vê %Zack% com a toalha branca enrolada na cintura enquanto o resto do corpo brilhava pela água que havia sido escorrida durante o possível banho. Os cabelos molhados davam um ar de rebeldia que, ela admitia, é irresistível. - Usei o seu banheiro. Apesar de ter mudado de quarto, nenhum é melhor que o chuveiro do seu.
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   %Beatrice%, ao se recompor do flagrante, empina o queixo e mexe os ombros:
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  - Tanto faz. - e dá passos para sair do quarto de %Zachary%, porém, impedida de completar o ato. - Com licença?
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  - Eu vi quando você saiu. - a mão dele estava apoiada no batente de modo que %Beatrice% não pode ver nada senão seu forte braço bloqueando seu caminho. - E agora você estava me espiando... Isso é um sinal de saudade?
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  - Isso não é nada. - ela diz tentando sair novamente, mas desta vez tivera seu corpo puxado para dentro do quarto e a porta fechada. - Não é por nada, mas se você ficou o dia inteiro dormindo, eu não, então se você não se importa...
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  - Admita. - %Zack% diz cruzando os braços, deixando-a boquiaberta.
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  - O que eu deveria admitir?
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  Ouviu sua risada, como se ela estivesse brincando com o caso, o que, de fato, não era completamente mentira. A verdade é que %Beatrice% não quer admitir nada que o faça ter a sensação de que ganhou.
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  - Você tem sentimentos por mim.
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  Fora a vez dela rir.
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  - E desde quando você tirou essa conclusão ridícula?
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  - Da sua ação ridícula agora a pouco. - ele balançou a cabeça em direção à porta, fazendo-a sentir seu estomago embrulhar por dentro.
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  - Não se preocupe, não irá mais repetir. - então lhe manda um sarcástico sorriso, se virando para sair, mas sendo mais uma vez impedida.
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  - Por que você simplesmente não admite?
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  Ao olhar para %Zack%, %Beatrice% pode ver o quão sério ele estava. Conseguiu enxergar em seus olhos, o cansaço do jogo entre os dois. Parecia que agora a conversa havia entrado em um nível no qual ela não conseguia entender. Ele estava implorando para ela dizer que gostava dele?
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  - Por que você não admite? - ela levanta o queixo em autoridade e ele solta uma risada nasalada.
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  - Convenhamos, %Beatrice%. Eu sou %Zachary% %Lieberman%, se lembra? As mulheres apenas admitem para mim que gostam de mim. Não eu a elas.
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  - Acho que então você deveria esquecer o seu nome e sobrenome e fazer diferente com essa mulher aqui, se quiser ouvir o que quer ouvir. - ela lhe envia um sarcástico sorriso e antes que ele saísse de seu choque, sai do quarto fechando a porta atrás de si.
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   %Zachary% dá um soco na parede e aperta os olhos enquanto deslizava a outra mão pelas madeixas umedecidas. Respira fundo, olha para o teto e resmunga com dor:
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  - E você acha que não estou tentando?
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