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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 18

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  Apesar da discussão que tiveram durante o almoço da quinta-feira, nenhum dos dois mudou em absolutamente nada. Foi como se aquela conversa nunca tivesse acontecido. Juntos, os dois se mantinham intactos; na frente de todos, aparentavam um casal feliz, fora da vista de todos, ele corria atrás dela e ela o chutava. Por %Beatrice%, estava tudo bem. Para %Zachary%, estava fora de seu controle. Ele não conseguia controlar suas emoções perto da garota como antes. Internamente, a luta era constante. Estava se afastado dela o máximo que podia, pois não conseguia entender o porquê de querer tanto tê-la apenas para si, se já a tinha. Sabia que %Beatrice% não fazia nada senão o que ele mandava, além de se dedicar aos seus desenhos, que pareciam estar melhores do que ela costumava desenhar, já que o sorriso era uma peça rara constante em seu rosto. Faz um tempo que ele se sente responsável pelo sorriso estar estampado no rosto da garota. Contratara um segurança especial apenas para segui-la de longe para saber se ela quebraria sua regra para que pudesse jogar na cara dela quando ela decidisse quebrar o acordo, já que por ele, os dois ficariam dessa maneira por um bom tempo. Mas ao contrário do que ele jamais imaginou, %Beatrice% não tinha o menor interesse em transar com outros homens, como tinham todas as garotas de Santa Mônica e do resto do mundo que viviam na mesma altura de sociedade que a dele. A garota por quem ele se interessara não dependia da atenção dos homens para se sentir bem e não ligava em ter ou não um ou cem homens aos seus pés. Sua satisfação era causada por ela mesma e o resultado que trazia em seus próprios desenhos. E aquilo o irritava. A única coisa com que ele não podia diretamente se relacionar era a única coisa que a satisfazia. Por mais que a satisfizesse com coisas diferentes, como aquilo que a imaginação de %Beatrice% usufruía ou uma paisagem para ela se inspirar, não era nada comparado a uma ideia que lhe surgisse à cabeça mesmo estando em pleno trânsito às oito da noite.
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  Além disso tudo, %Zachary% ainda não tivera sucesso nenhum em fazer a garota gozar em suas transas. Na mesma quinta-feira que discutiram, %Zachary% entrara no quarto de %Beatrice% quando ela o havia esquecido aberto e a flagrou no banho. Como já era de se esperar, foi impossível de controlar suas reações, tratando de pega-la ali mesmo; durante a ação, percebeu que ela sequer reclamou. Ele adormeceu com ela aquela noite. E pela primeira vez depois de um muito tempo, ela caíra no sono primeiro. Aproveitou o tempo em que se manteve acordado para analisar os traços e o que de verdade lhe chamou a atenção nela. O que no começo era uma brincadeira com seus amigos para provar que ele conseguia qualquer tipo de mulher, até as que odiavam o tipo dele, agora era uma obsessão de necessidade. %Beatrice% lhe dava um tipo de prazer que nenhuma outra mulher jamais conseguira. O fato dele conseguir se recompor rapidamente durante a transa, fazia ter uma disposição maior, além da duração ser estendida, comparado a outros homens; mesmo exigindo tudo isso de %Beatrice%, ela não reclamava, o que o fazia ficar completamente irado. Pensava que se um dia conseguisse a fazer sentir o prazer do ápice com ele, ela passaria a depender dele como ele era com ela. Mas ele não conseguia. Tentara penetrá-la e dar-lhe prazer de todas as maneiras possíveis, mas nada. Quanto mais os dois transavam, parecia que mais %Beatrice% sabia quando era o fim para %Lieberman% na transa.
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  Constantemente ele se recordava da única vez que %Beatrice% falou diretamente sobre ela e a vida pessoal - e sexual - dela, quando confirmou que não era de gozar muito e apenas uma pessoa havia feito-a sentir tamanho prazer. Uma única pessoa. Não era possível que ele pudesse ser tão bom assim. Não era possível que ele fosse ser um amor de pessoa com %Beatrice% ou que fosse algum guri do sexo. Decididamente ele não era assim. %Beatrice% era do tipo de mulher que gostava de um desafio, %Zachary% sabia. Ela agia por interesse pessoal, o homem deveria possuir algo que a instigava a sentir o prazer. Mas o quê? Ele lhe dava o mundo e ela não demonstrava nada. Nem um espasmo. Nada. O que o homem fez? Quem é ele? Estaria ela ainda apaixonada por ele? Ela sentia amor por ele?
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  Perguntas que não se calavam. E %Zachary% %Lieberman% simplesmente não gostava de ficar com dúvidas.
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  Ela encarava o maço de Gauloise que Aurelien havia lhe dado da última vez que a vira no píer com Marguerite. Ela não pensava especificamente em Aurelien. Ela pensava no prazer que o cigarro lhe daria antes daquela reunião. Mas ela estava completamente pronta, não podia se dar ao desluxo de chegar cheirando à cigarro na frente de Karl. Ele fumava. Era uma chaminé. Mas ele podia. Ela não.
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  Rapidamente ela voltou com o maço na gaveta, escondido de tudo e todos, e o mais importante, escondido dela. Todas as vezes que vira o maço, a imagem de Aurelien aparecia em sua cabeça. Apenas aquele dia em especial, ele foi usado por outra razão. E por mais que o maço estivesse intacto, %Beatrice% não conseguia pegar um cigarro e acendê-lo por puro luxo, como estava acostumada a fazer. Sentia como se ao pegar um, estaria considerando a proposta de Aurelien em retornar para Paris com ele.
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  Ela não podia se enganar. Ela queria. Queria com todas as suas forças. Queria Aurelien de volta, queria morar com ele, ser possuída por ele, ser amada por ele, ou ao menos se sentir amada. Por outro lado, ela gostava de Santa Mônica. Gostava de ser cuidada por %Zachary%. Mesmo com todas as ameaças, %Lieberman% a respeitava muito mais do que Blanc. Isso era incomparável. Ouve o barulho da porta se abrir e olha para um %Zachary% bem vestido em um terno Versace e um sorriso no rosto ao vê-la muito bem vestida.
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  - Incrível não te ver usando Chanel. - ele desliza a mão pelas curvas da garota e aproxima o nariz de seu pescoço. - E nem usando o perfume dela.
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  - Eu não estou desesperada. - ela diz friamente devido ao nervosismo. Ele sabia muito bem disso.
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  - É o que garotas normais fariam.
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  - É por isso que elas continuam sendo normais. - %Beatrice% se levanta e foge dos dedos de %Zachary%, saindo do quarto e indo até o primeiro andar da mansão para ir até o carro que esperavam os dois.
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  - Se você tiver esse humor com Karl, ele com certeza te contrataria.
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  - Eu não quero trabalhar para ele. - ela diz enquanto alisava seu vestido; olhou para o lado ao não ouvir uma resposta imediata e se deparou com %Zack% a encarando sério.
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  - Como? – ela balançou a cabeça, não entendo a dúvida estampada em seu rosto. - Você não quer trabalhar na Chanel?
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  - Quando você concluiu que eu gostaria?
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  - Quando conversamos sobre isso. – virou seu corpo em sua direção. - Quando eu falei sobre o assunto e você me falou sobre ele com os olhos brilhando. Quando vi suas coisas e só havia coisas de Chanel.
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  Ela o encarou por um tempo, pensando em como responder à sua falta de sensibilidade com percepções e se viu obrigada a responder; assim, disse:
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  - Eu gosto de Chanel. Coco. Não Karl. Se Gabrielle estivesse viva até hoje, eu com certeza gostaria de trabalhar para ela. Mas ela não está. E ela é apenas um ótimo modelo de inspiração a seguir. Quero ter a mesma influência que ela no mundo, mas não quero ser ela. Isso é idiota, querer ser outra pessoa.
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  - Você sabe que Karl a vê como uma pessoa para trabalhar para ele, não é?
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  - Sei.
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  - E mesmo assim você quer encontrá-lo? – %Zachary% estava descrente. Mais uma vez, %Beatrice% conseguiu surpreendê-lo. Não deveria ter ficado tranquilo em imaginar que seria somente um encontro casual. Ela não era tão simples a ponto de planejar algo tão fácil de ser imaginado.
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  - Se ele foi escolhido para ser o sucessor de Chanel, ele não é pouca coisa, %Lieberman%.
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   %Zachary% abriu um pequeno sorriso. Ela era uma mulher que valia a pena. Foi então que percebeu que todas as suas dúvidas e inseguranças anteriores foram tolices de seu temperamento. Ele era %Zachary% %Lieberman%, não precisava da aprovação de %Beatrice% para decidir que ela era dele. Não precisava que ela sentisse algo por ele para que ele controlasse seu mundo. Decidiu que mesmo nunca tendo uma prova concreta de que ela seria sua para sempre, o simples fato de ele querer que ela seja dele para o resto de sua vida é o suficiente para a decisão ser tomada. Obviamente, todo político tinha suas segundas, terceiras e quartas opções. Mas %Beatrice%... Ela será sempre a primeira.
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