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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 16

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

  O dia seguinte fora como um dia da semana. Sem %Zachary% por perto.
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   %Beatrice% acordou com o sol batendo em seu rosto e o cheiro de maresia do mar que se encontrava à frente da casa. Respirou fundo e abriu os olhos lentamente para que a luminosidade não desfocasse sua vista. Sentou-se e mexeu no cabelo, bagunçando-o ainda mais. Olhou para o lado e %Zachary% já não se encontrava mais em sua cama. Olhou em direção aonde no dia anterior puseram uma imensa mesa de café da manhã e ela não estava lá. Perguntou-se se tudo aquilo foi somente para anunciar seu encontro com Karl. Sem perceber, um pequeno sorriso brotou em seus lábios. Colocou a franja que esvoaçava com a brisa dentro do quarto atrás da orelha e voltou a analisar o ex-quarto de %Zack%. Ou talvez atual, considerando a ideia de que ele estava dormindo consigo todos os dias. Sentiu-se bem por estar ali protegida dos olhos das pessoas que tanto a odiavam por ter a atenção do cara mais cobiçado de Santa Mônica - e talvez dos Estados Unidos -; lembra-se muito bem de todos os fotógrafos que perseguiam o homem de pose pomposa implorando por um clique decente. Olhou para o criado-mudo ao lado da cama e desfez o sorriso, colocando em seu rosto uma expressão de confusão ao ver um pedaço de papel pardo dobrado ao meio. Engatinhou até o móvel e pegou o papel, lendo a letra caprichada de %Zachary%:
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  "O café será servido no jardim, não espere por mim. %Zack%."
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  Colocou a mão na boca ao perceber o sorriso que se abriu sem seu consentimento. Talvez ele se preocupasse em tratá-la bem.
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  Enquanto tomava sua ducha matinal, se lembrou da noite anterior e sua conversa com %Lieberman% sobre sentimentos e controvérsias. Fechou os olhos sentindo a água morna tocar-lhe a pele e os olhos de %Zachary% rapidamente surgem em sua memória, tão clara quanto o cheiro do Gauloise que Aurelien fumava. Colocou-se a pensar na relação que estava tendo. Aquilo já não era mais apenas sexo. Não era mais apenas prazer. Pelo menos não da parte de %Lieberman%, já que ela nunca deu a mínima para o prazer que ele tentava lhe dar. Mas agora era completamente diferente. Ela sabia que ele dizer que estava tentando faze-la se apaixonar por ele em um tom de brincadeira não era verdade. Para ela, talvez ele estivesse tentando faze-la se apaixonar por ele porque ele já estivesse apaixonado por ela. O que mais lhe perturbava era: Em que momento ele passou a sentir isso por ela? Como ela se sentia ao pensar no sentimento?
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  Porque convinha-se que ela não se esforçara nada para conquistá-lo e o tesão por um corpo definitivamente não se leva ao amor sentimental. Talvez ao amor físico, mas nunca sentimental. Ela nunca lhe fora simpática ou se preocupara em ser sensual. Nunca o paparicara ou se esforçara em agradá-lo. Ela apenas cedeu seu corpo e o evitou. Aquilo estava muito errado. O modo com que o sentimento nasceu não era certo. Nada se esperava por um relacionamento que surgira de um acordo, esse era o sentimento dela sobre o assunto.
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  Saiu do banho com estes pensamentos, trocou-se com ele ainda na cabeça e desceu à espera de ver %Zachary% pela casa, mas assim que se sentara na imensa mesa redonda cheia de guloseimas e uma vista para o mar esplêndido, a empregada - agora mais idosa e nada sensual como eram as de Newport - informou que o dono da casa havia saído para uma reunião com a família e só voltaria no final da tarde.
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  Como se %Beatrice% se importasse.
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  - Ele disse que se quiser ir para algum lugar, pedir para o motorista estar a disposição de levá-la.
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  - Obrigada. - ela respondeu com um sorriso e virou-se para observar o céu límpido e azul. O dia estava perfeito para uma caminhada na praia. Talvez ela pudesse ir àquela praça que havia visto no caminho da casa de %Zachary% no primeiro dia. Comeu reforçado e voltou para seu quarto para colocar um vestido leve, passar uma base protetora e colocar seus óculos escuros e chapéu.
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  Desceu rapidamente e deixou um pedaço de papel jazido em cima de sua cama. Passou pelo portão e caminhou sentindo a brisa agora mais ausente. Parecia que o dia nunca ficava feio em Santa Mônica. Não como Paris, que tinha seus dias acinzentados e pessoas mal humoradas caminhando apressadamente para seus trabalhos ou irritadas com os diversos turistas que arriscavam ir à cidade da luz sem saber falar o francês.
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  Abriu um sorriso. Às vezes sentia falta do estresse francês. Paris era uma cidade como Nova York, para jovens e turistas. Noites divertidas para quem sabia se divertir. E diversão era o que a cidade oferecia. Com o caderno de desenhos debaixo do braço e seu estojo numa bolsa própria que juntara dinheiro para comprar no ano anterior, caminhava olhando as crianças se divertirem com suas bicicletas aos olhos dos pais, aos quais estavam sentados em bancos brancos espalhados pela imensa praça em que separava o asfalto da rua e a areia branca da praia.
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   %Beatrice% se sentou em uma das mesinhas que tinha de frente para a praia e abriu seu caderno em uma folha branca. Voltou seus olhos para o mar e imaginou como estaria daqui a um ano. Uma coleção de verão. Verão era uma boa estação, apesar dela gostar muito mais da primavera por poder abusar dos florais. Abriu um sorriso, a inspiração pousou em suas costas. Inspirada por estar se sentindo bem. Por estar animada em ter o maior número de desenhos que conseguisse fazer antes de encontrar com Karl. Sempre se baseou em Chanel, mas nunca usou seu trabalho como base. %Beatrice% gostava de moda retrô, não clássica. Aqueles vestidos de corte reto e cores neutras não eram combinações que gostava de usar em suas roupas. Olha para a caixa de lápis coloridos que havia ao seu lado. Todos muito bem usados e menores do que o tamanho real, mostrando a qualquer um que ela usava todos eles sem economizar. Não entendia por que Karl se interessara tanto em seus trabalhos. Também não sabia como ele se surpreendera com um trabalho que não é a cara de Coco, nem muito menos ter visto nela um senso como o de Gabrielle. Ela era sua inspiração. Seu modo de vida e de atitudes era aquele que %Beatrice% seguia. Mas não seguia o mesmo senso que Chanel. De jeito nenhum.
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  Talvez %Zachary% tivesse feito algo para o estilista considerá-la. Mas será que Karl era assim? Será que ele se levava pelo dinheiro? Qualquer pessoa inteligente no mundo faria algo assim. Ela só não achava que Karl fosse preferir o dinheiro à moda. Se ele a conhecesse, ela poderia pensar que ele pudesse ver um pouco de Coco em si, mas ele nunca sequer a vira em foto.
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  Com os pensamentos cheios, ela fechou seus olhos para se livrar de todos eles. Queria a inspiração que tinha em mãos há meia hora. Suspirou e voltou a abrir os olhos, o sol agora muito forte. O chapéu de palha branca com a faixa azul marinho fazia uma grande sombra em seu rosto por ter uma grande aba. %Beatrice% olhou para a folha em branco e com seu lápis de desenho, deu os primeiros riscos fracos, passando para os escuros em seguida.
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  Estava quase pronto. Mais um detalhe na jaqueta e conseguiria formar seu primeiro desenho do dia.
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  Ao finalizar, analisou todos os traços que fez com um sorriso nos lábios. Gostava dessa sensação de que fizera um bom trabalho. Olhou para o relógio e somente uma hora e meia havia passado. Suspirou e pegou a garrafa de água que havia comprado numa pausa que deu no desenho. O calor ainda estava forte e as crianças agora tinham as partes expostas de seus corpos com uma nova camada de protetor solar.
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  - Eu não sabia que você desenhava modelos masculinos. - ouviu atrás de si e se virou rapidamente, vendo %Zachary% curvado em direção ao desenho. %Beatrice% arregala os olhos e fecha o caderno sem pensar, como se ele não pudesse ver o conteúdo de seus desenhos. O viu levantar uma de suas sobrancelhas e se sentar ao seu lado.
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  - O que faz aqui? - ela pergunta séria assim que percebeu que a atenção do político estava direcionada às crianças brincando e alguns de seus pais acenando ao vê-lo olhando em suas direções. %Beatrice% se perguntava se havia alguém no país fora ela que não conhecesse %Lieberman%.
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  O rosto de %Zack% se virou para ela e, mesmo por detrás daqueles óculos escuros, ela pode saber sem dúvidas que sua atenção era inteira dela:
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  - Oras, você escreveu onde estaria. – disse, fazendo-a lembrar que antes de sair de casa, deixou marcado em um papel para %Zack% que ela estaria na praça perto de sua casa. - Logo, interpretei como se você quisesse minha companhia, afinal, você nunca fez isso antes.
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  E ela não sabia ainda por que fizera hoje.
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  Alguns minutos se passaram e %Zack% abriu um sorriso:
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  - Você já se apaixonou por mim?
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  A cabeça de %Beatrice% se virou duramente para o homem, que soltou uma risada; o olhar que enviou a ele o fez se divertir ainda mais a ponto de dar gargalhadas.
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  - Achei que fosse mais difícil.
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  - Sim, continue pensando assim. - ela voltou a abrir seu caderno em uma nova folha branca e olhou para um casal que caminhava de mãos dadas à beira-mar.
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  - Qual é a do desenho masculino?
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  - Não se pode mais ter ideias para roupas masculinas? - ela o olhou, aborrecida. %Zack% levantou as mãos em culpa e nada mais disse.
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  Por um momento, %Beatrice% pensou que estaria livre de seus comentários irritantes, mas então começara com as ações. Sentiu as mãos de %Lieberman% percorrerem sua cintura e ele depositar um beijo em seu ombro frio. Ela o olhou para deixar muito claro de que aquilo não era algo para ser feito ali, àquela hora.
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  - Hoje é domingo, dia de você ser minha. - ele sorriu e ela revirou os olhos. - Vamos para casa?
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  - Tenho escolha?
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   %Zack% sorriu. A resposta era óbvia.
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  Sem dizer mais nada, ela fechou seu caderno sem nenhuma ideia mais na cabeça e devolveu o estojo à bolsa que tinha. Colocou os óculos de sol e sentiu %Zack% segurar em sua mão, entrelaçando os dedos. Antes que pudesse perguntar alguma coisa, as vozes dos casais pais soavam cumprimentando %Zachary%, que retornava com um belo sorriso. %Beatrice% se espantava o quão simpático ele parecia aos olhos dos outros. Por estar com o filho do prefeito da cidade e, pelo que viu em alguns papéis em cima da mesa de centro da sala de estar, futuro governador dos Estados Unidos, as pessoas também lhe dirigiam a atenção, cumprimentando-a e não recebendo nada mais do que a expressão séria de %Beatrice% em resposta.
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  - Precisamos tratar seus sorrisos, %Beatrice%.
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  - Se você quer alguém para sorrir ao seu lado, você sabe que deve chamar outra pessoa para estar no meu lugar. - a garota diz friamente.
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  - Talvez. - %Zachary% diz com a mão livre no bolso. - Mas aí eu teria que levar alguém não tão talentosa como você para conhecer Karl.
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   %Beatrice% soltou um riso nasalado ao olhar para %Zack% e vê-lo com um pequeno sorriso em seus lábios. Ele estava mesmo no jogo.
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  - %Lieberman%. - %Beatrice% gemia, sentindo em seguida as estocadas mais fortes e rápidas de %Zack%, que por incrível que pareça, gemia tão alto quanto ela.
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  Assim que ele chegou ao ápice, jogou-se ao lado dela, cobrindo os dois corpos nus. Como sempre, nenhum dos dois dissera nada, deixando-se apenas ouvir a respiração acelerada do outro. %Zachary% se virou para %Beatrice%, trazendo-a para perto de si e mais uma vez beijou seu ombro.
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  Ao chegarem em casa, a moradia estava vazia, pois os empregados trabalhavam apenas até a hora do almoço. Por este motivo, %Zachary% não precisou esperar até chegarem ao quarto para começarem a se despir. Foram diversas “rapidinhas” até finalmente chegarem na cama. %Beatrice% se sentia cansada e dolorida, pois %Zachary% parecia bem mais dedicado em fazê-la gemer. Ela nunca admitiria, mas gostava de brincar com a indignidade dele.
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  - Você é uma boa namorada. - ele diz do nada, fazendo-a parar de respirar por um tempo, pensando se ouvira certo. Virou seu rosto para o homem e ele a encarou com uma calma expressão. Colocou um sorriso nos lábios e a beijou; beijo este que foi cortado assim que %Beatrice% entendeu que ele não estava brincando com ela.
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  - O que você quis dizer com isso? – colocou uma mão no peitoral definido do homem, afim de afastá-lo para enxerga-lo melhor no escuro.
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  - O que um homem quer dizer quando chama a outra de namorada? - ele volta a aproximar seu corpo do dela, cobrindo-a e passando a lhe beijar o colo.
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  - Espere! - ela o afasta, colocando agora duas mãos no peitoral do homem, usando mais força para afastá-lo de si. - Eu não sou sua namorada.
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  - Agora você é. – sem se preocupar com a reação de %Beatrice%, voltou a beijá-la; sendo mais uma vez afastado pelas pequenas mãos da designer.
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  - E desde quando você decidiu que seria assim?
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  Ele sorriu e olhou o rosto sério de %Beatrice% sendo iluminado pela luz da lua que agora estava forte no céu.
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  - Desde hoje de tarde, quando falei em depoimento mundial que estava namorando você.
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