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ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 15

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

  O dia seguinte fora crucial. %Beatrice% passou a manhã inteira pensando em uma roupa para vestir no final de semana. Ainda faltava uma semana até o grande evento, mas ela não tinha tempo a perder. Ela precisava saber o que falar para Karl e como se portar à sua frente. Ela estaria frente a frente com aquele que poderia considerar sua inspiração criativa contemporânea. Olhava desenhos e mais desenhos expostos online de Karl, via seus traços, tentava desenhar alguns, criava outros... O domingo se resumiu nela trancada em seu quarto e, sem nem ao menos perceber, se esqueceu de %Zachary% e sua obsessão sexual. Para sua surpresa, quando estava se banhando no fim do dia, se lembrou que era domingo, ultimo dia que %Zachary% teria para tê-la sexualmente, de acordo com o acordo. Contudo, até então ele não havia a atrapalhado por sequer um segundo. Ao contrário, lhe enviou o almoço e uma carta avisando que ela jantaria com ele em um restaurante no píer. O motorista a levaria.
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  Ao chegar no local indicado por %Zack%, %Beatrice% olhou ao redor e pode perceber que era um lugar lotado de pessoas, um ambiente que definitivamente não era de seu agrado. O motorista lhe indicou o lugar com o dedo e %Beatrice% pode ver uma grande fila de espera na porta. Ela sabia que não teria que esperar tudo aquilo, afinal, ela estava com %Zachary% %Lieberman%. Enquanto caminhava ao lado da fila, podia ouvir algumas garotas ao telefone falando sobre %Zack% estar no local. Agradecia por não ser reconhecida. Era difícil quando isso acontecia.
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  - Mon'ange! - ouve uma fina voz infantil atrás de si, fazendo-a parar instantaneamente.
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  Virou-se e viu uma pequena garota com os cabelos loiros e enrolados em grandes cachos até metade das costas, vindo em sua direção. Arregalou os olhos e olhou para um ponto atrás da menina. Aurelien vinha com uma mão no bolso e a outra carregava um cigarro aceso, seu cigarro, sua Gauloise. Sentiu um peso agarrar suas pernas e ao olhar para baixo, a irmã mais nova a encarava com seus enormes olhos azuis e brilhantes.
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  - Vamos falar em inglês! – ouviu o pedido animado da menina em um sotaque ainda pior que a do irmão. - Estou falando muito bem!
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  - Estou vendo. - %Beatrice% se abaixou e deixou-se ser abraçada pela garotinha que tanto adorava. - Está linda, Marguerite. E olhe só este vestido... - ela finge animação ao vê-la usando um dos modelitos que havia criado para ela na época em que dividia moradia com Aurelien.
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  - É meu favorito! - a garota dá um giro trezentos e sessenta graus e para em uma pose que achava ser o mesmo das modelos nas passarelas. Durante a época quando %Beatrice% dividia a moradia com Aurelien e Marguerite aparecia para passar alguns dias, a garotinha tinha a mania de querer ser a boneca da mais velha, assistindo a desfiles com ela a noite inteira, adormecendo as duas em frente à TV. %Beatrice% sorriu e tocou na ponta de seu nariz. Levantou e viu Aurelien encarando as duas com um sorriso, como se fosse o pai observando mãe e filha conversando sobre algum segredo de mulheres.
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  - O que quer? - perguntou baixo para que a menina não pudesse ouvir seu tom de desagrado em vê-la ali. Ele levantou os ombros e deu um trago em seu cigarro antes de dizer:
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  - Achei que quisesse vê-la. Brigou comigo quando disse que havia a encontrado. Está tão ansiosa quanto eu em tê-la de volta conosco no voo para Paris na próxima semana.
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   %Beatrice% olha para Marguerite que sorria com seus olhos azuis brilhando com a luz do luar. Mulheres passavam olhando para a garotinha e quebrando seus pescoços por verem uma criança tão linda e adorável vestida em uma roupa que não estava na moda, mas não era ultrapassada.
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  - Achei que fosse voltar para Paris essa semana. - ela mexe no cachemir que carregava como agasalho e olha para trás para ver se %Zachary% não estaria a procurando.
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  - Não volto sem você. – a voz de Aurelien foi séria, chamando a atenção da estilista.
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   %Beatrice% o encarou surpresa e não pode deixar de sentir suas pernas falharem ao se deparar com seus olhos muito focados nos dela. Apertou os lábios e olhou para Marguerite quando ela diz:
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  - Aurelien disse que você voltará com a gente para casa!
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   %Beatrice% então entendera tudo. Estava bastante claro. Soltou uma risada abafada e olhou para o ex:
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  - Isso é uma brincadeira, não é? - ela diz, o vendo tragar o cigarro que tanto desejava. - Você fez isso de propósito, não fez? - diz baixo o suficiente para que Marguerite não ouvisse. - Disse isso para ela...
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  - Só estou mostrando para você o seu lugar. - ele diz com um breve sorriso maroto. - Você pertence à França...
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  - Pois saiba que a França está vindo até mim, Aurelien. - ela diz vitoriosa, o fazendo levantar uma sobrancelha. - Isso mesmo, eu consegui. Sem você.
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  - O que conseguiu?
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  - Tenho um encontro com Karl Lagerfeld. Essa semana. - viu os olhos de Aurelien, entrefecharem em raiva. Raiva por ela ter conseguido sem ele. Pela primeira vez, viu a expressão de derrota no rosto dele; finalmente sentiu aquilo que sempre quis sentir ao vê-lo perde-la. Saber que ela estava ganhando pela primeira vez desde quando se conheceram era sua dádiva. Aurelien abaixou o cigarro. - Eu disse que conseguiria sem você. Volte para Paris.
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  Ameaçou se virar, mas fora segurada pelo ex, que a virou para ela:
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  - O que ele fez para você? - sem perceber, o cigarro estava ao chão e Marguerite estava a dois passos afastada deles. Uma criança normal estaria apavorada, mas ela parecia bem ciente da situação dos dois. - Você está apaixonada?
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  - Isso não é...
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  - Eu não vim até esse país de merda para voltar de mãos vazias, %Beatrice%. - se aproximou perigosamente dela, fazendo com que seu hálito chegasse aos pulmões da garota. – E você deve me conhecer o suficiente para saber que eu não paro enquanto não conseguir o que eu quero. - roça seus lábios com a garota, que não conseguia se mover com o estado de sua proximidade. Fora pega desprevenida. - A sede dessa marca é em casa. Você irá voltar. Mais cedo ou mais tarde, terá de voltar - sua voz parecia um pouco mais aliviada e assim que %Beatrice% o empurra para longe colocou o sorriso maroto que ela amava odiava. – E aposto meus cigarros que ele não irá te acompanhar. – balançou a cabeça para um ponto atrás dela, como se soubesse que %Zachary% estava ali dentro em alguma mesa a aguardando.
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  - Se eu voltar, Aurelien, não será por sua causa. - olhou para Marguerite, que arregalou os olhos, provavelmente surpresa em ver a garota que era praticamente sua irmã mais velha falar aquelas palavras frias para seu irmão mais velho. Durante todo o período que conviveu com os dois, %Beatrice% era sempre submissa ao irmão; vê-la assim tão decidida e afastada a tornava uma pessoa irreconhecível para a criança. Ao perceber o susto estampado no rosto da garotinha, %Beatrice% apertou os lábios, em partes, arrependida de ter se dirigido da maneira que agiu em frente à Marguerite, mas não poderia deixar de por Aurelien em seu lugar por causa de sua adoração com a garota. - Me deixe em paz, Aurelien. Você perdeu o seu direito...
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  - Você me deve, %Beatrice%. - ele aponta para a garota. – Se lembra? Sua vida é minha. Você é minha. E eu vou cobrar isso logo, logo.
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  - Eu não te devo mais nada. – deu um passo para trás, vendo-o soltar um riso. – Você sabe disso, Aurelien, eu paguei minhas dívidas há muito tempo, antes mesmo de decidir morar com você.
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  Viu o francês soltar mais uma risada e retirar um maço de cigarros do bolso, jogando para ela, que pegou com as duas mãos, surpresa.
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  - Você sabe muito bem que deve. Não esqueça nunca de seu passado, %Beatrice%. Nele, você ofereceu o seu futuro a mim. – e somente colocando as mãos de volta ao bolso do casaco e chamando pela irmã mais nova, Aurelien se afastou com um último olhar maroto.
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  Assim que os dois sumiram de vista, a francesa olhou para o maço de Gauloises que Aurelien lhe jogara. Intacto, faltando apenas um cigarro, aquele que ele deixara cair sem perceber. Colocou o maço cuidadosamente dentro em sua bolsa de mão e dá meia volta, voltando seu caminho para o restaurante. Demorou cinco minutos para conseguir ser atendida e levada até a mesa de %Lieberman% às desculpas dos funcionários pela demora do atendimento. Ela nada respondera. Seus pensamentos ainda estavam em Aurelien e suas palavras.
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  Viu %Zack% com algumas pessoas ao seu redor, mas nenhuma delas sentadas à mesa de lugar para duas pessoas. O balde de vinho ao lado, assim que ele a viu, se desculpou aos que conversava e levantou, depositando uma mão na parte de trás de sua cintura e depositando um beijo em seus lábios.
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  - Por que a demora?
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  - Perdi a hora. - ela responde, colocando a bolsa de mão na mesa e se sentando enquanto o garçom empurrava a cadeira e depois pegara seu cachemir para colocá-la em outra cadeira.
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  - Perdeu a hora? Isso é novidade. - ele sorri fazendo sinal para lhes servirem o vinho, algo rapidamente feito. - Um dia inteiro de preparação não fora o suficiente para programar seu encontro com Karl?
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  - Você é tão íntimo assim dele? - ela encosta o vinho em seus lábios e retorna a taça à mesa. %Zachary% sorri:
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  - Vamos dizer que ser rico te faz ser mais próximo de pessoas influentes.
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  - Você não irá me contar mesmo, não é?
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  - Você terá que se esforçar para tirar a informação de mim. - ele diz divertido com o rumo que a conversa tomava. %Beatrice% levanta as sobrancelhas e se encosta na cadeira, vendo o primeiro prato chegar.
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  - Não vou escolher? – aponta com a cabeça para a comida.
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  - Eu a convidei, eu decido o menu. - ele diz colocando o guardanapo no colo.
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   %Beatrice% não o contrariou. Estava atordoada demais com o que havia acontecido há pouco. Ouve %Zachary% falar, mas não o escuta completamente. Comia lentamente e os olhos demoravam mais que o normal para piscar. Quando dera por si, tinha seu colo sendo tomado pelos lábios de %Lieberman% dentro do carro do herdeiro.
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  Ao chegar no quarto, %Zachary% retirou sua gravata e a jogou em uma cadeira. O paletó fora deixado no mesmo lugar, assim como a camisa. %Beatrice% seguiu até seu closet, onde escolhera um pijama e não se dera ao trabalho de se banhar. Não estava com paciência para isso. Estranhou o homem se deitar na cama sem insinuar o sexo e o vê apagar as luzes, deitando apenas com uma boxer.
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  - Por que me deu seu quarto? - ela diz depois de um tempo no escuro, seus olhos já acostumados com a escuridão. Não houve resposta. Se vira para encará-lo. Ele tinha seus olhos bem abertos e olhando na direção do teto. - Por que está me respeitando?
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  Ele vira o rosto para ela. Olha para seus lábios e então de volta para seus olhos. Abre um sorriso:
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  - Eu não estou te respeitando. Estou te fazendo se apaixonar por mim. São coisas bem distintas.
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  Se %Beatrice% fosse cega, ela poderia acreditar pela tonalidade com que o homem lhe dirigia a palavra. Mas ela não era, e seus olhos podiam muito bem ver além da íris de %Lieberman%. Ela sabia que ele a estava fazendo-a se apaixonar por ele, mas era para um propósito completamente diferente daquele que ele procurava demonstrar. Sorriu:
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  - Não vai ser me dando seu quarto que irá conseguir isso. - volta a encarar o teto.
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  - Você é uma garota difícil. - deposita seu enorme braço em sua barriga, encostando os lábios em seu ombro e aproveitando para deixar lá um beijo.
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   %Beatrice% o encarou. Ao sentir seus olhos em si, %Zachary% levantou o rosto para devolver o olhar.
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  - Me beije. - ela pede séria, o fazendo levantar uma de suas sobrancelhas, desconfiado. - Ande, me beije.
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  - E por que eu deveria?
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   %Beatrice% sorri. Respirou fundo e lhe deu as costas, fingindo ir dormir. Ao sentir %Zachary% se virar para o lado oposto, abriu os olhos com um sorriso confiante nos lábios e a certeza de sua hipótese: Quem é que estava apaixonado por quem ali, afinal?
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