×

ATENÇÃO!

História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

O Espaço Criativo não se responsabiliza pelo conteúdo das histórias hospedadas na sessão restrita ou apontadas pelo(a) autor(a) como não próprias para pessoas sensíveis.

Chanel

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 11

Tempo estimado de leitura: 13 minutos

  Devido às longas pernas, não demorou nem meio segundo para Aurelien parar em sua frente com o sorriso que %Beatrice% não conseguia se esquecer. Quando pensou em se levantar e fugir daquele que ela mais queria estar nos braços, percebera que era tarde demais:
0
Comente!x

  - Bonne nuit, Mademoiselle, ne vous dérange si je m'assois ici? (Boa noite, senhorita, se importa se eu me sentar aqui?) – seu corpo alto e forte se inclinava levemente para frente, para que tivesse certeza de que ela ouviria seu cumprimento e responderia à sua pergunta. %Beatrice% não conseguia lhe responder. Sua boca não abria e o cigarro estava quase terminado. Percebeu o quão tola estava parecendo em sua frente; como sempre, ele não perdia a maneira de surpreendê-la. Limpou a garganta e, se esforçando, disse:
0
Comente!x

  - Oui. – e tirou sua atenção do protótipo de modelo europeu, descarregando as cinzas queimadas do cigarro no cinzeiro que havia na mesa. Olhou para o lado e seu plano de voltar para casa e ser usada como o objeto sexual de %Zachary% desapareceu. Achava que, afinal, essa era sua função do dia. Ser usada.
0
Comente!x

  Aparentemente, alguém mostrara à ela que estava errada. A função de seu dia era esquecer %Zachary%. Ou talvez compará-lo, como estava fazendo há pouco.
0
Comente!x

  - Está a passeio? - finalmente pergunta em inglês, mostrando que não gostaria de chamar mais ainda a atenção das outras pessoas ao redor com a língua estrangeira. Descobrira que ser francesa, ser ligada à moda e possuir uma boa aparência é um imã de problemas. Se pudesse evitar ao menos uma das opções citadas talvez pudesse melhorar suas condições futuras. Viu Aurelien mudar seu sorriso e dar outra tragada em seu cigarro:
0
Comente!x

  - Seu sotaque está muito bom. - desconversa a pergunta de %Beatrice% com seu inglês afrancesado. A modelo não soube porquê assentiu; a cabeça simplesmente se mexeu automaticamente, tão rápido quanto, o arrependimento apareceu assim que ouviu o riso de Aurelien. - Onde está morando?
0
Comente!x

  - Como está Marguerite? – mudou de assunto rapidamente. Marguerite era a irmã menor de Aurelien que %Beatrice% adorava. A menina tinha seis anos e era completamente o oposto do irmão mais velho. Nem um pouco misteriosa, um livro aberto, os cabelos loiros e encaracolados sempre em contraste aos cabelos escuros e fáceis de serem jogado para qualquer lado do mais velho. A única coisa que os identificavam como irmãos eram os olhos muito azuis que ambos carregavam de herança da mãe. %Beatrice% também apostava que quando a menina crescesse, ficaria alta como o irmão e levaria consigo o sorriso malicioso e olhar misterioso que Aurelien tinha.
0
Comente!x

  O ex ficara a encarando por um tempo, calado, provavelmente analisando o estado de %Beatrice%, algo que fazia sempre que a via depois de muito tempo sem se comunicarem. Era impossível decifrar suas expressões. %Beatrice% pagaria com sua vida para saber tudo o que ele pensava quando estava com ela. Por causa do jogo, estava se sentindo tão imbecil quanto se sentia quando %Zachary% provava que ela era uma pessoa vulnerável a ele. Estava agindo como uma menina assustada e medrosa. Infelizmente, era assim que ela era com Aurelien. Sempre que vinha até ela sem ela perceber, tornando a ficar muito próximo. Não era nem preciso dizer algo, sua própria presença a deixava despreparada para o que quer que ele fizesse.
0
Comente!x

  - Está bem, o curso de artes indicou que ela viesse para cá durante uma semana aprender algumas táticas americanas. - outra tragada no cigarro que %Beatrice% reconheceu pelo cheiro ser francesa. Infelizmente, esses cigarros eram difíceis de serem encontrados em Santa Mônica e o único lugar que ela achara cobravam os olhos da cara. Amava os cigarros franceses. Eram bem mais fortes, mas ao mesmo tempo, suaves, ao contrário dos exageros americanos. - Acabou hoje.
0
Comente!x

  - Está aqui desde semana passada? - ela pergunta surpresa. Ele estava nos Estados Unidos e não fora procurá-la... Ela não deveria ficar aborrecida, tampouco decepcionada. Aurelien havia deixado bem claro suas intenções ao pagar a passagem de ida de %Beatrice% para os Estados Unidos. Apertou os lábios, nervosa. Só havia uma única razão de %Beatrice% estar nos Estados Unidos.
0
Comente!x

  Essa razão tinha nome e estava sentado em sua frente neste exato momento.
0
Comente!x

  Tudo começou há cinco meses, quando Aurelien repentinamente chegou no quarto onde %Beatrice% vivia com mais duas garotas - que a propósito, ela descobrira que Aurelien havia ficado junto no último dia em Paris -, e lhe disse que queria que ela fosse para a Califórnia para cursar a universidade de moda de Santa Mônica. Não era a melhor do mundo, mas era a melhor dos Estados Unidos e ele conseguira um com preço para ela.
0
Comente!x

  Obviamente %Beatrice% recusara. Estava fora de cogitação ela se afastar de Aurelien, justo naquele momento em que ela começava a achar que ele estava se importando com ela e parando de sair com outras mulheres ao mesmo tempo em que dizia que ela era a mulher da vida dele. Franceses... Sempre romanticamente exagerados.
0
Comente!x

  Fora quando ele dissera que estava fazendo isso porque acreditava no potencial dela. Estava tudo pronto, ele fizera tudo às escondidas de %Beatrice%, como sempre. As passagens estavam compradas e a matrícula, feita. Ele enviou o histórico escolar de %Beatrice%, além de depoimento dos professores do colégio; a entrevista fora feita por outra garota, uma paga por Aurelien. Tudo estava arranjado, exceto o relacionamento deles. %Beatrice% estava decidida a ficar com Aurelien em Paris, sua atitude o fez parar de atormentá-la. O que ela não esperava, era que a falta de cobrança em si foi ao fato dele parar de encontrar com ela. %Beatrice% não estranhou pelas primeiras duas semanas, mas quando as duas semanas se tornaram um mês e meio, ela não conseguiu não ir até o homem. Ele dramatizou dizendo que ela o expulsou de sua vida depois de tudo o que ele fizera. Ela lhe explicara que não era verdade.
0
Comente!x

  Pela primeira vez na vida, %Beatrice% amolecera seu coração e falou sobre seus sentimentos por Aurelien. Por um momento, acreditou que ele a correspondia. Seus toques, seus beijos, seus olhares, o ar que soltava durante as carícias, as ações de preocupação que demonstrava... Por três meses e meio, %Beatrice% achava que as coisas estavam perfeitas. Ela e Aurelien passeavam por Paris com as mãos dadas e ele passara a levá-la às festas como sua companheira. Todas as festas. Os rumores do relacionamento dos dois aumentavam com o passar dos dias, assim como o amor dela por ele e a satisfação de finalmente tê-lo por completo ao seu lado. Então, na véspera do dia que %Beatrice% deveria embarcar para os Estados Unidos, ela estava feliz em jogar a passagem no lixo. Um grupo de colegas haviam-na chamado para beberem algo em um bar local de Paris; era o único grupo de garotas que %Beatrice% saía, por terem gostos em comum. Assim que chegaram ao local combinado, a primeira coisa que %Beatrice% vira fora Aurelien com Katherine, a vadia rival que dizia ser apaixonada por Aurelien. Em seguida, encontrara as duas garotas com quem costumava a morar, e essas, rindo de sua cara, disseram verdades que %Beatrice% não gostaria de ter ouvido nunca. Verdades sobre o relacionamento fantasma dela com Aurelien.
0
Comente!x

  Antes mesmo que ele a visse, %Beatrice% foi embora. Voltou para casa se sentindo a pessoa mais idiota do mundo. Sentiu-se aos prantos quando chegara em casa, desesperada, humilhada. Olhou ao redor sem saber o que fazer em seguida. Deixou-se levar pelas emoções. Sem pensar, havia se entregado ao amor que sentia por ele. Uma grande besteira.
0
Comente!x

  Foi a última vez que %Beatrice% vira Aurelien.
0
Comente!x

  Até agora.
0
Comente!x

  Recordando-se de seu passado, finalmente descobrira o porquê de tanto odiar %Zachary%. Como fora tão cega?
0
Comente!x

   %Zachary% era exatamente como Aurelien. Um ordinário, aproveitador, galanteador barato. Deu uma última tragada em seu cigarro antes do garçom servir sua salada e seu suco. Bebeu um gole da bebida e não se dá ao trabalho de oferecer a ele; na verdade, queria que ele fosse embora. Vê-lo ali fazia-a lembrar de todas as besteiras que submeteu a fazer por ele. Todas as conversas felizes que tinha com as colegas francesas, que acabavam espalhando pelo social; no final, todos riram de sua cara. Olhando os olhos azuis de Aurelien, podia ouvir os risos e os dedos apontados, as palavras cruéis e o sentimento de humilhação.
0
Comente!x

  Enquanto isso, mulheres passavam pelos dois sentados e olhavam descaradamente para Aurelien, que não percebia, ou fingia não perceber suas presenças. Seus olhos estavam fixos em %Beatrice%, em seu rosto e seus movimentos.
0
Comente!x

  - Foi difícil te encontrar. - ele finalmente disse, depois que recebeu o copo de cerveja que havia pedido ao garçom. Ela levantou uma sobrancelha, tentando ao máximo não demonstrar a felicidade em saber que ele se esforçara para procurar. Ao perceber o coração palpitar, alegre, quis esfaqueá-lo por traí-la depois de tanta dor que sentiu. - Fui até sua universidade, mas me disseram que você havia se mudado.
0
Comente!x

  Ela se manteve calada, centrada em comer. Aproveitava que a salada estava à sua frente e lotava a boca de folhas para que não fosse obrigada a falar. Aurelien se encostou na cadeira e deu outra tragada, olhando ao redor e então voltando a prestar atenção na garota.
0
Comente!x

  - Eu me perguntei durante esses dois dias que fiquei à sua procura... Onde você poderia estar morando, uma o dormitório fora algo que eu consegui para você de graça.
0
Comente!x

  Sentiu seus olhos em si, enquanto dava atenção ao guardanapo de papel depositado ao lado do prato. Era bastante claro ali, entre os dois, a intenção de Aurelien e retirar informações sobre seu atual status de relacionamento. Por algum motivo, %Beatrice% se viu achando divertido a situação em que se encontrava. Afim de se regojizar em sua satisfação, pegou o tal guardanapo e limpou a boca:
0
Comente!x

  - Não faz sentido você saber onde eu moro.
0
Comente!x

  - E por que não?
0
Comente!x

  - Porque não quero mais te ver. - olhou séria para o homem. Ficou brava ao perceber que não mudou sua expressão para mais triste, aborrecido, tampouco feliz. Estava indiferente. Outra tragada é dada por ele, e dessa vez a fumaça parecia ter saído mais grossa. - Por que veio?
0
Comente!x

  - Vim ver como está.
0
Comente!x

  - Por quê?
0
Comente!x

  Ele não respondeu. Depois de um tempo calado, %Beatrice% desistiu de esperar e continuou comendo sua salada, ficando absorta em seus pensamentos. Por um momento, pensou o quão grande aquele prato era, pois parecia que a comida dentro dele não diminuía nem um centímetro. Se espantou ao ouvi-lo responder:
0
Comente!x

  - Você foi sem se despedir. Sem nem avisar que viria. - ele a encarava, agora sério. %Beatrice% balançou a cabeça e soltou um riso descrente:
0
Comente!x

  - Você não merecia, merecia?
0
Comente!x

  - Não... Eu não merecia. - concordou, fazendo-a, por incrível que pareça, se aborrecer ainda mais. Levantou o braço e pediu para o garçom lhe trazer a conta, mesmo seu copo de suco estando cheio e o prato estar apenas na metade. Apesar da ação, continuou comendo normalmente. – Quem é ele? – perguntou, vendo-a encará-lo, surpresa. - Está morando com ele?
0
Comente!x

  Enquanto tomava um gole de seu suco, olhou bem no fundo dos seus olhos. Podia sentir seus dentes rangerem e a curiosidade correr dentro de si. O garçom trouxe a conta e ela lhe dá a quantia em dinheiro exata, como sempre fazia. Odiava receber troco, pois sempre se achava na obrigação de contá-lo para que não pudesse se sentir enganada. Assim, andava sempre com muitos trocados na bolsa.
0
Comente!x

  - Me responda, s'il vous plaît. (por favor)
0
Comente!x

  - Isso não é da sua conta. – resolveu dizer, levantando-se e deixando a conta em cima da mesa, pegando suas milhares sacolas. A fome havia passado antes mesmo da comida ter chego. Tinha um bom caminho a percorrer na volta.
0
Comente!x

  Aurelien se levantou juntamente com ela e a acompanhou até a porta, jogando uma nota de dez na mesa acima da conta de %Beatrice% e caminhando com o cigarro aceso em mãos atrás dela. A parou na saída e lhe fez encarar os olhos; aproximou-se perigosamente até poder sussurrar em seu ouvido:
0
Comente!x

  - Vous ne m'avez pas oublié moi... Non? (Você não se esqueceu de mim... Não é?) - ao ouvir a voz que tanto amava soar em seus ouvidos com provocação, os nervos de %Beatrice% explodiram em raiva e ela se soltou. O encarou com rancor e disse:
0
Comente!x

  - Je vous souhaite, ma vous ne voulez plus. Il ya d'autres hommes dans le monde... Son temps a passé. Al revoir Aurellian (Posso te desejar, mas não quero mais você. Há outros homens no mundo... Sua vez passou. Adeus Aurelien.) - se distanciou do homem, que se manteve parado na calçada com seus olhos seriamente depositados nela. Não queria olhar para trás e ver sua expressão séria.
0
Comente!x

  Fora a vez dele deixar o cigarro queimar e as cinzas caírem na calçada.
0
Comente!x

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
guest

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Todos os comentários (3)
×

Comentários

Você não pode copiar o conteúdo desta página

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x