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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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chaconne

Escrita porLiv
Revisada por Lelen

Capítulo 2 • mais brilhante que o sol

Tempo estimado de leitura: 15 minutos

  %Seokmin% não sabia que horas eram, tampouco quanto tempo estava naquela cama de hospital. Seus olhos ainda se acostumavam com a claridade da sala, apesar das cortinas estarem fechadas; o rapaz nunca gostou muito de hospitais, porém, não tinha muito o que fazer. Ele tinha a certeza de que foi encontrado à beira da morte, então era óbvio que o trariam para o local, mesmo sem saber quem o levou.
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  O homem sentia uma leve dor de cabeça e coçou as pálpebras, tentando se acomodar no leito em seguida, só que não obteve tanto sucesso. Os acessos em suas veias o incomodava, assim como o fato de ter que ficar deitado, contudo, antes que pudesse externar a sua queixa ou chamar a enfermeira, %Lee% percebeu que a parte de cima do leito estava se inclinando, revelando a silhueta dos seus sonhos.
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  — Bem-vindo de volta, %Dokyeom%.
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  Ouvir o seu apelido da adolescência causou um sentimento estranho. Ele nem se lembrava da última vez que foi chamado assim, visto que seus amigos pararam com o apelido quando %Lizzie% demonstrou não gostar – já que pra ela, %Seokmin% é um nome tão bonito para não ser usado. O rapaz adorava ser chamado por %Dokyeom%, na época se sentiu meio triste por não usarem mais o seu apelido, então escutá-lo agora o deixou genuinamente feliz.
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  — Meu sol?
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  — Sim. — A mulher se aproximou com uma feição séria, porém, tranquila. — Na verdade, o meu nome é %Lysandra%, mas todos me conhecem por Sol.
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  — É por isso que me chamou assim no meu sonho?
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  — Basicamente? – Ela riu baixinho, se acomodando na lateral do leito. – No entanto, antes de explicar tudo, você se lembra do seu último pedido antes de adormecer?
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  %DK% se lembrava perfeitamente. Ter a visão da sua ex desacordada como uma das últimas coisas antes de desmaiar não era uma memória agradável, e pensar na possibilidade de %Lizzie% deixar esse mundo era demais para si. Então, como uma súplica, o homem pediu para a mesma silhueta que estava na sua frente agora, salvar %Elizabeth%, contudo, favores não são de graça, assim como %DK% teve um valor a pagar, as consequências da sua compra batiam em sua porta.
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  — Confesso que às vezes não entendo os humanos. — %Lee% a olhou, esperando que prosseguisse. — Mesmo prestes a morrer, você preferiu salvar a vida de outra pessoa ao invés da sua e, devo dizer que, a pessoa em questão não corria nenhum risco de vida, diferente de você, que levou o maior impacto.
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  %DK% sorriu tristonho. Uma parte de si ficava aliviado por %Lizzie% não ter tido problemas maiores, mas ao ouvir a fala da mulher, pareceu como se estivesse levando um esporro, apesar dela estar completamente certa.
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  — Por que me ajudou? — %Dokyeom% perguntou sincero, sem fazer a mínima do motivo que uma desconhecida salvou não só a sua, mas a vida de duas pessoas.
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  — Devoção. — Deu de ombros, pegando a mão do rapaz com delicadeza e pondo a sua em cima. — Em todos os meus anos, eu nunca compreendi muito bem o que leva um humano a devotar a sua vida em prol de alguém. Amor, amizade, gentileza, culpa… — %DK% engoliu a seco com a última palavra, sentindo o seu estômago revirar. — Isso me faz ter uma certa curiosidade. Então, ao vê-lo suplicar para uma estranha que ajudasse aquela garota, mesmo custando a sua vida, me fez ficar curiosa mais uma vez. Não sei se estava esperando um ato de benevolência ou algo do tipo.
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  %Seokmin% sorriu pequeno com a honestidade da garota, grato por ela não ter sentido dó ou pena dele. A última coisa que queria era que pensassem que o rapaz é digno de pena, já que foi uma escolha do próprio aceitar a consequência do seu ato, e não se arrependia de ter salvado %Lizzie%, independente da razão que tenha tido para tal.
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  Ele encarou %Lysandra%, a analisando brevemente; seu cabelo é bem longo – abaixo da cintura – e ondulado em um tom de azul, enquanto seus olhos são vermelhos e seus cílios brancos, detalhes os quais não sabia se eram reais ou não. %Lysandra% possuía músculos evidentes – principalmente nos seus braços – e %Lee% pensou que a academia devia ser um dos seus hobbies, além da dança.
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  — Você sabe que terá tempo o suficiente para ficar me olhando, %Dokyeom%. — %Seokmin% sentiu o rosto esquentar ao ser pego. — Agora, como podemos fazer a apresentação?
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  — Como assim? — Era nítida a confusão em seu rosto.
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  — Bom, você sabe. Os humanos adoram aquele filme… Qual o nome mesmo? — %Lysandra% colocou a mão no queixo, ponderando brevemente. — Crepúsculo! Já vi tanto os humanos falando da cena em que a protagonista descobre que o namorado é vampiro, que pensei que talvez você quisesse algo assim, para dar um suspense a mais?
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  %DK% não conteve o riso, caindo na gargalhada sem delongas. O rapaz não se recordava a última vez que riu dessa maneira, e a expressão de %Lys% o fez achá-la uma graça, e, pela primeira vez, se sentiu leve, como se a culpa não o consumisse mais.
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  Mas, para o seu azar, isso não durou mais do que cinco minutos.
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  Os dois escutaram algumas batidas na porta, e antes que conseguissem responder, uma %Elizabeth% extremamente preocupada entrou rapidamente no quarto, sem perceber a presença de %Lysandra%.
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  — Meu Deus, %Lee% %Seokmin%! — Avançou para o leito, segurando a mão dele. — Não me assuste mais desse jeito. Sabe por quanto tempo você dormiu? Por três dias! Sabe o quão preocupada fiquei?
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  — Por que ele deveria saber?
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  %Lysandra% tinha seus braços cruzados e uma feição séria. O seu ar de poucos amigos surgiu de maneira veloz, e %DK% se surpreendeu pela mudança repentina, entretanto, algo no seu interior ficou contente com isso. Assim como no seu sonho, %Dokyeom% tinha a sensação de que havia um laço que conectava ele e %Lys%, e por mais estranho e bizarro que parecesse, os sentimentos de %Lys% eram compartilhados consigo, como se fossem um só.
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  — Quem é você? — %Lizzie% entrara totalmente na defensiva, incomodada por ver outra pessoa, a não ser ela própria, ao lado de %Seokmin%. O seu tom de voz mudou e a sua linguagem corporal também, fazendo com que %DK% ficasse cansado de lidar com a ex sem ao menos ter falado alguma coisa.
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  — O nome dela é %Lysandra%, e foi ela quem nos salvou — falou simples, levemente irritado.
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  — Ah… — %Elizabeth% se retraiu, contendo a pose anterior.
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  — Você deveria agradecê-la e não tentar arranjar uma briga, %Elizabeth%. Sem %Lysandra%, eu não estaria aqui.
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  %Lizzie% engoliu seco, visivelmente irritada por ter sido chamada pelo nome e por assistir uma completa estranha ser defendida ao invés de si. Apesar de não gostar da situação, ela inclinou o seu corpo para frente e agradeceu, afinal, se não fosse pela outra, o seu %Seokmin% não estaria aqui e %Lizzie% se sentiria muito mais culpada.
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  — Eu avisei aos seus familiares sobre o ocorrido, e…
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  — Você fez o que? — %DK% a encarou incrédulo.
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  — Eles têm o direito de saber, %Seokmin%. Você quase perdeu a vida, e o mínimo é deixá-los a par do seu estado.
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  — Pelos céus, %Elizabeth%. — Ele deu um sorriso irônico, voltando a sentir uma pontada na cabeça. — Nós não somos mais responsáveis um pelo outro, nem podemos continuar sendo amigos, certo? Então por qual razão você fez isso, se compreende muito bem o quão delicada é a minha situação com eles?
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  %Lizzie% ficou em silêncio. Ela tinha plena noção que %DK% não falava com os seus familiares há anos, apenas trocavam mensagens de tempos em tempos para saber se estavam bem ou precisando de alguma coisa. Não é como se todos da família %Lee% se odiassem, porém, os integrantes daquele círculo eram tão incompatíveis que preferiam manter a distância para que não houvesse brigas que balançasse o futuro da família.
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  Os pais de %Dokyeom% moravam do outro lado do mundo, e seus avós – que o criaram – viviam suas vidas egoístas pacificamente a doze horas de distância do rapaz e, felizmente, todos viviam muito bem nessa configuração.
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  %Seokmin% não conseguia simplesmente ignorar o ato de %Lizzie%, uma vez que ela acompanhou o seu crescimento de perto, e o fato de ela achar que eles precisavam ficar cientes do seu estado, o entristeceu profundamente.
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  Sua família não ligava para ele e vice-versa, não havia meio termo para os %Lee% e nunca teria.
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  — Desculpa. — Ela mordeu o lábio inferior, com os olhos cheios d'água. A mulher tentou pegar sua mão novamente, contudo, %DK% não deixou.
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  — Tudo bem. — Fechou os olhos com força, vendo que a dor não passaria tão cedo. — Fico feliz por ver que está bem.
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  O homem foi sincero, vê-la quase sem arranhões era uma boa notícia e ficou realmente aliviado com esse fato.
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  — Obrigada, e como você está? Soube que receberá alta ainda hoje. — A mudança de assunto trouxe uma leveza para o ambiente.
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  — Tirando algumas dores, estou bem. — Sorriu.
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  — Certeza? — A mulher segurou o seu rosto, trazendo para mais perto do dela. — Seus olhos ainda estão meio avermelhados, é melhor chamar a enfermeira…
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  — %Elizabeth% — a voz de %DK% soou firme —, eu estou bem. Agora, acho melhor você voltar para o seu amigo, ele não para de olhar aqui pra dentro e acho que está preocupado. Não o culpo, sou seu ex-namorado que sofreu um acidente, é claro que ele ficaria inseguro.
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  %Lee% tentou disfarçar por não querer soar amargo, mas quando percebeu que quem a esperava no corredor era o seu “novo” namorado, não conteve as emoções. Não havia problema algum do rapaz estar presente, contudo, achou um pouco desrespeitoso, tanto com ele quanto com o outro, %Lizzie% fazê-lo aguardá-la no lado de fora. %Lys%, que assistia a cena mais afastada, deu um sorrisinho satisfatório ao observar a reação de %Elizabeth%, e aproveitou para abrir a porta, revelando o médico e o namorado da garota.
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  — Não sabia que receberia tantas visitas de última hora, %Seokmin% — o mais velho falou descontraído, melhorando o humor do local. — Vou retirar os acessos e refazer os curativos, após isso, estará liberado.
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  — Obrigado, doutor — agradeceu prontamente.
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  — Oh, doutor parece um tanto sério. — O homem começou a fazer os curativos do pescoço, falando em seguida: — Você pode me chamar de Cain, %Dokyeom%. Ou pai, como preferir.
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  %Lee% arregalou os olhos, surpreso com a fala do médico; ele encarou %Lysandra% e, para a sua sorte, ela veio ao seu resgaste, apresentando o agente da saúde:
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  — Não combinamos de seguir o filme? — perguntou meio impaciente, rolando os olhos.
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  — Qual? Aquele que os humanos gostam? — Cain fingiu que não sabia do que se tratava.
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  — Um dos seus favoritos, por sinal. — Deu de ombros. — Enfim, %Dokyeom%, esse é Cain, um dos meus pais e de todos do nosso clã.
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  — Oh… — %DK% estalou os dedos, como se tivesse descoberto algo sensacional. — Então você é que nem o Carlisle?
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  — Basicamente, mas sou mais bonito. — Cain piscou, arrancando uma risada do seu paciente. — Humanos são tão fáceis de entender, minha querida %Lys%. Não falei que a única referência da maioria é Crepúsculo?
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  — Está tudo certo? — %Lizzie% surgiu, interrompendo a conversa do trio.
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  — Sim, senhorita Lambert. No que posso ajudá-la? — o médico respondeu cordialmente, só que, para %Lee%, pareceu que o homem estava apenas fingindo simpatia.
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  — Se está tudo certo, gostaria de ajudar o %Seokmin% a voltar para casa.
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  — Temo que não será possível, senhorita.
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  — Por quê? — questionou confusa.
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  — %Dokyeom% é um dos funcionários da minha esposa e concordamos que, até a sua recuperação final, ele ficará sob nossos cuidados. Simplesmente não podemos deixar um dos nossos desamparados, certo?
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  Independentemente de estar ouvindo isso pela primeira vez, %DK% já imaginava que não moraria mais no seu apartamento, e ter que morar com a sua nova família não aparentava ser tão ruim. A sua realidade de agora não seria de fácil adaptação, então a solução mais racional é a de se mudar com %Lysandra% e Cain.
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  Ele viu a garota ajeitar sua mochila e as bolsas, pensando que, se ela quisesse, o carregaria no ombro sem problema algum. %Lys% empurrou a bagagem para seu pai, estendendo assim a mão livre para %Dokyeom%, que a segurou sem pensar duas vezes. O seu toque era quente e gentil, o mesmo que sentiu antes de adormecer e ao ser tirado do seu pesado, e, apesar de não compreender muito bem os detalhes da sua nova realidade, o rapaz voltou a sentir a tranquilidade de mais cedo.
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  — O nome dele é %Seokmin% — %Elizabeth% falou firme, incomodada e inconformada de ter escutado o apelido do seu ex. — O senhor, como médico, deveria saber disso.
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  — %Elizabeth% Lambert, como médico, sei perfeitamente os nomes de todos os meus pacientes e suas preferências para serem chamados. Como pode ver, %Dokyeom% não se incomodou, então não entendo a razão de a senhorita estar tão incomodada. Caso tenha alguma reclamação, nossos recepcionistas estarão disponíveis para recebê-la.
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  %DK% se sentiu grato mais uma vez, ter que lidar com %Lizzie% ultimamente tem drenado todas as suas energias. Mesmo que a despedida dos dois no dia do acidente tenha sido necessária, %Lee% percebeu que estava ignorando a si e sua saúde mental todas as vezes que foi ao encontro de %Elizabeth%. Ele não sabia se era por ter sofrido um acidente, por ter que se adaptar a uma nova realidade ou pelo acúmulo dos últimos acontecimentos envolvendo Lambert, mas pela primeira vez, se sentia extremamente cansado e exausto de ter que lidar com a sua ex.
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  — Podemos manter contato, %Seokmin%? — A voz da garota já estava distante, contudo, a única coisa que conseguiu fazer foi acenar com a cabeça, concordando.
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  — Sol — chamou %Lysandra%, que o ajudava a pôr o cinto de segurança. — Meu sol. Está frio, por favor, me leve para casa.
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  Novamente, sentiu o toque quente da mulher em seu rosto, adormecendo profundamente.
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