Capítulo 15
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O dia não começou como os de costume da rainha Hinata, suas vestes foram colocadas por suas criadas após um longo banho, e Neji deixou seus aposentos antes que as serviçais chegassem, ele precisava receber os aliados que chegariam naquela manhã. Gaara, Rei do reino da Areia, Temari, diplomata e irmã do rei e Kankuro, seu general do exército e também irmão dos dois. A família No Sabaku estava presente no Reino da Lua para uma importante visita, e quando Neji os viu cruzar a porta de entrada do castelo, pôde ver o ódio que Gaara expressava em sua face. Fez uma reverência ao rei e cumprimentou os demais que estavam junto a ele, em seguida os guiou até a sala de refeições para o desjejum. Não demorou para Hinata surgir e os três No Sabaku levantarem e reverenciarem a rainha, esperando ela se sentar para voltarem aos seus lugares.
— Bom dia, estou feliz que tenham chegado em segurança — Hinata falou sincera.
— Obrigado por nos receber tão de repente, alteza — Gaara agradeceu.
— Imagina, somos aliados, algo me diz que o assunto é grave pela sua carta. Contudo, vamos comer e depois seguir para a sala de reuniões, sim? Não gosto de falar sobre política na mesa de refeições — a rainha comentou, levando a mão para pegar um pão.
Comeram calmamente, apreciando a comida do reino da Lua que era sempre deliciosa, quem conhecia sabia que o reino da Hyuuga era farto, por isso tantos reis queriam uma aliança, comida era algo essencial. Não tardaram a irem em direção à sala de reuniões que era utilizada pela rainha e o seu conselho, mas dessa vez, só estariam os No Sabaku, a Senju, a rainha e seu noivo, é claro. Apesar de ser parte do conselho, Neji era o futuro rei, além de ser o general do exército. Sentaram nas cadeiras esperando que Hinata desse seu consentimento para começarem, ela acenou levemente com a cabeça olhando para Gaara, que respirou fundo antes de começar:
— O traidor era da coroa — disse de forma direta, ele não era de enrolar. Agora Neji entendia seu ódio, um caso assim pedia uma execução em praça pública e há anos algo assim não acontecia, e, céus, dava para sentir o desconforto de Temari de onde estava. — Era um primo distante, mesmo assim, fui traído por minha própria família. Lamentável.
— Também temos um traidor entre os nossos — Hinata falou irritada. — Ainda não descobrimos quem é, mas Neji está cuidando disso.
— Peço que se atente, alteza. Não tem família, mas você tem um conselho antiquado.
— Tenho ciência disso, rei Gaara, Neji me alertou. — A rainha suspirou. — Temo que entremos em guerra por algo banal.
— Não acho que Madara esteja articulando uma guerra por causa de seu casamento, majestade — foi a vez do irmão do rei falar, sua frase fez Neji arquear uma sobrancelha. — Acredito que isso faz parte de um plano bem maior. Arranquei informações de Sasori, ele já trabalhava com Madara há alguns anos.
— Isso me preocupou bastante, não sei há quanto tempo perdi o controle do meu reino. — O ruivo bufou irritado. — Isso é…
— Está tudo bem — Temari sussurrou próximo ao irmão, enquanto pegava na mão dele por baixo da mesa. Sabia que a pose de rei de Gaara estava prestes a ruir, saber que um familiar o traiu acabou consigo.
— Vamos planejar nossos passos a partir de agora, preciso responder a carta que Madara me enviou.
— Ele mandou uma carta para você? — Temari arregalou os olhos.
— Me desejando votos de felicidade, acreditam? — Hinata riu debochada. — Palavras tão falsas quanto ele.
— Inacreditável. — A No Sabaku balançou a cabeça negativamente. — Recebemos uma carta para uma assembleia, também não respondemos… Ainda.
— Não sei se meus aliados irão me apoiar.
— O reino da Folha está ao seu lado, sabe disso. — Tsunade findou seu silêncio, olhando para a amiga de forma terna. — Meu pai, o Rei Hashirama, jamais permitirá que Madara a desrespeite dessa forma. É o seu reino, sua vida, faz o que bem entende com ela, alteza. — Hinata sorriu para a amiga, sabia que Hashirama jamais a deixaria à mercê de Madara, ele enfrentaria uma guerra por ela, sabia disso.
— Peço que se acomodem em seus quartos, já pedi para os criados levarem suas bagagens. Traçaremos estratégias nos próximos dias — foi a vez de Neji falar.
Aquele dia seria no mínimo longo, a cabeça de Hinata estava a mil. Gaara tinha razão, o traidor poderia estar ao seu lado e nem desconfiaria, ela estava irritada, perdera toda a confiança que tinha em seus conselheiros. Não que fosse de toda confiança, mas o mínimo, ela possuía. Entrou na biblioteca sendo seguida de Neji, que fechou a porta e a trancou, a conversa que teriam ali não poderia ser ouvida por mais ninguém. A rainha sentou-se em sua poltrona, derrotada, eram muitas lacunas e não tinha a mínima ideia de por onde começar a preenchê-las. Otsutsuki a mirou parando em sua frente com uma expressão de seriedade, Hinata arqueou uma das sobrancelhas sem entender, e esperou que ele falasse o que queria.
— Gaara está extremamente instável, não sei se percebeu, majestade.
— Também estaria, Neji, caso alguém da minha família tivesse ousado me trair — cuspiu as palavras com raiva.
— Penso que talvez ele não esteja pensando claramente, precisamos ter cautela. Lembre-se que não queremos uma guerra, mas ele parece estar pronto para uma — o moreno comentou.
— Entendo seu pensamento, mas acho que Temari é uma boa diplomata, além de ser irmã do rei. — Ela sorriu discretamente, afinal, ela tinha ensinado boa parte do que a No Sabaku sabia. — Ela não vai deixar que o temperamento dele influencie em uma decisão tão importante.
— Está pensando demais. De novo — a Hyuuga o interrompeu. — Vamos por partes, preciso escrever uma carta para Madara.
— Antes que comece, alteza, caso me permita, gostaria de propor uma ideia. — Hinata acenou para ele continuar enquanto buscava um pergaminho e sua pena. — Quero mandar um espião para o Reino do Fogo.
— O quê? — A Hyuuga franziu o cenho.
— Acredito que precisamos de respostas e não vamos tê-las caso pergunte. A melhor maneira seria conseguir colocar alguém no castelo dos Uchihas para descobrir o plano de Madara.
— Sim, concordo que não temos muitas opções, ontem mal dormi pensando nas hipóteses. — Jogou a cabeça para trás soltando o ar de seus pulmões.
— O que Gaara nos comunicou me preocupa, somos o maior reino depois dos Uchihas, e caso Madara esteja planejando algo contra nós, precisamos saber. — A rainha assentiu, sabia que Neji estava certo, nunca tinha ido tão longe, nunca precisou se preocupar com um ataque ou guerra. Tudo era novo para si, mas seu guarda tinha experiência, lutou ao lado do pai em muitas batalhas. Sabia que ele tinha pensado tanto quanto ela em uma resolução para todos os problemas e que claro, tinha escolhido a melhor delas. — Já tenho alguém em mente, um soldado que meu pai treinou pessoalmente há alguns anos. Ele é especialista em infiltração e espionagem.
— Você tem minha permissão, ninguém mais saberá disso, apenas eu e você. É o único que confio dentro desse castelo, Neji. — Ele caminhou até o lado da rainha e depositou um beijo em sua cabeça, fazendo-a fechar os olhos aproveitando o carinho. — Já que trancou a porta… — Hinata sorria maliciosamente em direção ao moreno, que já entendia sua expressão — poderíamos aproveitar.
O Otsutsuki só agiu, o castelo estava cheio de visitas, mas para o inferno, eles sabiam que eles iam se casar. Ergueu Hinata a colocando em cima da mesa em um único movimento, fazendo com que ela desse um gritinho de surpresa. Ele começou pelo pescoço, depositou beijos molhados enquanto passeava suas palmas pelo corpo voluptuoso da rainha. Amava os seios, o quadril largo, a barriga branquinha com alguns sinais, os ombros imponentes e o colo com os ossos aparentes. Beijou tudo que pôde, tudo que estava exposto antes de levantar o vestido de Hinata e descer até o meio de suas pernas.
— Ah, Ne-neji… — A Hyuuga agarrou os fios marrons, puxava e jogava a cabeça para trás aproveitando cada onda de prazer que corria em seu corpo. A língua molhada, aveludada, percorrendo toda a extensão da sua intimidade. As mãos grandes do guarda apertavam as coxas grossas, que estavam cada vez mais abertas. Ela estava entregue.
Otsutsuki era seu submisso na frente de todos, porém na cama quem comandava era ele, e Hinata adorava. Sentiu seu baixo ventre se contorcer em êxtase até morder o lábio com força para não gritar. O moreno levantou lambendo os lábios enquanto a Hyuuga ainda tentava normalizar a respiração de olhos fechados.
— Hina… — Neji falou baixo, de modo preocupado, estranhando, ela abriu os olhos e franziu o cenho. Ele passou o dedo nos lábios dela e a mostrou o sangue que havia escorrido.
— Eu estou bem… — Ela o puxou pela nuca e o beijou, o gosto do ferro do sangue e de seu gozo se misturaram. Neji apertou sua bunda e ela abriu a calça dele com pressa, precisava senti-lo, seu corpo clamava por ele. Arrastou-se na madeira, ficando na beirada da mesa e o membro rijo a preencheu, arrancando dos dois gemidos em puro deleite. — Mais do que bem… — ela disse entre suspiros.
Neji investia mais forte a cada impulso do quadril, as unhas de Hinata entraram pelo uniforme do noivo, arranhando suas costas de maneira bruta. Otsutsuki entrelaçou os dedos nos fios negros e puxou com uma certa força, fazendo a cabeça da rainha tombar para trás. Ele arrastou a língua pelo pescoço dela até o lóbulo, onde mordeu, ouvindo um gemido sôfrego escapar dela. As paredes da Hyuuga davam sinais de que ela estava perto, apertavam com tamanha força que o prazer para Neji triplicou.
— Ah, eu… Neji, mais… — Hinata falou manhosa, agarrando os ombros largos. Ele posicionou as mãos no quadril e à medida que a puxava para si, também levava seu corpo de encontro ao dela.
— Hina… Não. Vou. Aguentar. — Os corpos se chocavam, o som indecente ecoava pela biblioteca, os lábios voltaram a se encontrar, as línguas se procuravam em busca de cada vez mais contato. Os dois começaram a ficar quentes, os corpos suando, a franja de Hinata grudava na testa, e Neji chegou ao seu limite derramando-se dentro da rainha, assim como ela gritou ao ter seu segundo orgasmo.
Seguiam abraçados, respirando forte, sentindo o coração bater contra o peito de maneira acelerada. Hinata o abraçou mais forte e ele correspondeu.
— Vou fazer o pronunciamento amanhã — ela disse deixando Neji ciente de que aquilo realmente aconteceria; a ficha havia caído.
[...]
Neji estava em sua usual postura na porta do quarto, as criadas vestiam Hinata com um dos seus vestidos mais glamorosos. Otsutsuki de vez em quando a olhava de relance, não podia negar que estava com medo e ninguém poderia julgá-lo, afinal, uma revolução em seu reino poderia começar. A rainha era bem vista por todos, nunca deixou faltar nada, nunca deixou ladrões saírem impunes, no entanto, sempre deu a eles julgamentos justos. Mesmo assim, alguns poderiam achar que a Hyuuga estava louca em se casar com um mero general quando o príncipe Itachi, herdeiro de um dos maiores reinos, a cortejou.
Seu lado racional gritava para que ele impedisse aquela loucura, mas por outro lado, ele queria mais que tudo estar ao lado dela como seu marido. Nada o faria mais feliz. As criadas terminavam de fazer um coque enfeitado com flores, ela estava linda, isso ele não podia negar, tanto que se permitiu direcionar um sorriso singelo a ela. Abriu a porta para que
sua rainha passasse, chegaram ao salão do trono encontrando os No Sabaku, que a reverenciaram. Seguiram para a carruagem que os levaria até a praça central de seu reino, onde Hinata faria seu pronunciamento.
Desceu os degraus apoiando-se na mão de seu guarda pessoal, como sempre fez em todos os seus discursos que fez ali. Olhou seus súditos, que sorriam e acenavam para ela, respirou fundo e pediu ao seu pai que olhasse por ela lá dos céus.
— Bom dia, agradeço pela presença de todos, que é muito importante para mim. Hoje eu vim comunicar a vocês uma decisão muito importante. — Hinata viu Tsunade sorrindo para ela, assim como Temari, porém, como nem tudo eram flores, olhou para o lugar do conselho e não se surpreendeu ao ver Hiruzen com uma expressão desgostosa. Contudo, nada atrapalharia aquele momento, ela ia falar sobre seu casamento, era uma hora feliz.
Respirou fundo mais uma vez e continuou:
— Acredito que quase todos conheceram meus pais, minha mãe foi uma mulher amada e que amou também. Esse amor deu fruto à que vos fala agora. Eu acredito que o amor pode construir as melhores coisas dessa vida e tudo que meus pais queriam era que eu tivesse o mesmo. — Sorriu com a lembrança e apertou o pingente que descansava em seu colo, um medalhão com o brasão da família Hyuuga. — Como todos sabem, tivemos o baile para receber meus pretendentes, no entanto, nem eu mesma sabia que o amor estava bem ao meu lado. Não precisei procurar em outros reinos, achei quem meu coração buscava e enfim, terei o casamento que meus pais sempre sonharam para mim. Por amor.
Hinata buscou Neji com o olhar atrás de si e estendeu sua mão, ele deu três passos para frente e segurou a mão da rainha. Estava encantado com as palavras da Hyuuga e ao mesmo tempo, tremendo de nervosismo. Tinha medo, por si e por ela, com o que os súditos iriam pensar e reagir com essa informação. Era tão perigoso. Via no rosto do conselho sua desaprovação, algo lhe parecia mais proeminente e preferiu guardar para si, por enquanto.
— Ele sempre esteve ao meu lado, deu seu sangue diversas vezes pelo meu pai, por mim, além de ser a melhor pessoa que eu já conheci. Eu escolhi Neji Otsutsuki para ser meu marido e nada me faria mais feliz em ver que vocês o verem como eu vejo: um ótimo general, soldado, conselheiro, amigo e, acima de tudo, um homem digno de ter a mão de sua rainha em casamento — Hinata concluiu sorrindo.
Aconteceu o que Neji não estava imaginando, seus súditos aplaudiram e gritaram com o pronunciamento da rainha. Ele sentiu seu corpo relaxar como nunca, parecia que um peso deixava suas costas, suas mãos chegaram a formigar e o oxigênio invadiu seus pulmões com força; ele respirava aliviado. Hinata apertou a mão de seu noivo com força, mirou nos olhos dele e sorriu, a felicidade que ambos compartilhavam era tão genuína. Os No Sabaku aplaudiram, Temari sorriu junto a Tsunade, as duas estavam realmente felizes pela amiga ser apoiada por todos de seu reino.
Depois do grande anúncio, voltaram para o castelo, Hinata já tinha escrito cartas negando a aliança através do casamento, mas estava aberta a outras ofertas de tratados, afinal, precisava pensar em seu reino. Contudo, tinha uma carta em específico que ela não tinha respondido e que a estava deixando nervosa. Não foi preciso avisar Madara de sua decisão, ele descobriu porque ela praticamente expulsou Itachi de seu castelo, nunca se arrependeu tanto de uma atitude impulsiva. No entanto, a verdade era que ela estava cansada de cobranças, a pressão sobre seus ombros estava demais e ela tinha chegado no limite. Ouvir o Uchiha falando que poderia oferecer mais como se ela fosse uma mercadoria a ser trocada foi o estopim, e respirando fundo ela começou a movimentar a pena sobre o papel.
📌 Olá, leitores! É um prazer estar por aqui colaborando com uma história que amo! Intensidade, um amor que sufoca e algumas piadinhas são sempre o que procuramos trazer para vocês em nossas histórias e espero que gostem muito. É maravilhoso ter uma gêmea da escrita, nós literalmente compartilhamos um neurônio, acreditamos que as vezes até mais hahaha
Aproveitem a leitura ☺️
HatakeSaturn e HyugaUchiha31 🪢
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