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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Can you hold my hand?

Escrita porLiv
Revisada por Lelen

Capítulo 2 • Você pode segurar a minha mão?

Tempo estimado de leitura: 21 minutos

  — Fazer cara feia te deixará cheia de rugas, Jinnie.
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  %Leylin% encarou a pequena Yujin sentada nos degraus, visivelmente chateada com alguma coisa. Ela logo abriu o portão e se juntou a irmã, a entregando o potinho com uma das sobremesas que %Cheol% havia preparado, o que animou um pouco os ânimos da mais nova.
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  — Unnie, eles estão gritando novamente e jogando coisas pela casa... — disse ao pegar um dos mini cookies.
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  — É, dá pra ouvir. — %Song% olhou para a casa atrás de si, respirando fundo. — Quer ir pra praça?
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  — Hoje eu tenho judô e eu precisava pegar as roupas na sala, mas quando cheguei eles estavam discutindo.
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  — Bom, eu vou lá resolver o problema em um passe de mágica, tudo bem? — Tocou no nariz de Jinnie, a fazendo rir. — Me espera no outro lado da calçada com a senhora Yoko que volto em um instante, certo?
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  A senhorinha recebeu Yujin com um abraço, e ao olhar para %Linlin%, lhe desejou boa sorte. Ela era a única aliada das meninas pela vizinhança, e fazia o que estava ao seu alcance para ajudá-las durante esses momentos.
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  — Próxima parada do ônibus da %Leylin%: o inferno.
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  A garota abriu a porta no mesmo tempo que uma garrafa voou ao seu lado, se chocando contra a parede e um dos cacos atingiu o seu rosto, cortando a sua bochecha. Ela encarou os adultos à sua frente com um sorriso sarcástico, tentando controlar a sua respiração para não surtar; não era a primeira vez e nem seria a última que veria essa cena, e %Leylin% se perguntava o motivo de ter nascido em uma família tão disfuncional como a sua, contudo, não era nada que não estivesse acostumada, infelizmente.
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  — Yuyu escutou toda a briguinha idiota de vocês — avisou ao passar para a sala, pegando a mochila da irmã. — Eu não me importo que vocês se matem, mas tenham o mínimo de consideração pela filha que vocês escolheram ter. Tô saindo, e quando eu voltar, espero que tudo esteja arrumado.
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  — Quem você acha que é pra mandar em algo aqui? — O homem bradou e ameaçou a ir pra cima de %Song%, mas a sua esposa entrou na frente dele, o parando.
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  — Eu nunca chamei a polícia para você por causa dela. — Rolou os olhos, achando a cena patética. — Ao invés de tentarem se matar, sei lá, procurem ajuda. Ou separem de uma vez.
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  — Acho melhor você calar a sua boca ou eu irei...
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  — Ah, mas não vai. — %Linlin% pegou um pedaço da garrafa quebrada e jogou na direção do seu genitor, errando a mira de propósito. Apesar de suas ameaças nunca saírem do papel, ela nunca deixaria ele achar que poderia fazer algo contra si e Jinnie, então, nas oportunidades que surgiam, %Leylin% agia duas vezes pior do que o homem para assustá-lo. — Na próxima vez eu vou acertar a sua cara. Não se esqueça que, infelizmente, eu sou sua filha e sou tão maluca quanto você.
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  — Vá com Yuyu, %Leylin% — falou a mulher com o olhar vazio. %Song% conseguia sentir um pouco de carinho na fala de sua mãe, todavia, não se deixava levar pelas migalhas de demonstração da mais velha.
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  %Linlin% deu uma última olhada neles e fechou a porta com força, sem se importar com o barulho que faria. Antes de ir até Yujin, a garota colocou um band-aid na bochecha, anotando mentalmente que teria que passar na farmácia para comprar algodão e alguma pomada para passar na ferida. A cena que acabou de vivenciar era só mais uma das inúmeras que seus pais pareciam adorar encenar desde que voltaram a Seul, e mesmo que soubesse que parte da culpa vinha dos seus avós, não justifica o fato dos seus genitores serem tão péssimos pais para ela e Yujin.
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  — Falta pouco, %Leylin%. Falta pouco... — repetiu para si ao encarar o céu. Nessa altura, %Song% não possuía mais lágrimas para chorar, e a única coisa que ocupava a sua mente era o cansaço que esse tipo de situação causava.
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  — %Linlin%, querida. — A senhorinha apareceu na porta e logo foi ao encontro da menina no portão, checando se ela estava bem.
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  — Foi só um corte superficial, Yoko. — A sua vizinha odiava formalidades, então %Song% sempre a chamava apenas pelo primeiro nome.
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  — E se infeccionar? — Colocou as mãos na cintura. — Olha, eu levo a Yujin pro judô e você pode ficar aqui em casa o tempo que quiser. Sua mãe havia perguntado se Yuyu poderia dormir aqui por causa do plantão, mas eu não imaginava que a situação estaria ruim assim, senão teria buscado a pequena na escola. Tem várias marmitas na geladeira e um kit de primeiros socorros no banheiro. Toma um banho quente e descansa, minha querida.
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  — É, talvez eu faça isso mesmo. — Suspirou. — Mesmo que eu não durma em casa, amanhã eu volto cedinho para buscar a Jinnie.
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  — Não precisa se preocupar com isso, %Linlin%. Eu vou levá-la e buscá-la, esqueceu? Seu pai vai sair em viagem e sua mãe só chega de madrugada.
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  — Ah, verdade... — A garota olhou para o chão e fechou os olhos com força, sentindo todo o cansaço a consumir mais rapidamente. — Obrigada, Yoko.
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  — Não precisa agradecer. Agora entre e vá descansar. Yujin! — chamou a mais nova que veio correndo e se jogou nos braços da irmã. — Se não formos correndo, iremos nos atrasar, mocinha.
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  — Tchau, unnie! — Jinnie beijou a bochecha da irmã.
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  — Boa aula e se comporte, meu amor!
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  Yoko e a pequena saíram apressadas, e no minuto que elas viraram a esquina, %Leylin% adentrou a casa, indo direto para o banheiro. Como tinham o costume de ficarem lá, as meninas sempre deixavam várias roupas no quarto de hóspedes, que acabou se tornando o quarto das irmãs %Song%, com direito a uma plaquinha com seus nomes. A senhorinha as considerava como netas, e sempre se lamentava por não poder fazer mais, por mais que %Linlin% a assegurasse que ela já fazia muito. A jovem era eternamente grata ao apoio que recebia, e se não fosse por Yoko, provavelmente ela teria surtado faz tempo.
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  Após um longo e relaxante banho de banheira, %Leylin% se espreguiçou na cama, pensando no que deveria comer. Já tinha passado mais de uma hora que Yoko e Jinnie saíram e elas não voltariam tão cedo, considerando que depois dos treinos de Yujin, as duas adoravam jantar em uma das barraquinhas da praça perto de casa, então %Song% não teria companhia para a janta. Enquanto esquentava sua marmita, o seu celular começou a tocar, e ao ver o nome no visor, um grande sorriso brotou em seus lábios:
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  — Tia Bárbara! — disse animada.
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  — %Linlin%, a minha sobrinha favorita! Junto de Yuyu, é claro. — A outra riu.
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  — Jinnie saiu com a Yoko faz um tempinho, portanto, posso ficar com o cargo de sobrinha favorita só para mim!
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  — Como desejar, meu amor. Está tudo bem?
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  — Bom, eu quase acertei o seu cunhado com uma garrafa quebrada, mas acho que estou bem sim — falou em um tom irônico.
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  — Se tivesse acertado eu não brigaria com você, viu? — %Leylin% não conteve a risada. — Sinto muito por isso, de verdade. Só mais um pouquinho e estarei te tirando daí, %Linlin%.
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  — Já disse pra focar na Jinnie, tia, eu me viro.
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  — Você acha que eu trabalho embarcada pra nada, mocinha? Sua mãe e Yuyu virão comigo, e a sua passagem e a do seu namoradinho chegarão em breve.
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  — Não sei nem como te agradecer, tia. — %Song% sentiu a sua bochecha molhada, e só agora havia reparado que estava chorando.
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  — É o mínimo que posso fazer, %Linlin%. Por mais que a gente vá morar longe novamente, o importante é você estar segura e longe desse filho da puta. E, claro, da minha irmã também, que é um péssimo exemplo de mãe.
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  — Ela se esforça... às vezes.
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  — Não precisa tentar aliviar pro lado dela, ela escutará bastante quando vier pra cá. Agora preciso ir, meu amor. Consegui dar uma escapadinha pra falar com você! Te amo!
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  — Te amo, tia. Bom trabalho e se cuida!
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  %Leylin% desligou a chamada com o coração mais calmo, no entanto, havia perdido um pouco do apetite. A fim de comer algo mais leve, ela pegou um outro potinho com salada e encheu mais uma vez o seu copo com suco, indo para a sala. Sua tia estava sempre no mar à trabalho, e nas suas folgas, ela fazia questão de checar como suas sobrinhas estavam. Bárbara nunca quis que a irmã se mudasse, porém, Yurin e Yongjin haviam recebido ótimas propostas de emprego que eram difíceis de serem recusadas, e a mulher, assim como a irmã e o cunhado, acreditou ser o melhor para a família. Mas, como nem tudo são flores, o relacionamento que já estava ruim só piorou com o passar dos anos, e por mais que não fossem pais tão presentes, eles ainda conseguiam ser pais decentes para suas filhas, diferente de agora.
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  Desde que começaram a brigar em casa, o ambiente virou um inferno, e Yongjin descontava as frustrações por meio de gritos direcionados à %Leylin%, que era quem sempre o rebatia. Yurin, além de ter os seus motivos para brigar com o marido, comprava a briga de %Linlin%, já que era o mínimo que conseguia fazer pela filha. Eles tentavam não discutir na frente de Yujin e %Song% ficava aliviada pela irmã não ver aquelas cenas ruins, apesar da mais nova entender o que acontecia e escutar às vezes. %Leylin% protegia a irmã a qualquer custo, e mal podia ver a hora de sair desse inferno que parecia não ter fim; por mais que tentasse ao máximo ser forte, a garota tinha apenas dezessete anos e estava extremamente exausta. Bárbara havia oferecido para elas se mudarem para a Suíça no início do seu segundo ano, contudo, tanto %Leylin% quanto Jinnie pediram para a tia para esperar até que elas se formassem, afinal, as irmãs finalmente criaram amizades e queriam ficar no mesmo lugar por mais tempo, e a situação em casa não estava igual agora. Tudo piorou em meados de 2012, e as brigas que eram esporádicas e a dois, se tornou um inferno em um piscar de olhos.
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  %Scoups% estava deitado na sua cama encarando o teto do seu quarto — que possuía várias estrelas coladas por seus irmãos — quando escutou algo quebrar no andar de baixo. Do pé da escada ele viu Hyun e Nabi varrendo o que se parecia com um copo quebrado, e logo se juntou a eles, assumindo a tarefa:
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  — Vocês se machucaram? — perguntou ao olhá-los, checando se não tinha algum arranhão neles.
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  — Não, hyung — respondeu Hyun.
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  — Oppa, na verdade foi a mamãe que quebrou o copo! — Nabi apontou para a cozinha.
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  — Aish, me entregando desse jeito, Nabi?
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  %Seungcheol% encarou a mais velha com um sorriso, indo abraçá-la assim que jogou fora os pedaços de vidro. Sua mãe trabalhava como enfermeira e estava sempre emendando um plantão no outro, e como o seu pai era ausente a maior parte do tempo também por causa do trabalho — e por não se importar tanto assim com a família —, o filho mais velho da família %Choi% assumia o papel de “pai”, sempre cuidando dos irmãos mais novos.
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  — Você podia ter avisado que estaria em casa — falou em um tom tranquilo, ajudando a mulher a arrumar a mesa.
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  — E perder a chance de fazer uma surpresa pros meus filhos? Nunca! — Seulgi sorriu. — A janta está prontinha esperando vocês, agora vão lavar suas mãos para podermos comer!
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  — Se tivesse me avisado, eu teria preparado algo...
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  — Querido, às vezes você age como se não tivéssemos uma boa situação, sabe? Eu trabalho bastante e o seu pai, apesar de ser um imprestável, também entra com dinheiro em casa, qual é o problema de comermos duas pizzas maravilhosas em plena quarta-feira? — Ela cruzou os braços e se encostou no balcão, suspirando. Seulgi era muito grata aos esforços de %Seungcheol%, mas a mulher gostaria que ele agisse mais de acordo com a idade dele. — Em breve você estará indo para outro país com o seu amor, e eu estarei diminuindo a minha carga horária para ficar mais em casa.
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  — A nossa situação é boa porque você trabalha, meu pai só faz o mínimo. — %Cheol% rolou os olhos. Ele sempre se irritava quando o assunto era sobre %Choi% Seo-jun, e isso ficava evidente sem precisar fazer muito esforço.
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  — De fato, mas ainda assim podemos comer pizza quando quisermos e eu irei te apoiar na sua mudança mesmo de longe. A sua poupança já está guardadinha, espero que seja o suficiente para você e para a minha querida...
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  — Mãe, já falei que você pode usar esse dinheiro com Nabi e Hyun, não precisa se preocupar comigo. Eu já apliquei pra diversas vagas e vou conseguir sustentar a minha nova casa com a %Linlin%.
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  — %Choi% %Seungcheol%. — A mais velha o olhou fixamente com uma feição nada amigável. — Sabe o quão difícil é sustentar uma casa e uma família, mesmo sendo duas pessoas? Há inúmeros gastos, além do fato que você terá que se ajustar à uma realidade diferente da sua atual. O mínimo que eu posso fazer é te apoiar, e o meu apoio consiste também em dinheiro. Você é um filho perfeito, mas eu só trabalho o tanto que eu trabalho porque você implorou para eu não largar o meu sonho quando o seu pai começou a ficar ausente, e parte da escolha foi minha, para que você não precisasse trabalhar e pudesse focar nos seus estudos e na sua vida de adolescente. Seus irmãos já estão grandinhos, e eu já combinei com a sua avó que eles ficarão com ela nos dias que eu tiver plantão.
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  — Mas a vovó...
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  — Tá melhor que eu e você juntos! — Seulgi respirou fundo. — Querido, eu sei que não sou a melhor mãe do mundo, e eu sou eternamente grata por você ser um filho maravilhoso, mas você precisa viver a sua vida, entende? Eu já me sinto mal o suficiente por vê-lo assumindo um papel que não era pra você assumir, às vezes eu queria que você agisse mais como um garoto rebelde... se você sempre abraçar o mundo e esquecer de você mesmo, uma hora irá se perder e consequentemente perder as coisas importantes para si. A única coisa que te peço é para se priorizar e priorizar aquilo que é importante para você, e focar nisso.
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  %Scoups% aproveitou que os irmãos entraram correndo na cozinha e foi para o banheiro, a fim de lavar o rosto e esperar que as lágrimas cessassem. O peso em seus ombros era muito pesado, no entanto, %Seungcheol% simplesmente não conseguia se priorizar quando via o outro em necessidade, muito menos alguém que amava; o rapaz queria ser diferente do seu pai, por isso, dava tudo de si em casa, e também daria tudo de si ao se mudar com %Leylin%, e por um momento ele acreditou que ele sozinho seria o suficiente para dar conta de tudo. Mas, além de serem sensatas, as palavras de sua mãe traziam aquela dose de realidade à tona, a que %Choi% ignorava completamente para continuar sendo a pessoa que todos podiam contar.
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  Já se passava das nove da noite quando Seulgi surgiu na porta do quarto do filho, segurando uma chave e uma bolsinha com umas marmitas. Ela deu três batidinhas, não demorando muito para o filho aparecer.
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  — Você tem visita.
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  A mulher apenas entregou o que precisava e saiu, deixando o rapaz ligeiramente confuso. %Scoups% encarou a chave do carro e ficou ainda mais curioso para entender o que estava acontecendo, contudo, precisava saber quem era a visita para solucionar este caso. Assim que fechou a porta principal, sua visão foi tomada pela sua silhueta preferida, e logo %Choi% correu na direção de %Leylin%, a abraçando apertado. Era como se todo aquele peso se dissolvesse ao estar nos braços dela, e ele amava o efeito que a sua %Linlin% causava em si; ao se separarem, o garoto segurou com cuidado o rosto da namorada, percebendo que havia um band-aid que não estava ali mais cedo.
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  — O que houve? — %Seungcheol% estava visivelmente preocupado.
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  — Um corte causado por uma garrafa voadora. — %Song% deu um sorrisinho.
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  — Isso não é engraçado, meu bem. Quer que eu peça pra minha mãe dar uma olhada?
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  — Se eu encarasse a vida com tamanha seriedade já teria surtado faz tempo. — Tentou tranquilizá-lo com um sorriso. — E não precisa, eu já cuidei disso.
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  — Eu sinto muito, %Linlin%.
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  %Cheol% ficava com o coração partido ao ver a garota nesse estado, e se sentia mal por não poder fazer nada. Por mais que o corte tenha sido superficial, a preocupação dele não era menor, e ele sabia que não estava sendo fácil para %Leylin% lidar com a situação em casa.
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  — Não precisa, a culpa não é sua. — Retribuiu o abraço, apertando suas mãos em volta do namorado. — Meu plano inicial era ficar com você no seu quarto, mas sua mãe disse pra te levar pra sair, então pensei de irmos no mirante.
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  — Parece ótimo. — Sorriu de lado.
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  A vista do mirante continuava linda, e %Leylin% sentiria falta desse lugar que morava no seu coração. Como passou boa parte da sua vida em outro país, ela desbravava as ruas de Seul e de outras cidades apenas nas férias quando vinha visitar as famílias de seus pais, então, ao se mudar, ela teve muito mais tempo para explorar os locais que desejava, e o mirante foi um achado ao acaso. %Song% nunca pensou que existia um espaço tão aconchegante e bonito, e ele se tornou mais especial por ter sido o palco da primeira troca de olhares entre ela e %Seungcheol%. Por mais que estudassem juntos, era a primeira semana de aula e %Linlin% não havia trocado muitas palavras com %Scoups% ou o restante do grupo, portanto, ver o menino fora da escola foi algo totalmente diferente para si, e não demorou muito para eles começarem a conversar e se tornarem amigos, e, meses depois, namorados.
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  — Esse lugar sempre me traz lembranças. — A garota deitou a cabeça no ombro de %Cheol%, suspirando. — Vou sentir falta dele quando nos mudarmos.
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  — Eu também. — Sorriu um pouco tristonho. — Mas aposto que encontraremos outro cantinho para chamar de nosso.
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  — Não tenho dúvidas. — %Song% entrelaçou os seus dedos com os dele, recebendo um carinho na sua mão. — Nem acredito que estaremos nos formando e indo embora em pouco mais de um mês.
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  — Parece irreal, né? Contudo, nós dois merecemos esse presente de Natal: um recomeço. — O rapaz podia sentir a animação que essa ideia trazia, e mal esperava a hora de realizar esse sonho com o seu amor. — %Linlin%?
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  — %Cheol%? — A menina riu, se ajeitando para poder encarar o namorado.
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  — Você pode segurar a minha mão para sempre?
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  %Song% sentiu uma vontade enorme de chorar ao olhar para a mão do rapaz, vendo duas pulseiras com os pingentes que mais representavam eles: uma cereja e um croissant.
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  — Só se você segurar a minha também.
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  Assim que colocaram os acessórios um no outro, %Choi% se viu — mais uma vez — perdidamente apaixonado no sorriso da namorada, e logo a trouxe pra si, selando a promessa do futuro com um doce beijo.
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  Ele queria memorizar cada segundo desse momento para que nunca esquecesse da promessa que fizeram, e para sempre lembrar que, independente da dificuldade, ele e %Leylin% estariam juntos, segurando a mão um do outro.
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  Mas o garoto começou a sentir um incômodo em seu interior conforme pensava no futuro, resolvendo ignorar tal sensação, afinal, provavelmente era a ansiedade que mudanças causavam, e ele não queria que %Linlin% também se sentisse dessa forma.
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  N/A: se a garrafa tivesse acertado o escroto, ninguém se importaria 🤩
  Nesse capítulo vimos um pouco da situação da família dos protagonistas e assim, amém que eles vão sair dessa situação. O pai da %Leylin% e o do %Cheol% podiam dar as mãos e irem pro inferno juntos 🥰
  Seulgi hablando bastante e sendo certeira: se você não se prioriza, você acaba se perdendo no meio do caminho.
  Conhecemos vários personagens nesse capítulo, e no próximo voltaremos para o cenário escolar 👀
  Até a próxima <3

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Lelen

Essas famílias… eu sou totalmente a tia Bárbara e ia passar pano pra Leylin se a garrafa tivesse acertado o homem. Ia ser total merecido.
Amei a Seulgi (que eu imagino a moça do Red Velvet kkkkkk), mulher adorável HAHAH
E eu ainda tô preocupada com a cara de tristonho do Coups, TU TÁ SABENDO DE ALGUMA COISA E NÃO TÁ QUERENDO CONTAR Ò.Ó

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