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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Blood & Crown


Escrita porPams
Revisada por Lelen

Parte 3 • Contrato de Sangue

  — O que você quer? Sua liberdade? Sua vida? Misericórdia? — Ele riu baixo, lutava contra seus desejos reprimidos que ansiavam explodir numa péssima hora. — Não terá nenhuma dessas coisas.
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  — Vingança — respondeu de imediato. — Vossa alteza quer o trono de volta, e eu ambiciono a queda dos que causaram a ruína de minha família… Proponho um acordo.
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  Ele arqueou uma sobrancelha, surpreso.
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  — Um acordo?
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  Ela respirou fundo, sentia acentuadamente a dor que latejava em cada músculo de seu corpo.
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  — Eu te dou o antídoto... E, em troca, permita-me vingar dos nossos inimigos em comum — propôs num tom firme e seguro, de alguém que não parecia ter sido torturada a minutos atrás. — Mais que isso… Contrate-me como sua guarda pessoal. 
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  Seus olhos, mesmo marcados pela dor, arderam como brasas. 
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  — O ajudarei a reclamar vosso trono por direito, cortarei as cabeças de quem nos apunhalou. Sabes que ninguém é mais eficiente e mais leal à coroa que um Vhaloris — ela continuou mediante o silêncio estático dele. — E você é a verdadeira coroa.
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  — Tens consciência de vossas palavras? — indagou, ainda absorvendo a proposta.
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  — Sim. — Seu sorriso enigmático escondia o quão quebrada internamente ela estava, seu coração sangrando. — Sabes que ninguém se move na escuridão como eu, e sou vossa única chance.
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  Mais uma leva de silêncio pairou pelo ar.
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  O som do gotejar da água no fundo do calabouço pareceu uma sinfonia aos ouvidos de ambos. Soltando-a com leveza, afastou-se em dois passos e voltou seu olhar para a grade da cela. Só havia dois caminhos a seguir: condená-la ou salvá-la.
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  Por fim, sua voz ecoou, grave, cortante:
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  — Aceito vosso acordo… Viverás e lutarás por mim, e se me trair novamente... — virou-se para encará-la, olhos faiscando como lâminas — não haverá calabouço. Não haverá misericórdia. Haverá apenas... uma cova sem lápide.
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  Um sorriso no rosto de %Avery% a fez tossir mais uma vez e cuspir mais sangue.
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  — A morte sempre foi uma velha amiga, alteza — sussurrou, não se intimidando por sua ameaça.
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  E assim, selou-se o acordo que mudaria para sempre o destino de Cahir.
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  O som das correntes sendo destravadas ecoou pelo calabouço. Ainda presa pelos tornozelos, %Avery% foi forçada a caminhar a passos limitados pelos corredores mais iluminados, as mãos livres apenas o suficiente para cumprir sua parte. Levada para a parte mais aberta do calabouço, uma mesa de carvalho escuro, arranhada pelo tempo e marcada por antigos acordos, os aguardava ao centro. Apenas ele e ela, sem a presença dos guardas, que foram instruídos a aguardarem na entrada principal. 
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  A dama deslizou seus dedos sobre a mesa até chegar a um pergaminho grosso, selado com a insígnia da Casa Grimwald — a figura de um lobo cinzento gravado em cera negra. Ao lado do pergaminho, uma adaga curta, com lâmina de prata, repousava. Nenhuma pena. Nenhuma tinta. 
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  A assinatura seria feita com sangue.
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  E não havia necessidade de uma única letra a ser escrita no documento. A palavra e o juramento de um Vhaloris era a evidência de sua honra.
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  — Por este juramento, eu, %Alaric% Grimwald, herdeiro legítimo do trono de Cahir, estabeleço um contrato de aliança e serviço com %Avery% Vhaloris, herdeira da Casa dos Corvos. A contratada oferece seus talentos, habilidades, informações e serviços até que o contratante reivindique plenamente o trono. Em troca, sua vida será preservada, terá liberdade sob vigilância e sua sentença por tentativa de assassinato será anulada — finalizou, enfatizando o propósito principal. — E me entregará o antídoto, antes do raiar do sol.
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  Ele respirou fundo, mantendo o olhar fixo nela.
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  — Eu, %Avery% Vhaloris, perante este contrato de sangue, juro lealdade ao verdadeiro herdeiro do trono de Cahir, oferecerei minhas habilidades e talentos a fim de ajudá-lo em sua jornada pela reconquista do trono, protegendo de qualquer ameaça de vossos inimigos. — Ignorando a dor latejante, manteve firmeza na voz. — Sabendo que a quebra de minha lealdade resultará em execução imediata.
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  Mesmo sendo de tal família, ela nunca havia feito o juramento à coroa antes.
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  Nunca havia se sentido pronta para assumir tal responsabilidade, pois sabia que a partir daquele momento, sua vida estaria conectada para sempre com o herdeiro.
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  %Alaric% pegou a adaga, cortou levemente a palma da mão, deixando o sangue escorrer grosso, rubro, contra o metal escuro. Então, pressionou a mão contra o pergaminho vazio, deixando a marca nítida, uma impressão de linhas e veias entrelaçadas como raízes. %Avery%, sem hesitar, fez o mesmo, apertando a mão contra o papel, sobrepondo sua marca à dele.
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  Duas impressões de sangue unidas. 
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  Indissolúveis.
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  — O antídoto — pediu ele, de forma seca.
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  %Avery% respirou fundo. 
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  Seus dedos foram até a bainha interna de sua bota, o único lugar que, mesmo revistada, ninguém ousaria mexer a fundo. De lá, retirou um pequeno frasco de vidro com líquido âmbar avermelhado, parecia vibrar mesmo com a fraca luz das tochas.
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  Erguendo o frasco, voltou a encará-lo.
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  — Uma única gota. Direta sob a língua. Antes que o veneno alcance o coração. — Sua voz soou seca, com leve traços de fraqueza, porém, ainda desafiadora. — Depois disso, ele viverá.
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  — Irá funcionar? — indagou ele ainda em desconfiança.
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  — Acabei de fazer-lhe um juramento, não posso mais mentir para a coroa. — Sua resposta enigmática o fez entender.
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  %Alaric% arrancou o frasco de suas mãos, girando sobre os calcanhares para se retirar do lugar.
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  — Se ele morrer... — sussurrou %Avery%, mesmo que ele já estivesse longe. — Não sou eu quem você deveria temer. E sim a própria morte.
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  Lucien jazia sobre uma cama de pedra no quarto dos guardas. 
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  O corpo encharcado de suor, os olhos semicerrados, sem nenhum movimento que acusasse estar vivo, com seus batimentos quase imperceptíveis. Sem esperar, %Alaric% aproximou-se dele a passos cautelosos, pedindo a Deus para que funcionasse. Segurando-lhe o queixo com força, despejou uma única gota do líquido sob sua língua, como havia sido instruído. Em segundos, os olhos de Lucien se abriram. Mesmo com a visão turva, o homem sabia que a pessoa parada diante dele era o amigo. As veias escuras começaram a recuar lentamente, desaparecendo sob a pele, e %Alaric% acompanhou todo o ligeiro processo de recuperação em silêncio.
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  E então, soou um suspiro longo e fraco, porém vivo.
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  — A…%Alaric%... — A voz baixa e falha, mas carregada de reconhecimento. — Ela... tentou...
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  %Alaric% apertou-lhe o ombro, interrompendo.
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  — Eu sei. Mas agora ela jurou lealdade ao verdadeiro Príncipe Herdeiro de Veyrden — anunciou o príncipe com a voz branda, com a intenção de transmitir segurança ao amigo. 
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  Mesmo febril, o olhar do homem se estreitou, confuso e desconfiado.
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  — Você... En… Enlouqueceu? — Mesmo naquele estado, ele não deixaria de demonstrar sua desaprovação.
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  — Talvez — respondeu, com um sorriso frio. — Ou talvez eu tenha encontrado a lâmina perfeita para cortar as correntes que nos prendem.
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  Sentindo suas forças retornarem aos poucos, Lucien ergueu seu corpo com a ajuda de %Alaric%.
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  — Não se force, mandarei o médico real cuidar de vossa recuperação — ordenou ele, demonstrando paciência para com o amigo. — Nos falamos quando estiver melhor.
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  Em seu retorno ao calabouço, as portas se fecharam atrás deles com um estrondo seco, quebrando o silêncio que havia se instalado. %Avery% permanecia próxima à mesa, com o olhar fixo em suas digitais estampadas no pergaminho, e tentava entender qual caminho a havia levado àquela situação. %Alaric% aproximou-se, em observação a cena diante dele, não acreditando que a mulher que tanto desejava para si havia se ligado a ele naquela noite.
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  Não da forma que esperava.
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  Porém, sabia que tê-la ao seu lado poderia ser sua melhor — ou pior — aposta.
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  — Vosso silêncio é um sinal de que o antídoto funcionou — ela cortou o silêncio, voltando o olhar para ele.
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  Parado em sua frente, o olhar de %Alaric% apenas conseguia se concentrar nos lábios da dama que lhe atormentava os sonhos. Mais um passo para perto, sem um recuo da outra parte. Com seus corpos a poucos centímetros e a respiração sincronizada, ele ergueu sua mão direita tocando-a em seu ombro descoberto pelo vestido rasgado. Uma onda de eletricidade percorreu por eles, fazendo-os sentirem arrepios involuntários.
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  — Vhaloris… — sussurrou ele, a voz falha e rouca. — Não sabes como me destrói de um jeito que nem mesmo seu veneno seria capaz.
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  %Avery% sentiu seu corpo estremecer por completo, com os olhos fixos nos dele, por um instante o mundo inteiro desapareceu. 
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  Só restavam eles.
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  A mágoa.
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  O orgulho ferido.
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  E esse maldito desejo que teimava em existir mesmo onde só deveria haver sangue.
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  O silêncio queimava.
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  Contudo, ela não demonstrou reação inicial. Por um instante, ele inclinou-se o suficiente para que os narizes quase se tocassem. O hálito quente dele roçou em seu rosto, provocando outra onda de arrepio. A quem pensavam enganar? Desejavam um ao outro mutuamente, com toda a intensidade que lutavam para não sentir. Em instantes, a rendição de ambos os lados deu espaço para que seus lábios se encontrassem em um misto de malícia e doçura, que lhes permitia aprofundar ainda mais naquele beijo desesperado. 
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  Logo, os dedos de %Alaric% deslizaram por suas costas, trazendo-a mais para perto, a cada avanço seus anseios por mais dela, toda a bagagem de ressentimentos passados parecia ter sido esquecida. Naquele curto espaço de tempo, permitiram externar seus sentimentos reprimidos, as aspirações que tanto lhes tiravam o sono quando seus pensamentos eram levados um ao outro. Se a estação era mesmo o inverno, aquele frio e úmido lugar presenciava um calor mais ardente que o dia mais quente do verão.
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  Entre beijos intensos e carícias mútuas…
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  Se mais um suspiro escapasse... seriam dois.
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  Se mais um centímetro se rompesse... seriam nenhum.
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  Porque eles seriam um só.
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  Entretanto, a razão voltou-lhe com a mesma rapidez que havia se retirado, e, travando sua mandíbula, %Alaric% afastou-se de imediato, enrijecendo o olhar como se, naquele segundo, odiasse a si mesmo mais do que odiava a ela.
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  — Não — sussurrou, mais para si do que para ela. — Não permitirei mais distrações.
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  Ele recuou. 
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  Um passo. 
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  Dois. 
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  Os punhos fechados, como se o próprio corpo traísse a decisão que a mente teimava em manter. %Avery% respirou fundo, tensa, cada fibra do corpo tremendo de raiva e frustração, lutando contra aquele sentimento que não queria admitir nem sob tortura.
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  %Alaric% virou-se, as costas rígidas.
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  — Cubra-se — ordenou com a entonação mais grossa, ao retirar sua capa e esticar para ela. — Tem um príncipe para ajudar, e eu, um trono para reaver. 
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  As últimas palavras saíram amargas, mais baixas, mais partidas do que ele queria demonstrar.
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  E, naquele silêncio que restou, ambos sabiam…
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  O problema nunca foi o ódio.
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  Foi tudo o que existia... além dele.
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Ya no importa cada noche que esperé
  Cada calle o laberinto que crucé
  Porque el cielo ha conspirado a mi favor
  Y, a un segundo de rendirme, te encontre
  - Creo en Ti / Lunafly

  “Amor: A vida é feita de escolhas. Quando você dá um passo à frente, inevitavelmente alguma coisa fica para trás.” - Pâms

Parte 3
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Lelen

MULHER. COMO QUE TU ME CRIA ESSE AMBIENTE E ESSE ENREDO E ME TERMINA ASSIM? EU QUERO SABER DA VINGANÇA. EU QUERO VER ALARIC TOMANDO O TRONO PRA ELE. E QUERO VER ESSA PAIXÃO DELES VOLTAR COM TUDO.
Ai, eu sofro sendo sua leitor, viu?
Vai preparando a continuação dessa história já, oras bolas!

Escarlethe

Mulher está maravilhosooooo eu quero mais, vou aguardar ansiosa

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