Black & Diggory II


Escrita porReh
Revisada por Lelen


Cinco

Tempo estimado de leitura: 34 minutos

  %Samantha% sabia que tinha algo muito errado acontecendo com Cedrico, principalmente quando ele não a procurou por uma semana inteira, além de ter desviado da garota sempre que se encontravam nos corredores ou no Salão Principal. Ele apenas dava um sorriso amarelo e dizia estar ocupado, sumindo rapidamente de sua vista. Por mais que a incomodasse, não o procurou. Se Diggory queria ter segredos e, de alguma forma, concordava com o que o Ministério estava fazendo em Hogwarts, não era ela quem iria dizer alguma coisa. Se fosse sincera, ela só não tinha reclamado ainda, porque não tinha conseguido conversar com o namorado. O que a deixava três vezes mais frustrada que o normal.
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  Resolveu dedicar-se aos estudos, voltando a pedir ajuda para Hermione sempre que precisava e, agora que o time de Quadribol estava liberado por Umbridge, voltou a treinar com o máximo de empenho possível. Também estava ansiosa para a primeira reunião do grupo contra o Ministério, que aconteceria naquela noite, e ao notar que Harry parecia muito mais preocupado e nervoso com a reunião, tirou o dia de estudos para ajudá-lo a se acalmar e concentrar-se em outra coisa que não fosse a aula. Os dois passaram a parte da tarde que não tinham aulas sentados no gramado do terreno, tentando ignorar o vento frio que se aproximava e conversando sobre coisas banais que não os lembrasse de Hogwarts e nenhum dos problemas relacionados ao retorno de Voldemort.
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  Harry estava em uma luta interna sempre que ficava sozinho com a amiga. Preferia quando tinham Hermione e Rony ou quando estavam junto do restante do time, assim conseguia também focar sua atenção em outras pessoas. Ao mesmo tempo que gostava de passar um tempo com a loira, afinal ela era sua melhor amiga e sempre se divertiam juntos, achava cada vez mais complicado qualquer proximidade com %Samantha%. Ainda tentava ignorar os sentimentos que já havia reparado há alguns meses estarem mudando, preferia acreditar em qualquer outra coisa que não fosse a possibilidade, mesmo que mínima, de estar apaixonado por ela. Sentia o estômago embrulhar sempre que sequer considerava aquilo. %Sam% era sua melhor amiga, ele não podia gostar dela daquela forma. E, a pior parte, ele sabia que não tinha possibilidade alguma de ela sentir o mesmo, pois %Samantha% gostava de Cedrico.
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  No início realmente achou que era apenas um pouco de ciúmes por saber que a loira estava passando mais tempo com Diggory e aproximaram-se o suficiente para ela o considerar um bom amigo. Imaginou que estava apenas com ciúmes ao imaginar que %Sam% pudesse ter outro melhor amigo que não fosse ele (ou Rony), principalmente porque com toda a confusão de Sirius, a garota estava estranha e afastada de todos, mas próxima de Cedrico. Em sua cabeça imaginou que ela não queria mais ser amiga deles depois de ter conhecido o loiro que, além de mais velho, era bastante popular em toda a escola.
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  Após tudo resolvido, quando voltaram a se aproximar como os bons amigos que eram e sabia que embora agora também conversasse com Diggory, %Sam% não iria excluí-lo, pensou que todo o ciúme havia ficado para trás e era até mesmo uma bobeira que realmente tivesse se sentido daquela forma. Ainda não gostava muito de Cedrico e sabia que o lufano também não era lá um grande fã do moreno, mas não se importava em ter uma “convivência pacífica”. Isso, é claro, até descobrir que os dois estavam saindo, o que já parecia estranho o suficiente.
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  Sabia que %Samantha% gostava do loiro, mas até então não parecia grande coisa, havia escutado diversas vezes de diferentes garotas o quanto ele era bonito (Harry não sabia o que viam nele, mas tanto faz), então podia sim ser só uma atração, Potter mesmo havia começado a achar bonitas várias meninas desde seu terceiro ano, não deveria ser nada demais. Mas não demorou muito para começarem a namorar e, a partir disso, Harry achou que poderia morrer sempre que via o casal juntos. Quis convencer-se que era o mesmo ciúme de antes, apenas o medo de ela se afastar dos amigos agora que tinha um namorado, mas %Sam% não se afastou deles, inclusive, seguiu ao seu lado durante todo o Torneio Tribruxo, o defendendo sempre que achava necessário, independente de quem fosse.
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  Não queria se sentir daquela forma, menos ainda esperar que os dois terminassem para que, talvez, ele pudesse ter uma chance. %Samantha% gostava de Diggory e o loiro gostava dela também. Os dois estavam felizes. %Samantha%, sua melhor amiga, estava feliz. Aquilo deveria ser sempre o suficiente para ele, e mesmo assim, lá no fundo, uma parte de si torcia para que eles terminassem e, quem sabe, %Sam% o olhasse diferente. Achava que poderia vomitar sempre que pensava naquilo. Sentia-se péssimo, o pior amigo que alguém poderia ter. Draco Malfoy talvez fosse melhor do que ele.
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  — Harry? — Virou-se ao ouvir a voz da loira, que o encarava com o cenho franzido. — Tudo bem?
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  — Tá sim, só estou pensando no que fazer mais tarde… — disse a primeira coisa que veio à cabeça, olhando para outro canto.
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  — E não era justamente para não pensar nisso que estamos passando frio?
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  — Ahn… Bem… — Deu de ombros, sem saber o que dizer.
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  — Relaxa, Raio, vai dar tudo certo!
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  Diggory havia acabado de enviar uma coruja aos pais e voltava do Corujal quando viu %Samantha% e Harry sentados juntos ao canto. Aproximou-se lentamente, ainda mantendo uma distância grande dos dois, apenas observando o que faziam por um tempo, queria saber o que tanto conversavam e por que estavam tão próximos. E, o pior, em sua opinião, é que não era a primeira vez que aquilo acontecia na semana, todas as vezes que encontrava com Black, ela parecia muito próxima de Potter. Por mais que tivesse prometido a si mesmo que não teria mais ciúmes de Harry, era algo quase impossível de se cumprir. Sabia que os dois eram amigos e respeitava, mas não via necessidade em estarem sempre tão próximos. Ele nunca ficava tão próximo das colegas quando estavam conversando.
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  No fundo não achava que ela pudesse traí-lo daquela forma, mas também não era como se Diggory estivesse sendo o namorado mais presente do ano no momento, o que só aumentava seu medo de a garota acabar por terminar o relacionamento já um tanto conturbado dos dois.
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  E se Potter realmente gostasse dela e se declarasse?
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  Cedrico sabia que Potter tinha muito mais em comum com ela do que ele, e os dois eram amigos desde a primeira semana em Hogwarts, eram melhores amigos. Também sabia que os dois tinham segredos demais, e, ele tinha certeza, nem Rony ou Hermione sabiam de todos.
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  Contudo, Diggory também sabia que Potter estava interessado em Cho Chang (pelo menos ele ainda esperava que estivesse!), tinha reparado, já no final do ano anterior, o quanto ele parecia nervoso quando a corvina se aproximava, e suas suspeitas foram confirmadas quando soube que o moreno a havia convidado para o Baile de Inverno. Diggory tinha até mesmo pensado em tentar ajudá-lo a conquistar Cho, mas não sabia qual era a melhor forma de abordar o assunto, os dois não eram amigos, não existiam razões para Cedrico chamá-lo para conversar e falarem da garota. Talvez ficasse muito óbvio que ele queria tirar Potter de perto de Black se o fizesse.
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  Na verdade, já tinha tentado puxar aquele assunto com a namorada, para saber como ela reagia à situação, e sorriu sozinho ao lembrar-se de como ela não pareceu se importar.
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   Isso é sério? Ah, não acredito que o Raio não me contou! Rolou os olhos. Coincidentemente, Cho passou pelo casal, apenas a alguns metros de distância. Com tanto que ele não a deixe pegar o Pomo-de-Ouro só porque ela é a namorada dele…
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  — Quer dizer que também seria errado eu falar para meu time deixar você fazer alguns gols? perguntou rindo. A garota o olhou com a sobrancelha arqueada, piscando em seguida.
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  — Ced, meu amor, eu não preciso da ajuda deles para marcar! E eu te conheço, você nunca deixaria isso acontecer; Quadribol é Quadribol, relacionamentos à parte.”
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  Porém, até onde Diggory sabia, Potter não tinha conseguido nada com Chang e continuava muito próximo de %Samantha%, mais ainda na última semana. E Cedrico sabia que tinha culpa, se não estivesse se esquivando da garota, talvez as coisas estivessem diferentes.
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  — Espiando sua namorada, Diggory? — Cedrico virou-se assustado, vendo Draco Malfoy parado ao seu lado com um sorriso enviesado em seus lábios. O lufano rolou os olhos, tornando a olhar para a frente.
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  — Como se eu precisasse…
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  — Eu acho que precisa ou não teria ciúmes sempre que a visse com Potter.
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  O apanhador tornou a virar-se para Draco.
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  — Como é?
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  Malfoy deu uma risada baixa, dando de ombros.
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  — Eu já vi sua expressão sempre que Potter se aproxima, Diggory. Você detesta vê-lo com minha priminha.
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  — Você não sabe do que está falando.
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  — Não sei? — ironizou, virando-se para a saída. — Você quem sabe, mas se fosse a minha namorada, eu faria algo a respeito.
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  Diggory sorriu de lado, irônico.
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  — Talvez eu devesse xingá-la na frente de todos, não? Parece um bom jeito de conseguir chamar a atenção de uma garota.
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  Malfoy o encarou por alguns instantes, chegando a abrir a boca antes de dar-lhe as costas, a raiva transparecendo em seu olhar.
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  — Babaca… — Diggory disse baixo, antes de tornar a olhar para o gramado, não encontrando %Sam% ou Harry no lugar de antes e, ao olhar o relógio, se deu conta que estava atrasado para a próxima aula.
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  Assim que a Armada de Dumbledore terminou a primeira reunião do grupo na Sala Precisa, todos voltaram para seus Salões Comunais em grupos pequenos, tentando não chamar a atenção.
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  — Foi uma boa aula, Harry, já pode candidatar-se para professor de DCAT no futuro! — %Sam% piscou para o amigo que riu, negando com a cabeça.
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  — Eu espero ter uma carreira maior do que um ano, obrigado! — comentou enquanto andavam de volta para a Torre da Grifinória.
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  — Eu nunca entendi, sabem? — Rony puxou o assunto, o cenho levemente franzido. — Por que todos os professores de DCAT só permanecem um ano?
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  — Ninguém sabe. — Mione deu de ombros, parecendo animada depois da reunião. — Mas não era assim antes, teve um professor que ensinou por quase trinta anos antes de sair, eu li em Hogwarts Uma…
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  — Ok, ok, mas pensem pelo lado positivo — %Samantha% cortou o pequeno discurso que os três sabiam que viria de Granger —, significa que só temos que aguentar Umbridge esse ano e no próximo ela já terá ido embora. Não pode ser tão ruim, não é?
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  — Poder pode, mas é um pensamento bom — Harry concordou.
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  — A luz no fim do túnel! — Weasley encerrou rindo junto com os amigos.
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  — Mas temos que tomar cuidado com ela e o pessoal da Brigada… — Hermione lembrou-os. — Além do mais… Eu… Eu… — Parou de falar assim que alguém entrou no corredor no qual estavam.
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  Os quatro ficaram em silêncio e Harry escondeu o Mapa do Maroto dentro do bolso, torcendo para que não fosse Umbridge. Poucos segundos depois, os quatro respiraram um pouco mais tranquilos ao notar que era Cedrico quem tinha virado no corredor, parecendo um tanto confuso ao notar os quatro por ali.
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  — Hm, já passou do horário… — Começou encarando-os desconfiado.
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  — Estávamos levando os dois de volta para a Torre — Hermione respondeu rapidamente, apontando para Harry e %Sam%. — Eu disse que já estava tarde, mas… Bem…
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  — Entendo. — Cedrico pareceu um pouco mais mal-humorado ao entender que Black estava, novamente, sozinha com Potter, independente do horário que fosse. — É melhor vocês dois se apressarem, se mais alguém os vir aqui fora nesse horário, vão perder pontos.
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  — Tudo bem, obrigado. — Harry acenou com a cabeça, puxando %Samantha% pelo braço para que seguissem o corredor, Hermione e Rony ficaram um pouco atrás para ajudar Cedrico com a ronda.
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  — Podem ir, vocês dois — comentou em voz baixa —, também já estou indo para meu Salão Comunal.
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  — Bem, boa noite, Cedrico! — Rony sorriu antes de andar apressado atrás dos outros dois.
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  Hermione ficou parada por alguns instantes, olhando-o de canto ao notar que o mais velho parecia chateado.
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  — Vocês deveriam conversar — começou em voz baixa, atraindo sua atenção —, nós dois a conhecemos bem, se você não for o primeiro a puxar o assunto, %Sam% não vai falar nada e vocês vão continuar brigados.
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  — Não estamos brigados…
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  — Muito bem, vão continuar sem se falar e se ignorando — corrigiu, os braços cruzados.
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  Cedrico suspirou, dando de ombros.
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  — Não tenho nada para dizer, eu sei qual é o problema e não posso mudá-lo. — Desabafou. — E %Samantha% vai continuar não aceitando, fim de papo.
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  — Eu sei que não é da minha conta, mas… — Esperou até Cedrico voltar a encará-la, concordando com a cabeça e a incentivando a continuar. — O que aconteceu?
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  Diggory bufou um tanto impaciente, passando a mão pelos cabelos e encostando-se na pilastra próxima, os braços cruzados e o olhar baixo.
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  — Sinceramente? Não faço ideia. Quando vi já estava com metade da escola me detestando por estar na Brigada, entre eles, minha namorada. Eu só queria que esse ano acabasse logo. — Terminou parecendo cansado.
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  Granger sorriu sem jeito, concordando com um aceno. Identificava-se muito com Diggory em alguns pontos, em outros nem tanto, mas gostava do lufano, ele era uma boa pessoa e um bom aluno.
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  — É seu último ano na Escola, você precisa ir bem nos NIEM’S e créditos extras são sempre bem-vindos, não?
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  Cedrico concordou após alguns instantes, Hermione colocou a mão em seu ombro, parecendo solidária aos seus dilemas.
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  — No final vai dar tudo certo, você vai ver. — Começou — Mas, Diggory, de verdade, se vocês dois não conversarem logo, as coisas vão piorar e vocês vão acabar terminando. Imagino que não seja isso que você queira, estou certa?
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  O lufano fechou os olhos, concordando com um aceno de cabeça, enquanto suspirava.
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  — Obrigado, Hermione. — Sorriu pequeno em sua direção. — Das bruxas da sua idade você é a mais inteligente! — Piscou, já tendo visto aquela brincadeira algumas vezes. Granger sentiu o rosto esquentar, negando sem graça.
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  No sábado pela manhã quando o Correio Coruja chegou, Diggory recebeu a resposta de sua carta enviada há quase duas semanas.
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  “Demorei para responder, porque não sabia se queria dar conselhos para você. Talvez eu prefira que continue afastado da minha filha. Por outro lado, já recebi umas três cartas de %Samantha% falando sobre isso, e estou começando a me incomodar.  Não tenho muito o que te dizer, imagino que você já saiba o que deve fazer, não? Fale com ela, Cedrico. Explique o motivo de ter aceitado entrar no grupo da Umbridge. Se você permanecer em silêncio, não demora muito eu serei obrigado a te azarar por fazê-la chorar. Gosto de você, Diggory, mas tenho minhas obrigações de pai.
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  Apenas converse com ela, tenho certeza que %Samantha% vai entender.
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  Sirius.”
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  O lufano sorriu pequeno, achando engraçado a forma do homem tentar ajudá-lo.
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  Gostava de saber que tinha a confiança de Sirius e que o homem até gostava dele, mesmo que um pouco. Provavelmente as coisas mudariam se algum dia Black imaginasse o tipo de pensamentos que Cedrico tinha, mas até esse dia, o qual Diggory esperava que nunca chegasse, era bom saber que poderia conversar com o homem.
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  O conselho não tinha sido muito diferente do de Hermione na noite anterior, o que apenas confirmava o que ele já sabia: ou conversavam ou acabariam terminando, e aquilo era a última coisa que o rapaz queria. O problema era que ele não tinha o que dizer. Quando mandou a carta para Sirius, só contou que estava se sentindo pressionado por Umbridge a entrar na Brigada, mas a ameaça de revelar sobre a família deles só veio dias depois. E não tinha certeza se deveria contar ao homem sobre aquilo, não sabia exatamente qual poderia ser sua reação, e Sirius já tinha outras coisas para se preocupar. Aquilo era algo que Cedrico deveria resolver sozinho, de um jeito ou de outro.
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  Havia passado parte da noite pensando no que Granger tinha dito, sobre como as coisas só piorariam se eles continuassem fingindo que nada tinha acontecido, até chegar ao ponto que a melhor saída seria o término. Se já detestava ficar alguns dias longe dela, nem mesmo gostava de imaginar como seria se eles, de fato, terminassem. Gostava demais da namorada para sequer considerar não a ter ao seu lado e foi por tudo isso que, depois do café-da-manhã, saiu a procura da garota.
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  Diggory esperou no fim das escadas por vários minutos até %Samantha% passar por ali, já usando seu uniforme de Quadribol. Levantou-se apressado, chamando-a no instante seguinte.
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  — Oi…
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  — Oi.
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  Os dois se encaram por vários segundos até o lufano soltar o ar de uma única vez, parecendo frustrado consigo mesmo.
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  — Eu só queria te desejar boa sorte. — Sorriu de lado, vendo-a concordar com um aceno.
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  — Obrigada!
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  Continuaram sem conversar, apenas se encarando até o lufano fechar os olhos, baixando a cabeça e negando algumas vezes. Era estranho para ele não saber o que dizer ou como agir. Cedrico sempre sabia o que fazer em situações normais, mas nunca era tão fácil quando ela estava ao seu lado.
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  Já tinha imaginado aquela conversa algumas vezes, e em nenhuma pareceu tão difícil quanto estava sendo naquele momento.
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  No fundo nenhum dos dois sabia o que dizer, nem o que queriam ouvir. Apenas não queriam continuar naquela situação estranha e um tanto constrangedora. Estavam sem conversar há vários dias e quando acabavam no mesmo lugar, não sabiam como agir, inventando desculpas e afastando-se apressados. Não era assim que deveria ser, Cedrico estava em seu último ano em Hogwarts, queria aproveitar o tempo que tinha com a namorada antes de se formar, mas nada tinha saído como planejado por ele, muito pelo contrário. Nunca pareceram tão distantes como estavam naquele ano e, o próximo passo em sua cabeça, era o término. Algo que ele nem mesmo gostava de pensar.
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  — Eu realmente não sei o que dizer… — Colocou as mãos nos bolsos, ainda olhando para os próprios pés. %Sam% o olhou por alguns instantes, notando que também não sabia como agir ou o que deveria dizer, por fim, resolveu fazer a única coisa impulsiva que lhe ocorreu naquele instante:
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  — Cedrico… — Começou com a voz baixa, não sabendo se teria coragem para terminar aquela frase, não tinha pensado sobre aquilo antes, mas agora que passou por seus pensamentos, parecia quase bizarro e ela já se arrependia por ter começado.
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  Encarou os olhos cinzentos do lufano por alguns instantes, tentando definir o que tinha ali, mas ele só parecia extremamente chateado e ela não fazia ideia do motivo, se era por estarem brigados ou se era por toda a situação. E se tivesse chegado ao ponto que ele não gostava mais dela? E se ela tivesse sido implicante o suficiente para ele deixar de querer ficar com ela?  Sentiu o peito apertar com a ideia de Cedrico já não sentir o mesmo que antes. E se ele gostasse de outra pessoa? Talvez ele só não tivesse coragem de encerrar tudo com ela em consideração ao tempo que tiveram juntos.
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  Talvez não terminasse por medo do que Sirius poderia fazer. Diggory poderia ter se arrependido de tê-la pedido em namoro. Se fosse aquilo, o que ela faria?
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  — Vocêquerterminar? — perguntou rápida, incerta. Respirou fundo no instante seguinte, mas parecia que todo o ar do mundo não era o suficiente naquele momento.
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  Cedrico a olhou confuso por longos segundos, parecendo demorar para entender o que ela havia dito. Na verdade, ela notou que tinha dito rápido demais e que talvez ele realmente não tivesse entendido. Mas, antes que ela pudesse fazer a pergunta novamente, Diggory abriu a boca algumas vezes, mas não disse nada. Olhou para o lado, passando a língua pelos lábios secos, tornando a virar-se para %Samantha%, encarando-a nos olhos.
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  — Você quer terminar?
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  Se olharam por algum tempo, ambos pensando no assunto.
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  O que faria se Diggory dissesse que sim? Como passaria o resto do ano encontrando com ele pelos corredores, fingindo que nada aconteceu? E se ele começasse a namorar outra garota?
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  Diggory tinha a mesma coisa em mente, e se ela tivesse tocado no assunto porque queria terminar com ele? E se ela começasse a namorar Harry Potter ou qualquer outro cara na escola? E se ela terminasse com ele porque simplesmente não gostava mais dele? O que ele faria? Nem mesmo imaginava como seria passar dias, semanas e meses olhando para ela, sabendo que não era mais sua namorada e que não estavam mais juntos, que ela não gostava mais dele.
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  A falta de resposta dos dois lados os deixou ainda mais nervosos, sem saber o que se passava com o outro.
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  — Tonks! — Angelina chamou de repente, assustando-os. — O que está fazendo? Precisamos ir, o jogo já vai começar!
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  — Certo… — disse com a voz baixa, notando sua boca seca e a respiração acelerada. — Conversamos depois do jogo, ok? — pediu sem olhá-lo, não tendo coragem de encará-lo naquele instante. Desceu os degraus que faltavam andando apressadamente até Angelina, logo a seguindo para fora do Castelo em direção ao campo.
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  Diggory soltou o ar assim que notou estar sozinho, fechando os olhos e os punhos. Seu coração batendo acelerado contra seu peito. O que estava acontecendo ali? Como chegaram naquele ponto de um término estar sendo cogitado?
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  A partida tinha começado há vários minutos, o jogo seguia com a Grifinória ganhando por 40 a 0 e por mais que Cedrico tentasse se concentrar em assistir junto com os colegas, no fundo, parecia que nada estava acontecendo, embora tivesse escutado várias vezes os gritos de “Weasley é nosso Rei”. Sentia-se como se ainda estivesse na escadaria, aguardando a garota com o uniforme vermelho e o número 5 brilhando nas costas responder se queria ou não terminar o namoro. Seu coração parecia bater pesado contra seu peito, sua vontade era gritar da arquibancada, chamar seu nome e implorar para que ela não o deixasse. Queria gritar que a amava e que não se importava com o Ministério, nem Umbridge nem nada, porque se ela não estivesse ao seu lado as coisas não faziam sentido.
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  Será que ela realmente pensava que ele estava preferindo um trabalho no Ministério a estar com ela?
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  Diggory lembrava-se com perfeição da primeira vez que a escutou dizendo que o amava, logo antes da terceira prova do Torneio Tribruxo, e de como se sentiu quando escutou aquilo. Lembrava-se tão bem quanto todas as outras vezes que haviam tido ao longo do tempo que estavam juntos. Cedrico ainda se sentia do mesmo jeito quando a beijava, mas e se não fosse recíproco? E se ela não se sentisse mais do mesmo jeito quando estava com ele? Por mais que ele quisesse gritar que a amava, não tinha nada que ele pudesse fazer se ela não sentisse o mesmo.
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  — WOW! — Monty gritou ao seu lado e, automaticamente, Cedrico olhou para o céu, não demorando para ver que tinha acontecido algo grave na partida: Um dos batedores da Sonserina tinha arremessado um balaço contra uma das artilheiras da Grifinória, acertando-a em cheio.
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  — Ela está bem? — o moreno tornou a dizer ao seu lado, parecendo preocupado. Foi só aí que Diggory notou quem tinha caído.
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  A partida foi interrompida assim que %Samantha% atingiu o chão, com mais impacto do que gostaria por não estar controlando sua vassoura. A artilheira arrastou-se pelo gramado com a mão na cabeça, gemendo baixo enquanto os companheiros de time aterrissavam ao seu lado.
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  — Eu não acredito que ele fez isso! — Angelina gritava histérica, enquanto se aproximava. — Você está bem?
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  — %Sam%? — A voz desesperada de Harry aproximou-se de seus ouvidos e logo sentiu suas mãos tocarem-lhe as costas e o braço, enquanto ele tentava saber se ela estava bem.
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  Escutava Madame Hooch gritar com quem quer que fosse, mas não se importava, sua cabeça doía demais para prestar atenção em qualquer outra coisa. No fundo, perguntava-se como aquilo tinha acontecido, seu orgulho estava ferido. Como podia não ter visto um balaço vindo em sua direção?
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  Sabia que estava distraída naqueles minutos iniciais, por mais que tentasse prestar atenção no jogo, sua mente não parava de mostrar-lhe imagens de Cedrico Diggory, mas não achou que fosse o suficiente para cair da vassoura. Aquilo chegava a ser humilhante!
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  — Deixe-me ver, Potter, saia da frente! — Sentiu quando uma mão gelada lhe tocou o rosto, logo virando-a de lado e não demorando a reconhecer Madame Pomfrey olhando-a séria enquanto tentava ver se estava muito machucada.
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  — Tem muito sangue! — Rony falou mais ao fundo.
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  Black tentou levar a mão até a cabeça, mas foi impedida pela enfermeira.
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  — Sou eu quem tem que ver isso, Tonks — ralhou a mulher.
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  — Como ela está? — McGonagall perguntou apreensiva, chegando afoita até o gramado.
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  — Preciso de alguns minutos para saber…
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  — Ela pode continuar a jogar? — Angelina questionou após vários minutos, nos quais Pomfrey passou fazendo um curativo no corte grande na testa de %Sam%, enquanto examinava os sinais vitais da jogadora.
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  — Eu diria que não. — A mulher começou, terminando o curativo. — Tonks precisa de…
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  — Eu posso jogar! — falou com a voz fraca, tentando sentar-se no gramado.
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  — Claramente não pode — a mulher ralhou, empurrando-lhe o peito com força para que voltasse a deitar. Escutava a torcida da Sonserina gritar, parecendo rir da situação inteira, enquanto os demais colegas xingavam. Harry estava ajoelhado ao seu lado, esperando para saber como ela estava.
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  — Eu já estou bem… — repetiu, respirando fundo e afastando as mãos habilidosas da enfermeira. — Eu posso continuar o jogo.
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  — Se o corte abrir…
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  — Eu faço outro curativo. — Virou-se para Potter assim que se sentou no gramado, sentindo a cabeça tornar a doer. — Pegue a droga do Pomo de uma vez, Raio.
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  Harry riu parecendo aliviado, concordou com a cabeça e esticou a mão ao se levantar, para servir de apoio para a amiga.
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  Cedrico pareceu impaciente por vários minutos em seu lugar nas arquibancadas, queria descer até o gramado e ver se a garota estava bem, mas não podia fazer isso. Não era seu time que estava jogando e, mesmo sendo monitor, não tinha autoridade para tanto. Acalmou-se um pouco ao ver que %Sam% estava se mexendo, tentando levantar-se, mas foi apenas quando ela ficou em pé que ele respirou aliviado, notando que ela continuaria na partida mesmo com um curativo grande na testa e parte da cabeça enfaixada. Angelina aproximou-se para conversar com ela antes de a garota comentar algo com Rony e Harry e, então, tornar a pegar sua vassoura.
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  Madame Hooch voltou a apitar depois que o campo já estava liberado e os jogadores em suas vassouras, não demorando a jogar a Goles.
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  Diggory aplaudiu, comemorando entusiasmado quando a namorada marcou um gol, e comemorou da mesma forma as outras cinco vezes que ela repetiu o feito, embora tenha notado que em alguns momentos ela ficasse parada no ar, levando a mão na cabeça, parecendo cansada.
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  Desejou que Potter pegasse logo o Pomo para encerrar a partida de uma vez e, felizmente, seu pedido não demorou a acontecer. Pouco mais de três minutos depois, Harry alcançou o Pomo-de-Ouro, agarrando-o e dando uma volta pelo campo com a mão erguida.
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  Assim que o jogo terminou, Cedrico desceu o mais rápido que pôde, não demorando a chegar no gramado que tinha sido invadido pelo pessoal da Grifinória. Precisou de alguns minutos para encontrar %Samantha%, aproximando-se dela assim que a viu. Os dois se encararam por alguns instantes e Diggory pôde ver que o curativo que ela tinha já estava manchado de sangue novamente, olhando-a preocupado.
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  — Você está bem?
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  — Vou sobreviver. — Sorriu de lado, dando de ombros.
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  Cedrico concordou com um aceno, demorando alguns instantes para se pronunciar.
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  — Parabéns pelo jogo, foi muito bem…
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  — Obrigada!
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  — Tonks! — McGonagall apareceu no meio da multidão. — Ótimo jogo, agora você precisa ir à Ala Hospitalar e… Ah, Diggory — a professora sorriu quando o viu —, faça o favor de acompanhá-la, sim?
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  — Claro, professora.
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  O casal seguiu em silêncio, e Cedrico segurou na mão da garota quando foram passar no meio dos torcedores, para garantir que não se separariam. Sentiu seu coração bater apertado quando a mão dela envolveu a sua, sem saber se aquela seria a última vez que aquilo aconteceria ou não.
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  %Sam% seguiu carregando sua vassoura, a qual Cedrico ofereceu-se para levar pouco depois, antes de irem guardá-la para, só então, seguirem para dentro do Castelo.
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  Madame Pomfrey terminou os curativos e pediu para a garota permanecer ali aquela noite em observação devido à pancada na cabeça, principalmente depois de ela ter dito que se sentia um tanto enjoada. Assim que a enfermeira deixou-os sozinho, Cedrico levantou-se da cadeira em que estava sentado, puxando a cortina ao redor da maca em que %Samantha% estava, dando-lhes um pouco mais de privacidade, tornando a sentar-se ao lado da garota pouco depois.
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  — Sente-se melhor?
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  — Com sono, na verdade, mas não posso dormir por algumas horas, então… — Deu de ombros, vendo-o concordar com um aceno.
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  — Você deveria contar a Sirius, ele vai gostar de saber que vocês ganharam o primeiro jogo… Mas provavelmente vai ficar preocupado com você… — Lembrou-se, franzido o cenho. %Sam% riu baixo ao seu lado, concordando.
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  — Provavelmente vai querer saber quem foi… — ponderou por alguns instantes, após tornarem a ficar em silêncio. — Ele gosta de você, sabe? — comentou em tom baixo. — Meu pai…
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  Cedrico a encarou com a sobrancelha arqueada, um sorriso no canto dos lábios.
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  — Achei que ele estava esperando a melhor oportunidade para me azarar…
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  — Talvez. — Riu, olhando-o de lado.
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  %Sam% baixou o olhar para o lençol que a cobria, passando os dedos pelo mesmo, sentindo o tecido distraída, enquanto tentava arranjar um novo assunto.
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  Diggory respirou fundo, esticando a mão e pegando na mão direita da garota, apertando-a gentilmente junto à sua. Os dois passaram alguns segundos olhando para seus dedos entrelaçados, sem nada dizer, até Diggory erguer o olhar para o rosto dela, começando em tom baixo:
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  — Eu não quero terminar. Eu sei que não estamos muito bem e que eu não tenho sido o melhor namorado do mundo nas últimas semanas, mas eu não quero terminar — desabafou, encarando os olhos %castanhos%. — As últimas semanas só não foram piores que as duas últimas horas que eu passei sem saber se você quer terminar comigo. Se você me disser que não gosta mais de mim, infelizmente não tem nada que eu possa fazer para mudar isso, mas se você me disser que quer terminar por causa dos últimos dias… %Sam%… Eu sei que esse ano tem sido uma confusão, e pensamos diferente em alguns pontos, mas…
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  — Eu não quero terminar com você, Cedrico. Isso nunca me passou pela cabeça. - Apertou-lhe a mão, sorrindo de lado. — Não sei o que te fez entrar no grupo da Umbridge, realmente não acho que seja algo bom, e você está certo, estamos em lados opostos esse ano, por assim dizer, mas eu não terminaria com você por causa do Ministério, Diggory. Você é uma boa pessoa, independente do que esteja acontecendo esse ano.
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  Cedrico mordeu o lábio inferior, concordando com um aceno.
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  — Eu prometo que vou te explicar os meus motivos, eu só não posso fazer isso agora…
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  — Eu acredito em você, Cedrico.
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  O lufano suspirou aliviado, sorrindo antes de inclinar-se na cadeira, em direção à cama em que a namorada estava, encostando os lábios nos dela.
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Lelen

Tá vendo, se Cedrico ouvisse o que eu tô falando, já tinha resolvido a treta faz muito tempo. Mas não, precisou ainda da Hermione e do Sirius pra convencer o serzinho a ir conversar com a Sam.
Tudo bem que a Sam também podia muito bem ter ido lá pra tentar entender o que estava rolando, mas enfim 😂😂
Agora eu tô só no aguardo pra ver Ced agindo como agente duplo nesse meio todo aí (me recuso a aceitar que ele não vai fazer parte da A.D. de alguma forma 🧐).
E eu MORRO toda vez que o Sirius surge agindo como paizão, esse homem 🤧🤧 merece todo o amor do mundo, obrigada. <3
E alguém por favor dá um socão na carinha bonita do Draco? Ele é um dos meus favoritos desde A Pedra Filosofal, mas eu também tenho limites, sabe? 😂

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