Black & Diggory II


Escrita porReh
Revisada por Lelen


Dois

Tempo estimado de leitura: 47 minutos

  Diggory aproveitava o último final de semana que passaria com os primos no The Cavern Club, um pub inglês bastante popular na cidade, tanto para trouxas quanto para bruxos. Se você soubesse fazer o pedido certo. Os bruxos tinham uma senha para acesso a outra parte do pub, longe dos olhos curiosos dos trouxas.
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  Cedrico vinha se sentindo muito bem, agora que era maior de idade, conseguia fazer várias coisas que queria há anos e não era permitido pela lei. Com todas as novidades e o tempo em que passou com os primos, aquele mês realmente passou mais rápido do que o esperado, mas também não era verdade a parte que seu pai insistia em repetir dele praticamente não sentir saudades da namorada. Na verdade, parecia uma eternidade desde que tinham se visto pela última vez.
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  Tinham trocado algumas cartas durante aquelas semanas, mas Cedrico sempre tinha a impressão que a garota estava deixando de lhe contar alguma coisa, e ele esperava descobrir assim que a encontrasse. %Samantha% também não tinha dado muitos detalhes sobre Sirius, embora tivesse dito que estava vendo-o com certa frequência.
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  — Ora, se não é o concorrente número um de Cedrico novamente aparecendo no jornal! — Brandon apareceu rindo, mostrando-lhes a edição do Profeta Diário. Cedrico arqueou a sobrancelha, primeiro para o riso fácil do primo — visivelmente bêbado —, segundo pela brincadeira. Se arrependeu até o último fio de cabelo por ter comentado sobre a namorada ser tão próxima a Harry. Cedrico então pegou o jornal dando uma olhada na primeira página; Potter tinha usado o feitiço do Patrono na frente de um trouxa.
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  Franziu o cenho, confuso.
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  No fundo sabia que deveria ter algum motivo para o garoto ter feito aquilo, embora o jornal parecesse negar veementemente e exigisse que o Ministério tomasse uma atitude severa, já que Harry Potter, embora famoso, ainda era menor de idade. Era até irônico ver uma matéria no folhetim falando mal do garoto, visto que até pouco mais de um mês antes pareciam colocar Harry como um herói; o grande Campeão de Hogwarts.
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  Deixou o jornal de lado, tornando a prestar atenção na conversa dos primos enquanto tomava sua bebida. Sentia falta de passar tempo com eles, costumavam ser todos muito próximos quando mais novos e achava que acabariam juntos em Hogwarts, mas os gêmeos acabaram na Escola de Bruxaria dos Estados Unidos, Ilvermorny, já que o marido de sua tia, irmã de sua mãe, era de lá. Os três sempre acabavam em pequenas discussões para decidir qual era a melhor e, mesmo negando infinitamente, os gêmeos sabiam que Hogwarts era superior e até tinham uma pequena inveja de Cedrico.
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  — Então, quando vamos conhecer sua garota? — Brandon tornou a questionar, esticando-se em sua cadeira e olhando ao redor. Diggory deu de ombros, um sorriso leve no rosto.
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  — Quando forem a Londres posso apresentar, vão gostar dela!
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  — Isso se vocês ainda estiverem juntos, não é? — O rapaz tornou a rir, cutucando o primo. — Depois de tantos dias, talvez ela já tenha te trocado pelo Potter!
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  Cedrico revirou os olhos, tornando a tomar sua bebida e preferindo não responder o comentário do primo. No fundo, embora não tivesse nenhuma prova de que Harry estivesse interessado em %Samantha%, confiava em sua intuição que dizia que sim, ele estava. Porque já havia reparado nos olhares do moreno para a garota. %Sam% talvez não soubesse e o rapaz talvez não tivesse confessado nada, mas para Cedrico era óbvio que Harry Potter queria mais do que uma simples amizade. Então, sim, no fundo Diggory se revirava com a mínima possibilidade de o moreno tentar algo com sua namorada, mas tentava não pensar tanto naquilo pelo bem de sua própria sanidade.
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  Só mais dois dias e estaria em casa e, com isso, poderia visitar a namorada!
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  A garota terminava de escovar os dentes quando escutou a campainha tocando no andar de baixo. Sorriu sozinha antes de sair do banheiro e descer as escadas, vendo Cedrico conversar com Andrômeda. O rapaz virou-se para a escada, vendo-a descer os últimos degraus, o sorriso tomou seu rosto quando %Sam% andou em sua direção, abraçando-o apertado.
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  — Bom, acho melhor deixar vocês dois conversarem, não? Imagino que tenham muito para colocar em dia — Andy disse antes de virar-se em direção à cozinha. — Prometo que não conto para o Sirius que os deixei sozinhos! — Piscou para o casal, rindo consigo mesma.
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  Cedrico passou a língua pelos lábios finos, olhando ao redor.
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  — Seu pai está aqui? — Ela riu negando com a cabeça, antes de puxá-lo pela mão em direção ao seu quarto.
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  Assim que passaram pela porta do cômodo, Diggory a puxou para um novo abraço, muito mais apertado e demorado que o anterior, tentando, de alguma forma, suprir o tempo que tinham ficado afastados.
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  — Caramba, eu realmente senti sua falta! — sussurrou contra seu ouvido, vendo-a rir baixinho.
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  — Eu também, mais do que achei que sentiria! Quer dizer, um mês não é assim tanto tempo, não é? — Afastou-se momentaneamente dele, olhando os olhos cinzentos do namorado. Cedrico fez careta.
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  — Eu descobri que um mês é muito tempo!
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  — Mas aposto que você se divertiu com seus primos! — comentou sorrindo.
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  Diggory reparou que a garota parecia mais relaxada e animada do que se lembrava, e tinha um brilho diferente nos olhos. %Sam% também parecia incrivelmente mais linda para ele, talvez fosse o sorriso fácil ou o tempo que não a tinha visto, imaginá-la nunca era tão bom quanto tê-la ao seu lado. Cedrico concordou com a cabeça, antes de colocar as mãos no rosto da namorada, olhando-a nos olhos por alguns instantes, movimentando os lábios para sussurrar um “senti sua falta”, em seguida, curvou-se para beijá-la com toda a vontade que tinha guardado durante as últimas semanas.
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  Passaram incontáveis minutos aos beijos e abraços, até a garota o afastar lentamente, com os lábios vermelhos e o batimento alto, enquanto tentava normalizar a respiração. Abriu os olhos, sorridente, vendo-o sorrir de volta, mordendo levemente o lábio inferior. Diggory suspirou, passando a mão pelos cabelos, antes de virar-se, sentando-se na cama ao lado.
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  — Você não corta mais o cabelo? — a loira questionou rindo, parando em frente ao namorado e passando os dedos pelos cabelos castanhos dele, compridos o suficiente para jogá-los para trás. — Está querendo ficar igual meu pai, é? — Cedrico riu antes de passar os braços pela cintura da garota.
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  — Não, só não tive tempo de cortá-los ainda, resolvi ver minha garota antes, sabe? — Piscou. — Você, por outro lado, andou cortando esse cabelo! Está bem mais curto do que da última vez que te vi! — comentou puxando uma das mechas loiras. %Sam% concordou balançando a cabeça, para que ele visse melhor o corte.
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  — Digamos que eu não sou muito a favor de passar calor e está absurdamente quente esse verão! Estava pensando em mudar a cor também, mas não gostei muito do resultado… — Deu de ombros.
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  — Espera, você pintou? Como eu não tenho nenhuma foto desse acontecimento? — questionou surpreso, vendo-a negar.
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  — Dora se passou por mim, foi extremamente legal e assustador ao mesmo tempo!
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  Cedrico gargalhou, concordando.
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  — Não me importaria se você mudasse, mas gosto deles assim…
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  — Eu sei, também gosto… É só que… — Suspirou, parecendo acanhada. — Pareço muito com a minha mãe, sabe? Vi uma foto dela quando tinha a minha idade… — O lufano concordou com um aceno, sorrindo pequeno.
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  — Mesmo que você seja idêntica a ela, não quer dizer que seja a mesma pessoa, %Sam%. — A garota suspirou, concordando, embora ainda parecesse um tanto incerta.
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  — Você poderia me ajudar a escolher uma nova cor, posso pedir quando Dora chegar!
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  — E se eu confundir vocês duas e beijar a %Samantha% errada? — A loira abriu a boca inconformada.
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  — Passa umas semanas fora e nem lembra mais quem é sua namorada, Diggory? — O rapaz riu, negando, antes de puxá-la para mais perto, aproveitando para beijá-la mais uma vez.
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  Com seus braços ao redor da cintura de Black, Cedrico teve extrema facilidade para fazê-la sentar-se em seu colo, passando as pernas de cada lado de seu corpo. %Sam% colocou os braços ao redor do pescoço do rapaz, acariciando a nuca dele e puxando seus cabelos vez ou outra, enquanto se beijavam, até ambos se empolgarem e Cedrico acabar caindo de costas sobre o colchão com a garota por cima, rindo da situação que se encontravam, embora o rapaz não parecesse se importar, descendo a mão pelas costas dela, apertando-lhe a cintura.
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  — Chega, chega! Me conta sobre suas férias!
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  Cedrico fez careta ao ser afastado, demorando alguns segundos para normalizar a respiração, mas começou a contar-lhe sobre tudo o que tinha acontecido naquelas semanas, dando alguns detalhes que ele não tinha contado nas cartas que trocaram. Contou algumas situações que passou com os primos, os passeios que fez — ouvindo-a reclamar que gostaria de conhecer Liverpool, mal havia saído de Londres durante todos aqueles anos — e o quanto os dois queriam conhecê-la e, entre uma história e outra, aproveitou para beijá-la sempre que tinha vontade.
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  — Mas e você? Não recebi muita coisa nas suas cartas, não é? O que você estava escondendo, Black?
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  %Sam% abriu a boca, uma falsa surpresa em seu rosto, e então voltou a sorrir animada. Encostou-se na parede ao lado da cama, cruzando as pernas, enquanto começava a contar sobre as últimas semanas, vendo Cedrico deitado, apoiando o cotovelo na cama e a cabeça na mão.
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  — Bem, como eu não viajei, não teve muitas novidades… Fiquei em casa a maior parte do tempo… — Deu de ombros, mas Diggory notou que o sorriso permaneceu em seus lábios.
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  — E seu pai?
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  — Ele ficou aqui na primeira semana, mas começou a achar muito arriscado, porque aconteceu duas vezes de Aurores aparecerem aqui, sem avisar, por sorte não deu em nada porque ninguém sabe que ele é um Animago…
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  — E…?
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  — O quê?
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  — Você está sorrindo demais para ter passado só uma semana com Sirius, e tenho certeza que não é por minha causa que você está assim tão feliz...
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  — Ei! É claro que eu fico feliz em te ver, seu bobo! — Cedrico sorriu, aproximando-se novamente para beijá-la na bochecha, mas logo se afastou, aguardando a resposta da garota. — Bem… Digamos que… — Tornou a passar a mão pelos cabelos do rapaz.
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  — Que…?
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  — Digamos que… Eu esteja morando com meu pai nas últimas três semanas!
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  — O QUÊ? — questionou surpreso. — Como? Você acabou de dizer que…
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  — Eu seeeei! — Cortou animada. — Mas ele voltou para a casa da família, não é o melhor lugar do mundo, na verdade às vezes me lembra a sala do Snape… — contou com uma careta. — Mas, bem, tenho meu próprio quarto e posso passar o tempo com ele!
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  — Isso é maravilhoso! — Cedrico sorriu para a namorada. — Como está sendo? — %Sam% franziu o nariz, suspirando em seguida.
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  — Um pouco… Movimentado. Tem muita gente naquela casa, na maior parte do tempo a Sra. Weasley quer nos fazer de Elfos… Eu não nasci para tirar pó. Nem para cozinhar! Você tem noção do quão ruim fica minha comida? Papai deixou para o Bicuço e nem ele comeu. Bicuço come de tudo, Ced!
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  — Quer dizer que um dia, se casarmos e dependermos de você na cozinha, vamos morrer de fome? — Diggory perguntou com a sobrancelha arqueada, gargalhou quando a viu concordar. — Ainda bem que eu me viro bem! — Piscou divertido, encostando-se na parede e passando um braço pelos ombros da namorada, puxando-a para seu lado. %Sam% encostou a cabeça no peito do rapaz, entrelaçando sua mão com a livre dele, brincando com seus dedos. — Mas me explica uma coisa, não entendi bem… Por que você diz que tem tanta gente na casa? E por que a mãe do Rony está lá?
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  — Godric Gryffindor! Eu não te contei! — Virou-se agitada, batendo com a mão na testa. — Merlin! Desculpa, se bem que… Não podia ter contado por cartas… — comentou pensativa. — Enfim… Papai ofereceu a casa para ser a sede da Ordem da Fênix!
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  — A Ordem do quê?
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  Diggory esperava, nem tão pacientemente, sentado no sofá, batucando os dedos no joelho. Olhava o relógio de cinco em cinco segundos, esperando que o tempo passasse muito mais rápido do que, de fato, estava passando.
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  Já era ruim o suficiente não ver a namorada sempre que queria, já que ela estava com o pai na sede da Ordem, e o lugar era secreto, então Cedrico não podia visitá-la. Não ainda. Mas ele conseguia entender essa parte e até lidou muito bem com tudo, pelo menos até duas semanas atrás, quando descobriu por uma carta dela que Harry Potter estava na sede. No mesmo instante começou a questionar se não poderia passar no lugar ou se ela não poderia ir até sua casa, o que seria ainda melhor já que não teriam Sirius por perto; por mais que detestasse admitir, Diggory tinha sim certo medo do homem.
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  O pior era que ele não a culpava por querer ficar em casa com o pai, sabia o quanto a garota sentia falta dele e nem por um momento reclamou por ela não querer deixar o lugar. O problema era saber que Potter agora estava ao seu lado, vinte e quatro horas por dia. Já não bastava isso em Hogwarts?
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  Cedrico confiava na namorada, mas não tinha tanta certeza se confiava em Harry Potter e sabia o quanto os dois eram próximos. Tentou por diversas vezes se distrair com qualquer coisa que não envolvesse os dois juntos na mesma casa, mas parecia que toda vez que começava a pensar em outra coisa, sua mente o fazia lembrar de Black e Potter.
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  Tinha uma mistura de sentimentos dentro de si: frustração, ciúmes, raiva e culpa. Sentia-se culpado por imaginar algo que provavelmente estava acontecendo apenas em sua cabeça. Sentia-se culpado por imaginar que %Samantha% poderia corresponder aos sentimentos de Potter, os quais Diggory nem sabia com certeza se existiam e, mesmo se fosse real, ela já havia lhe dito anteriormente que via Potter como um amigo, quase como irmão. E aquilo deveria ser o suficiente, mas não era.
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  Cedrico sabia que %Sam% gostava dele tanto quanto ele gostava dela, mas tinha medo de descobrir como ela reagiria se um dia Potter se declarasse. Seria possível que ela o deixaria para ficar com Harry?
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  Era um ciúme quase irracional, mas simplesmente não conseguia evitar, por mais que tentasse, e era isso que o fazia se sentir tão culpado. Odiava sentir-se daquele jeito.
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  A campainha finalmente tocou às 14h35, e o rapaz levantou com um pulo, andando até a porta, abrindo-a sorridente.
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  — Olá, Dora!
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  A mulher estava com os cabelos azulados presos em um rabo-de-cavalo alto e vestia seu casaco habitual do trabalho por cima das roupas normais.
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  — E aí, priminho? Ou eu deveria dizer cunhadinho? Não sei bem… Enfim… — Cedrico riu constrangido, antes de perguntar se a mulher não queria entrar, o que foi negado rapidamente. — Na verdade estamos com um pouco de pressa, digamos que estou atrasada para uma reunião… — Rolou os olhos.
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  Diggory concordou, apenas avisando sua mãe que estava saindo.
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  Os dois seguiram lado-a-lado até o meio da calçada de entrada, quando Tonks segurou no braço de Cedrico, prontos para aparatarem, já que ele nem mesmo sabia para qual local estavam indo.
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  O lufano ainda detestava aquela sensação, mas era algo tão rápido, que não dava muito tempo para pensar a respeito. Quando abriu os olhos, notou estar parado em frente a um pequeno parque em uma área residencial cheia de trouxas. Atravessaram a rua e pararam na calçada, casas iguais estavam à frente, Diggory notou que a casa à direita tinha o número onze, e a esquerda o número treze. Ninfadora colocou a mão no bolso do casaco, tirando um pequeno pedaço de pergaminho amassado, entregando-o para Cedrico.
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  — Leia rapidamente, é nossa senha! — Piscou para o rapaz.
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A sede da Ordem da Fênix encontra-se no Largo Grimmauld, número doze, Londres.”

  Quase no mesmo instante, no qual Dora pegou de volta o bilhete para queimá-lo, Cedrico viu uma nova construção começar a se materializar entre as casas onze e treze. Abriu a boca um tanto surpreso com aquilo. %Samantha% não havia dito que a Casa dos Black estava sob feitiços como aquele.
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  Os dois subiram os degraus de entrada e Tonks abriu a porta deixando-o entrar primeiro, seguiram por um corredor escuro e um tanto empoeirado.
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  — Molly ainda não fez o pessoal limpar essa parte — cochichou sorridente —, eles não param de reclamar que estão trabalhando mais que Elfo Doméstico!
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  Cedrico riu lembrando-se da última carta que tinha recebido da namorada, falando sobre isso.
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  — Finalmente, Ninfadora!
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  Diggory novamente foi surpreendido ao ver Olho-Tonto-Moody parado no canto da sala, próximo de Remo Lupin. Quando Severo Snape apareceu, vindo de um corredor lateral, Cedrico achou que tinha voltado para Hogwarts mais cedo: parte dos professores estavam ali, incluindo, Minerva McGonagall que conversava com um bruxo negro e careca que parecia estranhamente familiar, mas Diggory não o reconhecia.
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  — Boa tarde, Sr. Diggory!
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  O lufano reparou que talvez fosse muito óbvia sua cara de surpresa, por isso logo tratou de arrumar a postura, virando-se para a professora que foi quem o cumprimentou, atraindo também a atenção dos demais presentes na sala.
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  — Boa tarde, professora.
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  — Cedrico!? — Lupin parecia um tanto surpreso ao vê-lo.
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  — Ele veio ver a %Sam% — Dora avisou, Diggory sentiu o rosto esquentar quando Remo arqueou a sobrancelha olhando-o sorridente, assim como Minerva.
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  — Diggory, é? — Moody o olhou de cima a baixo. — Você já é maior de idade, não? Ouvi boas coisas a seu respeito.
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  — Hm… Obrigado… — agradeceu constrangido, ainda sendo analisado pelo ex-Auror.
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  — Quim Schacklebolt — o homem negro adiantou-se, esticando a mão —, prazer.
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  — Igualmente — Cedrico respondeu apertando-lhe a mão —, o senhor é um Auror também, não? — Quim concordou com um aceno.
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  — Soube que esteve muito bem no Torneio — elogiou educadamente.
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  — Bom, eu não ganhei… — Deu de ombros, sem graça.
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  — Mas foi o verdadeiro Campeão de Hogwarts! Se não tivesse acontecido tudo o que aconteceu, tenho certeza que estaria com a Taça! — Minerva argumentou, fazendo-o ficar um tanto constrangido com o elogio. — Cedrico é um aluno modelo na escola, Monitor-Chefe, se não estou errada? — O rapaz concordou animado, lembrando-se do novo cargo.
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  — Recebi a notícia ontem!
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  — Como é? Você virou Monitor-Chefe? — Diggory virou-se em tempo de ver %Samantha% e Hermione entrando na sala, vindas de outro cômodo.
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  — Alguém vai ter problemas… — Mione cantarolou rindo, olhando de soslaio para a amiga, antes de cumprimentar o rapaz.
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  — Eu não estou gostando dessas ameaças, Granger. — %Sam% arqueou a sobrancelha, virando-se para Minerva, ao tempo que chegava ao lado do namorado. — Estou começando a pensar que estão querendo me cercar na esperança que eu pare de perder pontos pra Grifinória!
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  — O que não seria uma má ideia, não é mesmo? — McGonagall a olhou significativamente.
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  — A gente recupera no Quadribol, professora! — respondeu rindo, antes de abraçar o namorado.
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  Ouviram um pigarro e, ao olhar, Cedrico viu Sirius Black parado de braços cruzados e o olhar preso no casal.
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  — Não é porque eu autorizei o relacionamento que eu aceito tanta demonstração de afeto, ainda mais embaixo do meu teto! — Diggory afastou-se da garota rapidamente, parecendo ligeiramente nervoso quando se adiantou para cumprimentar o homem, ouvindo uma risada ao fundo.
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  — Até parece, você fala mais dele do que a %Samantha%! — Remo contou divertido, fazendo o resto do pessoal olhar para Sirius, surpreso. Black abriu e fechou a boca, sem reação.
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  — Eu… Só disse que ele parece um bom aluno… ou não é verdade? — Virou-se para Minerva, que concordou segurando um sorriso. — E que era bom com cachorros!
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  Snape rolou os olhos, entediado.
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  — Muito bonito o momento, mas acredito que agora que a Ninfadora chegou, podemos começar a reunião ou tem mais alguém atrasado?
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  %Sam% notou o olhar irritado que a prima direcionou ao mestre de poções por chamá-la pelo nome de batismo.
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  — Falta o Arthur… — a mulher falou, ao notar que o Weasley mais velho não estava entre eles.
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  — Ele não virá, está no Ministério — Quim avisou.
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  — Muito bem, muito bem, então vocês três podem ir subindo. — Moody apontou para as duas garotas e Cedrico, demorando o olhar no rapaz. — Apesar de…
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  — Nem pensar! — Minerva negou com a cabeça, sabendo o que Alastor queria. — Diggory é maior de idade, mas ainda está estudando.
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  — O quê…? — O lufano questionou confuso, sem entender o que aquilo significava. %Samantha% virou-se de um professor para outro.
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  — Vocês querem que Cedrico entre para a Ordem? — questionou surpresa. — Estou aqui faz quase dois meses e ninguém me aceita, ele chegou faz cinco minutos e já tem convite? Acho injusto!
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  — Ninguém vai entrar na Ordem, Black, principalmente alguém menor de idade e irresponsável como você! — Snape respondeu friamente.
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  No mesmo instante Sirius deu um passo à frente, pronto para começar uma discussão.
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  — Vamos começar, temos muito o que resolver. Além do mais, nenhum estudante vai entrar para Ordem! — Minerva interferiu, dando um passo em direção a Sirius, olhando séria dele para Snape. E então olhou para os três adolescentes. — Vocês já podem subir.
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  Hermione abriu a porta do segundo quarto no corredor, entrando e sendo seguida pelo casal. Cedrico logo viu Harry, Rony, Gina, Fred e George sentados em duas camas de solteiro que tinham ali, conversando. Os cinco pararam virando-se para a entrada, logo percebendo que as duas garotas não estavam mais sozinhas.
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  — Olá, Cedrico! — Gina foi a primeira a dizer, seguida pelos quatro garotos.
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  — Oi, tudo bem? — perguntou simpático, acenando para todos.
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  Sentou-se ao lado de %Sam% na cama à esquerda, enquanto olhava ao redor. O quarto era um tanto escuro com sinais de infiltração e parte do papel de parede estava gasto, mas ao prestar mais atenção nos móveis, Diggory teve certeza que o quarto costumava ser bastante luxuoso. Foi então que Cedrico lembrou-se do quão importante era o nome Black antes de toda a confusão com Sirius, e quão rica era a família.
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  Os Diggory tinham dinheiro e o sobrenome já tinha sido importante; Eldritch Diggory, tataravô de Cedrico, chegou a ser Ministro da Magia e o primeiro a recrutar uma Comissão de Aurores na Inglaterra, também começou a questionar o uso de Azkaban como prisão, mas morreu ao pegar Varíola de Dragão antes de chegar a alguma decisão sobre o local. Os Diggory tinham certo respeito na comunidade bruxa, mas Cedrico sabia que não era nem perto de ser tão grande quanto o sobrenome Black, e nem próximo de serem tão ricos. Seus pais tinham uma boa quantia de ouro em Gringotes, o que lhes garantia viverem bem, mas sem nenhum luxo.
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  A Família Black era extremamente conhecida, respeitada e temida por muitos. Se voltassem quase duas décadas, antes de Sirius ser preso em Azkaban e antes da Primeira Guerra, os Black eram uma das principais famílias bruxas junto aos Lestrange e, mais recentemente, os Malfoy, principalmente porque as três famílias mantiveram uma aliança por muitos anos, casando-se entre si para manter a linhagem e o Sangue-Puro. Contudo, após Voldemort ser derrotado, parte desse prestígio foi perdido. Os Black não chegaram a declarar que eram a favor do Lorde das Trevas, mas a maioria sabia que eles concordavam com muitas das ideias de Riddle: os Black não aceitavam Sangues-Ruins e desprezavam os trouxas. E, como Sirius e %Samantha% eram agora os últimos a carregarem o sobrenome Black, podia-se dizer que a família já não era importante como antes. Embora ainda fosse um sobrenome imponente, Black agora só era ligado ao Comensal foragido, principalmente porque a maioria não sabia que %Sam% era a filha de Sirius, a grande maioria nem sequer sabia que o bruxo tinha uma filha.
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  — Moody praticamente chamou Cedrico para a Ordem! — a loira contou para o pessoal no quarto, Diggory notou que todos os olhares viraram-se em sua direção.
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  — Como é? Por quê? — os gêmeos questionaram ao mesmo tempo.
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  — Porque ele é maior de idade e um exemplo de estudante! — Piscou ao olhar para o namorado, que negou com um aceno, sorrindo pequeno.
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  — Mas nós já temos 17! — George reclamou indignado.
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  — Não é só por isso — Mione negou, atraindo a atenção de todos. — Cedrico é maior de idade, bom aluno e ótimo em feitiços, não? E foi muito bem avaliado no Torneio, principalmente se considerarmos que ele foi o Campeão pela Escola. Harry não teria participado em situações normais!
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  %Sam% o cutucou na cintura, vendo-o sorrir de lado ao tempo que tentava segurar a risada ao ouvir os elogios de Granger.
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  — Cedrico pode entrar na Ordem e nós não? — Harry perguntou levemente irritado. — Desculpe, Diggory, mas… — O rapaz levantou-se, andando de um lado para o outro. — Quer dizer, eles nem mesmo saberiam que Voldemort retornou se eu não tivesse dito, não é?
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  — Harry… — Hermione chamou, mas o amigo ignorou.
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  — Me deixaram no escuro o verão todo e agora Cedrico entra na Ordem por ser maior de idade?
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  O lufano arqueou a sobrancelha, não gostando de como soou o que Potter tinha dito.
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  — Eu não vou entrar, Minerva disse que nenhum estudante vai — avisou segurando-se para não ser rude.
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  — É, mas Moody ficou interessado, tenho certeza que vão te chamar quando terminar Hogwarts... — %Sam% comentou pensativa, Cedrico a olhou curioso.
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  Sabia o que a Ordem da Fênix significava, sabia o que tinham feito durante a Primeira Guerra. Sentiu-se extremamente feliz e orgulhoso de si mesmo por Alastor Moody, um dos maiores Aurores que já existiu, considerá-lo para o grupo. Porém agora, olhando para todos naquele quarto, achava que ninguém o considerava capaz de participar de algo como aquilo. E saber que a namorada parecia hesitante com aquela possibilidade o fez sentir-se mal por saber que ela não o considerava bom o suficiente. Principalmente por saber que %Samantha% achava Harry Potter uma ótima adição para a Ordem.
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  Parecia que tinha voltado meses no tempo e estavam naquela mesma conversa sobre ele colocar ou não seu nome no Cálice de Fogo. Naquele instante Cedrico começava a achar que não tinha sido uma boa ideia ir até o local, talvez devesse ter ficado em sua casa.
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  Continuaram conversando sobre o assunto, passando para o possível motivo da reunião que acontecia no andar de baixo. %Samantha% notou que Cedrico estava extremamente quieto, não fazendo comentários sobre a conversa, e foi ainda mais evidente que tinha algo o incomodando quando ele suspirou ao seu lado, parecendo impaciente.
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  — De qualquer forma, nem Dora nem meu pai estão dizendo muita coisa… — Rolou os olhos, levantando-se. — Se alguém tiver alguma ideia… — Deixou subentendido que ela estava disponível para qualquer coisa que os ajudasse a descobrir o que acontecia. — Quer conhecer o resto da casa? — perguntou para Diggory, que a olhou após alguns segundos concordando com um aceno e a seguindo para fora do quarto.
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  — Acho melhor você não conhecer o quarto dela, lembre-se de que Sirius está no andar de baixo, Cedrico! — Fred gritou antes de fecharem a porta.
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  — Ele é um assassino louco e perigoso! — George completou, rindo junto dos demais.
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  Ignorando a brincadeira dos gêmeos, o primeiro (e único) lugar que %Samantha% levou Cedrico foi para seu quarto, o último cômodo do lado esquerdo do corredor do segundo andar. Esperou o rapaz entrar para fechar a porta, andando até sua cama grande e sentando-se na mesma enquanto via o namorado olhando ao redor. O quarto estava muito mais organizado do que o outro, %Sam% tinha dito que passou algumas tardes junto de Sirius arrumando-o para deixá-lo um pouco mais seu. Boa parte da decoração do quarto na casa dos Tonks foi transferida para lá; uma grande bandeira da Grifinória ocupava parte da parede lateral e ao lado da porta tinha uma escrivaninha e um grande espelho com várias fotos ao redor. Cedrico reparou nas duas únicas com porta-retratos ali, ambas recentes.
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  %Sam%, Sirius e Dora estavam sentados no sofá da casa dos Tonks, com Andy e Ted em pé logo atrás, riam para a foto, levantando copos de alguma bebida em um brinde silencioso. Na outra foto, Diggory lembrava-se bem dela, sua mãe tinha tirado no dia da terceira tarefa do Torneio, quando estavam juntos andando pelos terrenos de Hogwarts, Cedrico abraçava a namorada pela cintura e ambos riam para a câmera. Sorriu levemente ao lembrar do dia, e então suspirou puxando a cadeira da escrivaninha, sentando-se na mesma e encarando os pés. %Samantha% suspirou audivelmente antes de cruzar as pernas.
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  — Não entendo, de verdade, Cedrico. Você disse que queria vir aqui, que estava com saudades e tudo o mais, e agora mal me olha na cara? — questionou com a voz baixa. Diggory travou a mandíbula, olhando para o chão escuro. — Eu posso pelo menos saber o motivo dessa vez?
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  — Não é como se eu quisesse ficar brigando com você…
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  — Mas é exatamente isso que você está fazendo agora, e eu nem sei o motivo.
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  Cedrico levantou-se frustrado, cruzando os braços e andando de um lado para o outro no quarto.
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  — Pelo mesmo motivo do ano passado, você não confia em mim.
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  — O QUÊ? — perguntou incrédula. — Quando foi que eu não confiei em você? Olha, se foi pelas suas admiradoras, eu tinha motivos, ok? — Diggory sorriu triste, colocando as mãos nos bolsos da calça.
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  — Não quero dizer no sentido de traição, %Samantha% — explicou chateado, vendo-a franzir o cenho, confusa. — Quero dizer que você nunca me acha capaz de fazer algo, quando sugeri colocar meu nome no Cálice ano passado, o tempo todo você ficava dizendo o quanto era perigoso e que eu poderia me machucar…
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  — Se eu não me engano, você acabou queimado em duas tarefas e teve Krum te azarando com uma Maldição Imperdoável, não? — Arqueou a sobrancelha. Cedrico concordou com um aceno, fechando os olhos por poucos segundos. %Sam% teve a impressão que o namorado parecia cansado, mas não soube dizer do quê.
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  — Eu, na verdade, não sei o que te dizer. — Deu de ombros, olhando para baixo, estava sendo sincero, nem ele mesmo sabia o que o incomodava tanto, não sabia definir o misto de sentimentos e pensamentos que o ocupavam.
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  — Se você não me disser, não tenho como saber o que está acontecendo, Ced. — Levantou-se, se aproximando dele.
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  — Eu sei… É só…  — O rapaz suspirou, passando a mão pelos cabelos. — Você sabe o quanto eu gosto de você, %Samantha%, mas a sensação que eu tenho é que você não confia em mim, que você realmente não me acha capaz de fazer as coisas…
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  — Que coisas?
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  — A Ordem, por exemplo. Eu entendo seus amigos não me acharem capaz, mas você? — Ele a encarou por alguns instantes.
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  Aos poucos a garota parecia entender ao que ele se referia, ao tempo que parecia tirar um peso de seus ombros e a angústia do peito. Nem mesmo notou o quão aflita estava com aquela conversa, até sentir um alívio passar por seu corpo.
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  — É esse o problema? — Ela negou com a cabeça, não podendo deixar de sorrir.
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  — Você acha pouco? — Cruzou os braços impaciente.
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  — Não acho que você não seja capaz de fazer as coisas, Diggory. Tanto que foi o Campeão de Hogwarts, huh? — Sorriu, passando os braços pela cintura do rapaz. — Só me preocupo com você, é diferente. Não quer dizer que não te ache corajoso ou que não sei que você se sairia bem. Mas, por alguma razão, você só quer participar de coisas perigosas, primeiro o Tribruxo, agora esse súbito interesse na Ordem…
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  — Você pareceu bem chateada por Olho-Tonto ter sugerido isso.
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  — Mas é óbvio! — reclamou impaciente, batendo o pé no chão de forma mimada. — Sabe o tempo que eu estou tentando descobrir alguma coisa? Sabe o número de vezes que eu já perguntei ao meu pai o que está acontecendo e não tive resposta? E você chegou e no mesmo instante Moody já quer te recrutar? Não é por ser você, Cedrico, eu teria a mesma reação se fosse outra pessoa.
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  Diggory passou a língua pelos lábios finos, pensando sobre o assunto, finalmente passando os braços pela cintura da garota.
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  — Você parece aceitar muito bem se chamarem Harry para a Ordem.
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  — Porque se o Raio puder participar, quer dizer que eu também posso! Sou mais velha e estamos na mesma sala. Não tem muita coisa que ele faça que eu não saiba, sem contar que, noventa por cento das vezes que ele fez alguma besteira, eu estava junto. — Deu de ombros, explicando seu ponto de vista. — Papai é o responsável legal por Harry, então se ele deixar Potter entrar na Ordem, não existe razão para eu não entrar.
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  — Então por que eu tenho a sensação que você sempre está de acordo com Harry participar de qualquer coisa mais arriscada, mas quando eu digo que quero fazer algo diferente você reclama?
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  %Sam% tornou a negar com a cabeça, um sorriso leve nos lábios.
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  — Você não sabe o número de vezes que eu e Harry brigamos por essas coisas, não quer dizer que não aconteça, Cedrico. Potter é meu melhor amigo, me preocupo muito com ele, e me preocupo ainda mais com você porque não consigo imaginar o que eu faria se alguma coisa te acontecesse. Harry não é meu namorado, então não adianta eu ameaçá-lo… Ele simplesmente faz o que quer, não é? Assim como você, no final das contas.
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  Diggory encarou-a por alguns instantes.
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  — Meio que me ofende você continuar achando que eu gosto mais do Potter e que vou trocá-lo por ele a qualquer momento ou que eu não confio em você e na sua capacidade. Achei que já tínhamos passado desse ponto depois de todo esse tempo…
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  — Eu sei… — concordou, frustrado consigo mesmo e sua confusão de sentimentos e ciúme. — É só… — Cedrico virou-se para a namorada, apertando-a contra ele. — Não é como se eu conseguisse evitar, sabe? Eu tento, de verdade, mas não consigo não pensar em vocês dois… Você sabeE eu sei o quanto isso é irritante, eu confio em você, %Samantha%, mas…
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  — Diggory, se eu quisesse namorar Harry Potter eu já teria te dito isso faz tempo — falou séria, encarando os olhos cinzas do rapaz. — Não me importa o que as pessoas dizem dele ou de você. Harry é meu melhor amigo e você meu namorado, eu vejo uma grande diferença nisso. E o fato de estar mais próxima dele porque somos da mesma Casa ou porque ele está aqui, não muda o que eu sinto por você. Consegue entender isso? — O lufano suspirou, concordando com a cabeça.
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  — Desculpa…
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  — Não precisa me pedir desculpas, Diggory, só lembra disso na próxima vez, ok? Porque não tem condições de a gente ter essa mesma conversa toda semana! — Cedrico sorriu triste, acenando com a cabeça.
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  — Prometo que vou me esforçar — avisou, tornando a puxá-la pela cintura —, mas eu estava reparando… Estamos sozinhos, e eu ainda nem te beijei…
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  — Você é meio lento mesmo, não é? — a garota comentou envolvendo o pescoço dele com os braços, Cedrico gargalhou antes de encostar os lábios nos dela, beijando-a enquanto pressionava seu corpo contra o da namorada.
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  Assim que a reunião terminou e os membros da Ordem se dispersaram, a maioria deixando a casa, Black saiu da cozinha, espreguiçando-se no caminho até a sala, estranhando ao notar o silêncio que prevalecia no lugar. Ao prestar um pouco mais de atenção, percebeu que não era apenas na sala, mas a casa inteira estava naquele silêncio, suspeito demais para o número de adolescentes que estavam ali.
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  Subiu as escadas para o segundo andar, podendo ouvir alguns cochichos vindos do quarto no qual Harry dividia com Rony, bateu na porta antes de entrar logo vendo os Weasley, Mione e o afilhado o olharem no mesmo instante.
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  — Já acabou a reunião?
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  — Como foi?
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  — O que decidiram?
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  — O que está acontecendo?
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  Black negou com a cabeça, divertido com a reação das crianças.
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  — Molly provavelmente me mataria se eu contasse e… — Sirius contou rapidamente o número de pessoas dentro daquele quarto, dando por falta de duas. — Cadê…?
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  — Eu disse que não era uma boa ideia o Cedrico conhecer o quarto da %Samantha%! — Fred comentou em voz alta, negando com a cabeça, viu Sirius olhá-lo assustado antes de deixar o quarto.
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  Black saiu dando passos largos pelo corredor até chegar ao quarto da filha, abrindo a porta de supetão.
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  — %SAMANTHA% BLACK!? O que é isso??
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  A garota arqueou a sobrancelha, inclinando levemente a cabeça para o lado, passando a língua pelos lábios, enquanto tentava entender o drama do pai, que continuava parado na entrada de seu quarto com o rosto vermelho e a respiração falha, olhando dela para Cedrico, aguardando uma explicação. Diggory olhou surpreso para o homem, e então olhou para o lado, vendo a namorada parecendo tão confusa quanto ele próprio. Tornou a olhar para Sirius, notando quando o mesmo respirou fundo, acalmando-se.
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  — Do que você está falando, pai? — perguntou finalmente.
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  Sirius pigarreou baixo, sentindo o desespero aos poucos esvair-se ao notar que, na verdade, não tinha razão para preocupações. Olhou atentamente para os dois por alguns instantes, apenas para certificar-se de que não estavam tentando enganá-lo de alguma forma. Contudo, Diggory estava bem longe de sua filha, sentado na ponta da cama com as pernas compridas esticadas e com o que parecia ser uma foto em mãos, enquanto %Samantha%, uma criança inocente que talvez nem mesmo devesse ter um namorado, estava com as pernas cruzadas no meio da cama com um livro aberto à sua frente. Não tinham rostos vermelhos, respirações falhas ou roupas amarrotadas, definitivamente, um bom sinal.
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  — Hm… Bem… — Sirius sentiu-se ligeiramente constrangido, sendo analisado pela filha que manteve os olhos nele o tempo todo, encarando-o desconfiada. — Fred disse que… E vocês estavam com a porta fechada… — explicou-se, colocando uma mão no bolso da calça, enquanto passava a outra pelos cabelos compridos.
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  Demorou alguns segundos para o casal entender ao que o moreno se referia, mas no instante seguinte Diggory ficou vermelho, gaguejando algo difícil de compreender, mas Black poderia afirmar que ele queria dizer um ‘eu nunca faria nada disso, senhor. O que, é claro, não era totalmente verdade, mas Diggory torcia para que Sirius não pudesse ler seus pensamentos, principalmente os que envolviam a filha do homem.
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  %Sam% também ficou vermelha, mas por outro motivo. Levantou-se andando até o mais velho, puxando-o pela mão e fechando a porta para que Cedrico não os ouvisse.
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  — Eu não acredito no que você estava insinuando. Você… Por Merlin. Como é que… — falava nervosa, sem conseguir concluir as frases. A respiração acelerada enquanto passava a mão pelos cabelos loiros. — Pai… Como… Por que…
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  — Não foi bem minha culpa… — avisou, embora não a olhasse. — Quer dizer, o que eu deveria esperar? Vocês dois sozinhos, a porta fechada… Fred disse… Bem, não importa.
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  — Eu esperava mais de você, pai — a garota falou séria, parando de andar em círculos e o encarando finalmente. — E achei que você esperasse mais de mim. Confiasse mais em mim.
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  Sirius suspirou, concordando com um aceno.
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  — Essa coisa de ser pai de adolescente é muito complicada, sabe? — admitiu com um sorriso pequeno. — Não sei muito bem como reagir a certas coisas… Era mais fácil cuidar de você quando era um bebezinho que mal sabia engatinhar, e mesmo assim não me dava um segundo de sossego, mexendo em tudo o que alcançava… — relembrou com pesar. — Agora você já é uma garota crescida com um namorado. — Fez careta. — Um namorado maior de idade, vale lembrar. Não é que eu não confie em você, mas tem certas coisas que acontecem que ninguém me ensinou como devo reagir… Ainda mais depois de ter passado tantos anos longe, não te conheço tão bem quanto antes… É difícil aprender sozinho, sabe? — %Samantha% baixou a cabeça, suspirando antes de voltar a encarar o homem.
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  — É estranho ter toda essa preocupação. Principalmente quando você demonstra o tempo todo. Andy não era assim, ela simplesmente confiava que eu agiria bem e caso não acontecesse ela me deixava de castigo mais tarde, mas nunca ficou falando muita coisa como você tem feito… — Encolheu os ombros, sorrindo de lado. — Não sei se já me acostumei com essa ideia de pai ciumento
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  Sirius riu baixinho, puxando-a para um abraço apertado.
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  — Também não estou acostumado com minha filha namorando, mas vamos tentar resolver isso, ok? Vou tentar me controlar melhor quando ver vocês dois juntos, mas agradeceria se não ficassem sozinhos com a porta fechada. Eu já tive dezessete anos e sei exatamente como é. Confio em você, mas no momento não sei se confio tanto no Cedrico, é difícil de acreditar, mas eu já fui adolescente com uma namorada mais nova, sabe?
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  — Sirius Black, eu realmente não preciso ter esse tipo de imagem na minha cabeça — reclamou ainda abraçada com o homem, afastando-se momentaneamente apenas para encará-lo. — Prefiro manter sua imagem de pai conservada!
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  O restante das semanas passou com mais rapidez do que esperavam, principalmente com a Sra. Weasley os forçando a continuarem a limpar a casa, de forma a torná-la mais habitável.
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  — Não sei para que, a gente vai voltar para Hogwarts, Sirius não vai se incomodar de ter alguns cômodos bagunçados… — os gêmeos reclamavam vez ou outra, assim como o restante.
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  As reuniões da Ordem continuavam sendo secretas, embora um detalhe ou outro tivesse escapado depois que Sirius tinha contado que Voldemort buscava uma arma secreta. As teorias eram várias, mas ninguém estava perto de descobrir qual seria essa arma. Não tiveram nada realmente importante acontecendo desde a audiência de Potter no Ministério, o que era um tanto entediante para os Weasley e Hermione.
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  Harry e %Sam%, por outro lado, não reclamavam, na verdade estavam adorando poder passar todos aqueles dias com Sirius, que sempre contava alguma história sobre os tempos dos Marotos em Hogwarts, Lupin normalmente precisava interromper as narrativas visto que eram sempre muito mais exageradas do que ele se lembrava.
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  Faltando poucos dias para voltarem à Escola e a casa novamente se tornar um tanto solitária, Sirius foi, aos poucos, isolando-se do restante, passando bastante tempo com Bicuço, fato que não passou despercebido pela filha, que sempre que conseguia escapar da limpeza, subia para o quarto e sentava-se no chão sujo de penas ao lado do pai, enquanto viam o hipogrifo limpar as próprias asas. Nessas horas eles não conversavam muito, apenas ficavam sentados lado-a-lado, sorrindo sempre que Bicuço fazia algum barulho inusitado, e aquilo era o suficiente para os dois.
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  O pior momento, na opinião de Black e Potter, foi no dia do embarque na plataforma. Sirius deveria ficar em casa enquanto os outros iriam com Olho-Tonto, Dora e mais alguns bruxos, e, após uma despedida com muitos abraços e algumas lágrimas, quando já estavam saindo do Largo Grimmauld, um grande cachorro preto começou a segui-los querendo passar mais alguns instantes com os dois.
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  Ao atravessarem o portal da plataforma 9 ¾, Almofadinhas ficou sobre as patas traseiras abraçando-os antes que os dois embarcassem, atraindo a atenção de alguns estudantes, dentre eles Draco Malfoy, que olhou desconfiado para o cachorro antes de embarcar junto com o pessoal da Sonserina.
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  Cedrico apareceu após despedir-se dos pais, andando até o grupo e dando dois tapinhas na cabeça do cachorro, que latiu contente para o lufano, abanando o rabo agitado. Assim que todos embarcaram e o trem partiu, o cachorro e o pequeno grupo de escolta, desaparataram.
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Gente, eu não enxerguei as coisas da mesma forma que o Cedrico, falei HAHAHA
Na minha cabeça é “a bichinha tá preocupada com ele”, mas às vezes eu que sou muito inocente com as pessoas 😂😂😂
E eu NÃO TÔ PODENDO COM ESSE SÍRIUS PAI 🥺🥺🥺🥺 Tô morrendo de amores, MEU GZUS.
Eu tenho a impressão que o Fred falando mais alto ali foi o grito de alerta de pai chegando pra Sam, mas só meus achismos LOL
Morri com o senhor Almofadinhas dando abracinho de cachorro nos bebês dele e abanando o rabo pro Cedrico 🥺 agora estou com o pé atrás com o Draco, senhor fuinha vai meter o nariz onde não deve, né?
Vou lá ler o resto da história <3

PS: Tu podia salvar o Fred da morte também, né? HAHAHAHAH

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