Capítulo 29
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Liam’s POV
Lê estava linda, e desde a cerimônia eu podia notar um brilho em seu olhar. Chegamos em Veneza de manhã e ela não quis nem saber de descanso. Olhando para ela na minha frente, já era algo magnífico.
- Então já resolveu o que vai pedir amore mio? – ela ficava uma graça arriscando italiano.
- Não, ainda não, porque estava muito ocupado admirando uma garota.
- Liam!? Não tem vergonha? Sou tua noiva, não pera! Esposa! E você já tá olhando para outra?
- E pelo visto ela é bem ciumenta. –disse com um sorrisinho malicioso nos lábios, e então ela entendeu.
- Bobo! Eu quase tive um ataque.
- Não, você teve um ataque. Te amo Letícia Payne, e não tenho olhos para mais de uma. – como estávamos sentados em uma mesa, um de frente para o outro, me inclinei e segurei suas bochechas, que acho, por conta do elogio estavam rosas; e dei um beijo suave.
Lê’s POV
E Liam com apenas um leve toque consegue fazer meu corpo inteiro estremecer, seus beijos lentos, suaves me fazem esquecer do mundo, só penso nele.
- Mas por quê? –Liam perguntou passando as mãos em meu rosto.
- Por que o que?
- Você está chorando... –é claro, ele estava secando minhas lágrimas.
- É porque, você é perfeito, você é... é o que eu nunca imaginei para mim. E tudo talvez seja medo de perder você.
- Ah Lê! Você é tão sensível! Você é perfeita, uma esposa perfeita. Venha vamos sair desse restaurante! Pelo jeito ninguém aqui está com fome mesmo. –Liam se levantou e me puxou pela mão e fomos para o carro. Andamos por uma hora e Liam parou perto de uma plantação eu acho.
- Liam isso tudo é plantação? – perguntei apontando.
- De uva! É um dos vinhedos da Itália.
- Uaaal! Amo vinho.
- E eu amo essa sua cara de surpresa. Venha vamos dar uma olhada.
Liam e eu fomos andando pelas parreiras e notei que ele estava muito ansioso. Subimos uma espécie de colina e lá era o final da produção dos vinhos. Onde vendiam também.
- Olá, quero uma garrafa per favore! –Liam falava que eu era fofa arriscando italiano, mas ele também era uma gracinha.
- Vamos beber aonde?
- Na garrafa amor.
- Sério?
- Ou você tem nojo de mim? – claro que ele iria fazer essa carinha de cachorrinho sem dono.
- Aaah claro, eu morro de nojo de você! – não estava acostumada com ironias, mas era bom as vezes ser irônica em situações idiotas.
Puxei Liam pela gola da camiseta, coloquei meus braços em volta de seu pescoço olhando em seus olhos.
- Muito nojo, Payne. – e colei minha boca com a dele, senti um leve sorriso em seus lábios e sua língua se encontrou com a minha, suas mãos foram para minha cintura me puxando para mais perto.
Andamos até achar uma árvore grande e nos sentamos embaixo. Liam abriu a garrafa e passou-a para mim; sempre gostei de vinho, e na área de bebidas nas poucas festas que eu e Fer estávamos no Brasil ela sempre me acompanhava.
- Liam, não quero ficar bêbada na sua frente logo na nossa lua-de-mel.
- É nossa lua-de-mel, não precisa se preocupar com isso alias falei com Niall ontem e adivinha aonde ele estava querendo levar a Fer hoje? – fiz uma cara de pensativa, aonde?
- Na Heineken! Pois é hahaha.
- Me convenceu bonitão. – dei um gole e passei a garrafa para ele. – Liam sabe como foi meu primeiro beijo?
- Adoraria saber.
-Foi no colégio, acho que tinha uns 14 anos, e estava chovendo, o sinal para o final do intervalo tocou e todos começaram a entrar nas salas. Eu estava indo também quando um garoto, que devia ser um ano mais velho me puxou pelo braço. Ele me segurou contra uma parede, e não estávamos embaixo de um teto, começamos a nos encharcar e senti seus lábios relarem os meus, então, a diretora chegou e você pode adivinhar... Não foi muito romântico o resto.
- Mas que pena... E os meus beijos são românticos?
- Eu amo seus beijos Payne. –me deitei na grama e apoiei minha cabeça no colo de Liam. Ficamos quietos por algum tempo então percebi o céu escurecer aos poucos, ficar mais carregado.
- Amor, acho que nunca te falei, mas você é muito cheirosa, amo esse seu cheiro. – Liam esfregava seu nariz em meu rosto quando me levantei sentindo alguns pingos grossos me atingirem.
- Heey, Lê eu adoraria tomar um banho de chuva com você, o que você acha?
- Liam, vamos ficar doentes!
- Não vamos não. Eu vou ficar doente se você não me deixar te ver com a roupa molhada grudando no seu corpo, isso sim. – não tive tempo para responder, pois logo Liam se levantou segurou minha nuca e me encheu com beijos. Logo a chuva começou, enquanto nós estávamos muito ocupados nos beijando.
Liam’s POV
Passei meus braços pela cintura de Lê e pude sentir, que suas roupas já estavam começando a encharcar. E notei que ela tinha percebido meu sorrisinho malicioso entre o beijo. Ela segurou meus cabelos e devagar foi me empurrando até o tronco da árvore.
- Agora sou eu quem vou te encostar contra algo na chuva, porém, vou fazer melhor. –ela me olhou com uma cara de espantou mas não falou nada. Peguei-a no colo e coloquei suas pernas em volta da minha cintura, ela agarrou meu pescoço e voltamos a nos beijar com ela encostada no tronco da árvore e os pingos da chuva caindo sobre nós.
- Liam por que você não tira minha roupa?
- Aqui?!
- Seria incrível!
- Eu sei de um lugar melhor, um pouco mais reservado. –peguei-a no colo e corri com ela nos braços para o carro. Abri a porta de trás e deitei Lê no banco, entrei também e fechei a porta.
- E agora? –ela fez uma cara maliciosa.
- Você está linda com essa roupa colada no seu corpo.
- Mas eu acho que tem um jeito que seria ainda melhor.
- E qual é? –ela se sentou no banco e chegou perto de mim, tirou minha camiseta e depois a dela, esperei um pouco e comecei a abrir seu sutiã. Me deitou e depois se deitou do meu lado, virada para o outro passando meu braço em volta de sua barriga.
- Assim é melhor; pele com pele. – estávamos de conchinha no banco de trás do carro, não iria querer sair daqui nunca.
- Muito melhor amor, só você para pensar nessas coisas.
- Foi você que me ensinou. –ela deu um beijo na minha mão que antes estava no seu seio esquerdo.
- Então fui um ótimo professor.
- Concordo, Liam quero que você saiba que eu te amo, muito.
- Eu tenho certeza disso, minha linda, assim como eu também te amo, muito. – ela se aconchegou contra meu peito e começou a acariciar meus braços que estavam em volta dela.
- Daqui uns anos espero que não seja só nós dois mas que tenha um ou dois filhos com o nariz ou os olhos da mamãe para nos fazer companhia.
- Eu iria adorar uns minis Paynes correndo pela casa.