Sétimo Capítulo
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Enquanto voltavam para o centro de Tóquio, a energia da noite de Ano Novo ainda vibrava no ar. As ruas estavam cheias de pessoas celebrando, e a cidade parecia ainda mais iluminada do que antes. %Hongjoong% e %Iara% caminhavam lado a lado, as mãos se tocando casualmente de tempos em tempos, até que ele tomou a iniciativa e entrelaçou seus dedos nos dela, arrancando um sorriso surpreso e tímido.
— O que acha de aproveitarmos um pouco mais antes de voltarmos para casa? — %Hongjoong% sugeriu, olhando para ela com um brilho animado nos olhos.
— Acho uma ótima ideia. Onde quer ir? — %Iara% respondeu, rindo levemente.
— Não faço ideia. Você é a guia oficial da noite — ele brincou, apertando a mão dela de leve.
Eles decidiram explorar as ruas ainda movimentadas, parando em um barzinho local decorado com lanternas vermelhas e uma vibe tradicional, mas descontraída. Lá, pediram saquê quente e algumas porções para compartilhar.
— Você já bebeu saquê assim? — %Iara% perguntou enquanto ele observava o copo fumegante em suas mãos.
— Nunca — %Hongjoong% respondeu, rindo. — Mas confio em você.
— Bom, só não exagera, ou vai acabar dormindo no meio da rua.
— Vou tentar me controlar — ele respondeu com um sorriso travesso antes de dar o primeiro gole.
Entre goles e risadas, a conversa fluía naturalmente. A cada história que compartilhavam, a conexão entre eles parecia crescer, e o clima leve era pontuado por olhares cada vez mais intensos.
Depois de saírem do bar, eles se encontraram em um pequeno beco iluminado por luzes de neon e lanternas penduradas, que davam ao lugar um ar de filme romântico. Ali, a proximidade dos dois se tornou ainda mais palpável. %Hongjoong% parou de repente, segurando %Iara% pela cintura e a puxando delicadamente para mais perto.
— Está se divertindo? — ele perguntou, a voz baixa e um pouco rouca.
— Muito — %Iara% respondeu, as mãos instintivamente repousando nos ombros dele. — E você?
— Mais do que eu imaginava.
Ele não precisou dizer mais nada. Com um sorriso que revelava sua intenção, inclinou-se para beijá-la novamente. Dessa vez, o beijo foi mais ousado, alimentado pelo clima descontraído e pelo álcool que os fazia sentir-se mais corajosos. As mãos de %Hongjoong% desceram até a cintura de %Iara%, enquanto ela se entregava ao momento, sentindo os dedos dele traçarem delicados círculos na lateral de seu corpo.
Quando se separaram, ambos riam baixinho, como se estivessem compartilhando um segredo que o resto do mundo nunca entenderia.
— Acho que estamos chamando atenção — %Iara% brincou, olhando em volta e notando alguns curiosos lançando olhares furtivos.
— Quem se importa? — %Hongjoong% respondeu, pegando a mão dela novamente e começando a andar de volta para a rua principal.
Eles continuaram explorando, parando para experimentar mais algumas comidas de rua e uma bebida diferente em outra barraca. %Hongjoong% experimentou um
taiyaki recheado com creme, elogiando o sabor, enquanto %Iara% o observava com um sorriso, satisfeita em vê-lo tão à vontade.
A noite se estendeu em uma sequência de momentos espontâneos, beijos roubados, sorrisos cúmplices e uma leve embriaguez que os fazia rir mais alto e esquecer qualquer preocupação.
Enquanto caminhavam pelas ruas iluminadas, %Iara% olhou para %Hongjoong% e percebeu que a ideia de passar o Ano Novo sozinha havia se transformado em algo completamente diferente do que ela imaginava. E, de alguma forma, parecia perfeito.
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O metrô seguia quase vazio àquela hora, o movimento frenético da cidade começando a ceder à calma do amanhecer. %Hongjoong% e %Iara% estavam sentados lado a lado, com o calor da noite ainda pairando entre eles. A cidade passava pelos vidros das janelas como um borrão, e o som monótono do vagão nos trilhos oferecia uma melodia tranquila que contrastava com a energia da noite anterior.
%Iara%, exausta depois de tantas emoções, deixou escapar um suspiro suave e, sem dizer nada, deitou a cabeça no ombro de %Hongjoong%. Ele ficou momentaneamente surpreso, mas logo relaxou, inclinando-se levemente para que ela ficasse mais confortável.
O silêncio entre eles era reconfortante, e %Hongjoong% aproveitou aquele momento para observá-la mais de perto. A luz fraca do vagão iluminava o rosto dela de forma suave, destacando os traços delicados que ele começava a conhecer tão bem. Ele hesitou por um instante antes de levantar a mão, permitindo que seus dedos deslizassem gentilmente pelo cabelo dela, afastando uma mecha que havia caído sobre o rosto.
Seu coração bateu mais rápido quando ele passou a ponta dos dedos pela linha do queixo dela, um toque quase imperceptível. Era como se cada detalhe — a curva dos lábios, a leveza dos cílios, a expressão serena que ela carregava enquanto dormia — fosse uma obra de arte que ele queria memorizar.
Ele respirou fundo, tentando acalmar o turbilhão de emoções que começava a surgir. Era tão diferente do que ele havia esperado ao se mudar para o Japão. Nunca imaginou que encontraria alguém como %Iara%, alguém que o fizesse sentir-se tão à vontade e, ao mesmo tempo, tão nervoso.
Enquanto o metrô continuava sua jornada silenciosa, %Hongjoong% se pegou sorrindo. Ele não sabia exatamente o que era aquilo que estava sentindo, mas tinha certeza de que queria descobrir.
Quando o vagão desacelerou, indicando que estavam próximos de sua estação, ele inclinou a cabeça para falar baixinho perto da orelha dela:
— %Iara%, estamos quase chegando.
Ela abriu os olhos devagar, piscando algumas vezes para se situar. O calor do ombro dele e o tom suave da voz a fizeram sorrir sonolenta.
— Desculpa... Acho que apaguei — murmurou, ajeitando-se enquanto uma pequena risada escapava.
— Sem problema. Foi... agradável — ele respondeu, um leve tom de timidez marcando suas palavras.
Ela o encarou por um momento, os olhos brilhando em meio ao cansaço. Não disseram mais nada enquanto se levantavam e seguiam para a saída, mas o silêncio entre eles estava repleto de uma cumplicidade que dispensava palavras.
Depois de saírem do metrô, o ar da madrugada estava mais fresco, quase anunciando o amanhecer. As ruas estavam silenciosas, como se a cidade ainda recuperasse o fôlego da agitação da noite de Ano Novo.
%Hongjoong% e %Iara% caminhavam lado a lado, suas mãos se encontrando de forma natural, como se tivessem sido feitas para se entrelaçarem. Ele a puxou suavemente para perto quando uma leve brisa soprou, e ela sorriu para ele, sentindo o calor reconfortante de seus dedos entrelaçados com os dela.
— Foi uma noite incrível, não foi? — ela perguntou, sua voz carregada de uma felicidade genuína.
— Foi mais do que isso — %Hongjoong% respondeu, olhando para ela com um brilho nos olhos. — Acho que não vou esquecer tão cedo.
Quando chegaram ao prédio, a entrada iluminada parecia tranquila, como se estivesse esperando por eles. Eles subiram os poucos degraus em silêncio, as mãos ainda unidas, até pararem diante da porta do apartamento de %Hongjoong%.
Ele se virou para ela, relutante em deixar o momento terminar. %Iara% o olhou de volta, seus olhos refletindo a mesma hesitação. Antes que ela pudesse dizer algo, ele deu um passo à frente, diminuindo a distância entre eles.
— %Iara%... — ele começou, a voz baixa, quase um sussurro.
Ela ergueu o olhar para ele, e, antes que qualquer palavra fosse dita, os lábios de %Hongjoong% tocaram os dela. O beijo foi delicado no início, mas logo se tornou mais intenso, cheio de emoção e de tudo o que eles estavam sentindo naquela noite.
As mãos dele se moveram para a cintura dela, puxando-a para mais perto, enquanto os dedos dela subiam pelo peito dele até repousarem em sua nuca. A respiração de ambos ficou ofegante, mas eles não se afastaram, como se o mundo ao redor tivesse deixado de existir.
Até que um som distinto quebrou o momento — o barulho de uma porta se abrindo ao longe.
Ambos se separaram rapidamente, ainda próximos o suficiente para sentir a respiração um do outro. %Iara% olhou para o corredor e, ao ver que ninguém havia surgido, soltou uma risada nervosa, cobrindo a boca com a mão.
— Parece que estamos sendo observados — ela brincou, tentando disfarçar o rubor que coloria suas bochechas.
%Hongjoong% passou a mão pelos cabelos, igualmente constrangido, mas não conseguiu evitar um sorriso.
— Talvez seja melhor deixar a cena de filme para outro momento — ele respondeu, com um tom divertido, mas ainda incapaz de esconder o quanto estava encantado.
Ela riu, e, depois de uma troca de olhares cúmplices, fez um gesto em direção à porta dele.
— Boa noite, %Hongjoong%.
Ele a observou enquanto ela caminhava pelo corredor em direção ao seu próprio apartamento, sentindo o coração ainda acelerado. Mesmo depois que ela desapareceu de vista, o sorriso não deixou seu rosto.
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De volta a seus respectivos apartamentos, a madrugada ainda fresca no ar, tanto %Hongjoong% quanto %Iara% seguiram para um banho relaxante.
%Hongjoong% sentiu a água quente escorrer pelo corpo, tentando acalmar a mente que estava agitada. Ele encostou a testa na parede do chuveiro, revivendo cada detalhe da noite: os sorrisos de %Iara%, o som da risada dela, o toque de suas mãos, e, claro, o gosto dos beijos que haviam compartilhado. Ele passou os dedos pelos cabelos molhados e riu consigo mesmo.
“Como é possível alguém mexer tanto comigo em tão pouco tempo?”, pensou, enquanto seu coração ainda batia mais rápido do que o normal.
No apartamento acima, %Iara% fazia o mesmo. Envolta pela água quente, ela mordia o lábio, perdida nos pensamentos. Os olhos fechados traziam flashes de %Hongjoong%: o jeito como ele sorria, a delicadeza em seus gestos, e a intensidade do último beijo que compartilharam. Ao sair do banho, envolveu-se no roupão, sentindo as bochechas queimarem só de lembrar da sensação das mãos dele em sua cintura.
“Ele é diferente... E perigoso. Não para mim, mas para o controle que eu achava que tinha sobre o meu coração.” Ambos caíram no sono com essas lembranças frescas na mente, embalados por uma mistura de excitação e nervosismo para o que poderia acontecer a seguir.
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Quando %Hongjoong% acordou, o relógio marcava quase meio-dia. Ele esfregou os olhos e se espreguiçou, olhando para o teto com um sorriso preguiçoso. A fome começou a dar sinais, mas era outra ideia que dominava seus pensamentos:
%Iara%. Ele se levantou, decidido.
Pegando o celular, enviou uma mensagem simples:
"Bom dia! Você já almoçou? Que tal comermos juntos? Eu conheço um lugar que acho que você vai gostar." Do outro lado, %Iara% estava enrolada em um cobertor, ainda acordando, quando o som da notificação ecoou pelo apartamento. Ao ler a mensagem, um sorriso suave apareceu em seus lábios.
"Bom dia! Ainda não, mas parece uma boa ideia. Me dá uns 20 minutos para me arrumar?" %Hongjoong% rapidamente respondeu:
"Perfeito. Te encontro no corredor!" Ele sentiu uma onda de empolgação enquanto escolhia uma roupa casual, mas arrumada, pensando no que o dia poderia trazer. %Iara%, por outro lado, lutava contra a ansiedade enquanto passava um pouco de maquiagem e escolhia um vestido leve e confortável. Embora o convite fosse simples, ela não podia evitar sentir que cada encontro com ele se tornava mais significativo.
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