Oitavo Capítulo
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%Hongjoong% estava parado no corredor, encostado na parede, quando ouviu a porta de %Iara% abrir. Ele se virou para vê-la sair, com os cabelos soltos e um sorriso tímido.
— Você está linda, como sempre. — ele disse sem pensar, e %Iara% desviou o olhar, tentando esconder o rubor nas bochechas.
— Obrigada... Você também não está nada mal… — ela respondeu com um sorriso travesso.
— Então, vamos? — Ele estendeu a mão, e ela a segurou sem hesitar.
E assim, os dois seguiram para mais um momento juntos.
Enquanto caminhavam lado a lado pelas ruas tranquilas de Tóquio, o clima era leve e confortável. O céu estava limpo, o ar fresco e as ruas movimentadas o suficiente para criar uma atmosfera animada, mas não caótica.
— Você sempre gosta de explorar a cidade a pé? — perguntou %Hongjoong%, olhando para %Iara% de soslaio.
— Sempre que posso — ela respondeu, sorrindo. — Acho que é a melhor forma de conhecer os detalhes que você não percebe andando de carro ou metrô.
— É uma boa filosofia. Talvez eu comece a adotar isso também — ele disse, genuinamente encantado com a maneira como ela enxergava as coisas.
Conforme se aproximavam do restaurante, um pequeno local acolhedor com janelas amplas que revelavam mesas de madeira e decoração rústica, %Hongjoong% sentiu seu coração acelerar. A conversa fluía tão naturalmente entre eles que parecia quase surreal o quanto estavam em sintonia.
Antes de entrarem, ele parou abruptamente, segurando levemente o braço de %Iara%.
— O que foi? — ela perguntou, olhando para ele com curiosidade.
— Só... — ele hesitou, mas então soltou um sorriso tímido. — Acho que preciso fazer algo antes que fiquemos rodeados de pessoas.
Sem dar tempo para ela responder, %Hongjoong% deu um passo à frente, aproximando-se. Ele inclinou-se devagar, dando a ela tempo para recuar, caso quisesse, mas ela não se mexeu. Pelo contrário, seus olhos brilharam em antecipação.
Quando seus lábios se encontraram, o mundo ao redor pareceu desaparecer. O beijo foi suave, carregado de ternura e uma intensidade contida, como se ele quisesse transmitir tudo o que sentia naquele momento, mas ao mesmo tempo, segurando-se para não se perder completamente.
Quando se afastaram, os olhos de %Iara% estavam fixos nos dele, como se buscassem alguma explicação.
— Eu precisava fazer isso antes de entrarmos — ele admitiu, com um sorriso quase envergonhado. — Só para ter certeza de que isso é real.
%Iara% riu baixinho, tocando de leve o rosto dele.
— É real, %Hongjoong%. Agora vamos almoçar antes que você invente mais desculpas.
Eles riram juntos enquanto entravam no restaurante, com sorrisos que pareciam impossíveis de esconder. A conexão entre eles era inegável, e ambos sabiam que aquele simples gesto tinha mudado algo de maneira definitiva.
Depois do almoço cheio de risadas e conversas que fluíram naturalmente, %Hongjoong% e %Iara% caminharam de volta para o prédio. Dessa vez, o silêncio que compartilhavam era confortável, como se não precisassem de palavras para expressar o que estavam sentindo.
No caminho, ele segurou a mão dela novamente, entrelaçando os dedos com os dela como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ela não protestou, apenas apertou de volta com um sorriso que iluminou ainda mais o rosto dele.
— Foi um ótimo começo de ano — %Hongjoong% comentou, olhando para ela de lado.
— Concordo. Não é todo dia que você conhece alguém especial que transforma sua rotina em algo... novo.
Ele parou na entrada do prédio, observando-a com um olhar que parecia querer gravar cada detalhe de seu rosto.
— Então, você acha que podemos transformar esse "novo" em algo constante? — ele perguntou, quase brincando, mas o tom suave de sua voz entregava a seriedade por trás da pergunta.
%Iara% sorriu, inclinando a cabeça levemente.
— Acho que já estamos no caminho para isso.
%Hongjoong% sorriu como se tivesse ganho o maior presente do mundo.
— Nesse caso, posso convidar você para me acompanhar em algo mais tarde? Tenho uma música que terminei, inspirada em você... Pensei que talvez pudesse ser a primeira pessoa a ouvir.
Os olhos de %Iara% se iluminaram com surpresa e emoção.
Naquela noite, eles se encontraram no estúdio improvisado de %Hongjoong%, onde ele tocou a melodia e cantou os versos que pareciam feitos sob medida para ela. A música falava sobre recomeços, sobre encontrar beleza nas mudanças e sobre a coragem de abraçar o desconhecido.
Enquanto os últimos acordes da música ecoavam pelo pequeno espaço, %Iara% se aproximou e o abraçou, um gesto simples, mas carregado de significado.
— Está perfeito — ela sussurrou.
Ele sorriu, sentindo o calor do abraço dela.
A noite terminou com os dois assistindo à vista de Tóquio da janela do estúdio, sentados lado a lado, sonhando com o que o futuro guardava para eles. A virada do ano tinha trazido promessas que agora eles estavam prontos para cumprir: recomeços, novas possibilidades e, acima de tudo, um ao outro.
Fim