Beauty Enough

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 16 minutos

  — Bom, ele te chamou também! — %Louise% falava no telefone com Jess.
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  — Aham, e você acha mesmo que eu vou? %Louise%, eu estou grávida, não cega! Ele já te ligou?
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  — Já! — Para Jess ela não disfarçava a animação. — Ele disse que o amigo dele cancelou a festa e que o amigo dele que estava lá ontem também não dava para sair, mas se eu não me importasse, nós dois poderíamos sairmos mesmo assim.
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  — E VOCÊ AINDA QUERIA QUE EU FOSSE COM VOCÊ? — %Louise% afastou o celular do ouvido, mas riu mesmo assim.
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  — Na verdade, eu contava com a sua boa noção, mas, caso você desse uma de tapada e topasse ir mesmo assim, ia só falar que eu queria ficar sozinha com ele. — %Louise% dá uma risadinha e Jess bufou, revirando os olhos.
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  — Obrigada pela consideração.
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  — Ah, para de drama. — A mulher sorri, não deixando a amiga atrapalhar o seu momento. — Me ajuda, o que eu visto?
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  — Algo sexy.
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  — Jess... — %Louise% a repreende.
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  — O quê? Você não está mesmo pensando em ir como uma menininha comportadinha? Pelo amor de Deus, %Louise%, você tem 26 anos, sabe muito bem que poderá se vestir assim depois que já tiver fisgado ele!
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  A mulher revirou os olhos para a amiga, que continuava a falar sobre a importância de causar uma boa primeira impressão. Mas %Louise% não se importava com a primeira impressão daquele dia, pois sabia que, se não tivesse causado algo em %Pat%, ele jamais a teria convidado para sair.
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  — Por que ainda peço sugestões a você se nós nunca concordamos em nada?
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  — Porque você é uma cabeça dura que não me ouve! Se me ouvisse, estaria namorando.
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   %Louise% decide usar a única arma eficiente com Jess: o silêncio.
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  Tão logo colocou em prática, e pôde ouvir a amiga bufar, impaciente, do outro lado da linha.
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  — Vá do jeito que achar confortável — murmurou, fazendo %Louise% abrir um sorriso.
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  — É disso que estamos falando. Obrigada pela dica!
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  — Claro, claro. Me liga amanhã me contando como foi.
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  — Ok. Tchau! — Ela desliga rapidamente antes que a outra começasse a dar dicas não usuais para ela.
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  Corre até o banheiro e toma um longo e demorado banho, tentando ao máximo impregnar o aroma do sabonete no corpo para que não precisasse usar perfume algum. Gostava da ideia de “a pele possuir um aroma floral”, como alguns autores gostam de escrever nos livros; torna tudo mais romântico.
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  Veste um vestido básico azul marinho e um salto. Seca o cabelo e fica na dúvida se o prende ou não. Talvez fosse melhor não. Passa uma leve maquiagem e suspira sorrindo. Olha para o relógio, completamente pronta, e se senta em seu sofá alisando o vestido enquanto pensa o que poderá acontecer até o final da noite.
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  — Aonde ‘cê vai? — %Garrett% pergunta ao ver %Pat% terminando de arrumar o cabelo no espelho da entrada da casa em que o The Maine dividia.
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  — Sair.
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  — Isso é perceptível — o amigo diz, revirando os olhos, mal percebendo que %Pat% não estava nem um pouco disposto a lhe dar o mínimo de atenção. — Gostaria de saber detalhes e motivos da arrumação.
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  — Depois eu falo, tô atrasado, tchau! — Ele pega a chave do carro que dividiam e sai, voltando e colocando a cabeça para dentro da casa, vendo %Jared% e %Kennedy% jogados no sofá assistindo TV e %John% na cozinha preparando algo pra comer. — Estou levando o carro! — E fecha a porta, não dando tempo de nenhum dos quatro protestar.
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  Os integrantes da banda, de onde estavam, se entreolham.
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  — A última vez que eu vi o %Pat% assim, foi quando ele ia pegar o novo HD dele na Apple — %Kennedy% inicia a conversa no momento em que %Jared% diminuiu o volume da TV. — Dois anos e meio atrás.
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  — A última vez que eu vi o %Pat% assim, foi quando nós estávamos na casa dele e a mãe dele procurava o culpado de quem havia quebrado a janela da cozinha dela e havia sido ele. — %Garrett% vai até a cozinha e pega o sanduíche que %John% fazia para ele e o come. — Há seis anos.
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  — A última vez que eu vi o %Pat% assim foi quando nosso clipe apareceu na TV pela primeira vez. — %John% olha feio para %Garrett% e pega o sanduíche de volta, não se importando dele estar mordido e babado, o comendo mesmo assim. — Eu nem lembro quando foi.
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  Os três se calam e olham para %Jared%, que até aquele momento só prestava atenção nas lembranças dos amigos. Ao ver que esperavam que ele continuasse com a conversa, o %guitarrista% levanta os ombros e diz:
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  — Eu nunca vi o %Pat% assim. — E volta a aumentar o volume da TV, recebendo bufos e suspiros indignados dos outros três.
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  — Senhorita %Coleman%, o senhor %Kirch% pediu para avisar de que a está esperando. — %Louise% podia ouvir o porteiro dizer ao interfone. Mordeu o lábio, animada.
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  — Ah sim, desço em dois minutos — ela agradece e desliga o aparelho, se olhando no espelho mais uma vez. — Sorte, sorte, sorte. — Faz figuinha com os dedos e os beija em seguida, pegando sua carteira e saindo da casa, trancando-a logo em seguida.
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  Até chegar no carro, suas mãos apertavam uma à outra e seus dentes mordiam os lábios já vermelhos pelo leve batom que ela havia passado. Anda calmamente até a frente do prédio e sorri ao vê-lo distraído para o outro lado, com o cotovelo apoiado na borda da janela. Sem querer, olha para a porta do prédio e vê %Louise% parada lá. Abre a boca maravilhado com a beleza da mulher e desliga o carro, tirando o cinto e indo até ela.
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  — Oi — ela diz com um sorriso sem graça.
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  — Olá. — Ele coloca uma mão em sua cintura e a beija na bochecha. — Nossa! Você... Uau!
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  Ela ri mais sem graça ainda e coloca o cabelo atrás da orelha.
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  — Obrigada.
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   %Pat% a fica olhando, ainda boquiaberto, e ela fica apenas esperando ele fazer algo, o fazendo sair de seu transe e dar um pulo surpreso; abre a porta do banco passageiro para ela, que sorri agradecida e entra, colocando o cinto logo em seguida, enquanto ele fechava a porta e dava a volta no carro.
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  — Você gosta de frutos do mar? — ele pergunta. — Quero dizer, peixe e tal?
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  — Gosto. — Ela não gostava de frutos do mar, mas não iria deixar %Pat% pensar logo de cara que era uma fresquinha. E ela até gostava de alguns peixes.
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  — Então tenho um lugar muito bom. — Ele sorri e dá partida no carro.
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  Tomara que ela possa escolher o que comer.
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  — E então nós geralmente vamos para a van e colocamos o som no alto. O %John% tem mania de ficar agitando os fãs que estão por lá junto com o Tim. É bem legal. — %Pat% falava sem parar durante a sobremesa. %Louise% apenas o ouvia, maravilhada. Adorava ver os vídeos da banda quando tirava o dia para fazer isso. Não acontecia sempre, mas sabe que sempre que quiser se divertir, é só ir no Youtube. Surpreendentemente, saber pela boca de %Pat% era bem mais divertido do que ver nos vídeos.
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  — Estar em turnê deve ser legal — ela diz sorrindo e ele ri baixo concordando com a cabeça e mexendo no sorvete de morango em sua taça.
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  — Estar em turnê é muito legal.
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  Eles ficam sorrindo, ele para o sorvete e ela para ele. Até ele levantar o rosto para olhá-la e deparar com os olhos delas nos dele. %Louise% imediatamente sentiu as bochechas corarem e dá uma risada sem graça, enquanto pega a taça rapidamente com a bebida e dá um pequeno gole para disfarçar.
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  Era gostoso sentir a presença do outro. De alguma forma, eles encontraram, dentro de si, um sentimento agradável e impressionante. Ele, por estar tão bem acompanhado de uma mulher tão linda que ele jamais pensou em sequer trocar uma palavra, e ela por estar trocando intimidades e olhares com um dos caras — se não o mais — que ela admirava na vida.
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  Depois do primeiro encontro, era impossível os dois passarem sequer um dia sem se falar. Telefonemas de mais de duas horas de duração, conversas de madrugada, SMS quando não estavam nos dois anteriores. Jess dizia ver %Louise% mais animada agora que estava saindo com %Pat%.
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  "Finalmente desencalhou." A amiga sempre dizia. E os amigos de %Pat% estranharam o homem que sorria toda vez que o celular apitava ou sumia de noite, do nada.
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  — %PAT%! — %John% berra, um mês depois do primeiro encontro de %Pat% e %Louise%. O %baterista% chega correndo à sala, onde %John% e %Jared% estavam sentados sérios. Seu primeiro pensamento foi: Fugir. Mas %John% tinha longas pernas e %Jared% sempre o alcançava nas brincadeiras, então o pensamento seguinte foi: Estou ferrado. %Garrett%, com o susto, veio à sala também e %Kennedy% assistia tudo da cozinha.
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  — Não fui eu, juro — %Pat% diz suplicante para os dois, que se entreolham.
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  — Não foi você quem ligou para esse telefone e esse celular aqui? — %John% joga a conta de telefone para %Pat%, que pega e dá uma olhada, vendo vários números repetidos um embaixo do outro. Congela. Se esqueceu da conta de telefone no começo do mês. "Sou um homem morto" seu terceiro pensamento vem à tona.
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  — Hum... É, fui eu — ele fala baixo, receoso. %Garrett% tira o papel das mãos de %Pat% e murmura um "caralho" logo atrás do amigo.
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  — Olha %Pat%, eu não sei o que está rolando. Mas tá tudo muito esquisito. Você anda muito esquisito — %John% diz com uma expressão preocupada. — Não é que nós queremos nos intrometer na sua vida, mas você sabe que nós sempre nos intrometemos e... bom, é porque amamos você.
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   %Pat% os encara com uma expressão confusa, não estava entendendo aonde eles queriam chegar com aquela conversa; %Jared%, enfim, suspira e o olha sério:
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  — Você está se drogando?
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  Silêncio.
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  Mais silêncio.
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   %Pat% tentava raciocinar a pergunta absurda de %Jared%.
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  — O quê? — Ele não acreditava que os amigos estavam mesmo perguntando aquilo. — Estão falando sério?
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  — Olha %Pat%, não precisa esconder da gente. Não é certo e a gente vai te ajudar a sair dessa...
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  — Eu não estou me drogando! — o acusado se defende, nervoso. — Não acredito que estão achando que eu estou usando drogas! Eu!
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  Os quatro ficam calados.
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  — Parece que está usando, %Pat% — %Kennedy% diz, mais calado atrás de todos. %Pat% o olha boquiaberto e então revira os olhos e bate as mãos nas laterais do corpo.
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  — Olha, eu não estou usando drogas, não estou ficando bêbado, nem nada. Eu estou ótimo! Se tudo isso é por causa da conta de telefone, eu pago ela sozinho esse mês, não me importo.
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  — Não é questão da conta de telefone, %Pat% ! — %Jared% diz impaciente. — Acontece que de uns tempos pra cá, você anda alegrinho demais, risonho demais, away demais, sabe? A gente fala com você, e se você está no celular, telefone ou computador, você responde qualquer coisa.
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  Ninguém mais diz nada depois que %Jared% explode. %Pat% estava surpreso com o desabafo do amigo e sabia que os outros três pensavam da mesma maneira. Estava escrito nos olhos deles. Suspira e coça a nuca.
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  — Não é nada demais, eu prometo. É só que... Hum... Não posso falar agora. Mas vou falar! Apenas saibam que não é nada relacionado a drogas. Ou qualquer coisa absurda como essa! — Ele bagunça os cabelos. — Quero contar pra vocês, mas eu meio que prometi... Bom, o que importa é que não precisam se preocupar! Eu estou ótimo e não estou usando drogas. Só é uma animação a mais na minha vida, nada demais.
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  — Tem certeza? — %Garrett% pergunta desconfiado e %Pat% vira rapidamente para ele, concordando com a cabeça. Os quatro se entreolham.
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  — Tá bem, cara. Mas vê se fica mais na Terra, a gente precisa de você. Pelo menos quando a turnê começar — %John% diz voltando a encostar no sofá e olhando para os outros envelopes.
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  — Tá bem, foi mal. — %Pat% pega a conta da mão de %Garrett%. — Eu pago isso. — E volta para o quarto.
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  — Eles acharam que você estava usando drogas? — %Louise% ria com %Pat% que andava com ela de volta para casa (dela) e o braço apoiado em seus ombros. Era surpreendente o fato de que, até aquele dia, eles não haviam trocado sequer um resquício de saliva. Nenhum beijo. Nenhum amasso. Nenhum nada. Apenas reconhecimento do território alheio.
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  — Absurdo, né?
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   %Louise% ria sem parar.
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  — Desculpe, mas é muito cômico.
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  — Posso imaginar. — %Pat% sorria junto com ela ao ouvir suas gargalhadas. Eles enfim chegam em frente ao prédio de lofts que %Louise% estava morando e param na porta. — Bom, amanhã eu vou ter algumas coisas...
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  — É, tudo bem. Eu combinei com a Jess de passar o final de semana com ela. As meninas vão vir pra cá e vamos preparar um pequeno chá de bebê — ela diz normalmente e ele concorda com a cabeça.
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  — Legal, então semana que vem a gente se encontra.
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  — Isso.
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  Os dois permanecem sorrindo e chegam a dar uma risada, se despedindo então com um beijo na bochecha como sempre faziam. %Pat% espera %Louise% entrar no hall do prédio para então se virar e seguir caminho para o carro.
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  A mulher fazia caretas para si mesma a cada passo que dava para longe dele. Algo estava errado ali e ela já sabia exatamente o que era. Sabia desde o terceiro encontro dos dois. Permaneceu em uma briga interna consigo mesma, até decidir que não tinha paciência para esperar até a próxima semana. Em um ato inesperado, bufa e se vira, voltando para fora do prédio e chamando pelo nome de %Pat%, vendo-o se virar, tendo tempo apenas de vê-la se aproximar rapidamente e enlaçar os braços ao redor de seu pescoço, dando-lhe um beijo. Ao se acostumar à atitude da de %Louise%, o homem coloca as mãos em sua cintura e a puxa para perto, aprofundando o beijo.
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  Eles então se separam e sorri sem graça para o outro.
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  — Desculpe — ela diz, o fazendo rir.
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  — Me desculpe também. Eu fui um pouco lerdo.
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  — Um pouco — ela concorda. — Ou talvez eu estivesse ansiosa demais.
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  Os dois riem mais uma vez e trocam outro beijo antes de se soltar e cada um voltar ao seu caminho oposto. Ambos com um enorme sorriso no rosto.
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