Beautiful Liar


Escrita porMaru Ferrari
Editada por Natashia Kitamura


Capítulo 3 • Meet Clarice

Tempo estimado de leitura: 22 minutos

  POV. %Sofía%

  - %Sofía%, acorde – alguém me cutucou de leve pela quarta ou talvez quinta vez.
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  Murmurei algo sem sentido e me ajeitei mais na cama, tentando voltar ao sono profundo, mas seja lá quem fosse tentando me acordar, parecia que não iria desistir tão cedo.
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  - %Sofía% – dessa vez foi um chacoalhão. Bufei irritada abrindo meus olhos, os coçando logo depois tentando deixá-los em foco. Era Nicolás, parecia sem graça. – Desculpa, não queria te acordar assim.
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  - Então por que acordou? – Retruquei irritada.
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  Ele me olhou constrangido, colocando as mãos no bolso da calça.
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  Eu odiava que me acordassem. Virei para o outro lado querendo dormir de novo, mas quando fechei os olhos me lembrei da conversa com Nicolás mais cedo, ele não merecia meu mau humor. Passei um tempo refletindo e com toda a certeza aquele policial merecia um pouco mais de educação da minha parte, além do mais, Nicolás parecia ser feito de algodão doce e unicórnios. Eu riscaria seu nome da lista de suspeitos, mas não baixaria a guarda.
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  Virei-me para ele de novo e sorri amarelo, quis me sufocar com o travesseiro na mesma hora, o olhar constrangido ainda estava ali.
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  - Desculpa – pedi fazendo um biquinho – Eu não gosto que me acordem, é um convite para um homicídio.
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  Ele riu da minha piada horrível – como todas as outras – e se aproximou de novo da cama.
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  - Tudo bem. - Respondeu, parecendo mais tranquilo.
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  - Por que me acordou? Aconteceu algo? – Fiquei curiosa.
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  Ele cruzou os braços, mordendo os lábios sem parar. Não era coisa boa.
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  - Hm… %Oliver% chamou a policia pra você – meus olhos se arregalaram na mesma hora – Se sua intenção era tirar ele do sério, você conseguiu.
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  Ele estava rindo e eu continuava incrédula.
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  - Você está rindo do que? Você me disse que eu não iria ser presa.
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  Acabei me exaltando, como eu ia fazer meu trabalho da cadeia?
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  - E você não vai, fica calma. – ele tirou minhas mãos de meus cabelos e as repousou na cama. Vendo a minha cara perdida, ele se apressou em explicar. – Ele te achou suspeita. Alegou que você parecia muito bem e tinha condições de dar o depoimento aqui mesmo. Eu sinto muito, como eu passei a noite aqui, só fiquei sabendo agora. Não pude fazer nada para adiar isso um pouco.
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  - Como assim você ficou aqui a noite toda? – Eu não havia dormido nem meia hora.
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  - Você dormiu ontem um pouco depois que a enfermeira Annie entrou aqui, e não acordou mais. – explicou. - Não entendo muito disso, mas imagino que sejam os remédios.
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  Cocei a cabeça tentando ajeitar minhas ideias, eu me sentia um pouco lesada pelos medicamentos, era verdade, além dos vários compridos, eu ainda tomava um remédio esquisito na veia que me deixava enjoada. Talvez por isso eu não percebesse o espaço de tempo. Terminei assentindo para Nicolás.
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  Ficamos em silêncio por alguns minutos até que eu senti vontade de fazer xixi.
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  - Me ajuda a levantar?
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  - Você vai querer fugir do depoimento? – Questionou rindo, mas já se movimentando para me ajudar.
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  - Não me tente - brinquei. – Mas por enquanto só quero ir ao banheiro.
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  Ele puxou a fina coberta que me cobria e eu apoiei a mão em seu ombro, me ajeitando para pôr os pés no chão, mas antes mesmo que eu me sentasse direito, eu já estava sendo carregada feito uma noiva. Só fui colocada no chão novamente quando chegamos à porta do banheiro que ficava no quarto. Eu senti uma pontada abaixo do peito na mesma hora, levei minhas mãos até lá, arfando com a dor, as mãos de Nicolás que mal tinham me abandonado, já estavam de volta, tentando me manter em pé. Senti outra pontada mais forte, que atrapalhava a minha respiração, tentei puxar o ar e só doeu mais ainda.
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  Eu havia extrapolado, não era uma gênia, era burra, iam arrancar minha cabeça. O estrago tinha sido exageradamente maior do que eu previ, nem os remédios que me deixavam lesada pareciam o suficiente para que eu pudesse me levantar, eu só ficaria bem deitada e por um bom tempo.
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  Quando dei por mim estava chorando aos gritos de dor, tinha uma das mãos apoiada no ombro de Nicolás - que parecia desesperado. Ele tinha uma mão em minha cintura e a outra em minhas costas, era nítido que ele estava com medo de me machucar mais ainda caso me pegasse no colo. O policial murmurava para eu ter calma, enquanto eu só ficava mais nervosa. Eu estava começando a ficar com falta de ar e o esforço para respirar só aumentava mais a dor. A porta abriu e eu implorei por socorro, mas não era uma enfermeira.
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  O policial Green correu até nós dois, deixando a porta aberta. Eu não me importava com quem ele era naquele momento, eu só queria que alguém fizesse aquela dor parar, então não me incomodei quando ele passou uma de suas mãos por debaixo de minhas pernas e levou a outra até minha cintura, me pegando no colo. Quando já estava em seus braços, minha cabeça rodava devido à falta de ar e o choro. Eu desmaiei antes mesmo de chegar à cama, a última coisa que vi foi o outro policial gritando em direção ao corredor.
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[...]

  Acordei na manhã seguinte após o incidente na porta do banheiro. Meu corpo estava tão leve que mais uma vez tive a sensação de que havia morrido, teria realmente acreditado nisso se não tivesse escutado o bip do monitor cardíaco. Abri os olhos lentamente para checar o aparelho, mas meu raciocínio foi interrompido quando meus olhos encontraram um rosto familiar.
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  - Oi - comprimentei com a voz fraca - Eu… fui demitida?
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  Clarice se levantou da cadeira bufando e marchou até a porta, achei que iria derrubar a estrutura de madeira pela cara que fazia, mas pareceu ter se lembrado que estávamos em um hospital.
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  - Eu não acredito que você fez isso, %Sofía% - ralhou enquanto voltava para perto da cama. - Qual o seu problema? Por acaso estava tentando comprar uma passagem só de ida para o inferno?
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  Respirei fundo, pensando em como explicar o que na teoria nem precisaria de uma explicação. Clarice sabia muito bem porque eu tinha feito o que fiz, eu tinha noção de que havia extrapolado, mas em momento algum pensei que chegaria a tanto, de todo jeito, acho que ela deveria entender que eu fiz o que era necessário para cumprir o meu objetivo. Entendia a sua preocupação, ela não era só uma colega de trabalho, também era minha melhor amiga e logo seria parte da minha família. Quando eu ia começar a falar ela se debruçou sobre mim e me abraçou.
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  Por um momento, temi sentir dor de novo, mas quando seus braços chegaram até mim, eu não senti nada. Deveria estar entupida de sedativos ou sei lá o que.
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  - Você não sabe como eu fiquei desesperada quando eu recebi a ligação - sua voz tremia um pouco, era uma mescla de preocupação, emoção e raiva.
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  - Clarice, eu não vou me desculpar porque sei muito bem onde você mandaria eu enfiar minhas desculpas. Mas estou feliz por estar viva e agradeço sua preocupação.
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  Ela revirou os olhos e se sentou novamente na cadeira, ela sabia como eu era. Ri baixinho do nosso modo, Clarice tinha 27 anos e eu 25, mas às vezes agíamos como duas crianças birrentas. Ela acabou rindo também, eu estava bem dentro do possível e não adiantaria ela me dar mais broncas, não havia como desfazer aquilo. Além do mais, só havia uma pessoa para quem eu - às vezes - baixava a guarda, e ela sabia que essa pessoa não era ela.
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  Corri os olhos pelo quarto e me deparei com uma bolsa preta perto da minha cama, eu conhecia aquela bolsa muito bem. Apertei o botão para ajustar o leito, seria mais fácil de alcançar se eu estivesse sentada. Consegui pegar com um pouquinho de dificuldade, só para ouvir Clarice começar a reclamar logo depois.
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  - Que mania insuportável - ela tentou pegar a bolsa de volta, mas desistiu quando fiz cara feia e dei um tapa em sua mão. - Você não cansa de mexer nas coisas dos outros?
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  - Disse a Hacker - debochei. - Que ironia vindo de alguém que invade sistemas e descobre até quantos centavos alguém tem no bolso.
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  - O nome disse é trabalho. O que não é o seu caso, porque você é xereta e folgada.
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  Revirei a bolsa dela até encontrar o que procurava, ignorando as ofensas e tirando sarro do modo como ela falava. Peguei a pequena necessaire e deixei a bolsa de canto, revirando suas maquiagens atrás de um espelho.
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  - Por que ao invés de falar mal de mim você não me conta o que o médico disse depois que eu desmaiei e todo o resto.
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  - Pff, agora você quer saber da sua saúde? Você quebrou duas costelas - seu tom de voz voltou a ficar sério - não podia ter levantado da cama sem ajuda de um enfermeiro e muito menos ter tentado andar. Muito me espanta um policial ter sido tão imprudente.
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  Parei de mexer na necessaire e olhei séria para ela.
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  - O policial imprudente foi quem salvou minha vida - voltei a mexer na bolsinha, já sem paciência. - Que droga, Clarice, não tem a porcaria de um espelho nessa coisa.
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  Ela se levantou e pegou sua bolsa, tirando um espelho do bolso lateral.
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  - Tem certeza que quer ver?
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  - A coisa tá tão ruim assim? - Ok, agora eu estava realmente preocupada. Peguei o espelho de sua mão e me arrependi assim que abri e vi meu reflexo. Eu tinha um dos olhos roxos, minha bochecha esquerda tinha um corte enorme, meus lábios estavam inchados e cortados e haviam diversos curativos perto da minha sobrancelha. Apertei os lábios em uma linha reta, eu odiava me sentir feia, suja ou desleixada.
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  - Eu preciso escovar meus dentes e lavar meu rosto. Minha voz saiu baixinha, mas Clarice pode entender. Foi ótimo ela estar ali, ela sabia como eu deveria estar me sentindo.
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  Não demorou muito e ela voltou do banheiro com uma coisa que parecia uma tigela cheia de água, não tinha ideia do que era aquilo, mas o importante é que era útil. Clarice ergueu o pote (ou o que quer que aquilo fosse) numa altura em que eu pudesse pegar a água e jogar no meu rosto. Senti várias gotas respingando na cama, mas aquilo não era um problema. Alívio, essa era a palavra perfeita pra definir o que eu senti conforme jogava a água no meu rosto, não estava nem me importando em molhar os curativos. Quando achei que já era o suficiente, ela pegou o pote e me estendeu uma toalha, agradeci assim que comecei a secar meu rosto. Ela apenas assentiu e voltou para o banheiro, como ele ficava quase de frente para a cama, eu consegui ver ela revirando o ambiente, e fiquei feliz quando vi ela retirando o plástico de uma escova de dentes, que pouco depois já estava em minhas mãos e com uma pasta refrescante. Enquanto eu escovava meus dentes, Clarice deixou um copinho de água na mesinha ao meu lado, e logo depois trouxe a “tigela” novamente, mas dessa vez vazia. Terminei de escovar os dentes, usando a água que ela havia deixado para enxaguar a boca e cuspindo naquela coisa arredondada. Eu já tinha visto aquilo, só não me lembrava onde.
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  Me senti relativamente mais limpa. Sorri agradecendo a Clarice. Ela retribuiu o sorriso de um jeito meio triste e pegou a nécessaire que estava na cama.
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  - Clarice, eu preciso que você me conte o que aconteceu depois que a polícia me trouxe pra cá, quero o máximo de informações possíveis para formular um bom depoimento. Quem conversou com eles?
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  Ela se sentou na cama e começou a pegar algumas maquiagens, enquanto falava.
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  - Eles me ligaram assim que te trouxeram pra cá, mas como eu supostamente teria que estar longe na hora do atentado, não pude vir na hora. Falei com eles por telefone e fiquei em choque quando me falaram do seu estado - sua voz voltou a ficar trêmula - não era pra ter chegado a tanto. Eu queria correr pra cá, mas não me deixaram.
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  Clarice colocou base em uma esponjinha e começou a passar devagar debaixo dos meus olhos, bem devagar, tentando não encostar em nada do meu rosto que já estava suficientemente horrível.
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  - Continua - pedi quando ela abaixou a esponja e me olhou triste. Ela ia começar a falar, mas eu interrompi, levando sua mão novamente ao meu rosto, dando a entender que deveria continuar com a maquiagem - Os dois.
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  Ela assentiu e voltou a trabalhar no meu rosto, substituindo a esponja por um pincel macio com blush logo depois.
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  - Eu cheguei aqui ontem a noite, me contaram o que aconteceu e logo depois me encheram de perguntas. Um policial chamado Green, na verdade, fiquei com vontade de socar a dele. Um grosso.
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  - Não foi a única. - Ri baixinho. - Ele queria me prender por desacato.
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  Clarice se afastou para me olhar.
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  - Inacreditável - disse chacoalhando a cabeça. - Eu não sei o que aconteceu, mas tenho certeza de que você provocou.
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  - Talvez, mas continua. E não esqueça do rímel.
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  - Enfim, me perguntaram se alguém teria algum motivo pra te atacar - continuou contando, enquanto passava um gloss em mim - e eu disse o combinado. Você era uma pessoa sem inimigos, mas seu irmão vendia drogas e tinha envolvimento com a máfia italiana. Aquele grosso ficou bem intrigado e acho que ele vai ficar no seu pé, como a gente tinha planejado, mas acho que você vai ter problemas.
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  - Por que? - Perguntei sem entender.
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  - Porque a ideia era que você tivesse um só policial na sua cola - explicou enquanto passava o rímel nos meus cílios - mas parece que vão ser dois. Aquele irresponsável que te tirou da cama.
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  - Nicolás - interrompi.
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  - Tanto faz, ele me deixou um pouco intrigada. Enquanto o outro parecia mais preocupado com a situação em si, ele parecia mais preocupado com você.
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  Fiquei pensando naquilo, eu também havia notado a preocupação do policial Cooper comigo, mas meu instinto não apontava nada pra ele, e eu confiava muito no meu instinto, ainda pensava em riscar ele da minha lista de suspeitos. Meus pensamentos foram interrompidos por batidinhas na porta, e meu visitante não esperou resposta para entrar.
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  - Tudo bem por aqui? - Era %Oliver% Green, estava sério. - Eu ouvi vozes enquanto fazia a ronda - ele já estava me vigiando? Perfeito. - Imaginei que tivesse acordado, acho melhor chamar uma enfermeira? - Sua última palavra saiu mais como uma pergunta enquanto ele percebia que alguém me pintava.
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  Eu iria responder, mas Clarice não me deu chance. Ela apertou o botão para chamar a enfermeira sem tirar os olhos de mim, ignorando completamente a presença do policial no quarto.
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  - Já chamei - sua voz era firme e não deixava brechas para qualquer conversa. Ele havia mesmo irritado ela, até mais do que a mim pelo jeito. - Pode sair, fecha a porta.
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  Ele saiu sem dizer nada, sem sequer fazer uma cara feia. Era só eu que recebia deboche e careta?
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  - Não suporto homens grosseiros - falou, como se não tivesse acabado de ignorar um policial. - Acabei.
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  Peguei o espelho novamente, não dava pra dizer que eu estava linda, mas também não estava tão horrorosa como antes.
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  - Obrigada.
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  - Você vai conseguir fazer seu trabalho com dois policiais na sua cola? A gente pode tentar dar um jeito pra ser só um, eu não sei.
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  - Vou - respondi, ajudando ela a arrumar a bagunça de volta em sua bolsa. - Nicolás parece ser mais tranquilo, vai ser interessante porque ele trabalha com o Green e pode me dar mais informações. Green parece ter sido um ótimo acerto, ele é filho do delegado.
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  - O pai daquele grosso é um delegado? - Ela parou de mexer na bolsa e me olhou séria.
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  - Sim, eu já ia tocar nesse assunto com você. Você já sabe o que fazer, o nome dele é %Oliver% Green, procure toda a informação que puder.
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  - Só dele? - sua sobrancelha estava erguida, questionando algo que eu não queria entregar - Você chamou o outro policial duas vezes pelo nome e ele não te tratou por Jude também enquanto falava comigo. O que tá rolando? Vocês já se conheciam? Ele é um ex seu ou algo assim?
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  De onde ela tirou isso? Meu Deus.
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  - Você tá maluca? Por que eu esconderia algo de você?
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  - Não é algo, é alguém. Você sabe o que eu quero dizer.
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  Ela tocou num assunto que eu estava tentando evitar, pois envolvia muitas coisas, não só do trabalho, mas também pessoais, e uma coisa sempre acabava levando a outra.
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  - Eu juro pra você que eu nunca tinha visto esse policial até eu acordar nessa cama - ela cedeu, sabendo que eu não mentiria sobre esse assunto. - O nome dele é Nicolás Cooper, ele tem 25 anos e é policial a cinco, fica à vontade para investigar, mas o meu instinto não falha, e não tem nada perigoso nele.
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  Ela assentiu, não tinha a mínima ideia do que se passava na cabeça dela agora, mas me vi obrigada a voltar em um assunto que eu não queria tocar com medo da resposta, mas com a curiosidade falando mais alto.
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  - E ele? - perguntei baixinho.
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  Clarice coçou os olhos e respirou fundo.
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  - Ele tá furioso, sinceramente eu acho que se você tivesse morrido ele não iria se perdoar nunca. Eu não entendo, tenho a impressão de que ele daria a vida por você, mas ele não...
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  - Não precisa - interrompi. - E o meu irmão?
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  - Ok. Lucas está bem, preocupado com você mas bem. Ele vai ficar escondido pra nenhum policial ir atrás dele, como a gente já tinha acertado.
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  Assenti. Meu irmão era tudo pra mim, desde que toda aquela loucura começou, foi a primeira vez que senti culpa, quando pensei em Luke. Meus pais passavam o tempo todo viajando, eram carinhosos, mas ao mesmo tempo eram ausentes, por um lado era bom porque facilitava o nosso trabalho, mas por outro eu sentia falta deles. Durante a maior parte do tempo, eu só tinha o meu irmão e éramos muito unidos. Quando eu quis entrar no meio disso tudo, ele relutou muito, afinal um de nós em perigo já era o suficiente, mas quando eu me encontrei no meio das investigações e ele viu que eu realmente amava fazer isso, não pode mais me impedir. E assim chegamos até aqui, Lucas estava a 5 anos no FBI e eu a 2, era esperta demais para fazer somente trabalho de escritório, com menos de um ano já tinha virado a gente de campo, e eu amava aquilo.
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  Olhei para Clarice e sorri, às vezes eu me perdia pensando nessas coisas. Ela namorava com meu irmão desde a adolescência, nós éramos vizinhas e crescemos juntos, naquela época mal sabíamos que terminaríamos todos metidos na mesma equipe trabalhando no FBI. Diferente de mim, ela odiava o trabalho de campo, mas tinha a vantagem de ser uma hacker muito boa, o que lhe permitia ficar fora do radar.
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  Clarice vinha de uma família que exercia a lei, seus avós serviram a marinha e seus pais serviram no exército, eram herois. Ela seguiu no caminho a favor da lei, embora de outra maneira. Sua escolha era completamente diferente da de seu irmão, ele era...
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  Tive meus pensamentos interrompidos pelo barulho da porta, minha amiga que quase cochilava na cadeira, se virou para olhar. Quando a porta abriu de vez meu sorriso foi inevitável. Seu nome escapou pela minha boca antes mesmo que eu pudesse pensar.,
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  - Aaron.
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Capítulo 3
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