Beautiful Girl


Escrita porNaana
Revisada por Mah


Capítulo 13

Tempo estimado de leitura: 14 minutos

  - O que diz na matéria? - depois de rir ele sentou na cama e me perguntou.
  - Que eu sou a sua nova namorada. Mas não liga, não é verdade. Vamos dormir? Amanhã tem o velório - eu já estava bem forte. Não chorava mais, nem quando eu lembrava quando eu e meu pai tirávamos o dia pra encher o saco da minha mãe. Parecíamos dois capetinhas, irritando a nova babá. Não, pera... eu era mesmo uma capetinha que estava irritando não a babá, mas sim a mãe. Mas enfim. Nós dormimos. Nem vi minha mãe chegar.
  Acordei de manhã e vi Harry sentado no sofá só de calça de moletom, assistindo History Channel em inglês.
  - Não quer aprender português? Vamos assistir alguma coisa em português, bebê! - eu peguei o controle da mão dele e coloquei na Disney. Estava passando Boa Sorte Charlie.
  - Tá brincando né?
  - Eu tenho 19 anos, corpo de modelo, olhos azuis como oceano, sou a pessoa mais modesta do mundo e sei que quando você me vê você deseja meu corpo nu. Mais minha mentalidade parou de evoluir com o meu corpo quando eu tinha 5 anos. Ok? - ele olhava maliciosamente pra mim. Eu me levantei e fui ao quarto da minha mãe. Ela não estava lá. Devia estar em algum lugar da cidade. Não sei. Mas daqui a pouco seria o velório. Não gosto de falar enterro. Me julgue.
  - Vamos tomar banho? Tá quase na hora de irmos. - ele abriu aquele sorriso malicioso mais ainda.
  - Como assim, vamos? - eu o olhei e respondi.
  - É, nós dois. Não quero você pelado, ok? Falta só meia hora. Não temos muito tempo, então vamos junto. Porque eu sou pobre e minha casa só tem um banheiro.
  - Tá bem...
  Eu fui ao quarto, peguei duas toalhas e fiquei só de lingerie. Na verdade, eu coloquei um biquíni. Ele ficou só de boxer.
  - Biquínis brasileiros são todos desse tamanho?
  - Hm, acho que sim.
  - HHHHMMM.
  - Ah, vamos logo, seu sem vergonha. - eu o puxei para o banheiro e liguei o chuveiro. Sem ele ver eu peguei um copo que eu achei no banheiro (POR QUE TINHA UM COPO NO BANHEIRO?) enchi de água e taquei nas costas dele.
  - AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIE, MERDA QUE ÁGUA GELADA! - ele me olhou assustado.
  - Ahm, esqueci de falar, não tem água quente aqui não. - eu comecei a rir. - vamos logo.
  Hm, não aconteceu nada no banho. Acredite. Depois do banho, fomos à padaria tomar café da manhã, eu sei que eu tomei café gelado e tava muito bom. É tipo, tem um monte de coisas, sorvete, café, cappuccino, Nescau, até gelo tem. Ah, não pode esquecer o leite. Tudo numa taça enorme. Delíciaaaaa. E Harry tomou apenas uma lata de coca. Fomos ao enterro. Aah, nem falei. Mas como a minha cidade é muito pequena, ninguém reconheceu ele. Já que era cedo ainda, todas as meninas que o reconheceriam estariam dormindo. Ou na aula. Não sei, estava desligada em relação ao calendário. Fomos ao cemitério. Eu coloquei meus óculos escuros e fiquei o tempo todo abraçada em Harry. Ele me passava segurança. Acho que foi só por isso que eu não chorei.
  Estávamos passeando pela cidade, para eu mostrá-lo as coisas. Passamos em frente uma relojoaria e eu vi um relógio muito lindo. Acho que eu ia comprar para o Harry, porque eu ainda nem dei nada pra ele, e ele me deu um iPhone. PODE ISSO, PRODUÇÃO?
Fomos almoçar e depois para casa. Ele dormiu, pois ainda não tinha acostumado com o fus horário. Só acho. Deixei um bilhete na mesa e fui lá comprar o relógio. Depois eu fui à Nani, sabia que ela estava lá. Quando eu cheguei na frente da casa dela eu liguei pra ela.

  Cell ON ~

  - Linda querida do meu coração...
  - O que você fez dessa vez?
  - Naass. Ok, abre o portão?
  - Quem te chamou pra vir aqui?
  - Eu pressenti que você estava precisando de mim, e resolvi vir.
  - Só vou abrir o portão porque eu tô com saudades de você.

  Cell Off~

  Nossa, que educada. Por isso que eu amo a minha lora. Haha.
  Ela abriu o portão e eu entrei. Estacionei o carro debaixo do coqueiro. Aaah, é, eu não falei. Ela mora numa hm... Chácara. Eu desci do carro e fui correndo abraçá-la.
  - Cadê o Harry?
  - Como você sabe que ele está aqui?
  - Não sei se você sabe, mas ele não tem o manto da invisibilidade do Harry Potter. Eu vi vocês dois ontem andando na rua.
  - Pera ai. - eu fiz minha mão de arminha e apontei pra mim mesma.
  - PEI PEI PEI PEI PEI PEEEEI.
  - ooo besta. Dando uma de Cris agora? Vem entra, minha mãe fez sanduí...
  Ela mal acabou de falar e eu já estava indo pra casa dela.
  - MAAAAAAAAAAAAAAAAAAE DOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIS - eu fui abraçá-la.
  - Oi Ana, e aí, como tá Londres?
  - Ah, sonho haha - eu falei indo pegar um sanduba.
  - Ah, eu tô aqui. Não sou invisível sabia? OI PRA VOCÊ TAMBÉM.
  - Ah, oi Gui. NÃO É NECESSÁRIO O USO DE GRITOS. EU SOU CEGA, NÃO SURDA.
  - Bem, continuando... - a Nani estava entrando.
  - Meu deus, que coisa dos deuses. Mãe dois, você é uma deusa?
  Ela só riu.
  - CONTINUANDO... NÃO ME INTERROMPA, ANA LUISA.
  - Tá.
  - O que te trouxe à minha humilde residência? Nem liga mais para as amigas. Magoada.
  Ela fez um biquinho.
  - Oooown meu deus. Você sabe que eu sou péssima com números. Nunca decorei o número do telefone da sua casa, e ainda mais pra fazer ligações internacionais. Dá certo não.
  Ela só riu.
  - Ah, eu comprei um relógio pro Harry, quero que você me diga o que achou.
  Eu peguei o relógio da caixinha e entreguei a ela o relógio na almofadinha.
  - Que lindo! Ele vai gostar.
  - Trocando presentes? Já? Quanto amor hein, Nana. - Guilherme se intrometendo. Só ignorei.
  - Hm, vim dizer que tava com saudades e que eu vou fazer faculdade de fotografia. Ainda quero trabalhar na vogue. Hahaa.
  - Ah, eu vou para o Canadá!
  - AHHHHHHHHM.
  - Ah, vou fazer pediatria - ela falava com um brilho nos olhos. Ela sempre quis isso.
  - E as meninas?
  - Bebel e Nay vão pra Londrina. Cris vai pra São Paulo. E a Gabi não decidiu ainda.
  - Bem, vim só matar a saudade mesmo. Vou lá na casa da Gabi, amanhã eu volto pra London, baby.
  - Ahn, tá né... Eu te ligo qualquer dia desses, ok? Tchau!
  - TCHAU LORA LIAMDA!
  Eu entrei no carro e fui embora. Na verdade, eu fui na casa da Gabi. Muhaha, eu irritando a todos...
  - Gaabi!
  - Naaaaaana!
  - Ooooi!
  - OOOOOI!
  - Saudades!
  Nós nos abraçamos.
  - Saudades do seu abraço de urso. Hahaha.
  - Saudades do seu cabelo cheiroso. Hahahaha.
  - Vamos entrar na minha linda e modesta casa.
Nós entramos e conversamos até chegarmos no ponto faculdade. E bem, ela disse que não tinha ainda em mente o que fazer. Eu fui indo, fui indo, até que a convenci de fazer faculdade em Londres.
  Só faltava agora escolher do que ela faria.
  - Amore?!- eu disse meigamente.
  - Diga querida.
  - O que você acha de moda? Você se dá bem com roupas, e sei lá... moda seria legal.
  - Hm, boa ideia! Eu tava pensando em engenharia civil, ou moda. Porque eu sou linda e maravilhosa e adoro casas. E sou quase tão modesta quanto você. - ela terminou e piscou o olho pra mim. Eu não aguentei muito tempo, eu tive que rir.
  - Bem, tenho que ir, tem visita na minha casa haha.
  - É, eu sei que é o Harry, meu bem.
  - Ah, ‘tão tá. Besos, besos.
  Eu fui pra casa e na hora que eu abri a porta vi um bilhete em cima da mesa.
  "Não se preocupe, eu não fui sequestrado. Hahaha eu só saí pra dar uma voltinha no bairro. Já já eu chego. - Harry".
  Bem, eu fui no quarto, troquei de roupa, coloquei um pijama. Porque eu amo ficar de pijama. Eu até saio de pijama na rua quando eu não quero trocar de roupa. Anyway, não deu nem 5 minutos e Harry chegou.
  - Oi Nana...
  - Oi Harry! - eu estava animada.
  - Vem cá, Nana.
  Ele me puxou até o quarto e antes de ele dizer alguma coisa, eu entreguei a caixa com o relógio à ele.
  - O que é isso?
  - Se não abrir não vai saber...
  Ele abriu e olhou fundo nos meus olhos.
  - É aquele relógio que nós vimos ontem?
  - SIIM! - eu sorria abertamente.
  - Bem, então... olha Nana... - ele se ajoelhou. - bem, erm... Lembra quando eu te dei a minha camiseta dos Ramones? - eu apenas afirmei com a cabeça - bem, foi aquele dia que eu disse que eu te amo, e que você disse que me amava. Mais eu queria esperar o momento certo e acho que ele é agora. - ele tirou uma caixinha do bolso - aceita namorar comigo? - ele abriu a caixinha, e eu vi um anel muito lindo.
  - Sim - eu consegui dizer num sussurro. Ele pegou o anel e colocou no meu dedo, se levantou, e me beijou. Mas foi diferente. Foi hm, digamos assim, mais intenso. Á noite, fomos a um restaurante, eu estava particularmente deslumbrante.
  Nós jantamos e fomos pra casa.

  Harry's POV

  Bem, eu tomei coragem e pedi Nana em namoro. E depois nós fomos jantar e ela estava linda. Como sempre. Fomos pra casa dela e dormimos, afinal, amanhã cedo seria nosso voo.
  No voo, Nana me disse que Gabriela iria morar em Londres e fazer faculdade lá. Ela me disse que tinha decido fazer fotografia. E finalmente chegamos em casa. Nós dois fomos para a minha casa, e eu fui tomar banho. Na verdade, nós fomos tomar banho. Na banheira. Haha imagine a cena, eu deixo. Sim, imagine o que quiser. Só posso dizer que foi bom. Haha.

  Narrador ON

  E foi assim durante 5 anos. Nana e Harry estavam apaixonados um pelo outro, Gabriela tinha ido fazer faculdade em Londres e morava perto de Nana. Ela fez faculdade de moda, e Nana fotografia. Gabriela montou uma grife e ficou mundialmente famosa, como uma das maiores concorrentes da Chanel. Nana realizou seu sonho e foi contratada pela Vogue UK e classificada como a melhor fotografa de lá. Aos 26 anos, Harry a pediu em casamento. 6 meses depois, eles casaram. Todos os achavam o casal mais fofo do momento. E continuou assim. Por um bom tempo. Até que Nana descobriu que estava grávida. No quarto mês de sua gestação, ela descobriu que era uma menina. Ela seria Anne. A pequena Anne, em homenagem à mãe de Harry. Depois que Harry descobriu que seria pai, mudou completamente de comportamento. Só chegava em casa de madrugada, e bêbado. Ela sempre estava lá. Para ajudar o marido a tomar banho, e lhe dava remédio para a ressaca. Até que ele é flagrado traindo ela. Não, ele não estava bêbado. Ela estava no sétimo mês de gestação. Ela viu a matéria em um site. Depois em outro, e em outro. Ela estava sentada no sofá chorando. Quando Harry chegou novamente bêbado. Ela foi tirar satisfações com o marido, ela tinha direito. Mas logo depois, a única coisa que ela sentiu foi seu rosto arder. Harry tinha batido nela. Ela chorou mais. Harry fingiu que ela não existia, e quando chegou no segundo andar da casa, gritou:
  - Sua vadia! Arruma outra coisa pra fazer ao invés de me encher o saco!
  Ela desabou. O homem que ela tanto amava havia sumido. Ela esperou até que Harry dormisse e entrou em seu quarto. Pegou suas coisas e as coisas do bebê e saiu de lá. Ela não podia ficar nervosa. Não era bom para o bebê. Ela saiu com o carro e foi até a casa de Gabriela, que a recebeu com um abraço. Ela dormiu lá. Quando ela se levantou, resolveu ir até a cozinha tomar café da manhã. Quando ela chegou na escada, sentiu uma tontura. Ela tentou se segurar no corrimão, mas não conseguiu. Estava fraca demais. Ela rolou até fim da escadaria e Gabriela acordou com o barulho. Ela foi correndo ver o que era, e viu Nana deitada no chão em uma posição indefinível, e com sangue ao seu redor. Ela se desesperou e ligou para a Ambulância.
  Ela foi ao hospital e ligou para todos os meninos, que já sabiam que Harry chegava bêbado todas as noites em casa. Eles foram para o hospital e quando eles chegaram o médico os chamou.
  - Gabriela?
  - Sim?
  - A senhorita que está com a Ana Luisa?
  - Sim, sou eu. Ela está bem?
  - Hm, não tenho boas notícias.
  Ela arregalou os olhos e os mesmos lacrimejaram antes mesmo de saber o que havia acontecido com sua melhor amiga.
  - Bem, Ana Luisa não resistiu e teve uma parada cardíaca. Mas a bebê está bem. Nasceu de sete meses. Saudável, mas terá que ficar aqui uns dias para ganhar peso.
  Então era isso. Era o que Gabriela pensava. Nana não estava mais ali para nos animar. Comer como uma louca. Ela não estava ali. Ela foi até Niall e o abraçou como se fosse perdê-lo a qualquer momento. Ela ficou um bom tempo ali, até que conseguiu dizer:
  "Ela... Ela morreu."
  Todos ficaram chocados. Menos Harry. Ele não estava lá.
  "E Anne? Está bem?" Louis perguntou.
  "Ela sobreviveu. Mas não quero que ela fique com Harry. Eu não quero deixá-la nas mãos daquele monstro" ela dizia entre soluços. De novo.
  Gabi ficou no hospital até Anne ganhar peso. Ela entrou na justiça para ficar com a guarda da pequena. Harry queria ficar com ela, afinal, ele era o pai. O pai que causou a morte da mãe de Anne. Harry se mostrou outra pessoa. Frio. Ele não chorou, tampouco sorriu. Um semana depois que Ana Luisa morreu, ele foi visto com a menina que ele estava traindo Nana. Sophie. Esse era o nome dela. E Anne cresceu, sendo criada por Gabriela. Que sempre falava da mãe. E o pai também. Harry era cantor, mas mesmo quando não estava em turnê visitava a filha. Ela via os meninos sempre que podia e gostava muito deles. E aos poucos, todos aprenderam a viver sem Ana Luisa, mas também aprenderam a viver com a saudade que a ausência dela causava.

Fim

Hey, pessoas! Então... gostaram? Sei lá.. é que é sempre bom saber se as pessoas gostam do que você está escrevendo sabia!?! Acho que é só... BEIJOS! =)

Capítulo 13
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