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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Babysitter

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 8

Tempo estimado de leitura: 12 minutos

  O dia se passou rapidamente entre o All Time Low, a babá e as crianças. Até Amy, que no início se recusava a se divertir, conseguiu no final do dia estar tão hiperativa quanto o resto dos tios e irmãos.
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  No retorno para o estacionamento onde estava o ônibus, todos capotaram assim que se sentaram no banco da van, menos %Stephanie%. Ela olhava para todos os presentes, e pela primeira vez desde que saíra da faculdade cujo curso trancara, pensava em como era louca de ter aceitado este emprego.
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  Vê as luzes de Orlando muito acesas, mesmo tendo o comércio fechado. A cidade agora vazia mostrava uma beleza que não era possível se ver durante o dia, devido ao estresse do trânsito. Nunca havia parado para pensar em como um lugar pode ser tão bonito. O fato de gostar de luzes também colaborava com a beleza; %Stephanie% era apaixonada por tudo que brilhava. Em pouco mais de um mês, tivera a chance de conhecer tantos lugares, ver tantos rostos novos. Não se preocupava com a entrega de trabalhos, as horas extras, as provas e exames finais. Sem estresse, apenas preocupação com a alimentação das crianças. Não podia negar estar curtindo o trabalho, mesmo ele não sendo tudo aquilo que esperava, pelo menos ela estava se divertindo e ganhando bem.
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  Olhando para o céu escuro, pensa em como será a vida daqui a quase um ano, quando o contrato tiver chego ao fim e ela ter de voltar para sua vida normal. Olha para as crianças novamente e se lembra do que Travis havia dito em uma de suas conversas:
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  "Pare de se prender nas memórias, apenas viva. Vai aproveitar mais a vida." E com um sorriso nos lábios, deu uma piscadela que a fez rir sem graça. Sem graça por ele, que não tinha um bacharelado e nem ao menos um diploma escolar, saber mais sobre o sentido da vida do que ela, que enfiara a cara nos livros desde adolescente.
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  — Está tudo bem? — Ouve em sua frente e vê %Zack% acordado a encarando. Cora e gagueja alguma coisa que o faz rir. — Não gosto de ver as pessoas muito pensativas, só isso.
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  — Por quê? — ela pergunta curiosa. O vê desviar o olhar afora, a luz da lua iluminando metade de seu rosto. Seus olhos estavam bem mais brilhantes.
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  — Eu acho que quando pensamos demais, escolhemos a opção errada — ele diz. Ela levanta as sobrancelhas, em parte confusa pela opinião do chefe. — Para mim, pensar muito é sinal de insegurança. Você quer, mas não sabe exatamente se o quer. Você tem vontade, mas não sabe exatamente se tem essa vontade, entende? Quando você pensa, você sempre considera a sua opinião algo inferior à uma segunda opinião. E então começa a comparar os prós e contras, até optar por um deles, que na maioria das vezes, não é a opção certa.
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  %Stephanie% tinha seus olhos pregados em %Zack%. Em partes, ela sabia que ele estava certo. Por outro lado, para ela, pensar significava ter certeza de sua escolha, o que justificava que ele estava certo, mas com uma conclusão errada. Não ousaria enfrentá-lo e querer argumentar. Seus olhos agora estavam mais fechados, indicando que ele estava cansado. %Stephanie% nada disse, apenas encostou a cabeça na lateral da van e olhou de volta para as ruas. Em um momento, arriscou olhar para %Zack%, que agora tinha seus olhos fechados. Pela respiração calma, ela sabia que ele estava dormindo.
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  Encarou o rosto do chefe, cuja expressão agora parecia muito mais indefesa do que quando estava com os olhos abertos. Admitia achá-lo um homem bastante atraente. Talvez não fosse o seu tipo, principalmente sabendo que ele era um dos tipos que gostava de quebrar o coração das mulheres, porém, ao conviver um pouco mais com ele e a banda, mudou um pouco sua concepção para uma de que talvez não fosse ele quem quebrasse o coração delas, mas sim elas quem se iludiam com ele. Em todas as festas que fora e todas as vezes que haviam mulheres de programa dentro do ônibus, a diversão era sempre garantida, mas nunca era %Zack% quem tomava a iniciativa, pois sem nem ao menos ter a chance, várias delas já estavam em cima dele. Tudo o que ele fazia, era retribuir o flerte. Ainda assim, ele não era o tipo dela, que gostava de homens sérios. Um músico na idade de %Zack% dificilmente gostaria de ter compromisso sério com alguém, e ela entendia perfeitamente. O perfil dele e dos amigos da banda são de homens que gostam de diversão. Que faz qualquer situação se tornar divertida. Sem preocupações, sem pensar nos problemas, ou nas contas que têm de pagar no mês seguinte.
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  Ela os invejava. Queria ter essa liberdade de espírito. No entanto, ela crescera na pobreza. Por não ter tido pais e saído sem nada do orfanato, desde pequena soube que para ser alguém, tinha de lutar muito, dar muito de si, pensar muito no que fazer, como fazer. Tinha de ser uma mulher séria, esforçada, independente. Não tinha muitas amigas, as que tinha mal poderiam ser chamadas de amigas. Ao ver o relacionamento da banda, dos companheiros e até das crianças, pensava onde aquele afeto estava durante toda a sua vida. Ela tinha esse afeto para dar, mas nunca teve para receber.
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  Balança a cabeça, espantando todos os pensamentos. %Zack% estava certo. Travis estava certo. Quanto mais ela pensava, mais depressiva se sentia. Não podia se dar ao luxo.
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  Os dias que se passaram, pode sentir que %Zack% estava mais próximo das crianças. Durante o tempo que ela devia dar banho nos menores, %Zack% fazia seu papel de tutor e tomava conta para que eles não quebrassem todo o ônibus. Os gêmeos, principalmente, estavam bastante apegados ao tio, e sempre queriam assistir a performance da banda direto do palco. Depois que eles chamaram os dois para dar oi para o público e recebeu todo aquele afeto das fãs, os dois inventaram de que queriam entrar no All Time Low. %Jack% então começou a ensinar alguns truques para que eles pudessem subir ao palco mais uma vez algum dia desses. Amy continuava emburrada e toda vez perguntava se ela não poderia voltar para Baltimore e sair com os amigos. Sentia falta de gente da idade dela. %Stephanie% percebera que de fato, ela era tratada como criança pela banda, e Amy não era mais uma menininha. Estava para fazer 16 anos e tinha um cérebro muito mais inteligente do que de muitas garotas por aí.
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  — %Zack%? — chamou o chefe, que estava deitado em seu bunk. Vê a cortina se abrir e o rosto dele aparecer. — Você tem um minuto?
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  — Claro — ele diz, terminando de abrir a cortina e saindo de dentro de seu bunk. — Lá em cima?
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  — Pode ser aqui. — Ela olha para trás. — Eu queria falar com você sobre Amy...
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  Ele revira os olhos. Amy não era seu assunto favorito. Se mantivera calado, pois sabia que a babá nunca falaria nada que não fosse necessário. Talvez Amy estivesse saindo com algum cara de alguma outra banda que encontraram durante a turnê. Talvez estivesse transando escondida de %Stephanie%, ele a via fazendo esses tipos de coisas.
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  — Não há nada de errado com ela — %Stephanie% antecipa, o vendo encará-la confusa. — É só que... Bem. Não sei se devo mesmo falar sobre isso, mas acho que como tutor dela, você gostaria de saber sobre maneiras de... hum, você sabe... se darem bem.
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  %Zack% solta uma risada nasalada:
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  — Você sabe que eu e ela somos imãs de mesmo pólo, não nos damos bem. Isso fora desde quando ela era uma criancinha. Não sei qual o problema dela — %Zack% diz.
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  — Bom, talvez você devesse tentar. — %Stephanie% encolhe os ombros.
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  — Tudo bem — %Zack% diz depois de um tempo. — Qual é o plano?
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  %Stephanie% se mexe ansiosa. Olha para trás e apura os ouvidos para saber se Amy poderia estar ouvindo a conversa. Não, ela ainda estava ao telefone com a amiga, fofocando e falando mal da viagem, mesmo tendo se divertido no parque no aniversário dos gêmeos.
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  — Eu acho que você e os meninos a tratam como uma criança.
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  — Mas ela é uma criança.
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  — Não, %Zack%. Vocês a tratam como tratam Sarah, ou Egan e Liam, entende? — %Stephanie% diz paciente. — Veja bem, ela está para debutar. Poderá tirar sua carteira de motorista, mesmo assim, vocês falam com ela como se ela ainda estivesse no ginásio. Ela quer sair, quer conhecer gente nova, quer se divertir. Mas tem de ficar presa com crianças de três, sete e onze anos, entende meu ponto de vista?
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  %Zack% assente. Talvez ele a tratasse mesmo um tanto infantilmente, mas não é como se fizesse de propósito. Para ele, Amy era aquela criança irritante que ficava chorando e gritando ao seu ouvido para que brincasse de boneca com ela.
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  — Tenho receio de que ela comece a agir escondida. Como uma garota rebelde. Ela tem uma opinião muito forte sobre tudo, e não tenho o poder de discutir com ela, apenas de conversar e lhe explicar o certo e o errado. Mas não posso simplesmente impedir de não fazer sexo com os caras que dão em cima dela, ou proibi-la de ir às festas.
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  — Bom, isso eu posso fazer — %Zack% responde brincalhão. %Stephanie% solta uma risadinha e troca o peso de perna. — Entendi, entendi. Mas você quer que eu faça o quê? Chame-a para vir à balada? Ela ainda não pode entrar.
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  — %Zack%. Você é uma celebridade. Não precisa de uma balada para estar em uma festa. Vocês festejam todos os dias, o tempo inteiro. Poderia incluí-la no círculo, mostrar que aqui também há gente legal com quem ela possa conversar. Verá a conta do celular dela no próximo mês, você simplesmente terá um infarto — a babá diz entre risos.
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  — Tudo bem, vou me esforçar.
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  %Stephanie% sorri e então balança a cabeça, dando força para o chefe.
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  — Obrigada por me ouvir. — Ouve a voz de Sarah chamando-a no andar de cima. — Bem na hora! — Ela ri com %Zack%. — Bom, então eu...
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  — Hey. — Ele segura em seu braço, a fazendo olhar para ele novamente. — Obrigado. Você sabe. Por tudo isso.
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  — Estou fazendo a minha obriga-
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  — Não — ele a corta. — Sua obrigação é fazer as crianças não parecerem animais. — Os dois riem. — Mas está fazendo muito mais do que isso. Está sendo como uma mãe para eles. — Ele sorri e a vê corar. — Não sei o que seria de mim sem a sua ajuda.
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  %Stephanie% nada diz. Estava sem graça demais para responder. Nunca havia ouvido esse tom em %Zack%. Nem com ela, as crianças, os amigos, a família ou as fãs. Parecia um novo %Zack%. Levanta o olhar, arriscando encará-lo dessa vez, diferente do dia em que estavam na van voltando do parque, %Zack% estava com seus olhos bem abertos e sua atenção completamente virada à ela, o que a fez desviar novamente e gaguejar alguma coisa, indo rapidamente para o andar superior.
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  Ao ver a babá subir as escadas correndo, %Zack% soltou uma risada. Fazia tempo que não se divertia dessa maneira. Se lembra da época de escola, quando algumas garotas facilmente se apaixonavam por ele e ele se divertia às custas dos sentimentos delas, se aproveitando para ganhar tudo o que queria.
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  Mas agora ele era um homem. Crescera. Amadurecera.
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  Olha para as escadas que levavam ao andar de cima e abre um sorriso. Não podia negar que a sensação de ter alguém se apaixonando por ele o fazia querer voltar às brincadeiras escolares.
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Para ajudar.
Favorito: 24 anos.
Amy: 15 anos.
Alec: 11 anos.
Liam: 6 anos.
Egan: 6 anos.
Sarah: 3 anos.
Benjamin (Ben): 4 meses.


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