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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Babysitter

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

  — Não aguento mais. Elas são todas iguais. — %Zack% se jogava para trás no sofá, depois de ter dispensado outra garota. — Essa daí tinha dezoito anos!
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  — Você disse jovem, mas não especificou idade. — %Alex% olhava o panfleto em mãos.
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  Já haviam perdido a conta. Desde as oito da manhã estavam entrevistando uma garota atrás da outra, cada uma mais absurda que a outra. Os companheiros de banda estavam ali para ajudar o amigo a se decidir por uma babá. Como %Zack%, todos estavam cansados de ver sempre o mesmo tipo de perfil que queria os impressionar, mas não as crianças. Pela primeira vez em suas vidas, os quatro caçavam uma garota que não fosse siliconada.
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  Haviam se decidido por uma garota que não fosse mais nova que o mais novo da banda, assim ela seria bem mais madura que todos eles. Além do mais, como ela estaria em turnê porque os advogados falaram que há um prazo de um ano para o responsável a partir do documento deixado pelos enteados falecidos ficar com as crianças para que então ele possa passar a responsabilidade por alguém da família. Combinara com a família da mulher de Chuck que assim que este um ano acabasse, as crianças iriam morar com um dos avós, qual dos ainda não fora decidido, mas não havia pressa.
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  Para ajudar na escolha, as crianças foram postas juntas para que a família visse suas reações quando as babás entrassem. Até agora, a maioria das garotas que ali entraram tentaram manter algum tipo de contato, mas as crianças menores se assustavam cada vez mais com as ousadias delas.
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  — Tudo bem, agora chega — a mãe de %Zack% diz nervosa. — Só mais uma e então paramos. Se não der certo, falamos com os advogados.
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  %Zack% solta o ar um tanto aliviado e passa a mão pelo rosto quando seu nervosismo volta ao olhar para a cada das seis crianças que estavam pela sala. Sente a mão do pai em seu ombro, olha para o lado e o vê lhe dar um sorriso calmo:
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  — Pelo menos você tentou, filho. Chuck sabe disso.
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  — Você. — %Stephanie% ouve uma voz chamar e desvia sua atenção do condomínio que era mesmo de luxo, com todo aquele verde. Olha para trás, vendo uma mulher parada à porta e apontando em sua direção. Olha para os lados, mas logo ouve: — É, você mesma. De calça. — Procura por alguma garota que trajasse calça, mas por incrível que pareça, ela era a única. Se aproxima rapidamente da mulher que tinha uma expressão cansada e sorri calma, apertando a mão dela, que a analisa desconfiada. — Qual o seu nome?
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  — %Stephanie%.
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  — E quantos anos tem?
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  — Vinte e três, se considerar meu aniversário mês que vem, vinte e quatro. — Tenta parecer o mais simpática possível enquanto segue-a para o lado de dentro da casa. A mulher lhe manda um novo olhar de análise, com um pouco menos de intensidade agora, até enfim dizer:
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  — É uma boa idade, entre. — E aponta para a sala, onde %Stephanie% disfarçadamente arregala os olhos ao ver o tanto de gente que havia ali. Nunca havia feito uma entrevista com tanta gente presente.
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  — Boa tarde — ela diz tentando transparecer calma. Cumprimenta a todos com um aceno de cabeça.
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  — Oi! — Ela ouve durante o caminho à poltrona que a mulher que a chamou indicou. Olha para o lado e vê um menininho loiro que sorria e dava pequenos pulinhos:
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  — Olá. — Sorri de volta, parando para conseguir vê-lo melhor.
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  — Você vai cuidar de mim? — ele pergunta um pouco mais alto do que o normal.
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  — Quem sabe? — Ela ri e vê um outro garoto idêntico à aquele aparecer, apenas trajado em roupas diferentes. — Nossa, acho que estou vendo em dobro. — Os dois riem sapecamente e trocam uma batida de mão, como se o plano que fizessem tivesse sido um sucesso.
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  — Não, nós somos gêmeos! — o que chegara por último diz pulando ainda mais animado.
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  — É mesmo? Que legal! — Sorri animada. — Vocês são mesmo bem iguais, sabia? Eu sou %Stephanie%. — Ela estende as duas mãos para cumprimentar um de cada.
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  — Eu sou Egan! — o primeiro que apareceu diz, apertando sua mão e sacudindo-a.
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  — Eu sou Liam! — O segundo o imita, a fazendo rir.
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  — Muito prazer, Egan e Liam. — Ela aperta a mão dos dois. — Vocês tem um bom aperto de mão. — Os dois riem mais e então saem correndo para longe dela dizendo qual dos dois apertava a mão mais forte.
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  %Stephanie% assistiu os dois se afastarem com um sorriso, até ouvir:
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  — Pode vir se sentar, %Stephanie%. — Ela ouve a voz da mulher que lhe chamara e desvia a atenção, vendo que todos a olhavam com um sorriso. Sorri sem graça e termina seu caminho, se sentando lentamente e colocando o cabelo atrás da orelha.
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  — Obrigada — diz em tom baixo, bem mais tímida do que antes.
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  — Bom, podemos ver que tem jeito com crianças. — A mulher que a havia chamado afirma apontando com a cabeça para os dois que brincavam no lado externo da casa, onde todos conseguiam ver por ser separado por uma parede de vidro que também servia como porta. %Stephanie% sorri e concorda com a cabeça:
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  — Sim, gosto delas.
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  A mulher sorri e olha para o papel que pegou quando havia se sentado. Haviam algumas perguntas padrões para a garota:
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  — Tem alguma experiência com elas?
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  — Cresci num orfanato, a partir dos quinze anos somos responsáveis por cuidar das crianças menores, não haviam muitos adultos para cuidar do número de crianças que tinham lá.
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  — Você é órfã? — a mulher pergunta, desfazendo o seu sorriso. %Stephanie% não conseguia dizer se fora uma coisa boa ou ruim ter dito sobre sua falta de família.
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  — Sou — confirma firme. A mulher olha para a folha e pergunta:
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  — E trabalha? — %Stephanie% murmura um "sim". — Você está ciente de que este trabalho é integral, não é? E que por boa parte do tempo, estará na estrada com a banda de meu filho. — E aponta para os quatro, que a encaram curiosos.
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  — Estava escrito no panfleto. — Ela aponta para algumas amostras jogadas na mesa de centro.
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  — Como ficou sabendo dessa entrevista? — um homem que estava sentado ao lado da mulher lhe pergunta.
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  — Hum, minha colega de quarto da universidade me indicou. Disse que eu me identificaria porque mexia com crianças.
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  — De todas as idades? — o homem continua a perguntar. Ela concorda com a cabeça. — E qual a sua programação hoje?
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  — Hum, bom. — Cruza a perna. — Estou no penúltimo ano da faculdade, então as coisas ainda estão calmas, exceto quando chega o final do semestre e eu tenho que focar nos trabalhos e provas finais. Trabalho das duas da tarde até às onze da noite numa drogaria no centro.
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  — E o que você cursa? — a mulher pergunta.
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  — Farmácia. — Ela sorri.
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  — Qual o seu horário disponível? — ela continua perguntando. Ela era quem anotava todas as respostas de %Stephanie%, ou talvez marcasse alguma coisa que devesse perguntar. Olha para a garota, enquanto ela dizia:
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  — Tirando o horário de aula, que varia a cada dia, estou disponível.
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  — As crianças possuem um horário restrito com aulas individuais. E há a turnê.
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  %Stephanie% concorda com a cabeça. Isso era um problema, mas pelas expressões exaustas no rosto de todos presentes, eles poderiam estar dispostos a mudar algumas coisas para o horário dela. Só deveria saber como manusear até essa permissão se tornar oficial.
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  — Poderia escrever nesta folha como andam seus horários? — a mulher diz, estendendo um pedaço de papel. — Sem o seu trabalho.
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  Ou talvez não houvesse chance de ganhar a permissão.
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  Com um pequeno sorriso, %Stephanie% pegou o papel e a caneta que senhora %Merrick% entregou e escreveu apoiada no caderno de capa dura que lhe entregaram o horário de suas aulas. Enquanto escrevia, viu um hipopótamo roxo de pelúcia ser colocado em cima do papel. Olhou para o mesmo e então para a garotinha com os cabelos muito compridos e o dedo na boca que o segurava:
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  — Qual o nome dele? — %Stephanie% pergunta, parando de escrever.
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  — Hipo — a garota responde.
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  — E o que ele faz? — Encara a garotinha curiosa.
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  — Ele cuida de mim.
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  — É mesmo? E ele saberia me dizer o seu nome?
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  — Sim, ele sabe o nome de todo mundo! — Ela sorri, mostrando a banguela de seus dentes. — Ouve só! — E leva a pelúcia para mais próximo do ouvido de %Stephanie%, que se inclina para ouvi-lo, já que a menina era pequena demais para alcançá-la. Olha para a mulher que lhe entrevistava e que agora tinha um sorriso nos lábios e a vê dizer 'Sarah'.
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  — Uhum, entendi. Ele fala bastante, né? — %Stephanie% volta a olhar para a garota, que balança a cabeça confirmando.
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  — Às vezes ele não me deixa dormir de noite, eu tenho que tampar a boca dele pra dormir, senão mamãe brigava — ela dizia sem parar com sua voz finíssima.
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  — É, ele falou que seu nome é Sarah. E que você gosta de desenhar. E que ele vai com você para todo lugar.
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  — É verdade! É verdade! — Ela tira o dedo da boca com a animação. — Ele disse que eu gosto de enfeitar meu cabelo? Ele é grande, olha! — E se vira.
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  — Acho que ele se esqueceu, ele falou muita coisa. — %Stephanie% sorria. — Ele é grande mesmo, nossa! O meu é pequenininho perto do seu.
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  — O seu é bonito também. — Ela toca no cabelo da mais velha, que sorri. — Você deixa eu pentear ele?
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  — Claro. — %Stephanie% sorri. Os olhos da menina arregalam e ela abre um enorme sorriso.
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  — Cuida do Hipo! — ela diz e olha para a pelúcia, coloca o ouvido para perto dele e então concorda com a cabeça. — Ele disse que tudo bem ficar com você porque ele gostou de você.
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  — Olha só, muito obrigada, então. — %Stephanie% sorri e segura Hipo, vendo a garota sair correndo para o andar de cima.
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  Volta a atenção para a folha e continua a escrever os horários. Parava para pensar, e verificava se não havia nenhuma aula de apoio durante a semana que pudesse acrescentar. Pula ao ver um lagarto em sua frente.
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  — Vim ver se o Yuc gosta de você também — um garoto, muito maior do que Sarah diz, fazendo %Stephanie% olhar para ele. — Você gosta de lagartos?
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  — Nunca vi um de verdade, mas posso garantir que não gosto do que eles comem. — Ela coloca um dedo cuidadosamente no bicho, que não se mexe.
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  — Ele não morde mais. Comeu um pedaço de aço que o deixou banguela. Agora ele só come lesmas e minhocas.
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  — Mesmo? — Ela arregala os olhos.
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  — Você alimentaria ele enquanto eu estou na escola? — o garoto pergunta com os olhos interessados em uma resposta.
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  — Ah... ele come outra coisa sem ser insetos?
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  — O café da manhã dele é larva.
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  %Stephanie% se cala e o fica observando com a boca fechada. Olha para o lagarto que não se importava em estar onde estava, não se mexia.
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  — Ele é bem nutritivo, né? — ela comenta. O menino levanta os ombros. — Eu teria alguma outra opção?
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  — Podemos esconder ele na minha mochila e eu alimento ele na escola.
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  — Acho que sua professora surtaria.
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  — É. Ela gritou comigo da última vez. — Ele olha para o lado.
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  — Hum... Acho que... Bom. Não tenho escolha, né?
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  — Então você daria para ele?
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  — Não é como se eu tivesse que tocar nos insetos, não é?
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  — Não, é só deixar perto. Ele gosta de capturar.
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  — Vivos? — Ela faz uma careta. O menino concorda com a cabeça. Ela limpa a garganta. — B-bom...
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  — Com certeza Yuc pode esperar você voltar da escola para comer, não é, Alec? — a mulher diz, fazendo com que %Stephanie% se sentisse bem mais aliviada.
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  — Tudo bem, então você pode colocá-lo no sol? O médico dele disse que ele tem de ficar em um lugar com sol até às nove da manhã.
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  — Isso eu posso fazer. Como se pega ele?
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  — Assim. — O menino ensina, e ela tenta, percebendo que ele era mais pesado do que o normal. — Assim tá bom.
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  — Legal. — Ela sorri e o vê pegar o bicho de suas mãos, se virando para a família e dizendo.
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  — Ela é legal. — Aponta para a garota que levanta as sobrancelhas e olha para todos, voltando a escrever rapidamente antes que o bicho do garoto começasse a vomitar o café da manhã em cima dela.
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  Assim que conseguira terminar, entregou a folha de volta à mulher, que deu uma olhada por cima.
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  — É bem cheio.
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  — Meu curso é um tanto exigente... — ela diz sem graça.
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  — E como faz quando tem essas aulas de apoio?
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  — Hum, eu pego o plantão da farmácia. Fico até às 3 da manhã.
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  Ficam calados a olhando boquiabertos. Olham para uma garota que aparentava ter em torno de seus 15 anos e ela suspirou:
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  — Você gosta de fazer compras — afirma.
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  — Moderadamente, sim.
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  — Eu gostei do seu sapato.
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  — E eu das suas luzes. — Ela aponta para o cabelo da garota, que para e a olha séria.
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  — Mesmo?
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  — É, ficou bonito mesmo. Você quem fez?
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  — Foi. Usei...
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  — Leite, é eu sei. — %Stephanie% sorri. — Ficou mais bonito no seu cabelo do que no da minha amiga quando fomos tentar.
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  — Tem de usar o creme com base de chocolate para hidratar — ela diz agora interessada na conversa.
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  — Mesmo? Choco- Ah... sim. Queratina. Você é boa. — Ela aponta para a garota, que sorri.
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  — Posso fazer em você se quiser.
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  — Em mim? Acho que prefiro meu cabelo assim.
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  — E quanto você calça? Eu poderia usar os seus sapatos? Eles não me entendem, acham que eu tenho demais, mas é sério. O último que eu comprei foi há oito meses atrás.
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  — Está bem fora de moda — %Stephanie% diz compreensiva.
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  — Você é tão fashion, é sério! A sua escarfe é daquelas da Zara?
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  — Forever 21. Promoção. Pechincha. Dois por 30 dólares. — Ela aponta para a escarfe e o sapato de salto em seus pés. Viu os olhos da garota brilhar.
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  — Quero ela. — E aponta para a garota, que sorri, vendo Sarah escalar a poltrona para começar a pentear se cabelo.
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  — Acho que temos que dividir a poltrona, então? — diz para a menina, que fica em pé encostada no encosto da poltrona enquanto %Stephanie% via a garota mais velha falar animada com a família, que tentava acalmá-la.
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  — Tudo bem, tenho que falar. — Aquele que era a cara da mulher que lhe entrevistava desencostou do sofá e juntou as mãos, a encarando. — Olha só, estamos com um problema. Queremos você. Já deu para perceber que todos gostaram do seu perfil. Acontece que estamos em turnê este e o próximo ano inteiro. E eu preciso de alguém que fique um ano inteiro comigo e elas no ônibus. Ou no avião. Entende? Viajando o mundo.
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  %Stephanie% arregala os olhos com a sinceridade. Limpa a garganta e olha para o resto da família, que suplicava para que ela dissesse que não havia problema, mas havia problema.
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  — Bom, eu tenho a faculdade...
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  — Nós sabemos.
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  — E tem a escola das crianças, não é? — Olha para elas. Um dos amigos do tal %Zack% lhe cutuca.
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  — Bom... estávamos pensando em fazê-la ensinar elas, sabe? Compraríamos algumas apostilas para seguir e tudo mais.
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  — Vocês querem que eu pare a faculdade e tudo o que eu faço para me dedicar nesse trabalho de babá?
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  — Podemos te chamar de assessora pedagógica, se achar menos inferior — %Jack% diz e recebe um cutucão de %Rian% ao seu lado.
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  — Não é por nada — %Stephanie% diz. — Mas eu preciso me formar. Eu não posso ter um trabalho decente na minha área sem um diploma. E a faculdade é mesmo muito cara. Se eu sair e voltar, eu perco a minha bolsa integral. E isso é muito importante para mim, porque é uma universidade muito boa.
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  Todos ficam calados. Claro que entendiam o ponto de vista da garota.
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  — Você tem que cuidar da gente — a garota que gostava de moda diz, chamando atenção de %Stephanie%. — Eles não vão entrevistar mais ninguém. Se não for você, os advogados vão enviar a gente pro orfanato.
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  — Orfanato? — %Stephanie% se assusta com a ação repentina. — Por quê?
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  — Está nos documentos. — Ela levanta os ombros. — É sério. Você não pode deixar a gente assim na mão.
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  — Amy — a mulher que entrevistava diz séria. — Você pode fazer o que você quiser, %Stephanie%.
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  A garota engole seco e olha para as crianças.
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  — Sinto te dizer, mas precisamos de uma resposta agora. Os meninos saem em turnê daqui a uma semana e meia e nós temos de confirmar a compra das passagens e o espaço no ônibus — a moça diz calma, vendo %Stephanie% morder o lábio sem saber o que fazer. Antes mesmo de concluir qualquer pensamento, a mulher se mexe: — Ah, há também Ben. — Ela aponta para o bebê de quatro meses que voltava no colo de uma senhora bem vestida.
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  — Finalmente uma? — a mulher diz com a criança no colo. — Ela ficará com as crianças?
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  — Ainda não — a outra responde. — Ela está se decidindo.
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  — Podemos aumentar o salário para 4 mil. — A mulher com Ben no colo diz. — Precisamos de uma babá, %Zachary% não conseguirá cuidar delas e elas precisam ficar com ele por um ano. Você pode ver pelas peças lá fora que não tem sido fácil para nós conseguirmos alguém decente.
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  — E as crianças te adoraram — o homem que lhe fizera algumas perguntas antes disse.
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  %Stephanie% estava confusa. Não queria os deixar na mão, mas não podia desistir assim da faculdade. Ou podia? Se lembra dos comentários de alguns colegas de quarto no orfanato, falando que ela era muito certinha e que tudo o que ela fazia era minimamente pensado para que o futuro dela fosse previsível. Ela nunca correra risco nenhum e sempre fora a garota chatinha. Por isso os adultos gostavam dela e os jovens da idade dela não. Olha para o tal %Zack%, que a encarava ansioso junto com todos os outros da sala.
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  — Sabe, somos quatro marmanjos que gosta de andar pelado por aí — %Jack% diz. — Imagina como essas pobres crianças sairão depois de um ano com a gente...
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  — %Jack%. Não será assim que você a irá convencer de vir conosco — %Rian% diz.
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  — Nudez sempre é a solução — ele diz e olha para a garota. — E então? Você está considerando bem mais, não está?
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  — Claro. Porque meu hobby é ver homens pelados — %Stephanie% responde, o fazendo rir. Suspira. — Vocês precisam para agora, agora? A resposta?
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  — Agora imediatamente — a mulher diz.
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  — Se eu aceitasse... Quando eu começaria?
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  — Hoje.
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  — Hoje? — A menina se mexe na poltrona, sentindo a escova correr pelo seu cabelo com Sarah cantarolando para Hipo.
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  — Pagamos o mês integral, mesmo estando a uma semana dele acabar. Não nos importamos — a mulher com Ben no colo diz.
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  %Stephanie% suspira. Um ano. Um ano não programado. Sem programação. Sem saber o que virá. Olha para Ben, que mexia os bracinhos e ria ao ver a mulher lhe falar palavras em uma voz fina, típica para falar com bebês. %Stephanie% aperta os lábios e, mesmo com medo do que viria no dia seguinte, olha para a mulher que a entrevistava e diz:
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  — Tudo bem.
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Para ajudar.
Favorito: 24 anos.
Amy: 15 anos.
Alec: 11 anos.
Liam: 6 anos.
Egan: 6 anos.
Sarah: 3 anos.
Benjamin (Ben): 4 meses.


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