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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Babysitter

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 2

Tempo estimado de leitura: 7 minutos

  Nada demais acontecia naquela quinta-feira. Era dia de reabastecer o estoque para o final de semana que se aproximava e criar a lista para enviar às empresas que forneciam os medicamentos. Resumo: Dia chato.
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  Exceto pelo fato de ver uma de suas amigas adentrar correndo no local afobada e vermelha, gritando por seu nome:
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  — %Stephanie%! %Stephanie%! %Stephanie%! — a garota ouvia ser chamada pela amiga. Olha para o lado e levanta as sobrancelhas em surpresa, vendo Emma se aproximar. — Consegui uma entrevista de um emprego melhor pra você!
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  A garota nada diz. Olha para os lados e lentamente se dirige para mais longe da porta principal, onde havia alguns clientes que agora procuravam pela dona da voz estridente. Odiava chamar a atenção e isso era tudo o que Emma estava fazendo naquele momento. Olha para a amiga, que tinha suas bochechas muito vermelhas pela suposta corrida até a farmácia onde trabalhava. Sorri paciente depois de estarem no quarto com medicamentos de tarja preta:
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  — É mesmo, Emma? Aonde? — ela pergunta em uma falsa animação. Emma era uma ótima amiga, exceto quando cismava que achava empregos melhores para %Stephanie%. Nunca eram empregos melhores, mas %Stephanie% sempre se esforçava em ir para não magoar os sentimentos da melhor e única amiga. Via a animação em seus olhos, não podia desanimá-la com um desinteresse.
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  — É de babá. — Ela mostra o panfleto que segurava para a farmacista. Esta pega e levanta uma sobrancelha para a amiga antes mesmo de olhar o conteúdo. — Não me olhe com essa cara, esse emprego é diferente, é do All Time Low, sabe? Aquela banda-
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  — Eu estou vendo — a corta ao desistir de fazê-la lhe pedir desculpas por lhe oferecer um emprego inferior ao que ela estava, e ainda com tempo integral, como dizia no panfleto. A foto dos quatro integrantes estava estampada na folha inteira, praticamente. — Não sabia que aqueles marmanjos precisavam de babás para--
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  — Não, sua lerda! O %Zack%, sabe? — %Stephanie% concorda com a cabeça olhando para o indicado pelo longo dedo da amiga. — Então, ele precisa de uma babá para cuidar de seis crianças. Viu aí? Ele oferece moradia, carro para levar as crianças às obrigações diárias, alimentação e o pagamento mensal de três mil dólares.
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  %Stephanie% arregala os olhos e pisca-os milhares de vezes, tentando nutrir a informação. Não era tão mal quanto da última vez que Emma chegou com um panfleto. Admitia que quando ela chegava com jornais era bem pior. Com três mil dólares ela conseguiria pagar sua faculdade e ainda sobraria para depositar em sua conta bancária, começando a sua tão sonhada poupança. Sem perceber, começa a imaginar tudo o que faria com o dinheiro daqui a alguns anos, quando as crianças crescessem e não precisassem mais dela. Estava tão ausente do mundo que mal viu sua amiga lhe chamar, tendo esta que balançar os braços em sua frente para lhe tirar do transe:
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  — Só tem um problema — ela diz sem graça. %Stephanie% fica séria. Emma nunca falava sobre os poréns logo assim de cara. Se havia algum, talvez seja algo grave. — A entrevista é hoje.
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  — Hoje?! — quase grita, fazendo Emma balança a cabeça sem graça. — Mas hoje eu fico até mais tarde! — Olha para o calendário em seu relógio digital, que ganhou em um evento social que participou da universidade para ganhar horas extras. Amava usar relógios, odiava perder o tempo.
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  — Não dá pra você trocar com alguém? Cobra aquele favor do Aaron que ele te deve! É só duas horas e você volta! Vamos, eu te deixo de carro lá! — Ela já colocava a mão no avental da amiga, para tirá-lo e esta a encara ainda mais séria, a fazendo soltá-la.
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  — Você tentou fazer essa entrevista, não é? — %Stephanie% a olha desconfiada e a amiga encolhe os ombros.
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  — Culpada — apenas diz e a amiga balança a cabeça. — Você sabe que eu sou louca por aquela banda, mas você tinha que ver as outras meninas de candidatas, algumas até iam de minissaia! Tipo, sem nenhum perfil de babá, sabe? Teve uma que disse que odeia choro de bebês, fiquei sabendo.
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  %Stephanie% suspira. Ela amava bebês e crianças. Preferia eles aos adultos. Estava cursando o terceiro ano da faculdade. O meio dele. Faltavam apenas mais um ano e meio para ela se formar e finalmente tentar ganhar um emprego melhor. No momento, trabalhava numa drogaria. Era órfã de ambos os pais e crescera em um orfanato. Quando completara seus dezoito anos sem ser adotada, tivera de se virar para começar a trabalhar e pagar seus estudos e moradia, além da condução e alimentação. Com sorte, conseguira uma bolsa completa na faculdade, o que tivera a opção de usar a metade dele, e a outra metade pagar o quarto dentro do campus tendo que pagar apenas metade da mensalidade, que já não era barata. Ela era o tipo de garota que não gostava de chamar a atenção ou de ser o centro dela. Andava com as pessoas mais discretas possíveis e nunca, jamais aumentava o tom de voz.
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  Olha para Emma por mais um tempo e então abre a porta da sala, chamando Aaron. Diz que havia uma urgência na faculdade e que teria de se ausentar por algumas horas, mas que voltaria antes do fim da tarde. O homem concorda sem pestanejar, sabia da dívida que tinha com a garota e esse modo de pagamento não era assim tão mal. %Stephanie% fora então se trocar: Jeans skinny, uma blusinha de algodão branca sem manga e um salto. Gostava de se arrumar para si mesma sempre. Via as celebridades e gostava de sentir que se vestia tão bem quanto elas e sem gastar muito.
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  Meia hora depois estava na frente da porta da casa onde Emma havia feito a entrevista mais cedo. Podia ver que a amiga não estava mentindo e nem exagerando quanto a quantidade de meninas ali e a vulgaridade pulando sobre seus olhos. Desce do carro e olha para a amiga, que diz:
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  — Eu venho te buscar, é só me dar um toque.
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  — Obrigada — ela diz e vê a amiga dizer um 'boa sorte' e se afastar dentro do carro.
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  Olha para a porta da casa e as garotas que estavam em volta. Olha para o papel que a amiga havia lhe dado. "Falar com %Zack% %Merrick%". Ótimo. Corre os olhos e caminha até a garota mais próxima, que conversava com um grupo de amigas. — Com licença, existe alguma fila ou senha? — Vê as quatro garotas desviarem o olhar para si e a analisarem da cabeça aos pés, até que uma delas disse em sua voz fina:
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  — Não, uma mulher apenas sai e escolhe uma de nós para entrevistar. — %Stephanie% assente.
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  Olha para o sol que batia em todas e então para o relógio. Ela tinha horário, não podia se dar ao luxo de esperar a boa vontade do tal %Zack% %Merrick%. Estava decidida, se em uma hora ninguém lhe chamasse, iria embora.
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Para ajudar.
Favorito: 24 anos.
Amy: 15 anos.
Alec: 11 anos.
Liam: 6 anos.
Egan: 6 anos.
Sarah: 3 anos.
Benjamin (Ben): 4 meses.


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