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História NÃO RECOMENDADA PARA MENORES ou PESSOAS SENSÍVEIS.

Esta história pode conter descrições (explícitas) de sexo, violência; palavras de baixo calão, linguagem imprópria. PODE CONTER GATILHOS

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Babysitter

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 1

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  Terça-feira é considerada um dia qualquer na vida de qualquer ser humano com uma vida normal. Depois da segunda-feira, ninguém odeia, tampouco ama a terça porque ela não é o primeiro dia de uma longa semana, nem está perto do final de semana. Para um músico, terça-feira é como sábado. Difícil fazer show, fácil ter o dia livre.
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  Assim estava sendo para o All Time Low, que naquele dia estavam separados, cada um vivendo sua vida particular. Na verdade, aquela era uma das poucas vezes que os quatro se encontravam, de fato, separados, já que dia livre ou dia ocupado, os quatro amigos costumavam passá-los sempre juntos.
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  Na casa dos %Merrick%, a tensão e tristeza estava estampada no rosto de cada um dos familiares, que desta vez não se juntaram para assistir a estrela da família brilhar em cima do palco.
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  — Mãe, eu não posso ficar com eles! — %Zack% protestava no escritório de sua casa onde seus pais e os advogados da família estavam presentes tão sérios quanto ele. Se encontrava sentado na única poltrona dentro da sala, enquanto os outros se mantinham em pé ou sentados nas poucas cadeiras que havia no ambiente. Não era um lugar muito usado pelo dono da casa, tanto que ele diversas vezes pensou em transformar aquilo em um lugar mais útil, como, por exemplo, uma sala para deixar os presentes e cartas de suas fãs. Olhou para seus pais que estavam logo atrás de si sérios e visivelmente mais calmos que o filho, e disse: — Eu os adoro, de verdade, vocês sabem disso. Mas eu tenho uma vida! Eu tenho turnês, tenho eventos que me faz estar em dois cantos de um país em um dia; eu não posso ficar levando eles comigo para todos os lados sempre!
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  Houve um longo silêncio que o fez achar que havia convencido os pais de que ficar responsável por crianças naquele momento de sua vida não era uma boa ideia. Encarou-os ansioso para vê-los desviar seus olhares para os advogados presentes e dizer que não havia solução com relação a ele, mas, ao contrário disso, se mantiveram calados, aumentando os nervos de %Zack%.
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  — Isso é definitivamente um grande problema — um dos advogados finalmente quebra o silêncio, desviando a atenção de todos para si. Olha para os outros dois advogados que o acompanhavam e estes concordam de que deveria continuar falando. Torna a olhar para a família, abrindo uma pasta parda que havia em mãos, provavelmente com o testamento deixado: — Aqui diz que os seis têm de ficar com o senhor %Zachary% %Merrick%, caso contrário, todos serão levados para uma casa de adoção.
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  — Mas por que diabos eles serão levados para uma casa de adoção se eles têm uma família inteira pra cuidar deles? — %Zack% estende os braços apontando para fora do escritório, onde o resto da família aguardava a reunião dos três com os advogados. Estava nervoso, com sua paciência no limite.
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  Amava seu primo, mas ele deixara um grande problema em suas mãos. Os dois nunca falaram sobre o assunto, nem o primo avisara ou dera algum indício de que o colocaria como responsável. Talvez ele soubesse que %Zack% dissesse que não poderia por causa de sua vida. Talvez fosse por isso que o colocou sem seu consentimento.
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  %Zack% e Chuck eram os primos mais apegados que alguém poderia conhecer. Apesar da grande diferença de idade — dez anos — desde pequenos, os dois viviam juntos fazendo tudo o que podiam fazer. Logo que cresceram, %Zack%, aos quinze anos, começou sua carreira no All Time Low e Chuck, com vinte e cinco, se dedicava ao trabalho como corretor de imóveis. %Zack% aproveitava a vida de solteiro com diversas garotas de milhares de lugares diferentes, enquanto Chuck lidava com a responsabilidade de ter engravidado sua namorada quando ainda tinha 19 anos, situação essa que não fora um grande pesar, uma vez que todos sabiam que os dois eram feitos um para o outro. Quatro anos depois do nascimento da primeira filha, quando Chuck tinha vinte e três e %Zack% treze, o segundo filho do primo de %Zack% viera. E então, cinco anos depois deste, vieram os gêmeos. %Zack% já estava acostumado a ser chamado de tio desde seus nove anos de idade, quando a filha mais velha de Chuck — Amy — aprendera a falar antes mesmo de completar seus dois anos. Três anos depois do nascimento dos gêmeos, %Zack% estava com 21 anos e percorrendo os Estados Unidos inteiro, e Chuck com 31, encarando a quarta neném. E quatro meses atrás, quando Chuck estava com 34 anos e %Zack% com 24, veio a última criança do casal. E não era porque eles queriam parar. O destino decidira pará-los por eles. Chuck e a mulher sofreram um acidente de carro numa noite chuvosa, quando voltavam de um encontro de casais que costumavam fazer em mês alternados. Acidente este que lhes custara suas vidas.
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  Haviam preparado um único testamento — paranoia da mulher —, deixando todos os seus pertences a %Zack%, inclusive os seis filhos. E não citaram mais nada. Nenhuma pessoa para ajudar da família %Merrick%, nem da família da mulher. O caso havia causado um grande desentendimento por parte de ambas as famílias, as da mulher de Chuck, por saberem que %Zack% era um artista e não tinha tempo e nem cabeça para educar seis crianças que precisam de atenção. E a família do próprio Chuck, por não poderem ajudar %Zack% em nada.
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  %Zack% em si ficara louco. Seus pais, ao perceberem que o filho estava começando a se cegar com a raiva, se entreolharam e decidiram que agora era o momento para tomarem alguma atitude:
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  — Os senhores se importam de eu e meu marido conversarmos com nosso filho? — ouviu a mãe dizer em seu sempre tom calmo e tratou de fechar os olhos. Era óbvio que ela iria dizer algo para manter as crianças com ele, amava-os tanto quanto o filho, mas ele não via uma maneira disso acontecer. Não enquanto sua vida se resumisse a turnês e vida na estrada.
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  Assim que os advogados e escrivão saíram de dentro da sala de escritório, os pais se puseram a sentar nas cadeiras onde dois dos três advogados estavam, de frente para %Zack% e a mãe dele começa a falar:
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  — Filho, você é a última esperança deles terem uma família normal... — %Zack% logo a corta:
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  — Mãe, não interprete como se eu não quisesse ficar com eles. Eu quero, mas não posso, entende? Há uma grande diferença nisso. Eles são pequenos demais e eu não poderia deixá-los sozinhos, muito menos levá-los comigo em uma turnê! Imagina como eu cuidaria de Sarah e Benjamin, enquanto milhares de garotas estivessem berrando meu nome? Ou o que eu faria se no meio de uma entrevista, Liam começasse a chorar? Ou quando Amy estiver de TPM e estivermos no meio do nada dentro do ônibus- nem há espaço para todos eles no ônibus! Não há ônibus de turnê com berços ou cerquinhas para deixá-los brincando seguros.
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  Os pais não o respondem. %Zack% tinha razão. O ambiente que ele vivia não era apropriado para seis crianças crescerem. Se encostam nas cadeiras pensativos. O filho não gosta quando vê seus pais se entreolharem, como se estivessem pensando em uma solução. Solução esta que não demora a chegar:
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  — E se você contratar uma babá? Uma que não ligasse para o fato de você ser famoso ou da sua banda ser famosa, e só se importasse em cuidar das crianças? — o pai que até então estava calado, abre a boca. Sua mulher lhe encara com uma careta:
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  — Querido, você sabe a fama das crianças com as babás. — Ela pousa sua mão no ombro do marido, como se estivesse o consolando. Ele não desiste:
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  — Tudo bem, eles não gostam das babás velhas e chatas, mas e se %Zack% achar uma que seja nova, da idade dele, mais ou menos? Com certeza há no mundo uma pessoa que consiga ser assim. Jovem e despreocupada com fama e dinheiro. Não é como se fosse um absurdo, vamos lá... — ele diz ao ver as caretas dos dois que ouviam. — Ainda existem garotas assim no mundo.
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  — Vamos ter que abrir uma vaga mundial — %Zack% resmunga. Ao ver o olhar do pai em si, respira fundo. — Não sei se é uma boa ideia. Ben acabou de nascer, precisa de-
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  — Eu acho que se for uma opção, você deve aceitar, %Zack% — a mãe o corta, visivelmente mais animada. Olha para o marido que concorda com a cabeça com um sorriso nos lábios. — Chuck deixou dinheiro o suficiente para pagar uma babá mensal. Você ainda receberá o dinheiro da casa e da indenização dos dois, a família deles já disse que não se importa se você ficar com isso, não é? — Ela e o marido trocam olhares mais uma vez. — Pelo menos as crianças ficarão juntas.
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  %Zack% passa a mão pelo rosto e respira fundo. Em que encrenca estava se metendo?
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Para ajudar.
Favorito: 24 anos.
Amy: 15 anos.
Alec: 11 anos.
Liam: 6 anos.
Egan: 6 anos.
Sarah: 3 anos.
Benjamin (Ben): 4 meses.


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