Capítulo 7 • O Conto de Kepri e Ahmira - Parte I
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"Três pessoas só podem guardar um segredo se uma delas estiver morta"
Algumas garotas sabem a melodia suave das letras umas das outras. Algumas garotas realmente são boas. Entretanto, não devemos confiar em todos, nem mesmo em garotos. Naquela época, a época de Enoque, filho de Jered, filho de Mahalaliel, existiam duas garotas. Elas ainda eram crianças quando se conheceram, mas seus destinos estavam selados... E essa é a história dos que honram a Deus e são honrados e aqueles que desonram Deus e são desprezados. Mas também é a história daqueles que fazem coisas boas e são recompensadas e quem não faz e são esquecidas. E estes eram seus nomes....
— Ahmira — disse Kepri timidamente. — Não sabia que você estava no templo.
— Vim adorar nosso Deus aqui — disse Ahmira.
— Que bom que veio — disse Kepri.
— Aqui vocês aprenderão que o maior de todos os deuses é o Deus invisível! Busquem-no de todo coração e o terão. Mas saibam que a bondade é essencial.
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— Eridu foi uma das primeiras e mais importantes cidades da civilização suméria, considerada a primeira cidade criada pelos deuses na Suméria antiga, e um centro religioso fundamental dedicado ao deus Enki — começou o professor de Suméria do acampamento.
— Tutor — chamou Kepri. — O culto ao deus Enki é o mesmo culto aos deuses sumerianos? — perguntou.
— Isso, Kepri! — disse o tutor.
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— Oi, Kepri, certo? — perguntou um garoto de cabelos negros.
— Eu sou o Teseu, é bom conhece-la.
Kepri sorriu aceitando o aperto de mão de Teseu.
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— Pai! — chamou Kepri, ao pai, Rashujal.
— Sim, filha — respondeu o homem.
— Pode me contar por que nosso povo não busca mais o Deus de nossos antepassados, alguns dias atrás uma garota me chamou de egoísta por buscar nosso antigo Deus.
— É uma situação complexa, minha filha — disse Rashujal. — Mas é como se para eles Deus tivesse te abandonado, porquanto, não te aconselho a busca-lo. Não porque não deva, mas porque dentre nossa família sempre há aqueles que o irão negar. E você não quer estar no meio disso.
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— Kepri! — chamou uma garota. Ela tinha um vestido vermelho, cabelos negros, baixa e usava algo engraçado.
— Sim, Delat? — perguntou Kepri. — Precisa de algo? — perguntou.
— Eu estou em dúvida sobre meu relacionamento com o Ignacius — disse a garota.
— Com aquele garoto legal da aula de deuses? — perguntou Kepri.
— Esse mesmo — respondeu Delat.
— Ele parece legal, e se você tentasse algo com ele, vocês podiam dar certo juntos — disse Kepri.
— Eu não sei — respondeu Delat. — E se ele se cansar de mim! Ele é um ótimo amigo...
— E pode se tornar um ótimo namorado, não custa tentar Delat
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— Então, estamos oficialmente saindo juntos? — perguntou Kepri timidamente ao jovem Teseu.
— Parece que sim. — Teseu sorriu dando um respeitoso beijo no rosto de Kepri.
Kepri e Teseu chegaram a uma loja de doces, onde Teseu comprou um doce para Kepri. Kepri sorriu. Teseu e Kepri rapidamente desenvolviam uma relação, até que Teseu se inclinou num dia qualquer, selando os lábios nos de Kepri. A garota ficou surpresa, afinal aquele seria o seu primeiro beijo. Teseu se aproximou levemente de Kepri, selando seus lábios nos dela. O beijo era gentil, mas apaixonado. Teseu aprofundou o beijo e Kepri deu espaço para que ele continuasse o beijo. Eles se separaram do beijo, após alguns minutos.
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— Então, como foi? — perguntou Asdina à amiga.
— Foi ótimo, mais do que eu poderia esperar. Mas eu não sei se é certo.
— Filha, onde esteve? — perguntou Rashujal a filha, Kepri.
— Eu fui ver o mercado dos doces pai, sabe como era bom — disse Kepri.
— Está bem! Não faça isso muitas vezes! — disse Rashujal. — Sua mãe fica preocupada!
— Certo, pai! — respondeu a garota.
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— Então, deu certo, Delat? — perguntou Kepri.
— Sim, meu relacionamento com Ignacius está melhor que nunca! — disse Delat agradecida a amiga.