As Rainhas e Princesas de Aragão - Parte 2


Escrita porDaysys
Revisada por Lelen


Capítulo 13 • Capítulo Especial

Tempo estimado de leitura: 8 minutos

  Ele era o vilão dessa história. Ele sabia disso. Ele sabia que estava tudo contra ele. Afinal ele era o covarde, não era? A pessoa que sempre tinha medo, a pessoa que sempre buscou ser boa. Alguém que sabia o fardo de ser solitário. Alguém com a fama de ser um anjo. De ser manso e gentil, embora um pouco explosivo. A culpa não era totalmente dele, mas fizeram parecer.
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  Então ele foi ao mercado de um dos reinos do Sul, fez um bom negócio, mas a que preço, foi só chegar em seu reino, que tudo se despedaçou. Ele sabia o destino que teria. Escolheram causar a morte dele por dentro, tentaram fazê-lo de vilão, mas ele sumiria assim do nada. Sem nenhuma surpresa para preparar, afinal ele era o vilão, não era? O esperado de um vilão não é exatamente causar o caos? Era isso que ele devia fazer. Então ele reuniu toda sua coragem. Se banhou, aquele era o banho mais quente de sua vida. O banho que ele sentia sobre as chamas da água quente, quase queimando sua pele. Mas ainda assim, ele continuava o banho como se estivesse se despedindo.
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  Ele se olhou mais uma vez no espelho, vendo o jovem feio e covarde que ele era. Por fim, lançou um sorriso para si mesmo e começou a traçar seu plano. Sorriu, um sorriso divertido e teatral, e se preparou para seu dia no fim do ano, seu aniversário. Sabia exatamente o que aconteceria ali. Ele merecia e ele sabia disso. Mas ele estava decidido a continuar em sua vaidade. Recitou o feitiço naquele dia, um feitiço das sagradas famílias bruxas puro-sangue e por fim, criou a maldição. O sacrifício. O sacrifício era se esquecer da única pessoa que o amou e ele amou de volta. Seu pai.
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  Ele deu um suspiro triste. Começou a juntar os ingredientes, mexeu no caldeirão, colocando cada tempero, sentindo o aroma da poção e por fim bebeu um pouco e a jogou no chão, dos altos ele ouviu um som metálico falar: “Vocês não pensaram que eu iria embora sem uma despedida, não é? Eu não poderia... espero que gostem da surpresa” e sem mais nós, o mundo pareceu dividir-se. O sacrifício que ele deixara fez o céu estremecer e assim, o mundo mudar. Pessoas morreram, o mundo mudou, eventos, assim como datas, também mudaram e assim um novo ciclo se iniciou.
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*****

  Orlando foi o filho mais velho e herdeiro de Carlos VIII da França e Ana da Bretanha. A rainha entrou em trabalho de parto na noite de 10 de outubro de 1492 e foi rapidamente atendida pelos médicos e parteiras da realeza. Seu marido estava com ela, que para grande aborrecimento daqueles que o cercavam, logo perdeu a calma devido à ansiedade. No entanto, tudo correu bem, e às 4 horas da manhã, a Rainha deu à luz um menino robusto e bem formado que era automaticamente delfim da França. O delfim foi imediatamente objeto de controvérsia por causa da escolha de seu nome.
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  Finalmente, após três dias de disputa, chegou-se a um acordo: o delfim se chamaria Charles Orland em francês e Orlandus Carolus em latim. Filho primogênito de Carlos VIII e Ana da Bretanha, nasceu no ano de 1492, sendo coroado delfim da França. Foi educado na corte francesa, sendo ensinado por seus predecessores, mas às vezes era tratado como uma criança desprezada, aquele que ninguém gostava, embora tivesse muitos amigos devido a sua fama.
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  Orlando crescia, apesar de doente, conseguiu sobreviver a fase adulta. Seu padrasto, Luís XII não teve mais filhos com a mãe, Ana da Bretanha, após a morte do pai, Carlos VIII. Então começou a planejar casamentos para o jovem. A candidata ideal era uma jovem chamada Francisca. Ela vinha da corte portuguesa e assim teve seu casamento com Orlando. Mas Orlando se sentia atraído por rapazes e o casamento entre eles era meramente político. Mas com o passar do tempo, ela deu à luz duas filhas. Em 1520 a primeira filha, %Claudia% da França, e a segunda, Renata, em 1525. Dez anos antes, em 1515, Orlando se tornou rei da França tendo Francisca como sua consorte. E assim, com 13 anos, antes de se casar com Francisca, Orlando foi coroado rei da França. Com isso, destinos começaram a ser moldados... O que ninguém sabia era que tudo mudaria como um efeito borboleta...
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  Cláudia nasceu em 13 de outubro de 1525, em Romorantin-Lanthenay, sendo a filha mais velha do rei Orlando da França e Francisca de Portugal. Cláudia foi batizada em homenagem a Cláudio de Besançon, um abade do século VII, cujo nome sua avó havia invocado em peregrinação na esperança de um parto seguro de uma criança viva. Nascida numa era onde o mundo começava a ser moldado como por exemplo o casamento entre reis e rainhas europeus.
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  Nascida em 1525, assim que nasceu, seu pai, Orlando, cogitou casa-la com o filho de Carlos V da Espanha, Filipe II, o filho que ele teve com %Isabelle% de Portugal. O casamento chegou a ser cogitado quando %Claudia% fez um ano, mas o pai, Orlando, optou por lembrar do avô e decidir o noivado de %Claudia% com seu primo, Francisco de Angouleme. 
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  Francisco nasceu em 12 de setembro de 1494 no Castelo de Cognac, na cidade de Cognac, que naquela época ficava na província de Saintonge, parte do Ducado da Aquitânia. Hoje a cidade fica no departamento de Carântono. Francisco era o único filho de Carlos de Orleães-Angolema, e Luísa de Saboia, Duquesa de Némours e bisneto do rei Carlos V da França. Não se esperava que sua família herdasse o trono, pois seu primo em terceiro grau, rei Carlos VIII, ainda era jovem na época de seu nascimento, mas agora, ele estava noivo de %Claudia%.
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  O noivado começou a ser firmado quando %Claudia%, com seus 4 anos, foi prometida a Francisco em 1529, quando Francisco tinha 34 anos e %Claudia% apenas quatro. %Claudia% continuou herdeira do trono, já que ela e sua irmã mais nova eram as únicas filhas de Orlando e Francisca. %Claudia% cresceu em meio ao catolicismo de sua igreja, sempre estudando. Em 1530, morreu sua mãe Francisca. O rei Orlando então decidiu aproximar o casamento de %Claudia% e Francisco. Os dois ficaram noivos em 1532, oficialmente quando %Claudia% fez 6 anos e Francisco, 36.
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  Agora, com seus 13 anos em 1538, %Claudia% estava em seu quarto lendo a bíblia. Gostava de ler os salmos ou passagens bíblicas. Ela se sentia à vontade assim. Seu pai não era muito presente em sua vida, mas ainda assim, %Claudia% saiu do quarto e foi para a sala do trono, onde o pai já a aguardava.
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  — %Claudia%! — chamou o pai. — Te chamei para que você visse esse retrato, é do príncipe Francisco de Angouleme. Ele será seu futuro noivo — disse Orlando a filha. — Esse casamento vai ser bom para você.
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  — Mas pai, ele tem o dobro da minha idade — disse %Claudia%.
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  — Isso não importa, filha, o que importa é que esteja arranjada. Não sou tão novo como antes e você precisa de um marido que possa governar a França com você — disse Orlando.
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  — Tudo bem, pai, se essa é sua vontade.
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  — É o melhor para a França — disse Orlando.
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*****

  Em 1538, %Claudia% começava a se preparar para seu casamento com o homem Francisco I da França. Em meio a isso, morria a mãe de Filipe II da Espanha, a rainha de Castela, %Isabelle% de Castela. Começava-se a planejar o casamento de Filipe com sua prima, %Maria% Manuela de Portugal. Enquanto isso, %Claudia%, na França, se mostrava hesitante em se casar com Francisco de Angouleme, mas sabia que era a alternativa certa, o que faria o pai feliz. E ela sempre quis ver o pai feliz. %Claudia% fez suas orações matinais na capela, depois foi para suas atividades de princesa e por fim, durante a noite, foi dormir, sonhando com um novo destino... um destino que a fizesse feliz...
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