Capítulo 9 • A Feia Mais Bela
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Para %Isabel% de Hasburgo ainda era difícil acostumar à vida de futura rainha da Dinamarca. As aulas que tivera em Castela foram importantes, mas não ao ponto de ela agora ocupar o trono de futura rainha da Dinamarca. %Isabel% estava ansiosa para mostrar que era mais do que aparentava. Ajeitou seu vestido amarelo e caminhou sorrindo até seu novo marido. Eles haviam acabado de se casar. A relação conjugal estava começando naquele dia. Com um sorriso maroto, %Isabel% se preparava para a noite de núpcias. Quando a noite chegou, %Isabel% estava em seu quarto, com seu vestido amarelo e em seguida, esperou o novo marido.
— Olá, minha nova rainha — disse Cristiano II da Dinamarca.
— Olá, meu belo sol — disse %Isabel% com um sorriso maroto nos lábios. — Que tal irmos para a nossa noite.
— Você é sempre tão animada assim? — perguntou Cristiano.
— Estou tentando ser — disse %Isabel% animada, aproximando seus lábios aos de Cristiano, que mesmo surpreso, não fez nenhum gesto de empecilho. Ele correspondeu ao beijo, seus lábios roçando um no outro, as línguas se entrelaçando uma na outra. %Isabel% deitou-se na cama fazendo um sinal para que Cristiano a acompanhasse. E assim ele o fez.
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%Claudia% da França estava sorridente. Havia dado à luz sua primeira filha com Francisco I da França. Luisa. Uma linda menininha. Esperava dar à luz mais filhos a ele, pois sempre sonhara em ser mãe. %Claudia% naquele momento estava ajudando Francisco a resolver assuntos do reino. Francisco e %Claudia% compartilhavam alguns momentos profundos. Francisco estava começando a se acostumar com a presença de %Claudia%, que se se revelou uma jovem princesa que parecia ter uma grande sabedoria. Enquanto isso, no berçário, a pequena Luisa era cuidada no palácio real.
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Portugal, 1514
— João, qual seu problema comigo? — perguntou %Isabelle% de Portugal, após ouvir o irmão João falar algo que ela não gostara. — Não me vê como irmã?
— Não é nada de errado contra você, %Isabelle%, eu só.. — começou João. — Eu só gosto de aprontar individualmente.
Conforme João dizia aquelas palavras, %Isabelle% sentia algo, a dor da rejeição. Triste, foi brincar no palácio com suas bonecas de cera. Começou-se a perguntar se algum dia seria amada. As outras crianças do castelo riam e se divertiam, então por uma besteira, ela decidiu aprontar. Escreveu uma carta a Francisco I da França:
“Caríssimo rei da França, sei que és casado, mas se um dia precisares de uma companhia melhor que sua esposa, estou à sua disposição. Eu sou uma princesa, a princesa de Portugal, e se precisar de uma aliança diplomática um dia, estarei aqui para responder-lhe.” *********
Na França, Francisco lia a carta sem deixar de ter um sorriso nos lábios. Ele tinha uma esposa, %Claudia%, mas ela não o satisfazia totalmente, embora fosse uma ótima esposa e tivesse lhe dado uma filha, a pequena Luisa. Por cuidado decidiu não responder, pois quem sabe um dia pudesse se casar com alguém de outro país que lhe satisfizesse seus desejos.
— Que carta foi essa, meu marido? — perguntou %Claudia%.
— Apenas uma carta que um conde enviou a minha mãe, vou mandar entregar a ela — disse ele.
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INGLATERRA
— %Catarina%, você até agora você não me deu nenhum filho homem, só herdeiros que nascem mortos — disse Henrique VIII.
%Catarina% de Aragão suspirou tristemente. Sabia que o destino parecia não ir a seu favor, mas esperava que pelo menos pudesse dar ao marido um filho, ela devia isso a promessa que fez a mãe, a antiga rainha de Castela.
— Eu sei, meu marido, mas devemos continuar tentando.
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Após algumas semanas, Francisco I da França decidiu se unir mais uma vez à sua esposa, %Claudia%. Os dois tinham uma filha, mas os nobres estavam querendo que Francisco tivesse um filho homem com a rainha, para herdar o reino francês. Francisco tinha apenas 18 anos, enquanto %Claudia% faria 14. Mas Francisco estava decidido, teria um filho com %Claudia% novamente. Entrou no quarto real, com seu charme irresistível, e pôs sua mão delicadamente nas mãos de %Claudia%.
— Minha rainha, chegou a hora de termos mais um herdeiro. Dessa vez um menino que possa ser um irmão para Luisa — disse Francisco.
— Se isso te faz feliz — disse %Claudia%, assentindo com um sorriso sereno.
Francisco se deitou sobre %Claudia%, seu corpo alto e atlético sobre o dela, a puxando para um beijo. Ele começou a beija-la suavemente. Ele pede passagem com a língua e %Claudia% cede, deixando que Francisco aprofunde o beijo. Ele a deposita na cama, começando a entrar a ela, por debaixo do vestido dela, começando a penetra-la.
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VERÃO DE 1515, INGLATERRA
— Grávida! — disse Henrique VIII. — Essa é uma ótima notícia, minha rainha — disse a esposa, %Catarina% de Aragão.
Ele beijou a esposa delicadamente, se sentindo grato por ter uma esposa que lhe daria seu primeiro filho de verdade.
— Soube que minha sobrinha, %Isabel%, se casou — disse %Catarina%. — Com Cristiano II da Dinamarca, mas eles ainda não tiveram filhos.
— Isso é uma vantagem — disse Henrique VIII acariciando a barriga da esposa.
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No dia seguinte, Francisco I da França seguiu para resolver assuntos do reino, deixando a jovem Cláudia da França pensativa. Será que para Francisco ela era apenas um negócio a se remediar? Era isso que ela se perguntava. Sabia que tinha dado a ele uma filha, mas agora se ele não tivesse um herdeiro masculino, isso poderia acarretar em problemas. Foi até o berço real, observando a pequena Luisa que parecia um bebê forte.
— Minha filha, és tão preciosa — disse %Claudia%.
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1516, INGLATERRA
— Força, senhora — disse Maria Bolena enquanto segurava as mãos da jovem %Catarina% de Aragão, que estava prestes a dar à luz seu primogênito com Henrique VIII.
A lua chegava e com ela %Catarina%, com muita dor, dera à luz uma menina:
— Seu nome será Maria Mary Tudor — disse %Catarina% sorridente.
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— Esperando mais uma criança? — perguntou Francisco a %Claudia% de forma alegre. — Isso é uma ótima notícia meu amor — disse Francisco.
— Espero que seja um menino, para nos ajudar com o reino — disse %Claudia% sorridente.
— Não precisa se preocupar com isso por enquanto, esposa — disse Francisco.
Com o passar dos dias, a barriga de %Claudia% começava a crescer.
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PORTUGAL
— Eles estão brigando de novo? — perguntou %Isabelle% ao irmão João, ao ver os pais, %Maria% e Manuel, brigando mais uma vez.
— Eles sempre são assim. A mãe quer nos casar com reis e rainhas, mas nosso pai é mais pragmático, mas não precisamos nos preocupar com isso por enquanto — disse João de Portugal para a irmã mais nova.
— Um dia, eu vou me casar com Francisco I da França, você vai ver — disse %Isabelle%.
— Mas ele já é casado — comentou João com um sorriso divertido.
— Eu não sou ciumenta — retrucou %Isabelle% piscando para o irmão, compartilhando ali momentos da infância.