As Rainhas e Princesas de Aragão - Parte 1


Escrita porDaysys
Revisada por Lelen


Capitulo 8 • Asi Sera

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  “Desejos. Se as pessoas soubessem o custo deles. Assim como o desejo, a arrogância se conquista, ao invés de se deter”
  %Claudia% da França

  “Às vezes acho que fui criada para ser uma garota pensante. Mas será que eu sou?”
  %Isabel% da Áustria

  “Será que as pessoas entendem o que é sentir? Será que entendem...? Talvez seja hora de contar minha história. “
  Mistério.

****

  “Por anos eu tentei me esconder. Por anos me perguntei o que me tornou quem sou. Por anos, eu tentei ser eu... Mas eles não deixaram. Eles queriam regras, queriam que eu fosse como eles. Queriam que eu me submetesse, mas por que é tão difícil assim entender, eu não quero ter de me submeter. E não vou. Eu vou contar a minha história como ela é. Para que meus descendentes não se privem do que eu sou. Do que eu fui e ainda do que haverei de ser.”
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  FRANÇA, 1514

  Senti-me pôr os pés por dentro do castelo onde eu nasci. Agora como rainha. É irônico pensar que a garota desprezada, a falada %Claudia% da França, agora se tornaria rainha ao lado de seu marido, Francisco I da França. Mas era para isso que eu servia, não era? Apenas uma consorte, devido a lei sálica. Mas não, eu não sou como as pessoas vão me pintar. Apesar de eu ser desprezada, eu sou querida por mim mesma e agora pelo meu marido. Juntos, temos um país para governar.
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  Estou esperando meu primeiro filho que espero ser um menino, mas uma criança chamada Nostradamus profetizou que eu teria algumas meninas antes de vir o filho homem! Então, eu realmente acreditei nele. Eu sei que meu povo não gosta de quem eu era, mas quem eu sou agora, eles vão gostar. Carrego dentro de mim a serenidade que devo ter. Carrego dentro de mim algo que nem sei explicar. Tudo nesta vida tem um preço e talvez eu já tenha pagado o meu.
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  — Como se sente, rainha? — perguntou uma das minhas damas de companhia, Ana Bolena.
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  — Estou bem, só um pouco cansada — respondi.
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  — É natural, essa barriga já está grande — disse Ana.
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  — Você sabe onde está meu marido? — perguntei a minha dama. — Eu estou procurando-o, ele deve estar tão ansioso para ver essa criança nascer quanto eu — digo.
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  — Ele está na sala do trono resolvendo assuntos do reino — respondeu Bolena.
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  — Então eu vou lá, vou ajuda-lo a resolver. Ele não precisa fazer isso sozinho.
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  — Mas senhora.. — respondeu Ana, mas eu entrei na porta do trono, mesmo sem ser anunciada...
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  DINAMARCA, 1514

  A luz suave da manhã filtrava-se pelas janelas do palácio, dançando sobre os rostos expectantes dos nobres que se aglomeravam no salão principal. %Isabel% de Hasburgo da Áustria, com seus treze anos e a graça inocente de uma menina que se tornava mulher, olhava pela janela com um misto de ansiedade e excitação. A ideia de se casar com Cristiano da Dinamarca a deixava intrigada, especialmente porque ele era um homem de proezas reconhecidas e de uma dignidade que inspirava respeito. Mas havia também uma sombra de incerteza que a acompanhava.
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   — %Isabel%, você está tão pensativa! — exclamou sua irmã, %Catarina% da Áustria, entrando no quarto com um vestido esvoaçante. — O que se passa em sua mente? Está preocupada com o casamento?
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  %Isabel% virou-se, um leve rubor colorindo suas bochechas.
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  — Não é o casamento que me preocupa, %Catarina%. É o novo mundo que me espera. Cristiano é um homem bom, mas ele é tão... distante.
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  %Catarina% se aproximou e segurou a mão de %Isabel%, dando-lhe um sorriso compreensivo.
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  — Ele pode ser distante, mas isso não significa que não se importa com você. É um príncipe, %Isabel%. Os príncipes têm responsabilidades e uma vida cheia de deveres. No entanto, existem maneiras de conquistar o coração dele.
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  — Como assim? — perguntou %Isabel%, com curiosidade. 
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  — Mostre a ele a menina forte que você é. Demonstre seu valor, sua inteligência. O amor pode florescer onde menos se espera — sugeriu %Catarina%, com um brilho nos olhos. 
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  %Isabel% ponderou sobre as palavras da irmã. Um amor que poderia surgir a partir de um arranjo político era uma ideia tanto encantadora quanto assustadora, mas ela sentia que precisava de mais do que uma simples obrigação matrimonial. Se seu caminho estava traçado, então, ao menos, ela faria valer a pena.
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  Naquela tarde, enquanto os preparativos para o casamento avançavam e os convidados começavam a chegar, %Isabel% foi apresentada a Cristiano pela primeira vez. Ele era um homem de porte majestoso, com uma presença que preenchia o ambiente. Era difícil não sentir um arrepio ao olhar nos olhos dele, que eram de um azul profundo como o mar. 
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  — Princesa %Isabel% — começou Cristiano, com um sorriso cortês. — É uma honra conhecê-la. Estou ansioso para iniciar esta nova jornada ao seu lado.
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  — Eu também, Sua Alteza — respondeu %Isabel%, tentando esconder a timidez em sua voz. — Espero que possamos compartilhar momentos felizes juntos.
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  Cristiano inclinou a cabeça, seu olhar avaliando a jovem diante dele.
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  — A felicidade que procuramos depende de nós. Prometo fazer o possível para que você se sinta em casa na Dinamarca.
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  %Isabel% sentiu uma centelha de esperança. Talvez, apenas talvez, aquele casamento pudesse se transformar em algo mais do que um mero arranjo, mas sim numa parceria que a levaria a descobrir não só o amor, mas também a força que havia dentro de si.
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*****

  INGLATERRA, 1514

  — Mais um filho perdido, %Catarina%? — perguntou Henrique VIII da Inglaterra para a esposa %Catarina% de Aragão. %Catarina% era uma das filhas restantes da primeira rainha de Castela, %Isabel1% I de Castela e Fernando de Aragão. Agora, %Catarina% havia perdido mais um filho. Henrique VIII demonstrava ser um marido paciente, mas o fato de a esposa estar perdendo filhos não o deixava muito feliz. Ele precisava de herdeiros, mas não tinha nenhum. Até estava cogitando arrumar alguma amante que pudesse lhe dar o herdeiro que tanto queria e precisava.
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  — Eu vou te dar um filho, Henrique, eu te prometo — disse %Catarina%.
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  PORTUGAL, 1514

  — João, devolve meu brinquedo — pediu %Isabelle% de Portugal, uma menininha de cabelos negros, olhos da mesma cor e alta demais para sua idade.
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  — Mas... — respondeu o menino com um sorriso travesso.
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  — Agora — disse %Isabelle% ameaçando chorar.
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  — Tudo bem, aqui está — disse João.
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  — Obrigada, meu irmão — disse %Isabelle% agradecida, com um sorriso tímido.
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  João apenas revirou os olhos, a irmã sabia ser legal às vezes, mas era um tanto quanto dramática e infantil às vezes, mesmo tendo 10 anos. %Isabelle% saiu saltitante e alegre, indo brincar com seus brinquedos, sem imaginar que mais pela frente se tornaria como seus brinquedos, uma peça nos próprios interesses reais.
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  Enquanto isso, sua mãe, a rainha de Portugal, %Maria%, esperava um filho, que quando nascesse viria a se chamar de Duarte I.
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  FRANÇA

  %Claudia% estava diante do rei, estava na sala do trono, ajudando seu marido, o rei Francisco I, a resolver os assuntos do reino. Francisco I parecia satisfeito pelo empenho de %Claudia% em conduzir o reinado, mas também queria ele mesmo ter o direito de mandar em tudo no trono. Mas %Claudia% queria participar e não deixar o marido sozinho nisso. Foi nesse momento que ela percebeu... em um instante quase monumental, sentiu algo forte, as primeiras contrações virem. E de repente se viu com dor. Entre lágrimas, as parteiras a levaram para o quarto real onde ela deu à luz.
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  — Uma menina! — disse Francisco feliz e ao mesmo tempo com um leve desapontamento, mas não podia culpar %Claudia%, era seu primeiro filho, e era uma menina realmente dócil, que parecia com a mãe. Ele a segurou nos braços, feliz.
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  PORTUGAL

  — Por isso é importante Vossas Pequenas Majestades aprenderem desde cedo a zelar pelo bem da corte e cuidar para que quando se casarem com reis e rainhas, vocês.. — começou a explicar o professor de Etiqueta para João e %Isabelle%. %Isabelle% não deu ouvidos, estava mais concentrada em ouvir algumas pessoas da corte falarem coisas aos sussurros olhando de forma debochada para ela.
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  O que ninguém sabia era que as aventuras mal estavam começando...
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  %Isabelle% passou o resto do dia brincando, mas atenta a cada piada que faziam dela, para que ela um dia mostrasse seu valor.
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  — É uma menina linda — disse a mãe de Francisco para %Claudia%. — Os meninos virão com o tempo, mas é notável que tenha dado à luz uma menina linda.
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  — Luisa é uma dádiva — disse Francisco. — Vai ser nomeada herdeira da França!
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  As peças foram colocadas em jogo, agora era só dar um início que mudaria todos os destinos...
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