Capitulo 2 • As Irmãs Aragão
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%Isabel1% de Aragão estava no pátio do reino conversando com as irmãs, %Maria% e %Joana%. O sol brilhava intensamente, iluminando as paredes de pedra do castelo e refletindo nas cores vibrantes dos vestidos das princesas.
— Olhem só essa obra de arte! — exclamou %Isabel1%, gesticulando para um magnífico mural que retratava a história dos reis da Espanha. Sua voz era cheia de entusiasmo, cativando a atenção de suas irmãs. %Maria%, por sua vez, não conseguia conter uma risada sarcástica.
— Se as pinturas falassem, certamente teríamos uma história mais interessante do que a que vivemos aqui — comentou enquanto dava uma volta ao redor do pátio.
%Joana%, sentada em um dos bancos de madeira, estava imersa em um livro de magia. Seus olhos se moviam rapidamente pelas páginas, enquanto ela sussurrava feitiços que fazia questão de decorar.
— Vocês sabem que esse mural não será nada comparado ao que podemos criar com um pouco de magia, não é? — disse ela sem olhar para cima.
%Isabel1%, divertida, respondeu:
— Ah, %Joana%, e se alguma dessas magias der errado? Imagina o que o pai diria se transformássemos o castelo em um sapo gigante! — As irmãs riram juntas, mas %Maria% logo interrompeu, com um olhar pensativo.
— Falando em sapos, temos que considerar o que está acontecendo na França. Ana de Bretanha parece estar numa encrenca com o rei Charles, e isso pode afetar todos nós.
Nesse momento, %Catarina% de Aragão, que se encontrava em uma sala reservada, estava concentrada em uma correspondência com seu futuro marido, Arthur da Inglaterra. O papel que tinha em mãos era uma mistura de esperança e ansiedade, já que o casamento tinha o potencial de unir dois reinos, mas também trazia consigo uma responsabilidade esmagadora.
— Como é possível que duas pessoas conhecidas apenas por cartas possam ter tanto poder sobre o futuro de tantas pessoas? — murmurou para si mesma enquanto seus dedos dançavam sobre as palavras que descreviam suas emoções. Ela sentia que o futuro estava em suas mãos, mas o peso dessa responsabilidade a deixava inquieta.
De volta ao pátio, %Maria% havia notado um jovem servo que passava, trazendo consigo um ar de jovialidade que parecia quebrar a monotonia do dia.
— Bom dia! — ela exclamou, mirando no jovem com um sorriso travesso. — Como anda a vida de um servo no castelo? Ainda não se perdeu entre as paredes?
O servo, surpreso, parou e sorriu.
— Bom dia, Milady! A vida aqui é cheia de desafios, mas sempre tem suas recompensas. Como o sol brilha para quem trabalha duro, não é mesmo? — %Maria% riu da resposta, admirando a coragem do jovem de brincar com uma princesa.
Enquanto isso, a tensão na França aumentava. Ana de Bretanha, com seu coração pesado pela falta de herdeiros, começou a fazer planos. Ela sabia que a pressão para produzir um sucessor era imensa e que cada dia que passava era uma nova oportunidade perdida.
— Charles, precisamos conversar — disse ela em um tom sério ao encontrar seu marido no salão principal. — O futuro do nosso reino depende de nós. O que podemos fazer?
Charles olhou para ela, seu olhar um misto de preocupação e frustração.
— Ana, eu entendo sua angústia, mas não posso controlar o que acontece dentro de você. Precisamos de uma solução, e rápido.
As histórias se entrelaçavam, formando uma tapeçaria complexa de intrigas, esperanças e desafios. O destino das princesas de Aragão e de Ana de Bretanha estava inevitavelmente ligado, e o desenrolar das tramas prometia reviravoltas emocionantes que mudariam o curso do destino de todos os reinos.
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— %Isabel1%, precisamos conversar — disse a rainha de Castela. — Recentemente o rei de Portugal, Manuel I, tem insistido em pedir sua mão em casamento. Eu e seu pai acreditamos que uma união entre as famílias reais seria formidável.
— Mãe, a senhora sabe que não quero me casar tão cedo — disse %Isabel1% em tom divertido, mas contido. — Eu quero viver aventuras! Quero explorar, ensinar. E principalmente, ser livre, além de querer me casar com alguém que eu ame
— O amor não importa, %Isabel1%, o que importa é ter as próprias rédeas do destino através de alianças políticas e matrimonias, e você vai se casar com ele sim!
— Isso é injusto! — protestou %Isabel1% de Aragão. — Eu mal perdi meu antigo marido e já tenho de me casar novamente.
— É o certo — disse a rainha de Castela.
— Vou pensar, está bem, mãe — respondeu %Isabel1%.
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1496
— ... Mais um filho perdido, Bretaigne — reclamou Charles.
— Eu estou tentando gerar descendentes, meu marido, mas tem sido difícil! — exclamou ela.
— Ainda assim, outros reis já tiveram filhos e nós ainda não tivemos — disse Charles.
— Espere só um pouco e teremos — prometeu Ana de Bretanha.