As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 9

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  — Pai...
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  — Estou com enxaqueca — falo assim que desci as escadas na manhã seguinte. Eu odiava a cama do quarto de hóspedes ao lado do quarto de %Marina%. Maldita hora que Kennedy estava no melhor quarto. — Bom dia — falo e vejo a família e Kennedy sentados na mesa.
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  — Bom dia. — Ouço a voz de todos, menos %Tiffanny%.
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  — Aonde vai hoje, pai? — Patrick pergunta e eu pego uma xícara de café e me dirijo para fora da cozinha.
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  — Trabalhar. — E me retiro.
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  — Dava para você ser um pouco mais agradável? — %Tiffanny% entra no meu escritório. A ignoro. — Temos uma visita aqui em casa.
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  Nada respondo.
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  — John. Estou falando com você.
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  — Estou ouvindo.
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  — Seria bom se me olhasse e respondesse.
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  Suspiro e a olho sério.
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  — Quer que eu responda o quê?
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  Ela fecha os olhos e coloca as mãos na cintura.
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  — O que está acontecendo?
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  Nada digo.
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  — Olha, se você não conversar eu não saberei o que eu fiz ou com o que você está nervoso e vamos continuar nessa situação desagradável.
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  — Não dá para acreditar que estou de mau humor?
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  — Que eu saiba, homens não sofrem de TPM.
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  Solto uma indignação e volto a trabalhar.
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  — John. Qual o problema? — Ela apoia as mãos em minha mesa. Passa-se alguns minutos e ela abre a boca. — Foi por causa de Garrett, não é?
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  — Imagino que você tenha um almoço a fazer e eu tenho trabalho a terminar. — Levanto meu olhar sério para ela, que se endireita e assente, se dirigindo para a porta do escritório.
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  — Nós apenas conversamos, nada mais. — E sai da sala.
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  Fecho os olhos e passo as mãos pelas minhas têmporas.
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  É o que eu quero acreditar.
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  — Pai, mamãe disse para nós te chamarmos para irmos até a sorveteria — %Marina% diz com a cabeça dentro de meu escritório. — O senhor não está com fome?
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  — Não filha, obrigado pelo convite.
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  — Pai, todo mundo vai. Vamos, vai.
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  A olho.
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  — Todo mundo quem?
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  — Nós todos, tia %Any% e tio Jared, %Caroline% e Garrett. Só a %Naty% que disse que vai ver se consegue ir, porque tem de estudar para uma prova.
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  Suspiro.
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  — Vão vocês, tenho de terminar este daqui para amanhã. — Sorrio e a vejo fazer uma careta. — Tchau, filha.
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  — Tchau, pai. Eu cuido da mamãe para o senhor.
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  Sorrio.
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  — Sei que sim. — Assim como eu tenho certeza de que se ela soubesse sobre o passado da mãe e do namorado da amiga, iria ser contra %Tiffanny% ir junto.
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  Ouço o barulho de portas se fechando e sendo trancadas. Mais uma vez estou pensando na situação toda. Hora de voltar a focar no trabalho.
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  — Toma, pai. — Pat coloca um prato de comida na minha mesa e levanto a cabeça. — O jantar.
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  — Vocês já jantaram?
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  — Passamos o dia fora, o senhor não percebeu?
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  — Acho que não, o que fizeram?
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  — Fomos num festival que tinha perto da sorveteria. Garrett conseguiu convites para todos nós.
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  — Garrett conseguiu... — Sorrio. — Que bom, filho.
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  — Ele é bem legal, esse cara. — Ele coloca as mãos no bolso. — Mamãe disse que é um amigo dela e do senhor e do tio Jared e tia %Any%.
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  — É, um pouco.
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  Ficamos calados e eu volto a olhar para a tela do meu monitor.
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  — Pai?
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  Volto a encará-lo. Ele se senta na cadeira e eu o olho agora mais interessado.
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  — Eu não gosto muito de ver a mamãe tão íntima dele.
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  — Como assim? — Como assim, MESMO.
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  — Sei lá, ele é bem legal, sabe? Mas é namorado da %Caroline% e nem passa o tempo inteiro com ela. Ontem e hoje ele e a mamãe ficaram conversando o tempo inteiro.
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  — É mesmo?
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  — É. E é esquisito, porque a mamãe nunca teve outro amigo sem ser o tio Jared.
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  — Sua mãe tem vários amigos, Patrick.
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  — É, mas não fica grudada o tempo inteiro com ele.
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  Concordo com a cabeça.
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  — Certo, vou conversar com ela sobre isso.
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  — Eu falei já.
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  — Falou? — pergunto surpreso.
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  — Falei.
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  — E o que ela disse?
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  — Que não é para eu me preocupar. Que Garrett é apenas um amigo de infância e nada mais.
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  — Se ela disse, então você deveria acatar a ideia dela.
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  — Eu sei, eu só acho que era óbvio que ela diria isso para mim.
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  — Ela é sua mãe.
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  — E eu sou o filho dela e não gosto de ver ela andando com outros homens.
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  Sorrio.
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  — Não é porque ela anda com eles quem terá algo com eles.
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  — Mas dá a impressão, pai.
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  Eu sei. Isso que é o pior.
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  — Tudo bem, filho. Vou conversar com ela.
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  Ele concorda com a cabeça e se levanta.
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  — Obrigado pelo jantar. — Aponto para o prato agora frio e ele sorri e sai da sala. Suspiro. Eu estava perdendo o controle do meu relacionamento com %Tiffanny%.
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  — Precisamos conversar — falo fechando a porta de nosso quarto. Ela me olha séria.
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  — Agora você quer bater papo?
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  — Quero.
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  — Olha John, não é só porque você quer que-
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  — Patrick veio falar comigo.
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  Silêncio. Ela me olhava agora boquiaberta.
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  — Falar o quê?
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  — Sobre você e Garrett.
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  Ela dá uma risada.
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  — Patrick é uma criança, John. Não acredito que você--
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  — %Tiffanny% — a corto sério. — Você está de segredinhos novamente com Garrett.
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  — John. — Ela me olha séria. — Não somos mais adolescentes irresponsáveis. Somos adultos. Temos responsabilidades com nossos filhos.
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  — E você os está fazendo achar que está tendo algo com Garrett.
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  — Garrett é namorado de %Caroline%.
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  — E seu ex também.
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  — Olha, acho que isso está mais para um incômodo seu do que de Pat.
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  — É um incômodo meu ver que até meu filho está vendo o que eu estou vendo.
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  — Então é mesmo um problema com Garrett. — Ela sorri, como se fosse mais importante comprovar sua teoria do que se preocupar com os sentimentos do marido.
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  — Sim, é um problema com Garrett. Seu marido está com ciúmes de você com seu ex-namorado que veio falar para ele que você continua tão bela quanto era no colégio e ainda fica fazendo charme para cima dela. Mas o que mais me incomoda, é o fato de que minha própria mulher sabe disso e não está fazendo nada para me fazer sentir melhor — falo nervoso e me retiro do quarto, a deixando sozinha com seus próprios pensamentos.
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