As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 3

Tempo estimado de leitura: 23 minutos

  — %Mary%, caramba, anda logo! — Ouço Pat dizer fora do carro enquanto eu ajudava %Tiffanny% a guardar as bag freezers no banco traseiro do carro dela.
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  — Patrick, vamos indo na frente, tenho que passar no banco antes.
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  — Ah, pai... — ele reclama e eu nada digo, entrando no carro. Resmungando, ele entra no banco passageiro e coloca o cinto.
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  — Filho, você sabe que estará responsável pelas três...
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  — Eu sei, pai — ele diz sério. — Mas se %Marina% ficar de gracinha...
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  — Você me avisa e eu converso com ela.
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  Ele mais nada diz. Ficamos calados durante todo caminho até chegarmos a uma concessionária. Ele arregala os olhos e me olha:
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  — Tá falando sério, pai?
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  — Direitos iguais. Sua irmã ganhou o apartamento, você ganha o carro. O próximo, você compra. E nada de 0km.
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  — NOSSA! — ele pula e me abraça. Valeu, pai! — E olha para o carro que estava parado logo à frente com o vendedor sorrindo ao lado. Coloco as mãos no bolso e o deixo conhecer seu novo carro junto ao vendedor.
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  — CÊ TÁ BRINCANDO? — %Marina% berra ao ver as chaves tilintando na mão de Pat quando entramos no apartamento. %Tiffanny% me olha surpresa e eu levanto os ombros com as malas nas mãos e então vejo o sorriso que não deixa de me conquistar a cada vez que aparece. — Vamos lá ver! — Ouço nossa filha gritar e sumir de vista com Patrick.
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  — Onde eu deixo? — pergunto à minha mulher e ela se aproxima e pega cada uma das malas e as deposita no chão, enlaçando meu pescoço.
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  — O bom papai aflorou em você, é? — Ela sorri encostando nossos lábios. Sorrio e a envolvo pela cintura.
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  — Você gosta do bom papai?
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  A ouço dar uma pequena risada.
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  — Eu ainda prefiro o papai safado.
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  — Isso é contra os princípios de John O'Callaghan — falo sério e ela levanta uma sobrancelha. — Fora de casa, no lugar que nossos filhos irão morar. — sorrio malicioso e ela volta a sorrir juntando nossos lábios.
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  — Hew! — Ouço em coro e nos separamos, vendo %Marina% com a mão na maçaneta e a porta aberta e Pat com uma careta logo atrás.
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  — Querem saber como vocês vieram ao mundo? — pergunto sorrindo e %Marina% faz uma careta pior ainda.
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  — Eca, pai! Tem coisas que nós, filhos, não precisamos saber da vida dos pais.
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  — Para mim vocês eram virgens. — Pat fechava a porta e bate a cabeça nela. — Agora estou com essa visão do inferno na minha cabeça. Sai! Sai!
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  — Parem de falar besteira. — %Tiffanny% pega uma das malas. – Vamos, %Marina%. Arrume seu quarto antes que a %Natalie% e a %Caroline% cheguem.
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  Sem dizer mais nada, %Marina% acompanha a mãe. Antes de adentrar ao corredor, ouço a voz da mãe da casa para a minha infelicidade e do Pat.
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  — Vocês dois podem ir arrumar o quarto do Patrick.
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  Nos entreolhamos.
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  — O senhor não vai mesmo...
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  — Vamos logo. — Pego a mala dele que estava no chão e o vejo fazer manha.
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  — Pai...
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  — Você não liga porque não mora mais com a sua mãe e não precisa ouvir as reclamações dela quando não quiser. Mas esqueceu quem divide a cama com ela e tem o resto da vida pra ouvir? — Aponto para mim com a mão livre e ele ri pegando algumas sacolas e me seguindo. Onde é?
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  — A primeira à esquerda. — O ouço dizer enquanto via %Marina% e %Tiffanny% do outro lado do corredor, no quarto da frente.
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  — Como ficou a divisão? — Puxo conversa enquanto colocava as coisas na cama dele.
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  — Eu e %Mary% ficamos com os quartos sem banheiro e as duas amigas dela vão ficar com a suíte. Porque somos irmãos e podemos dividir o banheiro e tal.
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  — Bom — murmuro. Espero que não afoguem um ao outro. – ouço sua risada de quem não ouviria o pai. — Me fala onde ficarão as coisas.
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  — Essa mala é só de roupa, pode enfiar ali. — Ele aponta para o armário que feio com o imóvel.
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  A compra foi uma pechincha, concordo. No início, estranhei um pouco, pelo fato de ser em um bom local, perto da faculdade e do comércio, bem movimentado à noite; o estado do apartamento estava praticamente novo devido à uma reforma que os moradores anteriores fizeram. O pai de %Caroline% era corretor, por isso, não tivemos problemas quanto ao contrato, além disso, o casal novato que vivia ali antes havia mudado de país, por isso, deixaram grande parte da mobília para nós. Tudo o que precisamos comprar foram as camas, apetrechos de cozinha e alguns eletrônicos.
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  Duas horas depois...

  — Pai, a cabeça é ali...
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  — Patrick, aqui está escrito...
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  — Pai, fui eu quem montei isso no meu quarto!
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  — Não discute comigo, moleque.
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  — O que é isso? — Ouvimos a voz de %Tiffanny% e olhamos para o lado, vendo ela com %Marina%, as amigas e os pais delas atrás. — Não era para estarem arrumando o quarto?
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  — Estamos arrumando — Pat diz. — Resolvemos começar pela prateleira superior. — E o vejo apontar para os milhares de bonequinhos em suas armaduras em pé na tal prateleira. %Tiffanny% cruza os braços e vejo que é hora de amadurecer. Limpo a garganta e me levanto do chão, limpando as mãos uma na outra.
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  — %Marina%, ajude o seu irmão. — Me dirijo até a porta. — Boa... — Olho para o relógio. — Noite. — Levanto o braço para cumprimentar o pai de %Natalie%, que sorria.
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  — Eu entendo perfeitamente — ele comenta. – Gostaria de ter um filho para curtir esses momentos de pai e filho.
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  Olho para o lado e vejo %Natalie% revirar os olhos.
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  — Ele sempre fala isso — ela murmura para %Caroline% que ri.
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  Sorrio e cumprimento os pais de %Caroline%. Em seguida, voltamos para a sala, onde sentamos e passamos a conversar, enquanto os donos da casa se arrumavam para os levarmos para um jantar.
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  — Depois diga quanto ficará o estacionamento e combustível mensal para %Natalie%, O'Callaghan. — Ouço o senhor %Brown% dizer.
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  — Não se preocupem com isso. Acho ótimo eles terem uma responsabilidade financeira a mais, onde poderão aprender com essas responsabilidades. – falo, vendo as crianças correrem de um lado para o outro, conversando animados e gritando como se estivessem em casa.
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  Passou-se uma hora quando as mães, com perda de paciência por ver os filhos não fazerem nada certo, decidiram colocar a mão na massa e cancelar o jantar fora, pedindo para eu e os pais das outras garotas sairmos para comprar algumas pizzas enquanto elas se certificavam de que tudo estaria pronto quando voltássemos com a comida.
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  — Então, John. — Mathew, o pai de %Caroline%, inicia a conversa. Eu dirigia enquanto os dois apenas puxavam assunto. Eu disse que não era muito bom com novas pessoas na minha vida, mas Steven, o pai de %Natalie%, era muito mais fácil conversar já que eu o conhecia fazia um tempo. — Com o que trabalha?
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  — Contabilidade — respondo. — De empresas.
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  — Seus filhos devem ser bom com cálculo então.
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  — Patrick é ótimo — elogio meu filho, ele realmente se dava bem com matemática, só não gostava de admitir, porque como ele disse, seria condenado ao grupo dos nerds. — %Marina% tem um pouco mais de dificuldade.
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  — E você ajuda seus filhos?
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  — Sempre que posso. Ou sempre que eles permitem falo em tom de riso, recebendo risadas dos dois, que entendem perfeitamente meu ponto de vista. Sabemos que há uma fase da vida de nossos filhos em que eles acham que sabem de tudo e não querem receber nenhuma lição de seus pais. Eu não me lembro de ter tido uma fase assim, já que meus pais nunca reclamaram, mas talvez seja apenas minha memória fraca com a minha infância.
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  — %Natalie% veio com uma conversa de começar a trabalhar para conseguir um dinheiro próprio. Diz que quer comprar o próprio carro. — O homem parecia mais inseguro do que orgulhoso. — Não sei se é uma boa ideia.
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  — %Caroline% não. — Mathew ri. — Para ela, quanto mais tempo ficar longe do trabalho, melhor.
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  Os dois olham para mim esperando que eu falasse dos meus filhos, sem escolha e para não parecer grosseiro, digo:
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  — %Marina% é boa em economizar o próprio dinheiro, ela guarda em sua mesada em uma poupança. Já Patrick é como %Caroline%.
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  — Minha mulher é louca para que nossa filha comece a trabalhar. Acho muito cedo.
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  — Acho que nunca é cedo para o trabalho, Steven — digo. — Se %Marina% me pedisse para trabalhar comigo, eu não tardaria a arranjar algo para ela fazer. Acho bom quando eles vão a trabalhos voluntários ou pequenos estágios dentro da faculdade, as empresas estão valorizando muito mais um currículo gordo, do que o nome da faculdade em que a pessoa é formada.
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  — Concordo — Mathew diz. — Esses jovens não dão valor para o dinheiro quando não custam a consegui-lo. Hoje em dia parece que as coisas vêm rápidas demais. É muito fácil ficar rico, se você está no lugar certo, na hora certa. — Concordo com a cabeça. – Essa criançada precisa mais viver a vida ao invés de ficarem presas em casa sendo sustentadas.
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  No início, achei que nossa vida voltaria a ser pura tranquilidade. Sem crianças me pedindo dinheiro todos os dias ou avisando sobre saideiras, meu pensamento era que %Tiffanny% ficasse mais calma e dedicasse mais tempo à ela ou a mim. Iludido, não foi o que aconteceu. Parece que quando os filhos saem de casa, as mães tem um motivo a mais para se tornarem mais paranoicas do que já eram. Apesar de não demonstrarem aos filhos, para nós, maridos, é muito claro a diferença de sua preocupação quando a noite chega e elas se perguntam se eles estão comendo bem ao invés de porcarias, se arrumaram a cozinha ou não deixaram o gás ligado. Além disso, arranjam mais coisas para fazer, como marmitas congeladas para enviar durante a semana, mandar a faxineira tirar um dia para limpar o apartamento deles e passar o dia planejando melhorias na moradia dos filhos.
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  Se não estão fazendo tudo isso, estão arranjando alguma reforma dentro de casa. As despesas estão somente aumentando de acordo com que os meses passam e as crianças se acostumam mais a viverem fora de casa. Eu e %Tiffanny% achávamos que teríamos elas de volta nos finais de semana, mas quando eles disseram que queriam morar fora, eles estavam sendo sérios.
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  Cinco meses se passaram desde que nos tornamos recém-casados. Ter uma vida aparente sem filhos me fez sentir velho. Admito que esperava por um momento de paz quando ouvia as discussões de %Marina% e Patrick, mas agora que eles saíram, me pego olhando o calendário para ver quando eles voltarão para casa, nas férias.
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  — Que tal aumentar meu escritório? — pergunto para %Tiffanny%, que estava deitada ao meu lado no jardim. Era sábado e nós (“nós” = %Tiffanny%) estávamos planejando a reforma de nossa casa, agora que as contas estavam quitadas e a poupança, cheia.
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  — Que tal reformar minha cozinha?
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  — Você já tem uma cozinha bem equipada, senhora O'Callaghan.
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  — Se quer comida mais gostosa, vamos reformar a cozinha primeiro. — Lá vem a teimosia de %Tiffanny% O'Callaghan e John perde a guerra, mais uma vez.
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  — Tudo bem... Vamos falar com %Any%.
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  Minha irmã é arquiteta. E das boas. Ela quem reformou a nossa casa, quando eu e %Tiff% estávamos para casar. Ela quem construiu sua casa com Jared, já que ela disse que apenas ia se casar com ele quando tivessem um lugar só deles. E o lugar só deles que ela se referia era uma casa construída por ela. Demorou cerca de um ano e meio e o dobro de dinheiro para construí-la, mas eles não têm filhos para se preocupar, então não foi um desfalque econômico total.
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  — Oi, pai! — Ouvimos a voz de %Marina% gritar de algum lugar na entrada da casa e nós dois olhamos para trás, vendo seu semblante se aproximar com Patrick logo encostando no batente da porta para o nosso jardim.
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  — Claro, sempre o pai primeiro. %Tiffanny% dramatiza.
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  %Marina% ri e revira os olhos, eu aponto com a cabeça para a mãe e ela segue para o abraço, antes que ela fique órfã.
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  — Pai, então... — Ela coça atrás da orelha e eu fico sério. Lá vem. Eu sabia que não ia dar seis meses para ela vir me pedir outra coisa. Em casa, temos um código. As crianças, sem perceber, iniciam um diálogo com “então” toda vez que estão encrencados e precisam da minha ajuda (ajuda = dinheiro). Me mantenho calado olhando para ela, significando que eu estava prestando a atenção. — Já que o Pat está trabalhando... — Como eu gostava de ouvir aquilo. Era como música para meus ouvidos. Mesmo eu continuando a pagar todas as contas dele, pelo menos agora eu fazia uma transferência mensal da mesada dele para a conta, uma vez que ele não me pede mais dinheiro. Isso sim é bênção para um pai. — E eu estou no fim do meu segundo semestre... — Ela está enrolando muito, a coisa vai ser bem feia. Olho para %Tiffanny% e a vejo tão séria quanto eu, ou seja, %Marina% não havia falado sobre o assunto com ela. — Eu queria saber se eu também não podia trabalhar — ela finaliza rapidamente.
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  Arregalo os olhos em surpresa e olho para minha mulher, que estava boquiaberta.
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  — Você quer trabalhar? — pergunto e a vejo concordar com a cabeça. — Com o quê?
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  Ela levanta os ombros.
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  — O senhor não podia ver se eu podia, sei lá, estagiar na empresa? Afinal, é com o que eu vou querer trabalhar mesmo... — E coça a nuca. Ela estava nervosa.
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  Sorrio e olho para %Tiffanny%, que balança a cabeça indicando que eu poderia fazer o que quisesse.
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  — Claro, meu amor. Vou ver isso amanhã mesmo.
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  — Sério? — Concordo com a cabeça e ela pula animada. — Finalmente! Eu vou poder juntar dinheiro pra comprar meu carro!
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  — Opa, opa, opa! — Cutucou a ferida da mamãe. Reviro os olhos e pego meu celular, ligando para %Any% e deixando a discussão para trás. — Que história é essa?
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  — Ah mãe, fala sério, eu já vou fazer 19 anos e não tenho nem carteira de motorista!
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  — Você tem um irmão com carro.
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  — Um irmão que quase nunca está disponível quando eu preciso.
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  — Hey! — Ouço meu filho protestar.
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  — Espero que seja importante, estou no meio de um projeto. — Ouço a voz da minha irmã ecoar no telefone.
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  — É importante, %Tiffanny% quer reformar a casa e começar pela cozinha — falo ainda ouvindo a discussão da minha mulher com nossos filhos.
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  — Do jeito que está aí, parece que não vai sobrar %Tiffanny% para a reforma da cozinha. — Minha irmã é muito engraçada quando quer, adora atiçar o fogo quando já estamos em um incêndio.
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  — Rá-rá. %Marina% veio com a conversa de comprar um carro.
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  — Entendi. — Ouço seu suspiro. — Não sei quem é pior.
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  — O pior é que vai sobrar para mim.
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  — Como sempre.
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  Dou risada.
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  — Você conhece minha família bem demais, %Any%.
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  — Não tem jeito, é inevitável, John. Você se casou com a minha melhor amiga, lembra? Eu te avisei sobre nossa relação, lembra?
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  — E você o meu melhor amigo, então estamos quites.
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  — Falando nisso, fala para o seu amigo que eu não quero ter filhos ainda.
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  Fico sério.
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  — Jared quer filhos?
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  — Para ontem.
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  — Vou conversar com ele.
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  — Obrigada.
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  A questão é a seguinte: Apesar de eu saber que está mesmo na hora dos dois iniciarem a família, eu não consigo imaginar minha irmã menor tendo filhos. Ela é minha irmã menor e nunca deixaria de ser. Respeito o desejo de Jared em formar uma família completa como a minha, mas, pelo meu ponto de vista, estou fazendo um favor a ele quando digo que respeite a vontade da minha irmãzinha e não tenha filhos.
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  — Passo aí amanhã pra conversar com a %Tiffanny%.
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  — Por que vocês sempre combinam de se reunir quando eu não estou em casa?
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  — Não é óbvio? Para podermos planejar gastos que você vetaria se visse o valor final.
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  — PAI! FALA PRA MAMÃE QUE EU POSSO DIRIGIR, SIM! ELA DIRIGE, NÃO SEI O QUE É ESSA FOBIA DE MULHER NO VOLANTE, ELA É O QUÊ, ENTÃO?
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  — %MARINA% O'CALLAGHAN! RESPEITO COM A SUA MÃE! — %Tiffanny% berra. — VOCÊ PODE NÃO MORAR MAIS EM CASA, MAS CONTINUA SENDO MINHA FILHA E EU AINDA POSSO TE DEIXAR DE CASTIGO!
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  — A SENHORA VAI FAZER O QUÊ? ME MANDAR PRO QUARTO? PATRICK! ME LEVA PRA CASA!
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  Fecho os olhos.
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  — Acho melhor você ir resolver isso antes que se transforme na terceira guerra mundial.
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  — É, eu vou indo. Te ligo depois.
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  — Boa sorte. — É o que ouço antes de desligar.
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  Suspiro enquanto vejo %Tiffanny% e %Marina% em pé uma de frente para outra. Patrick, para variar, havia sumido, mas não o culpo. Em brigas como essa, se você está por perto, provavelmente será afetado por elas.
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  — Vamos conversar civilizadamente. %Marina%, respeito com a sua mãe.
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  — Não dá para conversar civilizadamente com essa garota, John. Acha que só porque saiu de casa que já é dona do próprio nariz e esquece que ainda é dependente de nós!
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  — Para de jogar na minha cara a minha dependência, tá legal? Eu to me esforçando pra não depender mais de vocês!
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  — Querem parar? — falo nervoso e perto de perder minha paciência. — Vamos conversar. %Tiffanny%, %Marina% pode muito bem dirigir bem. E %Marina%, não ache que é fácil ser independente, é preciso muita responsabilidade. Você saiu de casa não faz nem um ano e mostrar que é uma garota respondona à mãe não demonstra nenhum amadurecimento da sua parte.
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  — Mas parece que a mamãe fica me prendendo para eu ficar pra sempre dependente dos dois! Ela não me ajuda! Qualquer coisa que o Pat decide fazer, ela sempre apoia e o trata como se fosse o próximo presidente do país. Quando sou eu que decido fazer a mesma coisa, é como se eu estivesse planejando me juntar aos terroristas!
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  Olho para %Tiffanny% e ela revira os olhos e coloca as mãos na cintura. Ela sabia que %Marina% tinha razão, assim como eu sei.
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  — Vamos fazer o seguinte. Vamos esperar você juntar o dinheiro pro seu carro e quando isso acontecer, conversaremos sobre este assunto. Até lá, sem discussão — falo e %Marina% concorda com a cabeça. Olhamos para a dona da casa e ela demora um tempo para responder, concordando no final. — Ótimo. Da próxima vez, tente não causar uma guerra na minha casa logo nos dez primeiros minutos — falo para nossa filha, que dá meia volta e entra em casa. Vou até minha mulher e a abraço.
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  — Você devia acatar mais às minhas opiniões — ela murmura emburrada. Sorrio e encosto o rosto no dorso de seu pescoço.
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  — Eu sempre acato suas opiniões E decisões. Você sabe disso.
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  Ouço-a bufar, enquanto se remexe, mostrando desconforto.
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  — Vamos lá, %Tiff%. Daqui a pouco ela estará se formando. Tem sido uma boa garota até agora.
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  — Eu sei, eu sei. — Ela se afasta de mim. — Mas... Olha, não vamos falar sobre isso, tudo bem? Vou preparar o jantar. E quando %Any% vem aqui?
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  — Amanhã.
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  — Ótimo. — Ela entra.
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  — Ótimo — resmungo, pegando meu jornal e voltando a me sentar na toalha estendida na grama. — Ótimo porque eu não vou estar aqui dizendo que elas estão gastando demais com esses projetos. E com a discussão de hoje, ela provavelmente não hesitaria em dizer ‘sim’ caso %Any% quisesse criar um lago artificial no fundo do nosso jardim.
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