As Mulheres Da Vida de John O’Callaghan

Escrita porNatashia Kitamura
Revisada por Natashia Kitamura

Capítulo 27

Tempo estimado de leitura: 9 minutos

  Com a chegada do final de semana do chá de bebê, todos estavam impossíveis, inclusive Jared. Parecia até que o bebê estava para nascer, não que era uma reunião para celebrar a gravidez e todo esse blábláblá que as mulheres faziam questão de fazer quando estavam grávidas. Como era o primeiro filho de %Any% e Jared, não só %Tiffanny%, como mamãe, Patrick e %Marina% estavam animadas.
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  — Cara, vou ensinar altos truques para ele! — meu filho dizia na sala, enquanto esperávamos os convidados chegarem. %Any% não parava de falar para Jared que era para ele manter seu cabelo arrumado, pois ela queria que tudo fosse perfeito. E sendo perfeccionista, eu nunca havia visto minha casa tão limpa e cheia de coisas como hoje.
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  Era de noite quando as mulheres decidiram se juntar para abrir os presentes, e como %Tiffanny% disse, %Any% queria algo diferente da tradição. Não queria homens juntos na sala, pois eles nunca entendiam para que servia tudo mesmo. O único que podia ficar era Jared, que fizera questão, já que o animado com a ideia de ter um bebê ali era ele.
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  — Pai. — Patrick se aproxima com um copo de ponche, viro meu rosto da conversa que tinha com alguns colegas que estavam em casa e peço licença para eles. — Já me decidi.
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  — Sobre?
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  — Eu e %Natalie% — ele diz impaciente e olha para todos os lados a procura de %Tiffanny%. — Podemos falar agora? Mamãe está lá dentro e nem pensa em ver sobre o que nós conversamos e depois a vovó e o vovô poderão entrar no meio, e eu vou me ferrar.
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  — Claro, claro. — Coloco a mão no ombro dele e o levo para a garagem, onde não havia ninguém e %Tiffanny% não iria para lá, já que resolvera fazer meu escritório de depósito das coisas, mesmo eu pedindo para fazer a garagem disso. — O que quer conversar?
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  — Que eu me decidi que no feriado da semana que vem, eu vou levá-la para Miami. Quero dizer, ela nunca conheceu, então seria bem legal.
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  — É mesmo?
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  — É. Eu fiz as contas do dinheiro que eu tenho e dá tranquilo para nós irmos para lá.
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  — E o que ela diz sobre isso?
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  — Bom... — Ele coça a nuca. — Ainda não falei que nós vamos, mas quando toquei no assunto, ela ficou bem animada.
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  — Filho, você está fazendo tudo isso apenas porque você quer transar com ela, ou porque quer passar mais tempo com ela?
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  Não ouvi resposta. Meu filho é um tarado por sexo. Tudo bem, eu posso até entender, quando %Tiffanny% vinha com um papo de 'este sábado não', eu já começava a achar que não estava bom de cama e começava a ver filmes pornôs pensando em maneiras de satisfazê-la na cama. Mas isso não vem ao caso agora.
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  — Patrick, se você gosta dela de verdade, você não deveria pensar apenas em sexo. — E olhe lá eu dizendo tudo o que eu não queria ouvir quando tinha a idade dele. Essa coisa de ser pai muda bastante a gente.
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  Ele continuou olhando sem graça para o chão, até dizer:
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  — Talvez seja bom para nós vermos o que nós queremos dessa relação também.
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  Sorrio.
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  — Agora sim. — Dou dois tapas em seu rosto, o fazendo abrir um sorriso. — Não precisa se preocupar sobre querer fazer sexo logo. Depois da primeira vez, ela irá querer sempre. Mas aproveite que ela quer mais do que isso com você, filho. Se você gosta mesmo dela, vai ver que isso é mais importante do que qualquer amor carnal.
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  — Certo. Valeu pai. — Ele sorri e me abraça.
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  %Tiffanny% ficaria orgulhosa de mim.
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  — Me diga que você não sabia deste plano dele. — %Tiffanny% me olha aborrecida no dia que Patrick avisou, por telefone claro, que ele e %Natalie% iriam sozinhos para Miami.
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  Nada respondo.
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  — John!
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  — Deixe eles aproveitarem a juventude deles, %Tiffanny%, você é muito paranoica com essas coisas. Acho que a menina vai engravidar de tanto que você abomina isso — resmungo atrás da mesa de meu escritório. %Tiffanny% havia dito para Patrick que tudo bem, mas assim que desligou veio correndo para meu escritório desabafar sobre o assunto. Talvez fosse melhor eu dizer que não sabia de nada.
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  — Você já sabia, não sabia?
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  — Pat disse que planejava viajar com %Natalie% — respondo e ela se cala.
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  — John, por que você não me ajuda?
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  — Você disse para %Marina% ser virgem para sempre? — A encaro sério e ela bufa.
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  — É claro que não!
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  — Então não reclame quando eu faço o que devo fazer com meu filho. Você poderia ser um pouco mais compreensível com ele. Está pior do que é com %Marina% em relação a carros.
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  — Acontece, John, é que minha filha é muito bem...
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  — %Tiffanny%, os dois receberam a mesma educação. Acontece que Pat é seu nenenzinho ainda e você não quer aceitar que ele está para se tornar um adulto independente. As crianças crescem e você envelhecerá mais rápido se ficar se preocupando com essas coisas — digo rapidamente e sem respirar, mostrando que ela estava mesmo fazendo uma tempestade em como d'água.
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  Ela se senta exausta na cadeira à minha frente e apoia a cabeça na mão.
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  — É muito difícil se desapegar deles pequenos.
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  — Eu sei, você acha que eu fiquei como quando disse que %Marina% já não era mais virgem? Quase revi meu conceito de não ter armas de fogo em casa. — Ela riu. — Mas quanto mais nós prendemos eles, piores serão quando saírem de casa. Você mesma me disse isso, se lembra? Quando não quis comprar o apartamento para eles?
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  Ela sorri.
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  — É injusto você jogar o que eu falo contra mim.
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  Dou uma risada.
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  — Aprendi com a melhor. — E pisco para ela, que solta uma gargalhada.
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  — Tudo bem, vou tentar não dar vexame.
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  — Boa garota. — Beijo sua mão e volto a trabalhar.
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  — Por que nós dois não planejamos uma viagem nós dois depois que tudo isso acabar? — Ela encosta na cadeira. — Passei à frente de uma agência de viagens essa semana e vi que nem me lembro da última vez que viajamos nós dois sozinhos.
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  — Filhos são problemas, eu sempre disse isso. Desde antes de nascerem são, se lembra? — digo em tom de riso, a fazendo rir. Eu costumava reclamar com %Tiffanny% quando ela era grávida de Patrick e tinha medo de transar comigo, dando algum problema com nosso filho. Não transamos e ele ainda assim nasceu com problema.
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  — Engraçadinho. Mas o que acha da minha ideia?
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  — Termos uma segunda lua de mel?
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  — Tipo isso. — Ela sorri e retorno, só que maliciosamente. — John O'Callaghan...
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  — %Tiffanny% O'Callaghan, uma segunda lua de mel é tudo o que preciso no momento — a corto, fazendo-a rir. — Acredite. Minha felicidade quando as crianças saíram de casa se fora quando meus pais vieram nos visitar, essa sua regra de só transarmos quando não tiver ninguém em casa é castigo.
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  Ouço mais risadas dela e então a vejo se levantar:
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  — Vou ver um bom lugar para nossa viagem e te aviso.
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  Sorrio e volto a olhar para a tela do computador. Fico sério. Eu tinha que trabalhar mais. Conhecendo a mulher que conheço. Nossas viagens há um antes e durante. Antes ela precisa comprar malas e roupas para estar preparada para ir para o local, seja lá qual ele seja. E durante a viagem, ela se anima mais do que o necessário, comprando tudo o que tem direito.
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